Resenha de Livro: “A África, Explicada para Meus Filhos”

João Carlos @ Chi vó non pó Categorias: Ciência Geral, Geopolítica, Humanidades, Resenha de livro, África
Já era para eu ter publicado esta resenha… O livro de Alberto da Costa e Silva, veterano Diplomata (foi Embaixador do Brasil na Nigéria e no Benim) e autor de outros livros que eu pretendo ler, sobre o continente-berço da humanidade, é dirigido ao público infanto-juvenil, portanto é apresentado sem uma ordem histórico-cronológica formal — um pouco ao estilo de Lobato, em “Os Serões de Dona Benta”. Mas a abordagem menos acadêmica é até uma vantagem, porque parte exatamente dos “todo o mundo sabe que” deturpados pela visão eurocentrista com que se estuda a história nos colégios. E, ao mesmo tempo, cuidadosamente desmistifica a “África Ancestral” popularizada pelos descendentes dos escravos que vieram para o Brasil, estudando as profundas diferenças étnico-culturais da África Sub-Sahariana, seu modo de vida e explicando de maneira clara e sem “ornamentos” de pieguice o real significado da colonização européia (e da muito anterior interação com o mundo muçulmano) e seu impacto sobre as diferentes culturas. Em suma: um livro bem escrito (por falar nisso, o autor é membro da Academia Brasileira de Letras), em linguagem acessível e que, sem grandilouqüências, dá um pano de fundo bastante acurado, uma análise desapaixonada e isenta de ...

Blogagem Coletiva - Térmitas Africanos: Relações edáficas e utilização por povos nativos

geofagos @ Geófagos Categorias: Agricultura de subsistência, Ciência Geral, Ciência Geral, Ciência do Solo, Divulgação Científica, Geral, Pedologia, Térmitas, agricultura, meio ambiente, sustentabilidade, África
blogcoletiva-africa Em primeiro lugar gostaria de dedicar o post que virá, referente à blogagem coletiva sobre a África, para os nossos leitores Moçambiquenhos e Angolanos, cuja presença aqui tem sido constante. À outros leitores Africanos, também vai a nossa singela homenagem. Não há dúvidas quanto ao fato de os organismos atuarem significativamente na gênese dos solos. Alguns cientistas até consideram esse o principal diferencial entre os solos e fragmentos de rochas desintegrados. Obviamente, essa questão é mais profunda, levando o conceito de solo também à aspectos como a organzação, capacidade de sustentação de estruturas e vida, entre outros. A relação benéfica dos organismos em relação aos solos também acontece no sentido inverso. Ou seja, os solos também fornecem condições de vida mais adequadas para sobrevivência de determinadas espécies. Fatores como temperaturas mais adequadas, fornecimento de alimentos e áreas de refúgio, proporcionados por eles, podem ser determinantes no desenvolvimento delas. Em alguns casos, o homem também se aproveita dessa íntima relação, participando do processo de diversas formas. Citarei nesse texto o caso de populações africanas nativas que, por meio do uso (esse sim efetivamente sustentável) de recursos proporcionados por populações de térmitas (cupins), que são ...

Verdelago arrasa pinhal na Praia Verde +

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: ADN, Astronomia, Ciência Geral, Hipertexto, george steinmetz, george w. bush, papel, praia verde, robert frost, verdelago, África
Astrometry é um grupo no Flickr Com uma aplicação homónima, pode-se enviar uma fotografia do céu onde os astros serão identificados automaticamente. Vida selvagem em África Segundo a lente aérea de George Steinmetz. The sound of the trees Robert Frost no Abrupto. Engenharia de papel de Haruki Nakamura Incrível. Make Magazine Blog. Mais. Explorar as diferenças genéticas entre chimpanzés e humanos Ou as semelhanças. Wired. Verdelago arrasa pinhal na Praia Verde Muito mau. Mais uma vez tenho razão na minha tese que para destruir há sempre tempo e essa gente disposta a tudo está sempre à espreita. Foram plantados milhares de pinheiros mansos há anos e num loteamento que fizeram, só se podia construir em 30% do terreno que se adquiria (se me lembro). Para isto, mais um PIN do senhor Sócrates Pinto de Sousa. Também gosto muito do nome evocativo da empresa responsável. A Sombra Verde. George W. Bush Uma muito merecida retrospectiva em imagens. King-Mag.

