Portugal vai ter maior parque eólico do Mundo +

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: China, Ciência Geral, Hipertexto, alterações climáticas, energias renováveis, espanha, george w. bush, graffiti, papel, água
O deserto cobre agora 18% do território chinês O dust bowl chinês visto pelo fotógrafo Benoît Aquin (o site abre uma nova janela, escolham “le dust bowl chinois”). Em Espanha a água é um problema Isto nunca serão boas notícias para nós. Por outro lado, por cá não se aprende com os erros, nem próprios, nem dos outros. O que é preciso é fazer mais umas barragens para os aspersores do golf debitarem. New York Times. Portugal vai ter maior parque eólico do Mundo E maior central fotovoltaica novamente. Será que senti uma pontinha de orgulho ao ler esta história no TreeHuger? Renováveis pressionam ecossistemas Ah, de volta à doce realidade. Expresso via A Sombra Verde. 12 cidades inteligentes A fazerem coisas ambientalmente boas. MSN. Paper Foldables Uns bonecos de papel bem giros para imprimir e construir. Gosto especialmente do gato doente com o funil veterinário. Merci Bernard Eu sabia que se procurasse bastante ia encontrar uns grafitos do meu agrado. George W. Bush acha possível acordo sobre o clima durante o seu mandato E eu também não. Público. Bolas pretas para evitar bromato na água Serei só eu que acha pior a emenda que o soneto? Los ...

Recarga artificial de aqüíferos: sobre-explotação e escoamento superficial

danambiental@gmail.com @ Portal Brasil Ambiental Categorias: Artigos, Ciência Geral, Tecnologia, água
Um aqüífero pode ser entendido como todo material geológico passível de armazenar e circular água, seja na zona saturada do solo ou nos poros, fraturas/fissuras ou carstes das rochas. Pode ser livre, quando o nível piezométrico [*] é igual ao nível da água, ou confinado quando está limitado superior e inferiormente por formações impermeáveis ou praticamente impermeáveis e o nível piezométrico se encontra acima do nível da água. A recarga natural de um aqüífero ocorre com a infiltração natural da água pluvial em áreas permeáveis, sendo posteriormente, armazenada no solo ou nas rochas.Embora haja o consenso da importância dos recursos hídricos subterrâneos, principalmente, no que tange o abastecimento urbano, industrial e agrícola ainda existem atividades humanas que causam impactos negativos sobre eles. A falta de políticas de zoneamento, planejamento e ordenamento territorial causam a impermeabilização das áreas naturais de recarga e concentram o fluxo superficial da água gerando problemas como enchentes e inundações. Associado a falta de recarga, causada pela impermeabilização, encontramos a sobre-explotação da água subterrânea que pode causar o esgotamento do recurso inviabilizando-o para posterior utilização. A recarga artificial pode ser tanto intencional quanto acidental. ...

Também temos o que ensinar!

Juscimar Silva @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Fertilidade do Solo, Geral, Política Agrícola, agricultura, desenvolvimento sustentável, revolução verde, uso do solo, água
O texto escrito por Jeffrey D. Sachs, economista e diretor do Earth Institute da Columbia University publicado na Scientific American Brasil (Junho, Ano 6, no. 73) intitulado ‘A Revolução Verde Africana’ atraiu minha atenção nos seguintes aspectos: de acordo com as informações contidas no texto, a produtividade alimentícia no continente africano é de aproximadamente 1 tonelada métrica de grão por hectare de terra cultiva, o que corresponde a um terço da produtividade alcançada por outros continentes. Este insucesso creditado às mudanças climáticas e a depleção dos nutrientes do solo já atingiu proporções críticas nessas regiões. Assim, estes fatores aumetam a vulnerabilidade da África à insegurança alimentar, haja visto que os preços ascendentes de alimentos no mundo impuseram uma carga paralisante ao continente, na qualidade de importadora de alimentos. Ainda no início do texto, o autor cita que para o continente africano “já está na hora de uma benção agrícola como a que impulsionou as perpectivas da Ásia” e foi está frase que me fez indagar: por que a Ásia e não o Brasil? Indubitavelemente, concordo com o autor que postula o uso de sementes de alta produtividade, fertilizantes e manejo adequado da irrigação como sendo primordiais para aceleração da produtividade ...

