O despertar das consciências

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Nelleke Noordervliet é uma escritora e artista muito popular dos Países Baixos. É conhecida pela participação activa na revolta estudantil da Universidade de Leiden de 1968. Escreve com regularidade na revista mensal “Historical News Bulletin”.Até agora ninguém lhe conhecia qualquer posição que pudesse servir para a considerarem uma tenebrosa “céptica”. Mas escreveu muito recentemente um artigo que é talvez mais incisivo do que muitas demonstrações científicas de que vivemos o maior embuste da História da Ciência.Como Nelleke também cita o caso do espantalho do gelo do Árctico, vem a propósito publicar no MC uma tradução para inglês do seu artigo que acaba de causar uma enorme sensação nos Países Baixos, até pelo inesperado de provir de uma personalidade tão popular.The big FiddleDeeDeeNo ice at the North Pole!!! Argentina's large Perito Moreno glacier sheds a huge amount of ice!!! Western European temperatures of 104° F in 2100 will not be unusual!!! These will all be records and it appears that they will all be historic firsts!!!The media have almost daily alarmist news of one kind or another, such as global warming, melting polar ice, disappearing glaciers, rising sea levels, in other ...

O Árctico segundo Gore

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
No livro de Marlo Lewis Jr. «A Ficção Científica de Al Gore», cuja versão em língua portuguesa foi editada em Maio passado pela Booknomics, podem ser encontradas várias afirmações de Al Gore relacionadas com o clima do Árctico.Todas elas são falsas e Marlo Lewis Jr. desmonta-as, uma a uma, com provas documentais obtidas em artigos publicados em revistas científicas.Para conhecimento dos leitores, aqui fica a colecção de afirmações erradas de Al Gore relativamente ao Árctico. UVI é o acrónimo de “Uma Verdade Inconveniente”, mas a numeração das páginas refere-se à versão original do livro de Gore, “An Inconvenient Truth”.UVI, p. 126: “Há dois locais na Terra que desempenham o papel dos canários nas minas de carvão, duas regiões que são especialmente sensíveis aos efeitos do aquecimento global”, i.e. o Árctico e o Antárctico. No Árctico “as temperaturas estão a subir mais rapidamente do que em qualquer outro lugar do planeta.”UVI, p. 128: “Há três anos, para espanto dos cientistas, a Plataforma de Ward Hunt partiu-se ao meio. Isto nunca tinha acontecido antes.”UVI, p. 130-131: “No Alasca chamam-lhes ‘árvores bêbedas’ porque se inclinam em todas as direcções. Mas isto não ...

Ausência de aquecimento antropogénico no Árctico

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Uma equipa de cientistas, de organismos de reconhecido mérito, assim formada:- Jonathan D. Kahl, do Department of Geosciences, University of Wisconsin-Milwaukee, PO Box 413, Milwaukee, Wisconsin 53201, USA- Donna J. Charlevoix, do Department of Geosciences, University of Wisconsin-Milwaukee, PO Box 413, Milwaukee, Wisconsin 53201, USA- Nina A. Zaftseva, do Central Aerological Observatory, State Committee for Hydrometeorology, Dolgoprudny, Moscow Region, 141700, Russia- Russell C. Schnell, do Mauna Loa Observatory, Climate Monitoring and Diagnostics Laboratory, National Oceanic and Atmospheric Administration, Hilo, Hawaii 96721-0275, USA- Mark C. Serreze, do Cooperative Institute for Research in Environmental Sciences, Division of Cryospheric and Polar Processes, University of Colorado, Boulder, Colorado 80309-0449, USApublicou, em 1993, na Nature, o artigo “Absence of evidence for greenhouse warming over the Arctic Ocean in the past 40 years”. O resumo do artigo é o seguinte:ATMOSPHERIC general circulation models predict enhanced greenhouse warming at high latitudes1 owing to positive feedbacks between air temperature, ice extent and surface albedo . Previous analyses of Arctic temperature trends have been restricted to land-based measurements on the periphery of the Arctic Ocean. Here we present temperatures measured ...