Ilha Isabela: vulcões, espirros e náuseas!

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Bafana Divulga, Ciência Geral, Comportamento, Ecologia, Governo, Leões, Sucessão ecológica, Turismo, fotos, iguana marinha, ilhas galápagos, leão marinho, vulcões, África
Oi gente, aqui nas Galápagos o tempo está fechado. Chove à cântaros… Bem, ontem fomos a ilha Isabela, a maior das ilhas Galápagos e que parece um cavalo marinho (veja mapa). Isabela possui 5 vulcões, um deles entrou em erupção mês passado, com lava e tudo, mas, infelizmente, o show já parou… O mais incrível é que a ilha tem apenas 700.000 anos e para cada região que circunda os vulcões, há uma espécie de tartaruga gigante do gênero Geochelone. É nesta ilha também que recentemente foi construído um heliporto, para ajudar os caçadores na erradicação das terríveis cabras, uma das muitas espécies exóticas que perturbam as nativas, incluindo as tartarugas gigantes, por competição alimentar. Uma curiosidade histórica é que em 1946, foi implantada em Isabela uma Colônia Penal para presos políticos e comuns. Um diretor extremamente cruel obrigava os prisioneiros construírem um muro que separava “o nada do lugar nenhum”. Eles não podiam usar camisa e quem tentasse fugir era morto pelos vigias armados e enterrado pelos companheiros no lugar em que caísse. O muro tem 7 metros de altura, 5 de largura e 150m de comprimento. A colônia foi fechada 13 anos depois, quando o Governo ...

África: um continente acorrentado por ele mesmo

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Ciência Geral, Divulgação Científica, Governo, História, Livros, Política, Zimbábue, economia, África
É um chavão, mas vá lá: normalmente quando se fala em África a maioria das pessoas vai logo pensando em hordas famélicas num ambiente árido e sem esperança. E então elas se perguntam se não têm culpa neste sofrimento, pois afinal, além da escravização de boa parte da sua força de trabalho, o ocidente colonizou seus países explorando suas veias abertas, para enriquecimento das nações além mar. Mas será que foi, ou continua, desta forma? Robert Guest, editor de assuntos africanos para a The Economist em seu livro The Shackled Continent – Africa’s past, present and future (Ed. Macmilian, 280p., 2003, 11 libras e ainda não traduzido para o português, mas que poderia ter como título: “O Continente Acorrentado - O passado, presente e futuro da África”), tenta reverter a pergunta do porquê a África é tão pobre, para: por que a África é tão improdutiva? Por que mesmo representando aproximadamente 10% da população mundial este continente contribui com apenas 2% para o comércio mundial? Robert Guest morou em alguns países africanos durante três anos, e em 2004, após a publicação ...