Utilização de resíduos industriais e urbanos na agricultura - Uma introdução

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Geoquímica, Resíduos, alimentos, contaminação de aquíferos, contaminação de corpos de água, contaminação do solo, fertilizantes, meio ambiente, produção de alimentos, água
Recentemente muito tem-se ouvido falar na tal da “crise mundial de alimentos”. Mas até que ponto essa crise é realmente sem solução? Meu colega Ítalo iniciou em seu último post uma análise do tema. Ele abordou, principalmente, o fato dos nutrientes absorvidos pelas culturas em determinados locais onde são produzidos serem exportados para outros, onde são comercializados. A idéia central do post era que essa necessidade implicaria no retorno aos locais de produção dos resíduos urbanos da área de consumo dos produtos. A realidade é que a grande demanda por fertilizantes junto com a tão falada alta do petróleo têm elevado de maneira assustadora os preços dos alimentos. Portanto, a necessidade de renovação dos meios produtivos é indubtável. Tem-se então uma situação onde a busca de novos insumos associada à necessidade da ciclagem efetiva dos nutrientes exportados se faz necessária. Sendo assim, a utilização de resíduos industriais e urbanos como fonte de nutrientes pode ser uma saída efetiva não só para contribuir para a redução dos altos custos de produção, mas também são interessantes soluções para problemas ambientais. Cada vez mais é preciso conduzir estudos visando o reaproveitamento salutar desses resíduos. Muito já tem sido desenvolvido. O uso de escórias de ...

Entendendo a contaminação de solos como uma bomba relógio

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Geoquímica, agricultura, bombas químicas de tempo, contamição, degradação do solo, desenvolvimento sustentável, meio ambiente, poluição, vulnerabilidade de solos, água
Quando os solos recebem cargas de contaminantes, seus diversos componentes atuam no sentido de diminuir a mobilidade dessas substâncias. Isso caracteriza as barreiras geoquímicas de GLAZOVSKAYA (1990). Porém, os contaminantes outrora acumulados, se incorporados continuamente, atingirão a carga crítica do solo em questão. Essa carga crítica pode ser definida como sendo a quantidade máxima de um certo contaminante que um ecossistema pode suportar sem graves danos às suas funções ecológicas (NILLSSON & GREENFELT, 1988). A liberação dos contaminantes nos solos e sedimentos pode ocorrer quando: (1) teores de contaminantes superam a carga crítica do solo ou (2) a carga crítica do solo é reduzida devido a mudanças nas condições ambientais, modificando a capacidade de retenção de compostos ou elementos químicos individuais. Possíveis fatores de modificação são mudanças climáticas, acidificação, erosão, mudanças no uso da terra, entre outras (SMIDT, 1991). Uma vez liberados, os químicos podem atingir os suprimentos de água superficiais e subterrâneas ou serem absorvidos pelos vegetais via solução do solo. Pode-se antever então a possiblidade de entrada dessas substâncias na cadeia alimentar causando risco a toda biota. Geralmente as mudanças ambientais causadoras da liberação dos químicos são lentas, e os fatos acima descritos, então, caracterizam as chamadas ...

Chelsea Flower Show 2008 +

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Hipertexto, alterações climáticas, andy sturgeon, arabella lennox-boyd, chelsea flower show, clare agnew, co2, josé sócrates, sofia beça, tom stuart-smith, água
A distribuição global de água Um gráfico que até os políticos globais conseguem entender. Jardim de Tom Stuart-Smith para o Chelsea Flower Show Outro ano passou… Vejam também o de Arabella Lennox-Boyd, Andy Sturgeon e Clare Agnew, interessante porque mostra os jardins em construção para o evento. Site do Chelsea Flower Show Sofia Beça é uma ceramista com um trabalho que acho muito próximo da natureza E vai vender peças a preços especiais no próximo fim-de-semana. Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas Não há nada — nada –, em que esta gente dê o exemplo. A menos que se conte com exemplos negativos. Público. — Entretanto o primeiro ministro pede desculpa e diz que desconhece a lei. É um mentiroso relapso. Vamos entrar numa era de mudanças climáticas abruptas? TreeHugger. Níveis de dióxido de carbono deixam o Mundo sem respirar Ah, estas “headlines”. Mas vale a pena ler a opinião de Anthímio de Azevedo e a entrevista a Viriato Soromenho-Marques. Meia-Hora (link é para um PDF). Ciclistas em Los Angeles provam que andam mais depressa que os automóveis A bicicleta é outra corrida que o nosso país ...