Em jeito de conclusões

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Charles Muller (*)Uma revisão da literatura científica recente permite tirar algumas conclusões provisórias:‒ Não existe consenso científico sobre a grandeza do aquecimento recente no Árctico.Vários estudos mostram que foi mais fraco do que o aquecimento médio no Globo durante o século XX. Outros recordam que as amplitudes térmicas no Pólo Norte são a regra pelo menos desde há 50 mil anos e que o fenómeno está particularmente documentado tanto no decurso do último milénio como no decurso do último século.‒ Não existe consenso científico sobre a amplitude da fusão recente dos gelos no Árctico.O valor de 40 % de perdas em 40 anos foi vivamente contestado. Vários estudos com base nos satélites mostram que os modelos climáticos em vigor falham na precisão da espessura real dos gelos (50 % de subavaliação da variabilidade real).Certas zonas do Árctico (como o inlandsis gronelandês) conhecem uma progressão dos gelos e não uma regressão. Outras zonas, como os mares marginais da Sibéria, não mostram qualquer evolução significativa durante o século XX.‒ Não existe consenso científico sobre as causas da evolução climática recente no Árctico.O aquecimento global é o ...

O gelo não desaparece radicalmente (2)

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Charles Muller (*)Igor Poliakov e a sua equipa estudaram também a espessura do gelo (entre 1936-2000) e a sua extensão (entre 1900-2000), nos mares de Kara, Laptev, Sibéria oriental e Chukchi, todos eles do Oceano Árctico e ribeirinhos do norte da Sibéria (Poliakov, 2003) (13).Para este estudo, estes cientistas beneficiaram do fim da confidencialidade da base de dados dos russos [que os mantiveram secretos, durante a designada guerra fria] permitindo, deste modo, uma avaliação de longo prazo.Relativamente à espessura do gelo, os autores verificaram a existência de tendências positivas nos mares de Kara e Chukchi, negativas nos mares da Sibéria oriental e de Laptev. Em todo o caso, as alterações foram pequenas (cerca de 1 cm por década).Conclusão destes autores: “O exame dos dados (…) indica que as tendências de longo prazo são fracas e geralmente insignificantes de um ponto de vista estatístico e que as tendências de curto prazo não são representativas.”Na revista Nature, Seymour Laxon e os seus colegas (Laxon, 2004) (14) acentuaram recentemente a “variabilidade interanual forte” da espessura do gelo do Árctico, com base em oito anos de dados dos satélites [de altimetria] ...

Mar gelado do Árctico

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
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O gelo não desaparece radicalmente (1)

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Charles Muller (*)Deve-se ter sempre em consideração o longo prazo: o que se disse para as temperaturas também é válido para o gelo do Árctico.As espectaculares imagens dos satélites, amplamente reproduzidas depois da permissão das autoridades americanas, mostram uma inexorável redução da banquisa do Oceano Árctico nos meses de Setembro [quando se atinge o mínimo anual].Mas estas imagens apenas começaram [a ser colhidas] em 1978/79 [data do início das observações dos satélites]. No entanto, como já se viu, o clima do Árctico distingue-se por oscilações multidecenais lentas.Ao aquecimento do período de 1920 a 1940 seguiu-se um arrefecimento entre 1940 e 1970 e, de novo, um aquecimento acentuado a partir dos anos 1980. As imagens dos satélites para a extensão do gelo do Oceano Árctico tiveram pois início no fim de um período “frio” e no início de um período “quente”.Não surpreende pois que nestas condições as imagens mostrem um decréscimo contínuo da massa de gelo [no fim da estiagem]. Apesar disso, transparece insistentemente um resultado [controverso]: em quatro décadas, o gelo do Oceano Árctico perdeu 40 % do seu volume (espessura).Esta estimativa está especificada no TAR [Third Assessment ...

