Darwin. Mais Darwin…

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: 1, Ciência Geral, Darwin, Evolução
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Seicha

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: 1, Ciência Geral, Geologia, Seiche, sismos
Seicha é uma onda de longo período, em qeral estacionária, que se gera em estuários, bacias portuárias, lagos e outros corpos de água confinados, em resultado da amplificação por ressonância da energia das ondas incidentes ou de outra qualquer fonte de excitação ondulatória. O termo foi utilizado pela primeira vez, pelo suíço François-Alphonse Forel, que descreveu o efeito no lago de Genebra. Palavra de origem francesa, numa tradução livre, significa abanar periodicamente. A natureza do fenómeno é em geral provocado pelo vento, mas os sismos podem também estar na origem das Seichas, cujo mecanismo apresenta muitos aspectos em comum com a formação de tsunamis. O fenómeno gera-se porque a gravidade actua sobre a massa de água perturbada tendendo a restaurar a horizontalidade da sua superfície, pois essa configuração corresponde ao equilíbrio de energia mínima. O terramoto de 1755, que afectou Lisboa e a costa sudoeste portuguesa causou seichas em canais situados a 3000 Km de distância na Escócia, e Suécia. Ocasionalmente, os tsunamis podem desencadear seichas em resultado da forma das costas afectadas. O tsunami que atingiu o Havai em 1946 apresentava duas frentes de onda separadas por um intervalo de 15 minutos. Ora um dos períodos naturais de ressonância da ...

Lisboa 01.11.1755

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Sismologia", 1, Ciência Geral, Geologia, Sismo de Lisboa
O Dia em que tudo ruiu Portugal vive dias de esperança neste ano da graça de 1755. A Casa da Ópera foi inaugurada em Abril para saudar um novo género dramático, que na geração anterior, era apupado em Lisboa. Do Brasil, chegam 125 arrobas de ouro por ano, marcando o auge da exploração do nobre metal brasileiro e restabelecendo o tesouro público que tão desbaratado fora no reinado de D.João V. No Porto, constrói-se, desde 1754, a Torre dos Clérigos e, em Braga, o Palácio do Raio vai ganhando forma. No dia 1/11/1755, quarteirões inteiros desmembram-se. Concentrados à hora da missa, muitos fiéis foram esmagados pelos escombros das igrejas ou ficaram encurralados por toneladas de entulhos. O governo reagiu, expedito, à tragédia que, durante aquele mês de Novembro, ceifou a vida de cerca de dez mil lisboetas. Das ruínas do terramoto de Lisboa ergueu-se um líder político consolidado e uma cidade planeada. Em Novembro de 1755 cerca de dez mil pessoas perderam a vida. Lisboa mudou para sempre. Ainda hoje, o epicentro do terramoto de 1755 é debatido. Já foram propostos quase uma dezena de locais, quase todos ao largo da costa portuguesa, para sul ou sudoeste. A chave, porém,reside segundo João Duarte Fonseca ...

Sismo no Paquistão

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Sismologia", 1, Ciência Geral, Geolo, sismo
Paquistão: Mais de 100 mortos segundo o último balanço - Responsável local 29 de Outubro de 2008, 06:35   Quetta, Paquistão, 29 Out (Lusa) - Mais de 100 pessoas morreram no sismo que abalou hoje o sudoeste do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, anunciou um responsável local. “Temos informações segundo as quais mais de 100 pessoas morreram”, afirmou um ministro do governo regional, Zamarak Khan. O abalo, com uma magnitude de 6,4, segundo o Instituto de Geologia Norte-americano, devastou várias localidades da região de Ziarat, uma localidade situada nas colinas da província do Baluchistão, situada 50 quilómetros a Este de Quetta, a capital provincial. A maior parte das vítimas morreram quando as suas casas ruíram e várias localidades dos arredores de Ziarat, com casas de construção frágil, sofreram danos significativos. O abalo provocou cenas de pânico nas ruas de Quetta, para onde os habitantes fugiram e se agruparam, envolvidos em cobertores para se proteger do frio. O epicentro do sismo localizou-se cerca de 70 quilómetros a nordeste de Quetta e cerca de 185 quilómetros a sudeste da cidade afegã de Kandahar às 04:09 (23:09 de terça-feira em Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros, segundo o instituto de geofísica norte-americano. A 08 de Outubro de 2005, ...

