1-Muito apreciada a prendinha que me veio parar às mãos, chegadinha da ilha: o livro sobre Dragoeiros do Museu do Vinho que o Paulo já aqui referira. A fotografia do "bleeding dragon's heart" foi tirada no Botânico do Porto numa tarde de Maio.
2- De passagem pelo horto fiquei de olho numas Coprosma (que variedade de cores e que folhinhas brilhantes tão bonitas) e numas Gaultheria procubens (
Quinta-feira, 4 de Outubro, Centro Cultural e de Congressos de Angra. A bilheteira deveria abrir às oito da tarde, mas só cinco minutos depois é que chega o funcionário. Entra no cubículo, confere o conteúdo da pasta, ordena metodicamente os papéis; escoados alguns minutos, atende por fim o primeiro cliente, começando por lhe estender uma planta do auditório. Há alguma hesitação e troca amena de
Numa ilha pequena como a Terceira, o mar ocupa-nos todos os sentidos: se por momentos lhe fugimos da vista, é para logo o reencontrar. Mas, em vez de lhe fugir, tive vontade de chegar junto dele e de lhe pôr a mão. O que é muito fácil de fazer mesmo sem sair de Angra, onde há um pequeno areal cinzento num canto da baía, mas não era esse mar confinado que eu queria tocar. Pus-me a caminho na
Sexta-feira, 5 de Outubro. Na falta de peixe grelhado, almoçava eu, no centro de Angra, um muito continental bacalhau à Zé do Pipo, deixando-me embalar distraidamente pelo som nervoso do telejornal, quando percebi que a notícia tinha a ver connosco, moradores ou visitantes da ilha. Tempestade ameaça os Açores: ondas alterosas, ventos desatados e chuva torrencial atingem o grupo central do
Dracaena draco
A acreditar na mitologia cristã, talvez a ilha açoriana mais apropriada para a caça ao dragão seja a de São Jorge; mas, como nunca lá fui, fiquei-me pela caça ao dragoeiro na ilha Terceira, aonde regressei para uma visita de três dias. Com as araucárias e os metrosíderos, os dragoeiros são as árvores mais estimadas pelos açorianos e as mais características dos jardins do
Lagoa da caldeira do Fogo, São Miguel, Açores.Uma caldeira é uma depressão de forma mais ou menos circular de origem vulcânica limitada geralmente por paredes muito inclinadas, formada na sequência do colapso ou subsidância parcial do edifício vulcânico após os esvaziamento parcial da câmara magmática que o alimenta, geralmente ocorrido durante uma grande erupção.Esse esvaziamento vai tornar o edifício vulcânico graviticamente instável e promover a formação de uma falha em anel por cima da câmara magmática, em cujo o interior se vai dar o colapso. Essa falha pode continuar a condicionar a actividade vulcânica pós colapso, controlando os locais onde ocorre nova actividade e manifestações de vulcanismo secundário (fumarolas, etc).Nos Açores podem observar-se várias caldeiras, de diferentes idades e em diferentes estádios de evolução. As de São Miguel, mais antigas, encontram-se mais erodidas, preenchidas com lagos e com abundantes testemunhos de actividade posterior (pequenos cones e por vezes até fumarolas, como nas Furnas), enquanto que a do Faial, mais recente, não possui ainda lago e tem as paredes ainda muito inclinadas.Para mais informação sobre a geologia dos Açores e em especial do ...
Três dias depois do último post sobre este assunto a actividade sísmica nos Açores está longe de diminuir, continuando a haver vários sismos diários tanto na zona dos Ilhéus das Formigas como a Oeste do Faial.Contudo, para as autoridades responsáveis tal actividade é normal e não parece haver grandes razões para preocupação, e como eles percebem mais disso do que eu, que ainda por cima moro muito longe dos Açores, fico muito mais descansado.
Uma notícia de hoje no Público online de hoje chamou-me a atenção para além da ocorrência de um sismo de magnitude bastante elevada entre São Miguel e Santa Maria, para uma nova crise sísmica nos Açores, desta vez afectando a ilha do Faial que nem se vê no mapa de distribuição de sismos naquele arquipélago disponibilizado pelo IM, tal é a quantidade de sismos ocorrida desde o início do mês, tendo dois destes sido sentidos pela população.A localização destes epicentros na ilha onde se deu a última erupção vulcânica registada em território nacional (vulcão dos Capelinhos, 1957-1958; algumas fotos aqui) sugere uma possível ligação entre esta actividade sísmica e movimentações de magma que podem ou não dar origem a uma futura erupção mas sendo os Açores uma região sísmicamente muito activa e com uma tectónica complexa é também possível que estes abalos não estejam relacionados com qualquer tipo de actividade vulcânica. A única coisa é esperar para ver e estar atento ás notícias do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.Mais informações sobre actividade sísmica nos Açores ...
Levado pela descrição que dela é feita no livro Parques e Jardins dos Açores, de Isabel Soares de Albergaria (ed. Argumentum, 2005), visitei a Quinta da Nasceágua, na ilha Terceira, no princípio de Outubro: dias de céu soturno em que um ar morno e pegajoso encharcava a roupa de suor. Dias quase tropicais, afinal, a condizer com a vegetação preponderante da quinta: uma colecção de palmeiras
Esta estrada atravessa o interior da ilha Terceira na direcção sul-norte, ligando Angra do Heroísmo à vila de Biscoitos. A poucos quilómetros de Angra, e cobrindo a via com o toldo imenso das suas copas entrelaçadas, deparamo-nos com os metrosíderos da Quinta da Nasceágua. Foi num passeio a pé em Outubro que conheci a quinta e as suas árvores. No dia seguinte, então de bicicleta, planeava ir
Araçá (Psidium cattleianum) em Angra do Heroísmo
Nunca pude comer araçás nos restaurantes de Angra, embora a árvore por lá se encontre em todos os quintais e jardins, e a fruta amadureça logo no início de Outubro. Mas, mesmo numa ilha perdida no Atlântico, fruta da época é expressão que perdeu sentido: a fruta, desembarcada de todos os pontos do mundo, não tem época; e quanto de mais longe vier
Myrica faya (Monte Brasil, Angra do Heroísmo)
A Myrica faya, conhecida como faia-das-ilhas ou samouco, é uma das espécies características da floresta laurissilva das ilhas atlânticas. Isoladas no meio do oceano, essas manchas de floresta perenifólia, por terem escapado à glaciação que atingiu as grandes massas continentais, são uma relíquia viva e única da era terciária. Mas, em contraste com o
Archontophoenix cunninghamii
Portugal não é (nem poderia ser) um país de palmeiras, se excluirmos as omnipresentes palmeiras-das-Canárias e os coloridos cartazes vendendo pacotes de ida-e-volta aos paraísos tropicais. Mas quem não quiser aderir ao turismo exótico de massas pode ainda assim, com a nossa insistente ajuda, aprender a gostar de palmeiras. A primeira lição é que não são todas iguais
Em Angra do Heroísmo, e de facto em quase todas as povoações açorianas, as araucárias (A. heterophylla) avistam-se ao longe, erguendo-se bem acima do casario como mastros de embarcação fundeada. As das fotos nem são as mais notáveis, mas ilustram como elas se integram na vida quotidiana - civil ou militar - dessa cidade a meio caminho entre dois continentes: a primeira araucária acolhe uma
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