Século XX: início mais quente do que o fim

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Charles Muller (*)O clima do Árctico tem de ser apreciado no longo prazo como todos os outros climas. Antes de caracterizar uma subida ou uma descida da temperatura como “dramática”, “catastrófica” ou “sem precedentes” convém naturalmente reflectir sobre as amplitudes do passado. Acontece que o clima do Árctico se caracteriza por uma grande variabilidade. Vejamos algumas observações da investigação recente neste domínio.Dahl-Jensen et al. (1998) (8) analisaram duas séries de dados retirados de cilindros de gelo das calotes gronelandesas que permitiram reconstruir temperaturas: de 50 mil anos (a partir de uma série da perfuração em altitude, designada GRIP) e outra de sete mil anos (da outra série da perfuração designada Dye3, situada 865 km mais a sul).Eles concluíram que a Pequena Idade do Gelo foi mais fria do que actualmente, em média, 0,5 ºC a 0,7 ºC. Quanto às temperaturas recentes, “atingiram um máximo cerca dos anos 1990 e desceram nas últimas décadas.”Wagner et Melles (2001) (9) estudaram um bloco de sedimentos de 3,5 m retirado de um lago perto da costa oriental da Gronelândia afim de identificar os traços orgânicos deixados pelas aves marinhas nos últimos 10 ...

O custo dos alimentos em água

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral, água
O Guardian publicou um ensaio fotográfico onde tenta ilustrar a água que é gasta a produzir alimentos comuns. Eu não tenho a certeza de entender os objectivos deste tipo de exercício. Uma chávena de café necessita de 140 litros de água para chegar à nossa mesa; o vinho 125 litros de água por copo; o bife 15.500 litros de água por quilo; o arroz 3.400 litros de água por quilo produzido… E não entendo pela seguinte razão: A maior parte desta água não é gasta no sentido que desaparece, mas entra no sistema de um lado e sai do outro, pronta para voltar a ser utilizada ou entrar no ciclo. A água de regar a vinha, dependendo também dos métodos de cultivo e de rega, não desaparece, nem se estraga. No caso do arroz, o jornal indica que parte dos 3.400 litros é de irrigação e parte da chuva. A água da chuva, aparentemente também acresce aos custos de consumo. Uma actividade que consuma água inutilizando-a, considero que de facto a consome, o resto parece um exagero. Os dados são do site Water Footprint. Na metodologia indica que é considerada a água evaporada ou poluída.

Aquecimento inferior ao previsto

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Charles Muller (*)O climatologista polaco Rajmund Przybylak [da Universidade Nicolaus Copernicus, Torun, Polónia] publicou uma dezena de estudos sobre os climas nórdicos e árcticos, bem como um recente livro de referência sobre a questão (Przybylak, 2003) (2). As suas conclusões provisórias são contrárias às do IPCC e do IASC.Anteriormente, em 2002, R. Przybylak publicara uma análise detalhada das temperaturas árcticas a partir de dez estações meteorológicas representativas do conjunto dos sub-climas da região.O climatologista analisou a temperatura média, máxima e mínima assim como a amplitude diária, entre 1951 e 1990, para determinar a evolução das tendências intra-sasonais e inter-anuais durante quatro décadas.A maioria dos dados assim recolhidos revela-se com tendência “não significativa”, isto é, sem tendência clara para o aquecimento ou para o arrefecimento. As variações intra-sasonais são bastante positivas para o Árctico norueguês e para o este da Gronelândia, mas negativas nas zonas árcticas russa e canadiana.O árctico russo [e o canadiano] tende a arrefecer, enquanto que se observa uma tendência inversa noutros lugares. [Esta conclusão, para a região árctica, confirma que, resumidamente, no este arrefece e no leste aquece, neste caso, por motivo da acção das ...

No Norte da Terra

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Charles Muller (*)O Árctico é a região setentrional da Terra, centrada em torno do Pólo Norte. Os limites do Árctico variam um pouco conforme as definições. O limite astronómico é fixado pelo Círculo Polar Árctico, paralelo situado acima da latitude 66 º 32 ’N.A norte deste círculo o Sol não se põe nunca entre os equinócios da Primavera e do Outono devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao plano da sua órbita em torno do Sol. O fenómeno inverso acontece, bem entendido, no Pólo Sul, para lá do Círculo Polar Antárctico.Do ponto de vista climático, o limite do Árctico não é assim tão nítido. A fronteira mais comummente escolhida é a de uma isotérmica de 10 ºC do mês de Julho que é o mais quente. A zona assim definida é então mais irregular [do que um círculo] roçando as latitudes 90 ºN na Europa mas descendo por exemplo até à latitude 60 ºN, para além do estreito de Bering (limite vermelho indicado no Mapa do Árctico) [Retirado do World Map].No centro do Árctico encontra-se um oceano recoberto de uma banquisa [palavra originária da Escandinávia designando ...

