Novo episódio do Hubblecast: Hubble descobre um Monstro Magnético na Galáxia NGC 1275

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo B, Astronomia, Ciência Geral, Hubble
A entrada Hubblecast: vídeocast do telescópio espacial Hubble foi actualizada com mais um vídeo:Episódio 18: Hubble descobre um Monstro Magnético na Galáxia NGC 1275 (no YouTube ou no arquivo do sítio web do Hubble) (adicionado ao YouTube a 21 de Agosto de 2008).A galáxia NGC 1275, no centro do Enxame de Galáxias Perseu, é uma das galáxias elípticas gigantes mais próxima da Via Láctea.A característica mais extraordinária desta galáxia é a existência de estruturas gasosas filamentosas que se estendem muito para lá das dimensões da própria galáxia (espessura de 20 anos-luz estendendo-se até distâncias da ordem dos 20 000 anos-luz). Estas estruturas permaneceram um enigma para os astrofísicos durante muitos anos.Filamentos em redor da Galáxia NGC 1275Fonte: NASA, ESA; Domínio PúblicoUm novo estudo de Andrew Fabian et al. publicado na Nature (21 Agosto de 2008) propõe um mecanismo para a existência destes gigantescos filamentos. A coesão destas estruturas deve-se à existência de campos magnéticos que originam forças sobre o gás ionizado impedindo a sua desagregação. Os dados recolhidos pelo Hubble permitiram que a ...

Estaremos sózinhos?

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 11 - comunicar longas, Astronomia, Ciência Geral, cidadania
Neste vídeo da PBS Nova (Science Programming on Air and Online), Neil deGrasse Tyson (actualmente o mais conhecido astrofísico americano) ajuda-nos a perceber como o homem está ainda a dar os primeiros passos na procura de vida inteligente extraterrestre: o projecto SETI.Nesta busca os investigadores distinguem civilizações avançadas de não avançadas. Uma civilização avançada é aquela com a capacidade de enviar sinais electromagnéticos através do espaço (comunicação interestelar). Com base nesta definição, a civilização humana só se tornou avançada no século passado, quando se iniciou todo o processo de rádio e teledifusão via satélite.Visão artística do sistema ATA-350 por Isaac Gary,Licença GNU de Documentação LivreA Rede de Telescópios Allen (Allen Telescope Array ou ATA) resulta do esforço conjunto do Instituto SETI e do Laboratório de Radioastronomia da Universidade da Califórnia, Berkeley para construir um radiointerferómetro que se dedique tanto a observações astronómicas como à procura de Inteligência Extraterrestre (SETI). Este sistema está a ser construído no Observatório Astronómico de Hat Creek e quando estiver acabado incluirá 350 antenas. A primeira fase com 42 antenas (ATA-42) já está completa e começou a funcionar a 11 ...

Asteróide, meteoróide, meteoro, meteorito! Como? Diga lá outra vez!

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 12 - gravitação, Astronomia, Ciência Geral
Meteoróides são fragmentos de material que vagueiam pelo espaço, derivam de asteróides ou de cometas. São bastante menores do que um asteróide e bastante maiores que uma molécula.Ao entrar na atmosfera de um planeta, o meteoróide ou asteróide origina um fenómeno luminoso que se designa de meteoro ou chuva de meteoros, as famosas estrelas cadentes.Chuva de meteoros, Fonte: NASA, Domínio PúblicoMeteorito é o nome que se dá aos fragmentos que atingem a superfície da Terra.Meteorito de ferro, Fotografia de Geoffrey Notkin, Licença Creative Commons 2.5 GenéricaLegendas adicionadas a vídeo disponibilizado no canal DiscoveryNewsVideo do YouTube:Mensagens relacionadas deste blogue:COSMOS de Carl Sagan (legendado em português do Brasil);Como é que se detectam planetas fora do sistema solar?;Como é que é possível ver um buraco negro?;O que é o desvio para o vermelho?;Ponto azul pálido;O mistério da matéria escura;Hubblecast: videocast do telescópio espacial Hubble.Por que é que Plutão já não é um planeta?

“Ver” o “fóssil” do Big Bang: a assinatura de um casamento

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo A, 10 - do Sol para a Terra, Astronomia, Ciência Geral
Uma das provas mais notáveis da teoria do Big Bang para a origem do Universo foi a descoberta da radiação cósmica de fundo de microondas por Robert Wilson e Arno Penzias em 1965. Como o sinal era muito fraco, Penzias e Wilson colocaram várias hipóteses sobre o que é que poderia estar a originar esse ruído de fundo. Um casal de pombos tinha-se alojado na antena. Será que a radiação provinha das "caganitas" de pombo? Verificaram que não! Uma equipa de cientistas de Princeton (Robert Dicke, P. J. E. Peebles, P. G. Roll e D. T. Wilkinson) interpretaram esta radiação como uma assinatura do Big Bang. A Antena que Penzias e Wilson utilizaram quando detectaram a radiação cósmica de fundo, Domínio Público Incialmente o universo não era transparente à radiação. Cerca de 400 000 anos após a Grande "Explosão" Inicial, o Universo arrefeceu o suficiente para que a interacção eléctrica entre protões e electrões permitisse que estes se "casassem" formando átomos de hidrogénio. Este casamento tornou o universo transparente à radiação. A radiação presente era uma indicação da temperatura do Universo nessa época: cerca de 3000 K....

