Blogs de Ciência

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Archive for the ambientalismo

O melhor presente para um chá de bebê

Dilbert_carbono_pegada_filhos.jpg
- Nós teremos um chá de bebê para a Kim na sexta-feira.
- Eu mal conheço ela.
- Ela irá ter trigêmeos. Tente trazer um presente apropriado pela primeira vez.
- É um...livro sobre como diminuir minha pegada de carbono?
- Você está nos matando.


Não entendeu? Clique aqui. Do sempre sarcástico Dilbert.


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Ecologia ou Exclusão?

Gostaria de compartilhar com vocês um ótimo artigo escrito por Camila Souza Ramos e publicado em maio de 2009 pela Revista Fórum. Este e todos os outros artigos publicados por esta revista estão licenciados sob Creative Commons e, por este motivo, reproduzo abaixo na íntegra o artigo. Mesmo sendo crítico em relação a um viés mais ambientalista presente em outros textos publicados pela mesma revista, acho que o artigo da Camila Souza Ramos atingiu um ponto bem interessante. Como o discurso de proteção a natureza pode ser utilizado como uma ferramenta de exclusão.

O artigo "Ecologia ou exclusão" é um dos cinco finalistas na categoria mídia impressa da décima edição do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica. Outra finalista é a vizinha de ScienceBlogs Maria Guimarães com o artigo "Jardineiras Fiés" que pode ser lido em sua edição original no site da revista Pesquisa FAPESP. Por sinal também é um ótimo artigo, que eu até já havia indicado anteriormente para os meus alunos do curso de licenciatura em Ciências Biológicas do CEDERJ. Bem, vamos ao artigo que intitula este post.



Ecologia ou exclusão?

por Camila Souza Ramos


Desde março, a paisagem da Cidade Maravilhosa está ganhando um ar sombrio: muros de concreto de três metros de altura já começaram a ser construídos ao lado da favela Dona Marta, e serão estendidos por mais 11 mil metros até rodear 11 favelas da zona Sul da cidade. E isso é só a primeira parte. O governo do estado, autor do projeto, promete ampliar o muro também para as regiões Oeste e Norte da capital até 2010, ano eleitoral. O argumento usado para a construção do muro - ou "ecolimite", como o governo prefere tratar - é a expansão das favelas sobre a Mata Atlântica dos morros cariocas.

"É pra ficar bem claro para todo mundo: ali é um ecolimite. Daqui pra lá é mata e daqui pra cá é urbanização e [a população] pode ocupar", aponta Ícaro Moreno, presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), empresa contratada para executar o serviço. De acordo com o governo do estado, o crescimento das favelas tem sido responsável pela devastação das matas que cobrem as encostas da cidade. Mas o argumento se mostra frágil se analisados os dados de uma pesquisa recente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), vinculado à própria prefeitura e responsável

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Trocar Belo Monte por eólicas é possível?

San Gorgonio Pass Wind Farm, Desert Hot Springs, CA
Central eólica de San Giorgio, Califórnia - EUA. Crédito: Xavier de Jauréguiberry


A resposta é sim, mas claro que tudo tem um custo. A questão é se o custo-benefício em termos ambientais e financeiros é melhor do que fazer uma usina do porte de Belo Monte. Abaixo um trecho da reportagem publicada pelo jornal O Estado de SP (os grifos são meus):



"Belo Monte terá potência de 11,2 mil megawatts (MW). Como a geração oscilará ao longo do ano - por ter reservatório pequeno, a produção cai drasticamente na seca -, os técnicos fizeram projeções com base na "garantia física" da hidrelétrica, que é a energia média que efetivamente será produzida: 4.571 megawatts médios (MWmed). Para obter essa produção com centrais eólicas, que usam vento para gerar energia, a estimativa é que seria preciso instalar 10.160 turbinas a um custo que varia de R$ 47,8 bilhões a R$ 83,6 bilhões.

Pelas estimativas do governo, Belo Monte demandará gastos de R$ 20 bilhões. O valor é contestado, mas, mesmo nas projeções menos otimistas, a obra custará no máximo R$ 30 bilhões. "No Brasil, ainda temos hidrelétricas para explorar e são a fonte mais barata. Então, tenho de fazer delas o carro-chefe. Outras fontes, como eólicas, biomassa e PCHs são excelentes para complementar, mas não têm as características para liderar a expansão", diz o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

Além dos efeitos econômicos, chama atenção o espaço físico necessário para as torres das turbinas eólicas. Se fosse construída uma grande central eólica, contínua, para gerar a mesma energia de Belo Monte, as torres ocupariam área de até 3.047 quilômetros quadrados, duas vezes a cidade de São Paulo. A área alagada para Belo Monte será de 516 quilômetros quadrados."