Mapa do Árctico

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
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O fantasma da fusão dos gelos

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Charles Muller (*)As regiões polares estão a aquecer mais rapidamente do que o resto do planeta, o gelo derrete a velocidade vertiginosa, o mar gelado desloca-se, o nível do mar sobe inexoravelmente, os ursos polares vão desaparecer, os esquimós estão ameaçados … e o responsável por todas estas catástrofes em cadeia é o aquecimento global por culpa do homem, ou seja, devido à emissão dos gases com efeito de estufa. Quem ainda não conhece esta ladainha dos media? No entanto, um exame cuidadoso da literatura científica revela uma história completamente diferente: os Pólos estão sujeitos a oscilações naturais importantes, os anos 1930 e 1940 foram tão quentes como os anos finais do século XX, o resto do planeta parece ter aquecido mais depressa que os seus Pólos, alguns glaciares avançam enquanto outros recuam, não há nenhuma certeza que nos permita recriminar os gases com efeito de estufa.O Le Monde não tem a reputação de ser um jornal fantasista, explorando o sensacionalismo e o catastrofismo para aumentar as suas vendas. Eis o que se podia ler recentemente sobre o Árctico:“O Árctico e o Antárctico são testemunhas privilegiadas das alterações climáticas, às quais os ...

A morte de um sábio

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Dia 12 de Agosto de 2008, em Marselha, faleceu o Prof. Marcel Leroux.Marcel Leroux foi um homem extraordinário, um homem que contribuiu para alterar a forma como pensamos o Mundo. Foi um cientista genial na sua especialidade, a meteorologia e climatologia. Como cientista, mostrava-se sempre insatisfeito e à procura das melhores explicações para os fenómenos que estudava.O seu lugar na história da Climatologia já está assegurado. Ele foi o grande autor do corte epistemológico que fez avançar o conhecimento, marcando uma ruptura com os conceitos clássicos. Quando na Ciência se dá um salto destes isso significa que ou os conceitos antigos passam a ter uma explicação clara sem ambiguidades ou terão de ser pura e simplesmente abandonados. Todo o legado científico tem o seu lugar na História da Ciência.Marcel Leroux nasceu em Cartago, na Tunísia, onde realizou os seus primeiros estudos. Filho de bretões, abarcou como que duas nacionalidades. Sempre disponível para ajudar os seus colegas tunisinos e de todo o Mundo. A sua obra ficará como um marco na História da Ciência.Posted by Picasa

Carta para o IPCC

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
[Ver Fig. da carta para o IPCC](as on UN CAPSA site - http://www.uncapsa.org/Topics/IPCC_letter_14April08-1.pdf)______________Dr. Rajendra PachauriChairman Intergovernmental Panel on Climate Changec/o World Meteorological Organization7bis Avenue de la PaixC.P. 2300 CH- 1211 Geneva 2,Switzerland14 April 2008Dear Dr. Pachauri and others associated with IPCCWe are writing to you and others associated with the IPCC position – that man’s CO2 is a driver of global warming and climate change – to ask that you now in view of the evidence retract support from the current IPCC position [as in footnote 1] and admit that there is no observational evidence in measured data going back 22,000 years or even millions of years that CO2 levels (whether from man or nature) have driven or are driving world temperatures or climate change.If you believe there is evidence of the CO2 driver theory in the available data please present a graph of it.We draw your attention to three observational refutations of the IPCC position (and note there are more). Ice-core data from the ACIA (Arctic Climate Impact Assessment) shows that temperatures have fallen since around 4,000 ...