Origem da água

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Origem da água", 1, Ciência Geral, Cometas, Geologia, origem da vida
  Nunca eu pensei beber tanta água! E talvez por tanto beber, achei interessante contar a possível origem deste fluido. A água é uma das assinaturas do nosso planeta. Do Planeta Azul, do Planeta da Vida. Mas qual a proveniência desta água? Alguns estudos da astrofísica admitem que a sua proveniência está nos impactes com corpos ricos em água existentes nos limites do sistema solar. A vida no nosso planeta evoluiu na água, uma relação de átomos de oxigénio e hidrogénio, que deu origem ao código químico mais importante – H2O. Cerca de 70% da superfície da Terra está coberta de água. 80% de frutos e vegetais são constituídos por água. Os nossos corpos são cerca de 50-70% de água e por dia perdemos cerca de 2,5 litros de água. 65% desta água é removida através da urina e fezes, 20% através de secreções e 15% pelos nossos pulmões. De onde vem esta água? Qual a sua origem? A água e a origem da vida são dois dos temas mais intrigantes e misteriosos da nossa história evolutiva. Carl Sagan de uma forma poética dizia que éramos “pó de estrelas”, tendo em mente todo o processo de génese da geosfera. Mas neste quadro poético, a Terra quando ...

Ainda há tempo para ler … Darwin

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: 1, Charles Darwin, Ciência Geral, Evolução, Geologia
  Mais um livro importante da Gradiva, colecção Ciência Aberta. Escrito pela biógrafa de referência de Charles Darwin, a professora de História da Ciência, Janet Browne.É uma leveza a leitura deste livro que nos conta o essencial do trabalho de Darwin, e um bom livro para catalizar o interesse pelas Ciências da Terra. Agora que se aproxima a época de Natal e de feiras do livro em muitas escolas, este livro é uma boa ideia, tão boa quanto a “perigosa ideia que Darwin teve“. Um pequeno excerto da obra: “(…)Darwin tornou-se também membro da Geological Society of London, onde conheceu Charles Lyell e onde apresentou três pequenos artigos nos quais descrevia algumas das suas descobertas geológicas. Este último ficou radiante por encontrar um tão grande apreciador dos seus Princípios da Geologia e os dois tornaram-se amigos íntimos. Tudo na personalidade de Lyell estava em harmonia com a de Darwin. «Passei mais tempo com Lyell do que com qualquer outro homem, tanto antes como depois do meu casamento [...] Ele sentia um fascínio ardente pela ciência e o mais profundo interesse pelo progresso futuro da humanidade. Era um homem muito bondoso e extremamente liberal nas suas crenças religiosas, ou antes, ...

A importância de Darwin na Geologia

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Geologia" "Darwin", 1, Ciência Geral
Teve inicio um ciclo de conferências muito importante na Fundação Calouste Gulbenkian: “No Caminho da Evolução”. E não podia ter começado da melhor forma, com a presença do Prof. Dr. Carlos Marques da Silva, da Faculdade de Ciências de Lisboa. Ficou o aperitivo em forma de sumário da sua conferência, que pode ser consultada no link em baixo. Ficou também a “pena” destas conferências não serem alargadas a outros pontos do país, nomeadamente à cidade do Porto. Fica aqui o meu pedido público à Fundação Calouste Gulbenkian que permita o visionamento das conferências no Blog oficial http://a-evolucao-de-darwin.weblog.com.pt/, das conferências, ou em versão resumo. É que só o primeiro parágrafo do sumário desta conferência deixou-me a mim e aos meus alunos, com vontade de mais… numa semana em que eu abordei conteúdos relacionados com o “Raciocínio Geológico” e durante 90 minutos falei de Hutton, Lyell, e Darwin. Sim porque Darwin faz também parte do nosso “universo” da geologia. Fica aqui este primeiro parágrafo, do sumário desta conferência:   “Quando pensamos em Darwin e na sua Teoria da Evolução por Selecção Natural vem-nos imediatamente à mente um Darwin biólogo, estudando tentilhões e tartarugas terrestres nas Galápagos… E, no entanto, quer no que respeita aos ...