Para ler a reportagem completa, clique aqui.


Uma questão que poderia ser levantada é que o impacto ambiental gerado por Belo Monte seria na Amazônia e que, mesmo ocupando uma área maior, turbinas eólicas poderiam ser instaladas em biomas considerados de menor importância para o público geral como caatinga e cerrado. Este raciocínio está longe de ser o mais correto se pensarmos em termos de risco de extinção de espécies. Explico um pouco deste assunto em um post sobre Hotspots de Biodiversidade e conservação. Essa mesma "desculpa" é dada por muita gente que ficou feliz com o Zoneamento Agroecológico da cana. Pois para grande parte da população só a Amazônia

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Bom bril é realmente ecológico?




Atentem para essa campanha. Mais um vez a demagogia "verde" impera. Com a proposta de que o bom bril é ecologicamente correto por enferrujar e, assim, "sumir" do meio ambiente, sua embalagem é carimbada com um selo ECO.

Como o próprio site diz, a matéria prima do produto é o minério de ferro. Como sabemos, a extração do minério de ferro ocorre através escavação de grandes depósitos desse tipo de rocha, rica neste mineral. Com isso, tudo que está por cima desses depósitos é devastado. Como exemplo maior temos o Projeto Carajás.


carajás 3.jpgCicatriz no meio da Amazônia

Propriedade da Empresa Vale, essa área da região norte (abrange partes do território dos estados do Pará, Tocantins e Maranhão) é a maior produtora de minério de ferro do Brasil. Assim, para termos Bom Bril ou qualquer outro material deste elemento, temos que destruir imensas áreas de floresta para extrairmos o minério de ferro.

carajás 2.jpgSejamos críticos, estampar um selo ECO na embalagem de um produto desses é pura demagogia. Por isso, não falaram que a esponja tem como origem o petróleo (cuja extração é tão danosa quanto a do minério de ferro) mas falaram somente do seu tempo de duração quando jogada no lixo. Ambos têm origem em matérias primas de extração com grande impacto ao meio ambiente.

Em um país onde acabou de haver um corte de R$ 1,2 bilhões do ministério da educação para tapar buracos financeiros de outros investimentos que nosso governo acha mais importante fazer, fica fácil tentar enganar a população desinformada. Aumentamos a taxa de juros para fazer banqueiro feliz e cortamos na educação! Ótimo negócio! Os mais ricos ficando mais ricos e a população mantida controlada pela desinformação.

Caros publicitários, sejam um pouco mais honestos. Essa campanha para transformar tudo em ecológico ridícula. Se seguirmos seus moldes, podemos falar que Urânio é ecológico, pois com o tempo ele vai perdendo massa e energia, porém demora alguns milhares de anos para ficar tolerável para os seres humanos! Essa falsa sensação de que comprando esses produtos estamos ajudando o meio ambiente é desencargo de consciência de ambientalistas. Quer ajudar mesmo? Consuma menos!
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O elo que falta na conservação da biodiversidade

ResearchBlogging.org
Gostaria de repartir com vocês uma carta publicada na periódico Science no último dia 16 de abril. Andrew Beattie e Paul Ehrlich criticam um editorial publicado no mesmo periódico no dia 5 de março, intitulado "A Biodiversidade é nossa vida". Este editorial foi escrito por Julia Marton-Lefèvre, diretora geral da ONG suíça International Union for Conservation of Nature.