Os Monstros: nossos maiores amigos

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Ataques de tubarão, Bafana Divulga, Biologia, Ciência Geral, Divulgação Científica, Ecologia, Geral, Publicações, Tubarão, Turismo, crítica, África, África do Sul
Para a geração que chega agora nos 40, poucos filmes foram tão impressionantes na adolescência como Tubarão de Steven Spielberg. Longe dos monumentais efeitos computadorizados de hoje, o aclamado diretor conseguia manejar muito bem a câmera, colocando os espectadores, hora como vítima, outra como predador, fazendo-os, por assim dizer, sentirem-se como ambos. Tudo isto ao som daquela “musiquinha”: tundundun-dundun-tundun… mais aterrorizante talvez apenas, os gritos agudos no chuveiro de Hitchcock, em Psicose, conhecido e traduzido em Portugal como O Filho que era Mãe (parece piada, mas é pura verdade, perguntem pro Ruy Castro). A cena de abertura do filme é clássica: a garota, num luau com os amigos transviados, vai nadar nua, no oceano tranqüilo. E então, tundundun… na poltrona da cidade do interior (longe do mar) já sabíamos o que ia ocorrer, mas nos aterrorizávamos mesmo assim. Depois vem a caçada ao grande bicho -“assassino”, que mostra toda a sua força, até ser explodido em zil pedaços. Politicamente incorreto? Então que tal lembrar do cultuado Moby Dick, romance de Hermam Melville, sob a direção de John ...

Ciência Brasil Ep. 10 - A Ciência dos Terremotos (parte 1)

Igor Pivomar @ Bafana Ciência Categorias: Bafana Divulga, Ciência Brasil, Ciência Geral, Divulgação Científica, Marcelo Hermes-Lima, Video, crítica, downloads, entrevista, terremoto, África
Sem tremer as bases o Prof. Dr. Marcelo Hermes-Lima volta com a décima edição do Talk Show científico Ciência Brasil. Dessa vez o entrevistado é o Prof. Alberto Veloso – Especialista em Sismologia. “Os terremotos são muito comuns no planeta terra. Segundo dados do serviço sismológico americano, por ano há 100 mil terremotos que são sentidos, ou seja, é 1 terremoto a cada 5 minutos. Nessa primeira parte do programa, o especialista em Sismologia e fundador do observatório sismológico da Universidade de Brasília (UNB), Alberto Veloso, traz aspectos científicos e históricos desses fenômenos e estudos dos pesquisadores. Os terremotos são uma submovimentação do chão, que às vezes pode ocorrer de forma violenta devida a uma passagem de um das sísmicas. De acordo com o especialista, a terra está submetida à esforços e tensões geológicas que atuam de forma lenta, mas durante muito tempo a rocha pode se deformar e com isso até quebrar, e é nessa quebra que acontece o terremoto. Historicamente, o primeiro registro de um terremoto foi há 4 mil anos a.C.” Agora confira ou baixe aqui pelo Bafana mais um episódio do Ciência Brasil. Download aqui ...

O dia depois de ontem…

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Carbon Dioxide Capture and Storage, Ciência Geral, Global Environmental Change, Gás Carbônico, IPCC, Publicações, aquecimento global, ccs, co2, crítica, pnuma, África
Capa do Ralatório CCS É preciso dizer uma verdade: o relatório do IPCC, Carbon Dioxide Capture and Storage (Captura e Estoque de Dióxido Carbono) de setembro de 2005 foi mal diagramado, as figuras são insuficientes e o texto não responde o que todo mundo quer saber. Pra quem não leu: ele não fala nem quanto o mar ou a temperatura vão subir. A Figura 7 do Resumo (confira abaixo), que mostra os cenários de emissão de CO2 (2005-2095), com ou sem as medidas de mitigação é confusa e a legenda diz: “Este exemplo é baseado num simples cenário e, portanto, não cobre o intervalo inteiro de incertezas”. Afinal: posso ou não confiar na extrapolação? As outras figuras ficariam lindas em cartolinas de trabalhos de colégio. Além disso, eles poderiam ter feito a gentileza de colocar o seguinte gráfico: no eixo X, o tempo (1900-2100), no eixo Y1, a temperatura e no Y2, o CO2 (pra fazer este tipo de gráfico, vá pro Excel e escolha gráfico, depois, tipos personalizados, e linhas em dois eixos). É pedir demais, colocar o intervalo de confiança?...

Bafana Divulga: UEG chega à África !!!

