Da África para a Amazônia


40 jornalistas de todos os órgãos de comunicação social juntaram-se numa iniciativa inédita de solidariedade.
Cada um reescreveu um conto tradicional e cedeu os seus direitos de autor à ONG guineense "SOS-Crianças Talibés" (Crianças Talibãns") que luta contra o tráfico de crianças no continente africano.

Meninas que estiveram fechadas num quarto durante 8 anos a serem violadas

Centro que vamos reconstruir com o dinheiro das vendas do livro
Vejam como é urgente ajudá-los!
Mais informação sobre os “Meninos Talibãns”:
http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/65801.html
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=7&t=Guine-Bissau-na-rota-de-redes-de-trafico-de-criancas.rtp&article=206886
http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/75264.html
http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/66338.html
http://www.jornalismogospel.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=9503
http://www.hrw.org/de/news/2010/04/15/senegal-rapazes-sofrem-abusos-graves-em-muitas-escolas-cor-nicas
By Jessica Leber and Climatewire
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Este post foi motivado pela leitura de um especial sobre os atuais conflitos africanos, que saiu na edição de março de 2010 da Foreign Policy, uma publicação especializada em política internacional. Aqui, eu resumo a análise de um jornalista do New York Times que, há anos, vive a realidade dos conflitos africanos. Como acompanha esses conflitos desde os tempos das guerras de liberação, nos anos 1960, o jornalista formulou a tese de que os novos conflitos pouca relação têm com os anteriores.
Segundo o autor, os líderes rebeldes que promoveram a descolonização africana eram orientados por ideais e por objetivos políticos claros, os novos, por sua vez, não parecem querer mais que lucrar com a miséria das pessoas comuns. Assim, lutam para garantir o controle de recursos naturais, como metais preciosos e minérios, ao mesmo tempo que sistematizam a prática de atos horrendos contra o próprio povo africano. Nos novos conflitos, os combates soldado x soldado foram substituídos pela ação de soldados contra civis. Desse modo, conclui o jornalista, as novas guerras não são guerras no sentido tradicional, elas se assemelham mais a ações de grupos criminosos, são não-guerras.
A lógica do autor, a qual eu resumo e exemplifico a seguir, é simples, mas consistente. Quanto mais estados falidos houver na África, mais oportunidades para que grupos armados atuem livremente. Quanto mais grupos armados atuando, menores as chances de governos estáveis se estabelecerem, ao menos sem ajuda externa. Desse modo, a falência de um estado como a Somália ensejou a ação dos piratas que hoje cometem atos criminosos nos mares da região, e a ação desses grupos dificulta a ascensão de qualquer governo estável na Somália. Assim, leitores, os Estados falidos propiciam as não-guerras e estas reforçam a falência do Estado. A menos que algo interrompa esse ciclo de insanidade, as Ak-47, que entulharam a África após a queda da União Soviética, parecem destinadas a continuar ecoando nas planícies desse velho continente.
Continue a ler As eternas não-guerras africanas
Continue a ler Apud “O Jardineiro Fiel”