"O elo que falta na Conservação da Biodiversidade

O editorial de J. Marton-Lefèvre intitulado "A biodiversidade é a nossa vida" (5 de Março, p. 1179) não aborda o elo que faltava em recursos para a conservação da biodiversidade. Os conservacionistas têm duas mensagens para o público: (i) a perda de biodiversidade é trágica por causa da iminente extinção de espécies carismáticas de mamíferos, aves, anfíbios e plantas, e (ii) a biodiversidade é importante porque contribui para os serviços ecossistêmicos. Visivelmente ausente desses conceitos aparentemente díspares é a conexão entre eles: os muitos milhões de espécies nos diversos filos de invertebrados e micróbios, que representam talvez 95% do total das espécies e da biodiversidade genética. Estas espécies são menos propícias a ganhar a simpatia do público do que um sapo ou falcão, mesmo assim são elas (além de plantas) que mantêm a agricultura, silvicultura e pesca, os mesmos serviços ecossistêmicos que nos esforçamos muito para proteger, por mediação química do solo e geração de cadeias alimentares marinhas. Essencialmente, estas espécies também suportam as mais carismáticas. Podemos ligar os pontos para o público com uma nova mensagem, uma que nós gostaríamos de chamar de "biodiversidade produtiva": Ao proteger os micróbios e invertebrados, também protegemos as indústrias de base sobre a qual todos nós dependemos."


Achei muito interessante esta carta pois ela trata de um tema já discutido aqui no blog no post "Salvem as lampreias!". Muitas vezes o discurso dos ambientalistas se torna vazio por tratar apenas das espécies mais "simpáticas", como ressaltados pelos autores da carta. Muitos dizem que é a maneira mais fácil de atingir ao público, mas nem sempre o mais fácil é o mais duradouro, o que realmente mudará a concepção das pessoas. Outros passam a mensagem de devemos salvar todas as espécies pois todas elas tem um valor intrínseco (discuti um pouco deste tema no Podcast do SBBr sobre o incêndio no Instituto Butantan). Claro que todas as espécies tem o direito de viver, mas uma discussão sobre conservação das espécies que tem

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Sábado 29 Maio: TROFA CAPITAL ECOLÓGICA DO NOROESTE


Por um dia, no próximo sábado 29 de Maio, a Trofa vai ser a capital da ecologia e do desenvolvimento local do Noroeste do nosso país. Com efeito é aí, no Auditório da Freguesia de Santiago de Bougado, que vai decorrer o IV Encontro da Plataforma Interassociativa Convergir, uma rede informal de cooperação que tem actuado na região de entre Vouga e Minho ao longo de toda a primeira década do século XX. Além da troca de informações e experiências entre associações, movimentos e outras iniciativas equiparáveis, dois são os principais objectivos deste encontro. Por um lado, tentar realizar um esboço de balanço daquilo que, ao longo da década que agora termina, não se conseguiu preservar (como no caso dos valores naturais do Baixo Sabor, em Trás-os-Montes) ou se não conseguiu melhorar significativamente (como no caso da poluição e outras agressões que têm afectado as bacias hidrográficas do Norte do país) – bem como aprender com algumas vitórias alcançadas na defesa da natureza. Por outro lado, dar passos no sentido de uma aproximação entre os movimentos ecológicos e os movimentos que pugnam por um desenvolvimento de base local e por uma revitalização do tecido social e económico das regiões do interior. Haverá ainda oportunidade, durante o almoço de confraternição, para que as entidades presentes que o desejarem possam tomar uma posição solidária para a preservação do vale agrícola do Coronado, no concelho da Trofa, cuja defesa vem sendo desde há anos combativamente assumida pela Associação de Defesa do Ambiente e Património da Trofa - ADAPTA e pela Associação para a Protecção do Vale do Coronado - APVC, sediada em São Mamede do Coronado.

[PARA MAIS INFORMAÇÕES:
http://plataformaconvergir.wordpress.com]

CONTEÚDOS
A manhã começará com uma apresentação pelo Professor José Portela, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - UTAD, intitulada «Do Contra-Desenvolvimento ao Desenvolvimento Sustentável», seguindo-se três exemplos de iniciativas locais que visam a harmonia entre ambiente e actividade económica, expostas pelo fotógrafo e gestor Pedro Alarcão (associação Veranda, Melgaço), pela bióloga Alice Gama (Associação Transumância e Natureza, de Figueira de Castelo Rodrigo) e pelo biólogo António Roleira (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, de Atenor, Miranda do Douro).
No início da tarde, o

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Acho que estamos no fim. Não queria que fosse a minha geração que vai vê-lo…


As empresas portuguesas são tão amigas dos concidadãos, não são?

Onde está errado: a ditadura do automóvel, que não queremos largar ou a BRISA que despedirá mais trabalhadores para lucrar uns patacos [ver notícia] e a fazer o que bem lhe apetece?

Que força é essa amigo, que força é essa?

Estou a pensar porque é que os nossos governantes e deputados recebem o subsídio para comprar o Passe Social L123, no valor de 170€ e ainda têm carro e motorista?