Igor Pivomar @ Bafana Ciência Categorias: Bafana Divulga, Cape Town, Ciência Geral, Divulgação Científica, Ecologia, Manejo de Recursos, Publicação, Publicações, Turismo, crítica, ueg, universidade, África, áfrica sul
Esta semana o Jornal Opção publicou uma matéria sobre o intercâmbio universitário entre a Universidade Estadual de Goiás e a Universidade de Cape Town (África do Sul) realizado pela pesquisadora Adriana Rosa de Carvalho (minha professora viu!!) no projeto Restabelecimento do sistema de monitoramento comunitário da pesca artesanal do Rio Olifants (África do Sul) para subsidiar a participação dos pescadores no processo de co-manejo da pesca do Harder (Liza richardsonii)” financiado pelo CNpq. Veja na íntegra aqui. Isto é um tapa sem luvas àqueles professores que passam mais tempo a reclamar e criticar a falta de recursos da universidade e não arregaçam as magas e trabalham com o que têm.  Bons profissionais não se concentram (e acomodam) nos obstáculos de seu projeto e sim buscam soluções para continuá-lo. O recado também serve para os alunos, o sucesso e reconhecimento da sua universidade estão em suas mãos. Incentivem seus professores, busquem parcerias com outras universidades e dediquem-se à profissão da sua vida, porque ninguém lê caixinha de reclamações. Além do prestígio acadêmico pelo trabalho, a professora Adriana nos trouxe belas fotos da África ...

Estes cientistas malucos e seus modelos engenhosos

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Al Gore, Artigos, Bafana Divulga, Divulgação Científica, Ecologia, IPCC, Manejo de Recursos, Pesca, Turismo, crítica, malária, manejo pesqueiro, modelos ecológicos, pesca industrial, África
Alan Teger (pesca) Esta semana, no Instituto Oceanográfico da USP, aconteceu o 1º Workshop Brasileiro sobre Modelagem de Ecossistemas aplicada à Pesca (Download das palestras aqui). No post Os Bagres da Amazônia falei que esta é minha área de pesquisa principal. Realmente uma pena não ter participado para aprender mais sobre temas correlatos, além é claro de conhecer os pesquisadores (também tenho saudades de São Paulo…). Modelagem ecológica pode parecer mais umas daquelas ocupações de cientistas em suas torres de marfim, mas decididamente não é (Aliás, se fosse não teria problema nenhum, mas este assunto fica pra outra hora). Na verdade é uma forma simples, porém abrangente pra se predizer alguns processos ecológicos e nossa pressão sobre eles. Sofia Dyminski 1989_PescadoresO Ministério do Meio Ambiente estima em 250 mil, o número de pescadores de pequena escala no Brasil. Ainda tem a pesca industrial e a população ribeirinha na Amazônia (mais ...

Laduma

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Cape Town, História, Poisson, Publicações, Turismo, copa do mundo, críquete, crítica, futebol, laduma, parreira, ruy castro, soccer, África, África do Sul
SoccerLaduma” é uma expressão Zulu que pode significar “ficar famoso”, “trovejar” ou mesmo “fazer barulho” e é usada pelos narradores de futebol da África do Sul depois do gol. Aliás, o campeonato nacional nunca é narrado em inglês, pois as TVs preferem uma das outras 10 línguas oficiais do país. O esquisito é que durante a transmissão, alguns repórteres falam em inglês, outros em africâner (a língua da identidade nacional) e o narrador numa terceira (Xhosa, Suthu, Zulu. Há muitos sul-africanos que também não entendem estas línguas). Enquanto estava na África do Sul, assisti ao jogo Brasil x Portugal. A cada 10 minutos os locutores se revezavam, um em inglês o outro numa outra língua que não consegui identificar. Ainda bem que o futebol tem sua linguagem própria e deu pra entender direitinho: o Brasil continua mal, correndo atrás da bola. Quando Carlos Alberto Parreira aportou na África do Sul. Sua missão foi tentar ser um Laduma, ou mais modestamente, fazer com que os torcedores do Bafana Bafana, como é chamada a seleção local, voltem aos estádios. O alvo ...

