Uns dias fora

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, afídios, courgettes, feijões
Estive uns dias fora, num festival de banda desenhada, o “Viñetas Desde o Atlántico” na Corunha, que tem como director o Miguelanxo Prado, um velho conhecido (vejam algo sobre o seu recente filme de animação De Profundis — é suposto sair cá o livro do filme, com DVD). De regresso, o que vejo na horta… Sempre a junça, sempre os afídios, duas guerras praticamente perdidas. Feijoeiros atacados de uma forma nunca vista… Já voltei a aplicar Savona, mas não me parece suficiente, até porque a chuva regular acaba por “lavar” os detestados bichos. De qualquer modo, os feijões rajados parecem resistir melhor e têm uma boa colheita. Muitos tomates maduros também. A minha fileira de alfaces está finalmente a dar. É a terceira tentativa, as duas primeiras foram comidas pelos pássaros. As primeiras courgettes estão decrépitas e prontas para serem arrancadas para dar lugar a outra coisa. PS: Nos restaurantes não se viram os famosos galheteiros descartáveis, tão ao gosto da ASAE. O nosso país, sempre na vanguarda do secundário.

Biodiversidade numa laranjeira sob ataque (2)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Pragas e doenças, afídios, joaninhas, laranjeira
Joanhinha Apesar da intensidade das pragas que atormentam esta laranjeira, muitas joaninhas e outros predadores instalaram-se nas suas folhas. Mais joaninhas depois do salto. Joanhinha Esta estava mesmo no topo na árvore. Joanhinha E esta escondida entre as folhas, totalmente rodeada de afídios. Joanhinha Reparem que são todas da mesma variedade, com apenas duas pintas pretas. Diria mesmo, Adalia bipunctata (artigo na BBC).

Biodiversidade numa laranjeira sob ataque (1)

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Diário do quintal, Pragas e doenças, afídios, cochonilhas, formigas, laranjeira
AfdiosOs odiosos afídios voltam a atacar em força os citrinos. Tenho pulverizado regularmente com Savona (a solução de água, um óleo e sabão), mas mesmo assim a velocidade de reprodução é impressionante. Nesta laranjeira em particular, praticamente de um dia para o outro ficou assim. Formigas Onde há insectos sugadores de seiva, temos sempre as inevitáveis formigas. Cochonilhas E ainda se juntam as cochonilhas. Parece que é este ano que vão arruinar esta laranjeira. Hoje andei de volta dela a pulverizar e vi sete joaninhas e ainda outras duas mortas, vítimas das aranhas. Predadoras de um lado, presas do outro. Mas não chega (acredito que sejam dezenas), seriam necessárias centenas para dominar uma praga desta magnitude. A seguir, fotografias das joaninhas e mais bicharada.

O Carvalho-vermelho-americano e os afídios

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Pragas e doenças, afídios, quercus rubra, árvores
Carvalho-vermelho-americano e afdios no verso Enorme folha de um pequeno Carvalho-vermelho-americano (Quercus rubra) com a silhueta dos detestados afídios que se passeavam impunemente no verso.

Exactamente o que precisavamos: Outro afídio

José Rui Fernandes @ Quinta do Sargaçal Categorias: Ciência Geral, Pragas e doenças, afídios, pterochloroides persicae
Pterochloroides persicaeO senhor Halstead, entomologista principal da RHS identificou esta praga como sendo um tipo de afídio que não ocorre na Grã-Bretanha mas é comum nos países mediterrânicos: Pterochloroides persicae. Aqui no quintal apareceram pela primeira vez há cerca de três anos em enorme quantidade. Têm uma camuflagem que quando todos juntos em grandes massas, parecem fazer parte dos ramos das árvores. Atacam pessegueiros, damasqueiros e ameixoeiras. Tal como outros insectos sugadores de seiva, deixam as árvores sem vigor quando a infestação é grande e produzem uma substância peganhenta. Um óleo hortícola aplicado abundantemente pode ajudar a controlar a praga. Pterochloroides persicaeEscusado será dizer que é a peste mais repugnante de todas as que aqui aparecem — e são muitas. A quantidade que aqui se vê numa ameixoeira não é nada. Infelizmente não encontro, ou não tenho, fotografias do pessegueiro. Só vos digo que não se via a parte inferior dos ramos.
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