Estou a pensar porque raio digo aos meus alunos e pais usem os transportes públicos, quando raios é sempre mais caro, atrasado e ainda por cima há menos autocarros e paragens?

Estou a pensar porque raio digo aos meus alunos há estudos em Portugal e eles têm que fazer uma busca tão detalhada e curvilínea na internet para chegar ao que interessa na matéria de Ambiente e seu estado??


Estou a pensar porque raio já há já alguns bancos, empresas a aderir a programas de sustentabilidade, mas o sinal que vemos é que podem estragar o resto, porque comprometeram-se a plantar x árvores num sítio qualquer, quando é aquele rio Sabor o da minha juventude, é aquela X quinta que me recordo do Porto, é aquele Parque Real que adorava, etc...

Não sei, mas querem mesmo acabar com o mundo humano.

Só não queria que fosse a minha geração a vê-lo!


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Brasil: A árvore de dinheiro




O documentário acima foi um projeto do FRONTLINE/WORLD (série de TV do canal público norte americano PBS) e do Center for investigative reporting. Reproduzo a descrição exibida no sítio do programa:


"Em uma nova economia criada pelo Aquecimento Global, florestas estão se transformando em uma valiosa commoditie. A promessa de não corta-las é uma das maneiras mais populares que as companhias gostariam de compensar suas emissões. O correspondente Mark Schapiro segue a trilha de um desses projetos de compensação dentro da floresta atlântica brasileira" 


Além de ser um programa muito bem editado e produzido (e curto),  vários temas importantes são relacionados. O "mito da natureza intocada", o conflito dos moradores de uma região transformada em reserva com os "novos donos", a influência de grandes empresas multinacionais no mercado de compra de terras no Brasil, dentre outros. Claro que o problema é muito mais complexo do que o relatado pelo programa, mas esta visão mais crítica sobre a questão das áreas protegidas é muito interessante.

Via @TheClimateDesk
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Os 3 R’s da Vacina Ecohomeopática

Existe agora no mercado um revolucionário produto que resolverá inúmeros problemas ao mesmo tempo (quando eu digo “inúmeros” quero dizer “5″).

Tiro e queda! Sua família nunca mais será vítima de H1N1!

O produto é baseado no comprovado efeito da bissecular homeopatia (são duzentos anos!!!! Isso prova que funciona!!!!!), onde menos é mais!
Sim! Quanto menos coisa dentro, mais efeitos ela faz!
(Quando será que vão inventar dinheiro homeopático, hein!? rsrsrsrs)

Primeiro R: recicla água que seria desperdiçada em descargas desnecessárias!

Infelizmente a Indústria Farmacêutica quer todo o dinheiro para ela e vai tentar impedir você de se vacinar com uma VACINA QUE REALMENTE FUNCIONA!

A vacina custa somente 200$Reai$ e vem numa fantástica caixa produzida a partir de TetraPak reutilizada e 50 cápsulas de eco-vacina com veículo a base de açúcar orgânico.

O açúcar é ORGÂNICO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!¡!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!111

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Segundo R: reutiliza embalagens de leite (lavadas, lógico! rsrs) para armazenar as cápsulas!

Não é QUALQUER eco-vacina!
É uma eco-vacina HO-ME-O--TI-CA!!!

E, repassando esse email para 15 amigos, uma benção cairá sobre sua família e vocês, ao comprarem a eco-vacina homeopática (claro) estarão também livre da dengue! Esse milagre é poderosíssimo, mas você deve repassar esse email. Senão uma chuva de *granito* cairá sobre sua casa.
(brincadeira! kkkk lol :))

Terceiro R: reduz os ganhos da indústria de medicamentos ao aumentar os meus (isso e a população que, se tudo der certo, deve diminuir bastante também)!

O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO?!?¿??!interrogação???/?


Ideia roubada sob proibição explícita da autora original


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Miopia “verde”

Ecochatos-critica-ambientalismo.gif

Em homenagem aos ambientalistas que gostam tanto da natureza mas não conseguem entender que temos que olhar sempre o caminho do meio. É fácil falar que temos que usar menos carro, menos eletricidade, menos água...mas esquecem que a grande maioria no Brasil mal sabe o que é ter comida todos os dias. Temos que priorizar a diminuição do impacto associada ao desenvolvimento econômico. Todo o papo ambientalista sem tocar nesse assunto é apenas demagogia "verde".


Tirinha do fantástico André Dahmer.
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