Krakatau

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Geologia" "Vulcanismo" "Neocatastrofismo" "Krakatoa", 1, Ciência Geral
Krakatau, que já foi erradamente chamada Krakatoa, uma ilha do tamanho de Manhattan localizada no estreito de Sunda, a meio caminho entre Sumatra e Java, conheceu o seu fim na manhã de segunda-feira, 27 de Agosto de 1883. Foi desintegrada por uma série de potentes erupções vulcânicas. A mais violenta aconteceu às l0 horas e 2 minutos, uma explosão semelhante à de uma grande bomba nuclear, com uma força equivalente a 100-150 megatoneladas de TNT. A onda de impacte assim criada deu uma volta ao mundo à velocidade do som, atingindo o extremo oposto da Terra perto de Bogotá, na Colômbia, 19 horas depois, donde ressaltou para Krakatau, e assim sucessivamente, ao longo de sete passagens registadas na superfície terrestre. Os sons audíveis, semelhantes ao canhoneio distante de um navio em apuros, propagaram-se para Sul através da Austrália até Perth, e para Norte até Singapura, 4600 km para Ocidente até à ilha Rodriguez, no Oceano Índico, a distância mais extensa percorrida por qualquer som, originário da atmosfera, em toda a História conhecida. Enquanto a ilha mergulhava na câmara subterrânea aberta pela erupção, o mar precipitou-se para encher a caldeira que acabara de se ...

Como uma bola colorida

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Geologia" "Galopim de Carvalho", 1, Ciência Geral
Um bom livro sobre os fenómenos geológicos. Livro de divulgação de ciência, ideal para especialistas e não especialistas. Numa linguagem simples, ideal para os nossos alunos, mas também para os docentes de biologia e geologia. Leve como uma bola de praia, ficamos a perceber e a gostar da geologia. Mas o livro é muito mais que um resumo de ciências geológicas. Excerto do prefácio da autoria de Mariano Gago “É um belo livro de histórias sobre a história da Terra.  Galopim de Carvalho, geólogo afectivo, professor, cientista, interventor, escreveu-o como fala: com um sorriso maroto e sem deixar de nos guiar pelo campo.  Ao lermos, julgando ainda estar sentados, entrámos sem saber num passeio geológico de domingo, de botas e pau ferrado, a ver finalmente ganhar sentido o que sempre tínhamos julgado olhar, mas sem verdadeiramente ver: pegadas de dinossauros extintos antes sequer de haver gente humana nesta Terra, rochas que já foram pó, rio, lava de vulcão, restos de terramoto. Gosto de pensar que Galopim nos mandou este livro para nos prepararmos durante a semana para o próximo dos seus passeios geológicos, ao vivo esse, com a Ciência Viva, num qualquer domingo. Conta connosco, ...