Introdução à geoquímica do arsênio

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Contaminação, Geoquímica, arsênio, ciclos geoquímicos, meio ambiente, mineração, poluição ambiental, solo, água
Por Renato W. Veloso O arsênio é constituinte de mais de 200 minerais e sua origem geoquímica está ligada a fases sulfetadas. É considerado pela Agência de proteção ambiental americana como o mais tóxico elemento do planeta. A maior ocorrência desses minerais estão associadas a áreas de mineração e apresentam teores variados de As (Arsênio), Pb (chumbo), Ag (prata), Au (ouro), Sb (Antimônio), P (fósforo), W (tungstênio) e Mo (molibidênio). De modo geral, as rochas apresentam teores variados de As. As concentrações em rochas ígneas dependem da origem do magma, com teores médios entre 1,5 e 5,9 mg/kg. As rochas metamórficas apresentam concentrações que refletem suas precursoras ígneas e sedimentares, com teores inferiores a 5 mg/kg. As sedimentares têm valores superiores à média da crosta terrestre pois podem funcionar como verdadeiros “filtros” das soluções geradas pelo intemperismo da crosta superficial. A tendência de concentração nas rochas sedimentares depende da proporão de sulfetos, óxidos, matéria orgânica e argilominerais presentes nos sedimentos. Nos solos, o tempo de retenção do As é função de características do solo, tais como pH, Eh e teores de matéria orgânica e de óxidos de Al e Fe. Além disso, as condições hidrológicas e climáticas também interferem de maneira significativa nas interações do As com ...

Degradação química do solo

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Contaminação, Geoquímica, compostos químicos, degradação do solo, meio ambiente, poluentes químcos, poluição, solo, água
Compostos e elementos químicos a muito tempo são utilizados pelo homem, mas o uso desses compostos tem se expandido consideravelmente a partir da revolução industrial. Isso significa que os contaminantes derivados da indústria, agricultura e atividades domésticas foram se acumulando por um longo período de tempo em solos e sedimentos. Alguns contaminantes são acumulados em áreas localizadas (como depósitos de resíduos industriais e domésticos), mas outros se encontram difusamente distribuídos (como a deposição atmosférica). O lançamento de poluentes químicos pode ser pontual, como na disposição de resíduos agrícolas, urbanos ou industriais. Outra forma de lançamento é a difusa, como a partir das chaminés de grandes indústrias ou escapamento de veículos automotores. Esse lançamento também pode ser classificado como “mais abrangente” quando se trata da poluição causada pela aplicação de corretivos de solo, fertilizantes ou outros condicionadores de solo. A entrada de substâncias químicas no solo pode ser classificada como: (1) deliberada como é o caso da atividade agrícola, já incluídos a aplicação de biossólidos provenientes de estações de tratamento de esgotos (ETE), estercos, fertilizantes, defensivos, corretivos e irrigação ou (2) acidental, que pode acontecer pela emissão atmosférica de resíduos industriais e urbanos, atividades de mineração e outras fontes. Na poluição ...

Problemas ambientais atuais e desenvolvimento sustentável

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, agricultura, ar, ciências ambientais, desenvolvimento ambiental, meio ambiente, problemas ambientais, solo, água
A pressão exercida pelo homem sobre os ecossistemas têm aumentado desde a segunda revolução industrial refletindo na necessidade de desenvolvimento de novas técnicas de conservação, prevenção e mitigação ambientais. Essas técnicas visam reduzir os níveis de degradação ambiental recentemente observados como a contaminação das coleções d’água e dos solos, a poluição atmosférica e a substituição indiscriminada da cobertura vegetal nativa, com a conseqüente redução dos hábitats silvestres, entre outras formas de agressão ao meio ambiente. A mudança da postura do homem com a natureza tem início a partir da década de 60. Marco importante no desenvolvimento das ciências ambientais foi o lançamento do livro ”Primavera Silenciosa” da britânica Rachel Carson que mostrava  os efeitos negativos do uso indiscriminado de insumos agrícolas. Desde então a preocupação de promover a mudança de comportamento no relacionamento entre o homem e a natureza começa a ser observado. O principal objetivo passa a ser o alcance do equilíbrio entre os interesses econômicos e conservacionistas levando à melhorias na qualidade de vida da população, dando origem aos processos que em conjunto futuramente seriam denominados de desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento sustentável pode ser entendido como um modelo que visa atender às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade ...