Fig. da carta para o IPCC

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
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Carta para a ONU

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
[Ver Fig. da carta para a ONU]___________TO: UN Secretary General Ban Ki-moon, inquiries@un.org14th of July, 2008Copied to the G8 leadersDear Secretary General Ban Ki-moon,The UN Climate Change Panel must be called to account and cease its deceptive practices - Policies based on false science must be endedWe, an independent group of experts in various aspects of science and the environment, ask you to redress the lack of scientific integrity of the UN’s Climate Change Panel (IPCC) and to stop making reactionary and futile ‘Climate Change’ recommendations that hold back the developing world.As you read this, policies that you endorse are already causing misery and starvation for the world's poor.On the 14th of April this year some of us wrote to the Chair of the IPCC, Dr Rajendra Pachauri, copied below and available on the UN CAPSA site (ref E), asking him to present clear and graphic evidence of the theory that carbon dioxide (CO2) drives global temperature. We pointed out that no such evidence exists and offered charts and references that refute the man-made global warming theory.Dr. Pachauri has failed to ...

Fig. da carta para a ONU

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
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Cientistas refutam hipótese ippciana

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Um conjunto de 12 cientistas escreveu, no dia 14 de Julho de 2008, ao Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, expondo a falta de bases científicas e a futilidade das recomendações adoptadas pela ONU sobre ‘Alterações Climáticas’.Foi enviada aos líderes do G8 uma cópia desta carta.Entre os subscritores da carta estão três “IPCC expert reviewers” bem como especialistas da astrofísica, da climatologia, da economia, da biologia, da ecologia, da geofísica, da física e química. Um Prémio Nobel subscreveu esta carta.Na carta enviada ao Secretário-geral da ONU faz-se alusão a uma outra carta enviada, anteriormente, no dia 14 de Abril de 2008, ao Presidente do Intergovernamental Panel Climate Change, Dr. Rajendra Pachauri.O MC vai publicar de seguida as duas cartas, com as figuras correspondentes, tal qual.

O Homem não é o culpado

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
De uma vez por todas, torna-se necessário fazer uma declaração peremptória: o efeito de estufa – seja ele de origem natural ou antropogénica – não determina o estado do tempo e, portanto, não controla a precipitação ou a seca. Nem o calor nem o frio. Em consequência, as emissões antropogénicas não comandam as alterações climáticas actualmente tão em moda.A noção de alterações climáticas é extremamente dúbia como convém nesta grande trapalhada. Segundo “The Climate Change 2007. The Physical Science Basis”, edição do Working Group III do IPCC, lê-se na pág. 943:“Climate change refers to a change in the state of the climate that can be identified (e.g. by using statistical tests) by changes in the mean and/or the variability of its properties, and that persists for an extended period, typically decades or longer. Climate change may be due to natural internal processes or external forcings, or to persistent anthropogenic changes in the composition of the atmosphere or in land use.”Mas o WGIII acrescenta logo a seguir:“Note that the Framework Convention on Climate Change (UNFCCC), in its article 1, defines climate change as: ‘a change of climate which is attributed directly or indirectly ...

Plantação de árvores em 1871 e 1872

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral, adolpho ferreira de loureiro, adolpho frederico moller, árvores
À consideração dos “caçadores” de árvores monumentais ou notáveis, deixo aqui uma listagem de plantações efectuadas em diversas matas na região do Mondego e Figueira, da responsabilidade de Adolpho Ferreira de Loureiro e Adolpho Frederico Moller. Se alguma sobreviveu é necessariamente uma árvore notável digna de ser registada e seria uma justa homenagem a estes homens, designadamente a Moller, um dos mais notáveis silvicultores que passaram por este país. Agradeço informações complementares. Grafia da época. Na Mata do Choupal 1 Araucaria excelsa (Araucaria heterophylla) 88 Casuarinas 18 Cryptomerias 36 Pinus 139 Acacias 21 Eucalyptus 63 Grevilleas 290 Citrus 80 Acer 5 Aesculus 143 Ailantus 3 Broussonethia 519 Celtis 6 Cercis 2 Fraxinus 47 Gleditschias 275 Juglans 10 Melias 194 Morus 8.425 Populus 91 Robinias 30.806 Salix 9 Tilias 45 Platanus 2.168 Sambucus Total: 42.743 Na Mata de Valle de Cannas (Google Maps. Há uma panorâmica da região onde só vislumbro eucaliptos e árvores queimadas) 120 Abies 8 Araucarias 502 Cupressus 10 Cryptomerias 3 Cedrus 1 Larix 13 Taxodiums 2 Wellingtonias 152 Eucalyptus 147 Grevilleas 63 Betulas 286 Fagus 155 Quercus Total: 1.462 Matas do Rio Mondego 39.175 Salix 1.000 Arundo 59 Populus 92 Platanus 112 Juglans Total: 40.438 Matas da Valla ...