Ainda Dinossáurios

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Abelissauros", "Rugops", 1, Ciência Geral, Dinossáurios, Geologia
Fóssil Liga Continentes do Sul Dinossauro lança ponte sobre hiato geológico Um fóssil de dinossauro com 95 milhões de anos, recentemente descoberto no Níger pelo paleontólogo e explorador residente da NATIONAL GEOGRAPHIC, Paul Sereno, acrescenta uma peça ao intricado quebra-cabeças da época em que Gonduana, o supercontinente do Sul,se separou.   Baptizado de Rugops primus (”primeira cara enrugada”) o fóssil é o único representante confirmado da família dos abelissauros, dinossauros carnívoros localizados em África. Descobertas anteriores de fósseis de abelissauros na América do Sul, na índia e em Madagáscar levaram alguns cientistas a crer que essas massas terrestres tinham permanecido unidas muito tempo depois de África se ter separado de Gonduana. Mas esta descoberta leva a crer que também África terá permanecido ligada mais tempo do que se pensava.  Seja como for, afirma Sereno, o Rugops não era nenhum T. rex. “As suas mandíbulas não eram concebidas para esmagar ossos, e o seu focinho curto indica que se podia tratar de um necrófago que se alimentava de carcaças”, afirma Sereno. “No conjunto, o Rugops é um belo passo intermédio em direcção aos dinossauros carnívoros, com chifres e focinhos enrugados, que surgiriam mais tarde.” Barbara S. Moffet NATIONAL GEOGRAPHIC ...

Portugueses investigam fontes hidrotermais submarinas no Oceano Árctico

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Biosfera Profunda", "Blacksmoker", "Fontes Hidrotermais", 1, Ciência Geral, Geologia
Esta interessante missão pode ser seguida em : http://www.portalpolar.com/index.php?option=com_content&task=view&id=158&Itemid=284 Uma equipa de investigadores portugueses participa, até final do mês, numa missão no Oceano Árctico, onde foram descobertas fontes hidrotermais submarinas, informou hoje a Reitoria da Universidade de Lisboa. A missão destina-se a estudos da crista oceânica na Crista Média Atlântica - num segmento (South Knipovich Ridge) onde foram encontradas fontes hidrotermais submarinas, a profundidades da ordem dos 2.500 a 3.000 metros - e visa explorar melhor a região, para preparar uma futura expedição de perfuração do fundo. A intenção da perfuração é conhecer a crosta abaixo do fundo do mar, a população de micróbios que vive no interior dessa crosta (a designada biosfera profunda) e eventuais depósitos minerais, revela a Universidade de Lisboa. O projecto inclui, além da equipa portuguesa, investigadores da Noruega, Suécia, Suíça e França. Os cientistas pretendem analisar os minérios a descobrir (nomeadamente sob a forma de chaminés hidrotermais) bem como partículas hidrotermais dispersas nos sedimentos e estudar os sedimentos química e mineralogicamente. O objectivo deste procedimento é detectar eventuais “condições favoráveis ao desenvolvimento da biosfera profunda e de sinais de actividade hidrotermal escondida sob os sedimentos”. “Colher amostras de rochas vulcânicas que possam conter inclusões fluidas de magma aprisionado durante ...

Recursos Geológicos - O Petróleo do Árctico

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Energia Fóssil", "Recursos Geológicos", 1, Ciência Geral, Geologia, petróleo
Nota do Autor do post: Mais um post acerca de um recurso essencial. Este bem mais grave que o problema do Urânio porque aqui a Geologia aparece muito mais associada com a Geoestratégia mundial, e falando claro, refiro-me a dois grandes ursos, o Urso Pardo Americano e o Urso Polar Russo, chamado de siberiano. Retirei notícias do Jornal Público e relatórios dos Serviços Geológicos Americanos - USGS. Os originais podem ser todos consultados apartir da página http://www.usgs.gov/newsroom/article.asp?ID=1980&from=rss_home. É a partir deste site que todo um dossier pode ser consultado de forma a ser compreensível o problema do ´”Petróleo do Árctico”. Ao longo deste post vou procurar explicar as diferentes componentes do problema. Fui pela primeira vez sensibilizado para a questão do Petróleo do Ártico através do Prof. Dr. Fernando Noronha da FCUP, durante uma palestra promovida pela APG. O facto da Rússia, Dinamarca (Gronelândia), e Canadá reclamarem esta jazida e os EUA não o poderem fazer é com base num argumento Geológico. A questão política e geoestratégica do tema tem por base a Geologia. Nuno Correia   Há petróleo no Árctico para abastecer o planeta três anos O Alasca esconde 13 por cento das reservas ainda não descobertas, diz a ...