Hotspot & Wilderness: “hit parades” da conservação.

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: , Artigos, Bafana Divulga, Cerrado, Divulgação Científica, Ecologia, Manejo de Recursos, Maputaland-Pondoland-Albany, Publicações, conservação, hotspots, manejo, wilderness, África
  Alagados Desde 1989, trinta e quatro áreas ao redor do mundo têm merecido atenção toda especial dos conservacionistas; foram identificadas como “hotspots” pois possuem ao menos 1500 espécies de plantas endêmicas e já perderam mais que 70% de sua cobertura original. Duas destas áreas estão no Brasil, o cerrado e a mata atlântica, e três na África do Sul, a saber: região das Suculentas do Karoo (litoral do Oceano Atlântico na divisa com Namíbia), Província Florística do Cabo (6200 espécies endêmicas, vai do Cabo da Boa Esperança até o Oceano Índico) e a região de Maputaland-Pondoland-Albany (Oceano Índico na divisa com Moçambique). Mapa aqui Este ano a Nature publicou uma carta (“letter”) enviada pelo grupo de pesquisa do Jardim Botânico de Kirstenbosch que descreve um estudo sobre a Província Florística do Cabo, considerada uma “ilha ecológica continental” (todas as referências ao final do texto). O manuscrito ressoa o conceito de “hotspot” (sem ...

Elefante, manejo pra proteger a memória

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: , Addo Elefante, Artigos, Bafana Divulga, Divulgação Científica, Ecologia, Elefante, Kruger, Manejo de Recursos, Turismo, elefante africano, manejo, rola bosta, zoologia, África, África do Sul
Be Happy Elefante “Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais…” era assim que começava uma musiqueta que cantávamos, quando crianças, para atormentar os adultos. Depois veio o Jotalhão, o elefante do Maurício de Souza que acabou virando extrato de tomate, com o lema “o mais amado do Brasil”, ou algo similar. Na África do Sul, e na África de modo geral, os elefantes ainda incomodam muita gente, mas atraem turistas, exigindo cuidados especiais da direção dos Parques Nacionais e dos gerentes das reservas particulares (chamadas de “game farms”). Estas propriedades são um atrativo negócio em que o fazendeiro ao invés de criar animais para abate, os cria para serem vistos por turistas em preservadas paisagens naturais. O problema com o “way of life” elefantino é que ele é um glutão. Diferente das girafas que ficam com as folhas e espinhos, os indivíduos da espécie Loxodonta africana, preferem a árvore ou o arbusto inteiros na época seca, pois na chuvosa o consumo é exclusivamente de gramíneas. Apesar ...

Bagres da Amazônia (”et eu” 1)

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Amazônia, Artigos, Bafana Divulga, Citações, Divulgação Científica, Ecologia, IBAMA, Manejo de Recursos, Modelagem, Pesca, Publicações, bagres, ecopath, jaraqui, manejo pesqueiro, modelagem ecológica, piramutaba, provarzea, África
Várzea Amazônica et al. é a abreviação da expressão latina et alicui que significa “e colaboradores”. Explico: na maioria das revistas científicas a citação de um trabalho com mais de dois autores é feita usando-se o sobrenome do primeiro autor acompanhado de et al. (por exemplo, Silva et al. 2007, só pra escrever um dos sobrenomes mais populares do Brasil). Uma vez ouvi não sei onde a expressão “et eu”. Morri de rir. É usada pejorativamente contra o manjado tipo de professor-pesquisador que não cansa de dizer “Eu isso, Eu aquilo, Eu aquele outro, Eu, Eu, Eu….”. Também é usado para cientistas que só enxergam o próprio umbigo na hora de escrever: você lê o paper e o cara se cita toda hora. Bem, nem sempre é tão pecado assim. Pode ser que ele seja um dos poucos a tratar daquele assunto usando uma abordagem recente ou diferente. (Hum….). Certa vez li em uma revista científica famosa um trabalho de 30 páginas de um pesquisador estrangeiro que admiro. Havia 15 citações e 14 se referiam ...