Pode um planeta ter dois sóis?

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo B, 12 - mecânica, Astronomia, Ciência Geral, Spitzer
Este é um vídeo incluído na famosa série Ask an Astronomer ("Pergunta a um Astrónomo") que, por sua vez, faz parte da colecção de vídeos (para feed deste videocast clique aqui) do serviço educativo do Telescópio Espacial Spitzer da NASA (os mesmo vídeos podem ser encontrados no canal SpitzerJim do YouTube).Será possível vermos dois sóis? Pode um planeta existir num sistema estelar binário? Como as estrelas binárias são mais comuns que as estrelas solitárias como o nosso Sol, parece que a existência de vida também deveria ser mais provável neste tipo de sistema.No entanto, a dinâmica newtoniana mostra-nos que a maior parte das órbitas planetárias neste tipo de sistema são instáveis. Mas a vida é sobretudo a dos sobreviventes e é também possível demonstrar a estabilidade de algumas órbitas.Estrela binária, imagem criada por Zhatt, Domínio PúblicoPode encontrar muitas animações sobre o movimento das estrelas num sistema binário. A que se mostra aqui é especialmente interessante: pode ser manipulada a massa das estrelas e os parâmetros do movimento orbital. Quanto às órbitas dos planetas clique aqui.Legendas adicionadas a ...

COSMOS de Carl Sagan (legendado em português do Brasil)

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo A, 11 - da Terra à Lua, 12 - gravitação, Astronomia, Carl Sagan, Ciência Geral, cidadania, cosmos
Cosmos: Uma Viagem Pessoal, é uma série televisiva em 13 episódios escrita por Carl Sagan, Ann Druyan e Steven Soter, apresentada pelo próprio Sagan. Foi realizada entre 1978 e 1979 e difundida em 1980 nos E.U.A..Carl Sagan com um modelo da Viking, imagem criada pela NASA, Domínio PúblicoEsta série, premiada com os troféus Peabody e Emmy foi vista em mais de 60 países por mais de 600 milhões de pessoas e é ainda, de acordo com o Science Channel, a série da PBS mais vista em todo o mundo.Organizou-se na seguinte playlist a série televisiva Cosmos (cerca de 13 horas de vídeo legendados em português do Brasil) dividida em 79 vídeos disponíveis no canal ztaarb do YouTube:Para facilitar a pesquisa discrimina-se, a seguir, os vídeos desta playlist correspondentes a cada um dos 13 episódios desta série (cada episódio foi segmentado em 6 vídeos, excepto o episódio nº 10 que está dividido em 7 vídeos):Episódio 1 - Os Limites do Oceano Cósmico - Uma visão geral sobre o universo (vídeos ...

Explicar o que é a matéria escura em 60 segundos!

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo B, 12 - gravitação, Astronomia, Ciência Geral
O que é a matéria escura? É a coisa invisível que segura a coisa visível.George Musser, editor da Scientific American, explica-nos, em 60 segundos, o que é que os astrofísicos entendem por matéria escura: um tipo de matéria que é inferida pelo efeito gravitacional que exerce sobre a matéria visível, mas que não emite nem reflecte suficiente radiação electromagnética para ser observada "directamente" e cuja natureza se desconhece. Supõe-se que a massa do universo associada à matéria escura é bem maior do que a massa da matéria "normal".Curva de rotação de uma galáxia típica: A - previsto; B - observado e passível de se explicar com a hipótese da matéria escuraSupõe-se que para além da matéria escura (cerca de 23% da massa do universo) exista ainda uma energia escura (responsável pela aceleração da expansão do universo) que contribui em cerca de 3/4 da massa total do universo.Distribuição da matéria escura, da energia escura e da matéria "normal"Imagem criada pela NASA, Domínio PúblicoLegendas adicionadas por João Oliveira, aluno da Escola com 3ºCEB Dr. ...

Novo episódio do Hubblecast: As Galáxias Enlouqueceram!