Recursos Geológicos - Energia Nuclear

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Minas", "Recursos Geológicos", "Urgeiriça", 1, Ciência Geral, Energia Nuclear, Geologia
Segundo a legislação portuguesa, entende-se por recursos geológicos ‘todos os bens de natureza geológica existentes na crusta terrestre e que são passíveis de aproveitamento. Qualquer substância de natureza geológica [sólida, líquida ou gasosa], ou mesmo o calor geotérmico, pode ser classificada como recurso geológico.  O aproveitamento desses recursos depende da sua concentração na crusta terrestre, de modo a permitir a rentabilidade da sua exploração. Os recursos geológicos de um país existem na parte acessível da crusta terrestre e podem ser identificados ou não identificados. Denomina-se reserva um recurso geológico conhecido que possa ser explorado, quer do ponto de vista legal quer económico. Para que serve o urânio? Urânio => Energia = capacidade de trabalho null O que é o urânio? Como Funciona? (Versão em inglês) Urânio é um metal muito pesado que pode ser utilizado como fonte energética muito concentrada. Ocorre na maioria das rochas em concentrações de 2 a 4 ppm (partes por milhão), sendo muito comum na crosta terrestre associado a estanho, volfrâmio e molibdénio. Ocorre na água do mar e pode ser removido dos oceanos. Foi descoberto em 1789 por Martin Klaproth, um químico alemão, num mineral chamado de Pecheblenda. O nome deriva de Urano, planeta descoberto ...

De novo, Energia Nuclear em Portugal

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Recursos Geológicos", 1, Ciência Geral, Energia Nuclear, Geologia
Em discussão. O aumento do preço do petróleo e de outros combustíveis dá o mote para um novo debate sobre o nuclear. As declarações do governador do Banco de Portugal deram um impulso. Mas o momento político também ajuda. Nuclear: sim ou não? A velha questão voltou a estar na ordem do dia. As declarações do Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, quando, a terça-feira, apresentou as previsões da instituição para a economia portuguesa, deram um impulso à discussão. Mas o preço do petróleo é a raio que dá força a este debate, com alguns políticos e empresários a defenderem o nuclear como a solução para s problema da dependência petrolífera do país e outros a dizerem que ao é por aí que passa o futuro do sector energético português. Contudo, os custos das emissões de CO2 que o sector electroprodutor está a pagar também não é alheio a tudo isto. E o momento político em Portugal também ajuda. Pedro Sampaio Nunes, o responsável da Energia Nuclear de Portugal - a empresa criada, há cerca de três anos, pelo empresário Patrick Monteiro de Barros para desenvolver o projecto de uma central nuclear no País - diz que não tem dúvidas que ...

Vulcanismo (Lahars - mudflows, Hot Spots, etc)

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Lahar", "Magma", "Movimentos de Vertente", "Mudflow", "Plumas Térmicas", "Torrentes", 1, Ciência Geral, Geologia, Tectónica de Placas, vulcanismo
Lahars   Os lahars são avalanches de lodo formados pela fluidificação de materiais vulcânicos saturados de água. Comportando-se como um fluido viscoso e de muito alta densidade, os lahars seguem o percurso de menor energia potencial, pelo que o seu curso é ditado pela topografia, em geral seguindo os vales dos cursos de água. A lama que forma o lahar tem a consistência do betão fresco, mantendo um elevado grau de fluidez quando em movimento, mas solidificando e perdendo água quase instantaneamente quando parada. Estas características reológicas permitem aos lahars uma grande velocidade de deslocamento e grande capacidade de penetração nos espaços vazios, o que leva ao rápido enchimento por material sólido de todas as cavidades que encontre no seu percurso. A elevada densidade do fluido formado permite o transporte de grandes massas rochosas que flutuam na lama e são arrastadas a alta velocidade como se de material leve se tratasse. Dessa propriedade dos lahars resulta o aparecimento nas paisagens vulcânicas de grandes rochas isoladas, deixadas pelo enfraquecimento da capacidade de transporte do lahar, normalmente pela dispersão e perda de velocidade e profundidade da lâmina de lama devido ao largamento da zona recoberta. Um exemplo notável deste efeito dos lahars é ...