Seca do Sahel. Fase fria

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Demorou cerca de 20 anos a compreender que a grande seca do Sahel é devida a uma alteração muito significativa da circulação geral da atmosfera que se verifica desde os anos 1975/76.Essa alteração provocou uma migração, no continente Africano, das estruturas da pluviogenesis para Sul. Afectou inclusive a diminuição da precipitação no Monte Kilimanjaro e, consequentemente, também aumentou a retracção das suas neves que tiveram início cerca de 1880.A propósito do Monte Kilimanjaro e de mais uma das muitas patranhas de Al Gore aconselha-se a ler o Abstract do artigo «Solar Radiation-Maintained Glacier Recession on Kilimanjaro Drawn from Combined Ice-Radiation Geometry» de T. Mölg, D.R. Hardy e G. Kaser. O advogado de acusação Al Gore, como sempre, acusou o Homem de ter provocado a perda das neves de Kilimanjaro.O equador meteorológico desceu para Sul. Arrastou consigo as isoietas. Esta migração resultou de uma fase fria associada ao modo rápido da circulação geral da atmosfera. O modo lento ligado a uma fase quente provocaria o contrário. Isto é, as estruturas migrariam para Norte.Ou seja, se estivéssemos perante uma fase quente o Sahel teria uma pluviogenesis benigna com precipitação abundante. É o ...

Hipóteses injustificadas

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Tem havido muitas tentativas de explicação da grande seca do Sahel. Todas elas apresentam argumentos que dariam para escrever várias fábulas. Vejamos as principais.- Alteração do albedo da superfície terrestre. O pastoreio excessivo teria modificado o solo, por destruição da vegetação, aumentando o albedo, e teria inibido a precipitação e baixado a temperatura.Mas, pelo contrário, esse facto seria favorável a uma forte convecção (ascensão). Os solos desnudados são sempre mais quentes que os solos cobertos pela vegetação.Esta fábula pretende acusar os habitantes do Sahel como que tendo provocado a seca. Mas, graças ao IPCC, os sahelianos ficaram isentos de culpa. O IPCC passou o testemunho para outros habitantes do planeta que emitem gases malfadados.- Alterações no tipo de vegetação. Estas alterações teriam modificado o potencial precipitável. Mas já se viu que este é apenas um dos factores draconianos da ciclogenesis.As regiões costeiras do Senegal conhecem reduzida precipitação sem alteração da vegetação.O mesmo acontece nas ilhas de Cabo Verde com um défice ainda mais pronunciado de precipitação relativamente aos vizinhos continentais sem alterações no tipo de vegetação.- Alterações das temperaturas da superfície do mar. São contraditórios ...