Ciência Ambiental por completo

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência ambiental, Ciência do Solo, Contaminação, ciências ambientais, conservação, meio ambiente, poluição, preservação, problemas sociais, qualidade da água, qualidade do ar, qualidade do solo, sócio-econômico, água
Caros leitores, Tantas vezes vejo nos notíciários, em conversa com profissionais da área e até mesmo em comunicados científicos um profundo desconhecimento sobre a verdadeira ciência ambiental. Quando se pensa em ambiente logo associamos a ele o verde de uma floresta ou os tons azulados da água. Isso é um reflexo puro e simples das conotações colocadas pelos grandes veículos de comunicação sobre o ambiente como meio físico ou biótico. Quando se inicia os estudos de disciplinas que se enquandram especificamente no campo das “ambientais” logo se vê que os pilares básicos para qualquer pesquisa na área são os três meios: físico, biótico e para surpresa de muitos o sócio-econômico ou antrópico, chamem-no como quiserem. Em suma isso significa que uma ação ambiental efetiva deve sempre envolver os três meios. Ou seja, não existe preservação, conservação ou planejamento ambiental, bem como quaisquer outros trabalhos correlatos sem que haja um envolvimento desses meios. Na minha opinião, inclusive, a esses três meios deveriam ser dadas importâncias iguais em trabalhos ambientais. Mas isso é uma discussão futura. Hoje o que temos visto é uma atribuição exacerbada de questões relacionadas aos meios físico e biótico. Mas pensemos bem se esse tipo de abordagem funciona. Imaginemos temas relacionados à qualidade da água em centros urbanos. É possível resolver os problemas de saneamento básico, de ...

Intemperismo químico de rochas e salinização de solos do semi-árido

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Fertilidade do Solo, Geoquímica, Luvissolos, Pedologia, embasamento cristalino, fertilidade de solos, intemperismo químico, salinização no semi-árido, tipos de rochas, água
Em certo trecho no último post comentei sobre a inadequação do uso de águas subterrâneas na irrigação em solos do semi-árido desenvolvidos sobre rochas que chamei de cristalinas. Este assunto, parece-me, merece um pouco mais de explicação. As rochas do mundo dividem-se em três grandes grupos: rochas ígneas, rochas sedimentares e rochas metamórficas. As rochas ígneas são aquelas que se originam do resfriamento do magma, quer no interior de câmaras magmáticas, quer no ambiente externo, como exemplos de rochas ígneas pode-se citar os granitos e os basaltos. Rochas sedimentares são aquelas originadas a partir da litificação (”petrificação”) de sedimentos. Os sedimentos podem originar-se da intemperização de outras rochas, da precipitação de compostos, como o carbonato de cálcio, ou de restos de organismos vivos. Os exemplos são o arenito, o calcário e os diatomitos. As rochas metamórficas, por sua vez, formam-se em ambientes de elevadas pressão e temperatura. As metamórficas podem ter origem tanto em rochas ígneas quanto em sedimentares: o gnaisse pode vir tanto de um granito quanto de um argilito. O que eu chamei de rochas cristalinas, muito comuns no semi-árido nordestino, são basicamente rochas ígneas e metamórficas dos grupos do granito e do gnaisse. Estes materiais são compostos ...

Mudanças climáticas e segurança nacional. I: O caso do semi-árido

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas, agricultura, aquecimento global, cv da pluviosidade e uso da terra, irrigação, meio ambiente, mudanças climáticas globais, mudanças no semi-árido, segurança nacional, semi-aridez, substrato geológico e uso da terra, água
Um assunto de certa urgência vem preocupando as cabeças pensantes no mundo: a humanidade, por meio dos governos nacionais, terão capacidade de lidar com catástrofes naturais resultantes das mudanças climáticas globais? Pensando em âmbito mais local, terá o Brasil algum tipo de planejamento para superar ou minimizar os efeitos destas ainda parcialmente hipotéticas catástrofes? A forma mais lógica de se avaliar o preparo brasileiro é considerar-se o que tem sido feito neste país para se enfrentar crises geradas por fenômenos naturais catastróficos. Para deixar bem claro o quão despreparado o Brasil se encontra frente a estes problemas, claro que o primeiro exemplo a ser citado é o dos episódios recorrentes e bastante previsíveis de seca na área semi-árida da região Nordeste brasileira. Ora, uma série de previsões sugerem que nos trópicos poderá haver uma extensa semi-aridificação advinda das mudanças climáticas. O Brasil tem no Nordeste um por assim dizer laboratório tanto para prever as condições futuras de partes de seu território quanto uma oportunidade desperdiçada de aplicar medidas de grande alcance para reverter os efeitos desta eventual semi-aridificação. Entretanto, age-se no Brasil, em relação às secas, como os usuários contumazes de maconha, que têm a memória de curto prazo ...