Costa Portuguesa - Uma viagem pela Geologia do litoral do Continente

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Ocupação antrópica", 1, Ciência Geral, Geologia, Litoral
Foto - O meu companheiro de viagens nas dunas da Apúlia Etapa 1- De Caminha a Viana do Castelo O litoral português pode dizer-se quase rectilíneo, pouco recortado, sem grandes reentrâncias, com troços extensos de praias, baixas e arenosas, embora, às vezes, semeadas de escolhos. Do interior, existe, quase sempre, arriba, actual ou fóssil, próxima ou afastada.Os poucos relevos da região litoral dispõem-se perpendicularmente à linha de costa (como acontece com as serras da Boa Viagem, de Sintra, etc.), o que lhe dá carácter atlântico. Trata-se, em quase toda a extensão, de costas de erosão, talhadas pelo mar, embora se notem, de onde a onde, influências tectónicas e estruturais. Em alguns pontos da orla litoral há grandes acumulações de areias de duna; às vezes, formam relevos de certa importância. Em contraste com o litoral das rias da Galiza — em que os vales fluviais foram invadidos pelo mar, em virtude de movimento de afundamento do continente -a costa minhota é direita e seguida, ora baixa e arenosa, ora rochosa e com pequenas arribas. Em frente da foz do rio Minho emerge a Insua de Caminha, com o seu pequeno forte. De longe a longe, a acumulação de ...

Geomagnetismo e Geocronologia

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Desintegração radioactiva", "Estratigrafia", "Geocronologia", 1, Ciência Geral, Datação absoluta, Geologia, Tectónica de Placas, datação relativa, paleontologia
  O nosso planeta possui um campo magnético que, possivelmente, resulta do movimento dos fluidos metálicos do núcleo exterior em fusão. Este movimento gera correntes eléctricas fracas que, em interacção com a rotação mecânica do fluido, associada ao movimento de rotação do planeta, gera um campo magnético auto-sustentável. Alguns materiais rochosos têm estruturas atómicas que mudam sob a influência de um campo magnético, ficando as suas partículas orientadas relativamente às linhas de força magnética. Se a modificação induzida na orientação das partículas persistir, o material retém as suas propriedades magnéticas depois do campo magnetizante ter sido afastado.Assim, algumas rochas tornam-se magnetizadas pela influência do campo magnético da Terra na altura da sua formação (por solidificação dos materiais magmáticos ou, em menor escala, por sedimentação).Retêm então um registo fóssil do campo magnético terrestre (paleomagnetismo) tal como existia no local e no momento da sua formação. Através de estudos de magnetismo fóssil de rochas de várias idades, foi possível estabelecer que o campo magnético terrestre tem sofrido ao longo do tempo geológico inversões completas, tendo o pólo norte magnético passado a ser pólo sul magnético e vice-versa. Os estudos de magnetismo terrestre foram determinantes para a elaboração ...

O que são fósseis de Fácies? e de idade?