A grande seca do Sahel

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Nas latitudes médias, o processo que conduz às secas de longo prazo envolve a formação de aglutinações anticiclónicas (AA) produzidas por anticiclones móveis polares (AMP).Nos trópicos, as condições da pluviogenesis podem sofrer perturbações que dificultam a precipitação. As condições do transporte de vapor de água de longa distância e a ascendência podem ser especialmente perturbadas.As perturbações advêm, fundamentalmente, de fenómenos de interferência dos alísios, que sopram dos continentes para os oceanos, e do equador meteorológico. Tanto uns como o outro podem dificultar a precipitação.A definição clássica de equador meteorológico pode ser encontrada na internet, por exemplo, nos seguintes links: (1), (2), (3), (4). Em relação à definição moderna só em livros é possível encontrá-la como no referido no fim deste post.O equador meteorológico (EM) forma-se na zona de confluência dos AMP boreais e austrais junto ao equador geográfico (EG). Em termos gerais, no Inverno do Hemisfério Norte, o EM é empurrado para Sul.Nas fases frias, como aconteceu na Pequena Idade do Gelo, o EM situa-se a sul do EG sobre o continente Africano. Em fases quentes, como sucedeu no Óptimo Climático do Holoceno, o EM ...

Secas e ondas de calor nos EUA

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
O drama das secas meteorológicas sempre preocupou os norte-americanos. Tanto no Inverno como no Verão. São frequentes as ondas de calor e as secas no Midwest e nas Grandes Planícies (a leste das Montanhas Rochosas). Nesta região as aglutinações anticiclónicas são endémicas.As Montanhas Rochosas dividem os EUA em duas partes pertencentes a dois espaços aerológicos com dinâmicas distintas. No de leste descem os anticiclones móveis polares (AMP) a caminho do Golfo do México.Como o berço dos AMP está relativamente perto da América do Norte, os AMP aparecem do lado do Atlântico com potência e frequência elevadas. Formam-se facilmente aglutinações anticiclónicas fortes a leste das Montanhas Rochosas.Na década de 1930, especialmente nos anos 1934-1936, verificou-se talvez a pior seca da história dos EUA. A situação dramática ficou conhecida como Dust Bowl que já foi referida várias vezes no MC.O drama do Dust Bowl também está ligado ao da Grande Depressão dos anos 1930 nos EUA. Daí que o tema da seca seja uma preocupação constante das autoridades norte-americanas quaisquer que elas sejam.Chicago sofreu, em 1995, uma onda de calor entre 11 e 17 de Julho, que registou ...

Inverno: aglutinações continentais

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
No Inverno, na Europa ocidental têm acontecido frequentes e extensas aglutinações anticiclónicas (AA) de duração variável com períodos mais ou menos longos, com um máximo de 49 dias seguidos, em 1988-89. Entre 1988 e 1993 sucederam as seguintes AA:- Em 1988-89, durante 77 dias, em três períodos, dos quais o mais longo foi de 49 dias;- Em 1989-90, durante 86 dias, em quatro períodos, dos quais o mais longo foi de 39 dias;-Em 1990-91, durante 52 dias, em quatro períodos, dos quais o mais longo foi de 26 dias;- Em 1991-92, durante 111 dias, em cinco períodos, dos quais o mais longo foi de 30 dias;- Em 1992-93, durante 105 dias, em cinco períodos, dos quais o mais longo foi de 39 dias.Fonte: Leroux, M. (2005). Global Warming: Myth or Reality – The Erring Ways of Climatology, Springer-Praxis, p. 290.Nos Invernos com menos neve, como em 2001-2002, o número e a potência dos anticiclones móveis polares (AMP) é maior originando aglutinações anticiclónicas mais frequentes. A situação inverte-se quando a neve é mais abundante, como em 2002-2003.A abundância ou a escassez de neve nas estâncias de inverno não tem ...

Inverno: seca e neve tardia

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
A seca meteorológica não está necessariamente associada ao calor. As aglutinações anticiclónicas explicam a falta de precipitação e a demora de queda de neve no Inverno que são erradamente imputadas ao aquecimento global.Actualmente, as AA são mais frequentes no Inverno devido à maior frequência dos anticiclones móveis polares (AMP). Por isso, as ausências de precipitação e de queda de neve são também mais frequentes nesta estação do ano.Daí que aconteçam curtos períodos com quedas de neve tardias em relação ao normal. Este facto é explorado sensacionalmente pelos alarmistas como prova do «global warming». Saliente-se ainda que as AA não se repetem em iguais períodos de anos sucessivos.Recentemente tivemos conhecimento das tardias quedas de neve na Serra da Estrela, em Portugal, e da Serra Nevada, em Espanha, bem como de outras estâncias de turismo de Inverno na Europa. Foi enorme a exploração sensacionalista deste facto.Justificou-se então a necessidade da neve artificial como uma nova área de negócios … para o turismo de Inverno. Nos EUA uma ONG ameaçou levar a tribunal as empresas petrolíferas pela neve tardia nas estâncias de esqui.A irregularidade das quedas de neve não é uma manifestação do ...