Girafa: o mais simpático dos grandes mamíferos

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Artigos, Bafana Divulga, Divulgação Científica, Ecologia, Giraffa camelopardallis, Manejo de Recursos, Mapinguari, Publicações, Rand, Turismo, acácia, estreito de Behring, girafas, nigéria, overkill, África, África do Sul
O continente africano possui paisagens e flores magníficas, mas no quesito grandiosidade, alguns animais da África têm fama mundialmente inquestionável. As cinco espécies que recebem maior destaque são: rinoceronte, elefante, leão, búfalo e leopardo. O Rand, que é a moeda da África do Sul (7 Rands = 1 dólar), ostenta-os, respectivamente, em suas notas de R10, R20, R50, R100 e R200. Estranhou a lista? Cadê o hipopótamo, a chita, o gorila e a girafa? Na verdade, os chamados “big five” não são exatamente os “maiores”, mas sim os mais agressivos e perigosos ao homem. MapinguariPor que a diversidade de grandes animais só é alta no continente africano? A resposta mais correta é o fator histórico-evolutivo, pois há 20 mil anos atrás, o continente americano também contava com mamíferos quase gigantescos: tatus, ursos, veados (com galhadas de mais 10 metros de largura) e o mais famoso deles, a preguiça gigante, que depois virou lenda na Amazônia com o nome de Mapinguari (tem até pesquisador atrás dela). Então, há cerca de 13 mil anos, o bicho-homem atravessou o ...

Namíbia. Um país que por causa da costa, caminha pra frente!

Ronaldo Angelini @ Bafana Ciência Categorias: Apartheid, Artigos, Bafana Divulga, Divulgação Científica, Ecologia, Livros, Namibia’s Marine Environment, Namíbia, PIB, Pesca, Publicações, Turismo, Universidade da Namíbia, diamante, país, rios, África, África do Sul
Um rápido olhar no mapa da África e é possível identificar países que destoam pelo desenho de suas fronteiras. A Namíbia, ao sul do continente, é um deles, pois sua fronteira leste, com Botswana e África do Sul, é uma linha reta na vertical (veja o mapa abaixo). Mapa da Namíbia Pode-se achar estranho, mas quem só vê o mapa não viu nada ainda. Que tal saber que até 1990 a Namíbia era colônia da África do Sul? Isto contrariava até mesmo a Corte Internacional de Justiça que em 1971 já havia declarado que o controle sul-africano era ilegal. Em 1990, os altos custos da ocupação (50 mil soldados), as pressões internacionais de dentro e de fora do continente, e a bancarrota interna do governo do apartheid, fizeram com que a então chamada, África do Sudoeste (South-West Africa), voltasse a ser Namíbia. Mas isto ainda não é tudo de curioso neste país: os apenas 2 milhões de habitantes falam 45 línguas (!). Ainda bem que a língua inglesa unifica a ...

Angola 2007 em números

isabel @ A aba de Heisenberg Categorias: Angola, África
segundo um dossier publicado na revista Além-Mar e que cobre todos os países africanos.População – 12 127 000PIB per capita – 4 300 dolaresPIB taxa de crescimento – 14 %População Abaixo da Linha de Pobreza – 70 %Taxa de mortalidade infantil – 185,36/1000 nascimentosEsperança de Vida à nascença - 38.62 anosMédicos – 8/100 000 habitantesTaxa de Alfabetização de Adultos – 66,8 %Recursos Naturais – Petróleo, Diamantes e Minérios.De acordo com os números do referido dossier, mesmo no panorama paupérrimo de África, Angola ocupa um dos últimos lugares em esperança de vida à nascença, pobreza e mortalidade infantil.
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