Como surgiram os organismos multicelulares?

Carlos Hotta @ Brontossauros em meu jardim Categorias: Ciência Geral, Ciências da Vida, Evolução, adaptação
Existem muitas histórias a serem contadas na evolução: como surgiu a vida? Como surgiu o primeiro eucarioto? A primeira mitocôndria? A questão sobre os organismos multicelulares é importante devido ao extenso tempo no qual o nosso planeta foi apenas habitado por seres de uma célula só sem que aparecessem seres multicelulares. Qual seria a razão? O que mudou entre os microssistemas antigos para que houvesse uma pressão evolutiva à favor da multicelularidade? Uma idéia de como os seres multicelulares surgiram foi sugerida por um trabalho publicado há mais de 10 anos no periódico Evolutionary Ecology. Um grupo americano, que crescia a alga Chlorella vulgaris em cultura por inúmeras gerações na forma unicelular, colocou na cultura o protista predador Ochromonas vallescia. Nas primeiras gerações, o número das algas caiu repentinamente, seguido por uma queda proporcional dos predadores logo depois. Até aí nada demais: é um comportamento de presa-predador clássico e bem descrito. No entanto, quando as populações da presa se recuperaram, veio a surpresa: as algas formavam aglomerados de dez a centenas indivíduos.As colônias maiores de algas se protegiam contra o voraz predador. Ochromonas vallescia - predador vorazOchromonas vallescia - predador voraz O mais espantoso veio depois: após 10 a ...

O caso das Mariposas Biston betularia

Barbara de Castro Dias @ polegaropositor.com.br Categorias: Ciência Geral, Evolução, História da Ciência, adaptação, blog, método científico
            Este exemplo, clássico em livros textos e didáticos, ilustra a um exemplo de um mecanismo de mudanças na frequência dos alelos, ocorrido entre espécies de mariposas Biston betularia, durante a revolução industrial na Inglaterra.  Esta espécie de mariposa é polimórfica, ou seja, apresentam vários genes alelos para uma determinada característica, e isto fenotipicamente se expressa em mariposas de dois tipos a variedade melânica (escura) e a variedade não-melânica (clara). A variedade melânica é determinada por um gene e a cinza por um alelo diferente, sendo o gene da forma melânica não dominante sobre o não-melânico. Forma não-melânica e melânicaForma não-melânica e melânica da mariposa             A forma melânica era rara e a forma não-melânica mais comum de serem encontradas nos bosques ingleses, antes das indústrias começarem suas atividades nos arredores, com lançamento de gases poluentes, o que causou o enegrecimento dos troncos das árvores. Com isso este fator, ocorreu um aumento da frequência da forma melânica que passou a ser bem mais frequente.             O aumento da abundância relativa da frequência das mariposas melânicas aconteceu devido à ação da seleção natural. A hipótese era que: “Contra um fundo coberto de fuligem, as aves poderiam ver ...

I’m back!

Mauro Rebelo @ Você que é Biólogo... Categorias: Ano novo, Ciência Geral, adaptação, diário, horóscopo
No ano passado foi a mesma coisa. Chega Dezembro e a quantidade de provas, finais ou não, e prazos acabam impedindo que eu consiga me dedicar ao blog. Não vou dizer que é de todo ruim. Toda vez que eu encontro a Lina, namorada do Fefê, ela reclama: "Abandonou os seus leitores!" com seu sotaque argentino. Acabo redescobrindo que tenho leitores e que eles sentem minha falta.Eu poderia listar minhas propostas para 2008, mas elas são as mesmas de 2007: fazer mais exercício (minha coluna está pior do que nunca), trabalhar menos, encontrar mais meus pais, comer melhor, dormir mais e viajar mais. Mas vou me contentar com apenas uma, que ouvi hoje: Não cometer os mesmos erros do ano passado! Que sejam erros diferentes! Assim como no ano passado, foi um final de ano difícil e uma passagem difícil também. Não fiz a viagem que eu queria e não fiz nenhuma outra viagem. E como por desencanto, 2008 chegou.Baixo astral, né?! Mas minha acupunturista resolveu meu problema (não o dá coluna). Segundo ela, o ano que importa é o ano novo chinês. O que passou foi o ano do ...

A insónia de Michael Palin

Rui Oliveira @ Blogómica Categorias: Michael Palin, NO, adaptação
Um estudo de caracterização fisiológica e bioquímica da adaptação dos tibetanos à altitude acaba de ser publicado (ver comentário aqui). Uma das adaptações tem que ver com a produção elevada de óxido nítrico causando vasodilatação e maior fluxo sanguíneo. Outra das adaptações dos tibetanos é a elevada quantidade de antioxidantes no organismo, que poderá estar relacionada com o potencial oxidante do óxido nítrico. Outro dado interessante é a elevada pressão sanguínea sem desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Um aspecto interessante do estudo é o de salientar a relevância de factores vasculares nesta adaptação em detrimento dos "tradicionais" factores hematológicos e pulmonares. Naturalmente, na capacidade respiratória os tibetanos são campeões. Afinal, este povo vive a 4500m de altitude! Quando Michael Palin realizou no Tibete uma parte das suas viagens na Ásia, houve um episódio em que não conseguia dormir porque inconscientemente estava a fazer uma frequência elevadíssima de inspirações e expirações, compensando o facto de ser um organismo do "nível do mar" a respirar o ar rarefeito dos 4500m de altitude.

Inconformados!

Mauro Rebelo @ Você que é Biólogo... Categorias: adaptação, conformadores, estratégia, fisiologia, reguladores
Lembro-me de estar almoçando na casa de um professor carioca, quando morava na monótona Rio Grande, de perguntar pra ele, olhando a Lagoa dos Patos pela janelona do apê, como ele aguentava aquela cidade: 'A gente acostuma'. Naquele momento descobri que eu era um inconformado! E que assim gostaria de permanecer. Não queria me acostumar à algo que fosse realmente ruim.Foi na mesma época que eu aprendia fisiologia animal com o grande professor, Euclydes Santos (que hoje é advogado). A boca da Lagoa dos Patos é um estuário, aquela região salobra onde o rio encontra o mar, e que tem como principal característica mudar de uma hora pra outra. São ambientes instáveis, ainda que não sejam extremos (o polo norte é extremo, o Atacama é extremo!)Para viver nesses ambientes, os organismos, tanto animais como plantas, tem de ter uma grande capacidade de adaptação as rápidas mudanças ambientais, já que, pelo menos duas vezes por dia, muda a maré e com ela todas as condições daquele ambiente. Essas adaptações eram a especialidade do Euclydes e o que eu aprendi com ele, uso ...
Design by j david macor.com.Original WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login