Dramática confissão. E em Portugal?

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
[O assunto é demasiado sensível para arriscar confusões com uma tradução]____________________No smoking hot spotDavid Evans July 18, 2008I DEVOTED six years to carbon accounting, building models for the Australian Greenhouse Office. I am the rocket scientist who wrote the carbon accounting model (FullCAM) that measures Australia's compliance with the Kyoto Protocol, in the land use change and forestry sector.FullCAM models carbon flows in plants, mulch, debris, soils and agricultural products, using inputs such as climate data, plant physiology and satellite data. I've been following the global warming debate closely for years.When I started that job in 1999 the evidence that carbon emissions caused global warming seemed pretty good: CO2 is a greenhouse gas, the old ice core data, no other suspects.The evidence was not conclusive, but why wait until we were certain when it appeared we needed to act quickly? Soon government and the scientific community were working together and lots of science research jobs were created. We scientists had political support, the ear of government, big budgets, and we felt fairly important and useful (well, I did anyway). It was great. We were working to save ...

Explicações oficiais confusas

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
‘Nenhum modelo operacional poderia prever com três meses de antecedência a chegada desta última onda de calor do verão de 2003’. Esta conclusão sobre a incapacidade de previsão sazonal dos modelos é aceite pela generalidade dos organismos oficiais. Dentre eles, pode-se citar o Centre Européen de Recherche et de Formation Avancée en Calcul Scientifique (CERFACS), o Météo-France e a Académie des Sciences, de Paris.A conclusão acima foi reiterada no nº 172 (Maio/2004) do Journal du Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). Esta importante publicação científica acrescentou ainda as palavras que são elucidativas da desorientação oficial:“Os climatologistas admitem que a anomalia das temperaturas superficiais da água do mar do Atlântico Norte detectada nos meses de Abril a Julho de 2003 … pode ser considerada como um dos precursores desta onda de calor”.“Mesmo que os modelos houvessem sido alimentados com os valores exactos daquela anomalia não teriam sido capazes de prever o acontecimento de Agosto de 2003”.“Conclusão: A causa da onda de calor não pode ser reduzida à simples anomalia … estiveram provavelmente presentes fenómenos complexos, envolvendo interacções entre o oceano e a atmosfera, até agora incompreendidos pelos climatologistas e dificilmente explicados ...

A culpa é das altas pressões

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
O que é necessário para se formar uma aglutinação anticiclónica? O movimento dos AMP pode ser amortecido, ou até estancado – dependendo da densidade do ar e da velocidade de deslocação –, pela presença de relevos fixos (geográficos) ou relevos móveis (AMP denso de gestação anterior) – Fig. 115.- Normalmente, no Verão, os AMP da trajectória americano-atlântica conseguem mover-se livremente até à Europa (a menos que algum relevo o impeça). Em França, por exemplo, a orla norte dos Alpes marca o limite desta translação. Os AMP entram na Europa central pelo norte. Pelo sul são bloqueados pelos edifícios montanhosos dos Alpes e dos Montes Cantábricos. A Península Ibérica e o sul da França são frequentados pelas extensas AA com o núcleo central de altas pressões situado no oceano Atlântico e que se estendem ao Mediterrâneo.- No Inverno, a Europa, em especial a sua parte central, encontra-se frequentemente debaixo de uma aglutinação robusta que avança em crista para leste, até à Ásia.O extraordinário foi que no verão de 2003 aconteceu uma situação tipicamente de Inverno com uma elevada frequência de AMP da trajectória escandinava (com ar mais denso e veloz). Na realidade, contrariamente ao ...
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