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Fossilização", "Fósseis Estratigráficos", "Fósseis de Fácies", "Fósseis de Idade", 1, Ciência Geral, Geologia, fósseis, paleontologia
 O que são fósseis de Fácies? e de idade? Vinha eu de uma aula de Sustentabilidade do Planeta, quando ao meu lado nas escadas duas alunas discutiam o que eram os fósseis de fácies, que objecto estranho, e fósseis de idade. A dicussão mais parecia o célebre diálogo de Sócrates e Platão e estava acesso. Não resisti e decidi meter-me na conversa, aliás porque senti que o próprio Darwin se sentiria mal em saber que os fósseis também evoluem! Achei que a discussão das duas pequenas estava a ir longe de mais na evolução e ainda acabava em fósseis de T-Rex mutagénicos. Vamos lá ver do que estamos a falar….. O conceito de “fóssil de fácies” é usado para destacar aqueles fósseis que melhor desempenham o papel de indicadores paleoambientais. Para que um fóssil seja um bom indicador paleoambiental, o organismo (ou grupo biológico) que lhe deu origem deveria ter uma forte limitação ambiental, para que a informação paleoecológica contida no fóssil seja o mais precisa possível. Por vezes o “fóssil de fácies” é apresentado em oposição ao “fóssil de idade” e como para esses importa que a evolução dos grupos no passado seja lenta (que os fósseis tenham distribuição estratigráfica estreita, curta)… então, por vezes, ...

A medida do Tempo e a Idade da Terra (Curiosidades)

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Dover", "Estratigrafia", "Fósseis Estratigráficos", 1, Ciência Geral, Geologia, Tempo Geológico, fósseis, paleontologia
Eras e Períodos, são para saber professor?   Sim, as Eras são para saber, trata-se de conteúdos obrigatórios no programa de Biologia e Geologia, os períodos são para saber se o exame for feito em Espanha. Mas há uma forma fácil de aprender os Períodos. A Biologia e Geologia utilizam termos que derivam de palavras gregas e do latim, e apesar de não ser necessário saber latim nem grego no ensino das ciências, algumas palavras dão muito jeito. Alguns exemplos.   Os dois períodos mais antigos do Paleozóico são o Câmbrico e o Silúrico. Assim foram designados por dois geólogos britânicos, Adam Sedwick e Roderick Murchison, que estudaram estratos no País de Gales. O termo Câmbrico deriva de Cambria a palavra latina para Gales e Silúrico vem do nome de uma tribo celta do País de Gales, os Siluros. Estes dois geólogos acabaram por desentenderem-se porque Murchinson considerava que o Silúrico incorporava o Câmbrico. Professor, aqui no livro entre o Câmbrico e o Silúrico surgue o Ordovícico! Pois é, um outro geólogo, Charles Lapworth, eventualmente terá resolvido o conflito entre os dois amigos galeses, através da criação do, Ordovícico! Mas foram sem dúvida Sedwick e Murchison que  por volta de 1830 lançaram a ...

Viagem virtual em temas de Geologia (Sites Interessantes)

blacksmoker @ Blacksmoker Categorias: "Sites de Geologia", 1, Ciência Geral, Geologia
O Centro de Ciência Viva do Algarve oferece uma viagem virtual a fenómenos relacionados com a Geologia e não só. Podes dar uma vista de olhos aqui : http://www.ccvalg.pt/multimedia/caldos_quentes/loader.swf Blog Interessante Foi com surpresa que naveguei a este blog de um colega de biologia, que está a desenvolver um trabalho interessante com os seus alunos. Vale a pena visitar… http://bio12esfafe.blogspot.com~ Dúvidas de Paleontologia proteg05.jpghttp://correio.cc.fc.ul.pt/~cmsilva/Geofcul1.htm Léxico de Termos geológicos lexico.jpghttp://e-geo.ineti.pt/bds/lexico_geologico/default.aspx?letra=F Geologia para crianças… e não só earth-insideout.jpghttp://www.kidsgeo.com/geology-for-kids/0048-volcanic-hot-spots.php   Geodiversidade nos Açores dsc00468.jpg http://geodiversidade.blogspot.com/
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