Dia Mundial da Água - 22 de Março

Nelson Alves Correia @ Cientista Curioso Categorias: Ciência Geral, água
Depois do Dia Mundial da Árvore (21 de Março), comemora-se, a 22 de Março, o Dia Mundial da Água. Dois temas relacionados e essenciais para a vida na Terra: sem água não há árvores; sem árvores não há oxigénio; sem água e oxigénio não há vida. Visita o site Águas Divertidas e descobre de onde vem, para onde vai e como é tratada a água que utilizas. Deste modo, ficas a conhecer o ciclo urbano da água, desde a sua origem até à sua descarga no meio ambiente. Os conteúdos do site estão divididos em quatro secções: Abastecimento de Água - captação, tratamento, transporte, armazenamento e distribuição de água potável às populações; Águas Residuais - recolha, transporte, tratamento e descarga das águas residuais no meio ambiente; Águas em Portugal - divulgação de sites portugueses; Águas Divertidas - divulgação ...

Qual a verdadeira qualidade da água que bebemos?

Carlos Pacheco @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Contaminação, Geoquímica, efluentes, esgotos sanitários, hidrologia de cidades, meio ambiente, qualidade da água, saneamento, água
Já faz algum tempo, mais especificamente desde os tempos de graduação em Engenharia Ambiental que faço alguns questionamentos sobre a verdadeira qualidade da água que bebemos. Analisemos alguns aspectos muitas vezes negligenciados no dia a dia. Imaginem uma grande bacia hidrográfica. Ao longo dessa bacia diversos municípios captam água para ser consumida pelas suas populações. Segundo números publicados no site www.tratamentodeagua.com.br cerca de 75% dos municípios brasileiros apresentavam rede coletora de esgotos em 2006. Desses municípios, uma minoria apresenta estações de tratamento de esgotos em pleno funcionamento. Além disso, os métodos convencionais de tratamento de esgotos e de água não apresentam técnicas de retirada de compostos químicos de difícil degradação, como metais pesados, agrotóxicos ou mesmo medicamentos ingeridos e posteriormente excretados pela população.  Especialistas atribuem à retirada dos sólidos em suspensão, tanto no tratamento de esgoto quanto no tratamento de água, a retirada paralela desses compostos que estariam adsorvidos à fração sólida presente na água ou no esgoto a serem tratados.  Mas até que ponto essa afirmação é verdadeira? Até acredito que seja, porém, qual a eficiência de retirada desses compostos via tal método? Essas são perguntas ainda sem respostas, até porque no controle de qualidade da água técnicas de identificação de tais compostos não são ...

Materialismo cristão e o fim do mundo

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Bush, Cerrado, Ciência Geral, Ciência Geral, Mudanças climáticas, aquecimento global, caatinga, destruição, hipocrisia, meio ambiente, água
Em minha opinião, há poucas pessoas tão materialistas como o devoto cristão, presidente dos Estados Unidos da América do Norte, o Sr. George Walker Bush. Ontem saiu um editorial na Nature criticando veementemente a desastrosa atuação do administrador da EPA, a agência de proteção ambiental americana, o toxicologista Stephen Johnson, que vem agindo de forma claramente harmoniosa com o que pensa o Bush, desrespeitando as leis, a ciência e a integridade ambiental do país. Um mais ingênuo poderia perguntar ”Mas como, ele não é o protetor do ambiente?” Não, como deixa bem claro o editorialista da Nature “The Bush administration has always shown more zeal in protecting business interests than the environment”, ou em português claro, a administração Bush tem sempre zelado mais pela proteção dos interesses comerciais do que pelo meio ambiente. E digo mais, provavelmente sem um mínimo resquício de remorso. Por quê? Entre outras coisas, porque eles têm a bênção divina para quaisquer de suas ações. Não pode haver nada mais hipocritamente materialista que isso. Entre outras coisas, o Johnson vetou tentativas de vários estados americanos de limitarem a emissão de gases de efeito estufa em seus territórios, principalmente de automóveis, utilizando em suas justificativas dados, por exemplo, da associação de fabicantes de automóveis. ...

Meandros da transposição

Italo M. R. Guedes @ Geófagos Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Uncategorized, água
Ao contrário da blogosfera anglófona, os blogueiros de ciência brasileira parecem não se interessar muito pelos polêmicos assuntos locais. Até agora, não li nem um post sobre a importante questão da transposição das águas do rio São Francisco, que tanta atenção tem recebido da mídia, embora com raras intervenções de técnicos imparciais. Infelizmente, o fato que mais tem chamado a atenção é a teimosa greve de fome de um bispo católico que se opõe ao projeto, utilizando sua posição como líder religioso para influenciar nas decisões de um estado laico, o que por si só é um absurdo digno de extremistas de direita norte-americanos. Apesar destas palavras duras, também estou, a priori, contra a tal transposição. Considero-me um cientista e como tal, tiro minhas conclusões a cerca da realidade e dos fatos a partir de evidências científicas, quer alcançadas por mim, quer por pesquisadores capacitados em outras áreas do conhecimento. No caso da transposição, como não sou um especialista no assunto, minhas conclusões são em grande parte baseadas no trabalho do pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, João Suassuna, especialista em recursos hídricos do Nordeste e que vem pensando a questão da transposição há um bom tempo. Suassuna faz questionamentos de ...

Ano Hidrológico = Seca

Nelson Alves Correia @ Cientista Curioso Categorias: Ciência Geral, água
Em Portugal, o ano hidrológico tem início em Outubro e termina em Setembro do ano seguinte. O ano hidrológico 2007/2008 tem apresentado, até agora, valores de precipitação mensal muito inferiores à média. Esta situação não é novidade no nosso país. A média anual de precipitação em Portugal Continental é de 912,5 mm, mas nos últimos 4 anos hidrológicos os valores têm sido sempre inferiores:2003/2004 - 695,1 mm2004/2005 - 397,6 mm2005/2006 - 757,4 mm2006/2007 - 865.4 mmA situação mais grave ocorreu no ano de 2004/2005, que acabou por causar uma situação de seca severa a extrema em quase todo o território, com precipitação 56% inferior à média.A variabilidade da precipitação mensal e anual, a sua distribuição desigual pelo território e a possibilidade de agravamento destas condições devido às alterações climáticas, exigem medidas urgentes para aumentar a eficiência na utilização dos recursos hídricos.> Ler +> Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos

Você cortou o cabelo?

Mauro Rebelo @ Você que é Biólogo... Categorias: cabelo, escova, permanente, pontes de Hidrogênio, queratina, umidade, água
Não, não cortei, mas depois de ouvir essa pergunta 3x vezes, resolvi escrever sobre porque os cabelos podem mudar de um dia para o outro, sem que a tesoura tenha nada a ver com isso.O cabelo é feito de uma proteína chamada Queratina. Essas proteínas se ligam umas nas outras através dos seus aminoácidos cisteína. Eu não queria entrar nos detalhes pra não ficar bioquímico demais, mas é tão legal... Os aminoácidos são os 'tijolos' com os quais se constroem as proteínas, e a cisteína é o único deles que possui enxofre (simbolizado pelo S). Quando dois S estão próximos, eles interagem e formam uma ligação, do mesmo tipo das pontes de hidrogênio da água, que todos aprendemos no colégio. Aliás, é justamente através dessas ligações que a água interage com a queratina.Então, a fibra da queratina também pode interagir com outras fibras, formando um tipo de trança, que é a matriz do cabelo. Como uma espiral e uma trança de verdade, o cabelo acaba ganhando elasticidade e flexibilidade. Quem controla isso são o número dessas ligações que ele possui. Quanto mais pontes ...

Propriedades da água

Rui Oliveira @ Blogómica Categorias: Ensino, água
Com o recomeço da actividade lectiva, regressam os posts didáticos. Este é especialmente dedicado à Engenharia Biológica e é um belo exemplo de uma apresentação científica rigorosa e didática aliada à estética.
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