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo B, Astronomia, Ciência Geral, Hubble
A entrada Hubblecast: vídeocast do telescópio espacial Hubble foi actualizada com mais um vídeo:Episódio 16: As Galáxias Enlouqueceram! (no YouTube ou no arquivo do sítio web do Hubble) (adicionado ao YouTube a 25 de Abril de 2008).Para celebrar o 18º aniversário do lançamento do telescópio espacial Hubble, a 24 de Abril de 2008 foram divulgadas cinquenta e nove novas imagens de galáxias em colisão (a maior colecção de imagens alguma vez divulgada de uma só vez pelo Hubble). Estas colisões mostram uma grande diversidade de estruturas.Um par de galáxias - NGC 5331 - começam a abraçar-se;Créditos: NASA, ESA, STScI/AURA e A. Evans, Domínio PúblicoA colisão de galáxias, muito mais comum no Universo Primitivo, pode despoletar quer a formação de novas estrelas quer a morte de outras. Mesmo as galáxias aparentemente isoladas apresentam na sua estrutura interna "marcas" da colisão com outras galáxias. A nossa Via Láctea contém restos de galáxias mais pequenas que "engoliu" no passado e está neste momento a "engolir" a galáxia elíptica anã Sagitário. Daqui a cerca de dois mil milhões ...

Orion

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, Astronomia, Ciência Geral, Hila Science
Reconstrução da legendagem de um vídeo divulgado numa entrada anterior deste blogue (14 de Maio de 2007).Este pequeno vídeo de astronomia fala-nos da constelação Orion e da Nebulosa de Orion (uma maternidade de estrelas). São localizadas duas das estrelas dessa constelação: Betelgeuse e Rigel.Sirius, na constelação Cão Maior, é referida como a estrela mais brilhante do céu nocturno (a seguir ao Sol). É referida a noção de ano-luz como unidade de distância em astronomia.Orion, o caçador; imagem do Atlas de Estrelas Uranometria de Johann Bayer; Direitos de Autor: Observatório Naval dos E.U.A.Visite http://hilaroad.com/camp/projects.html para saber mais acerca deste e de outros projectos.Legendas adicionadas a vídeo disponível no canal ScienceOnline do YouTube:Entradas relacionadas deste blogue:Transmissão para o Espaço: Across the Universe;Ursa Maior e Polaris;Hila Science.

Novo episódio do Hubblecast: Descoberta de um Buraco Negro em Omega Centauri

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo B, Astronomia, Ciência Geral, Hubble
A entrada Hubblecast: vídeocast do telescópio espacial Hubble foi actualizada com mais um vídeo:Episódio 15: Descoberta de um Buraco Negro em Omega Centauri (no YouTube ou no arquivo do sítio web do Hubble) (adicionado ao YouTube a 2 de Abril de 2008).Há muito tempo que o enxame globular Omega Centauri (o maior e o mais brilhante no céu) é um enigma para os astrónomos. Observações recentes do Telescópio Espacial Hubble e do Observatório Gemini forneceram uma explicação surpreendente das peculiaridades deste suposto enxame globular: um buraco negro, de massa intermédia, escondido no seu centro.É bastante provável que afinal Omega Centauri, a 17 000 anos-luz da Terra, não seja um enxame globular mas antes uma galáxia anã com um buraco negro no seu centro com cerca de 40 000 massas solares.Constelação de Centaurus onde se localiza Omega CentauriImagem criada por A. Fujii, Domínio PúblicoEste é um bom exemplo da evolução da ciência: há cerca de 2000 anos, Ptolomeu classificou-o como uma estrela; Edmond Halley considerou, em 1677, tratar-se de uma nebulosa; por volta ...

Ursa Maior e Polaris

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo A, Astronomia, Ciência Geral, Hila Science
Reconstrução da legendagem de um vídeo divulgado numa entrada anterior deste blogue (14 de Maio de 2007).Um pequeno vídeo, realizado com a captura de imagens do programa Starry Night, sobre como localizar a Estrela Polar e a Ursa Menor com base na Ursa Maior.Este vídeo serve de suporte a um curso introdutório de astronomia. Mais informações podem ser encontradas em http://hilaroad.com/camp/projects/stars.html.Polaris (um sistema estelar triplo): visão artísticaImagem criada pela NASA, Domínio PúblicoPara quem quiser explorar o céu pode também utilizar o GoogleEarth 4.2 que dispõe de um conjunto notável de ferramentas para descobrir o céu (download). Ou, em alternativa, viajar através do Google Sky, Google Moon ou Google Mars.Legendas adicionadas a vídeo do canal ScienceOnline no YouTube:Pode também aceder a clone no GoogleVideo.Entradas relacionadas deste blogue:Transmissão para o Espaço: Across the Universe;Orion;Hila Science.

Novo episódio do Hubblecast: descoberta primeira molécula orgânica num planeta extrasolar (HD 189733b)

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo B, Astronomia, Ciência Geral, Hubble
A entrada Hubblecast: vídeocast do telescópio espacial Hubble foi actualizada com mais um vídeo:Episódio 14: Primeira molécula orgânica num planeta extrasolar (no YouTube ou no arquivo do sítio web do Hubble) (adicionado ao YouTube a 19 de Março de 2008).Esta é a primeira vez que se detecta uma molécula orgânica na atmosfera de um planeta que orbita outra estrela sem ser o Sol. A molécula cuja assinatura foi detectada foi o metano: uma molécula que pode ter um papel fundamental na química pré-biótica.Esta descoberta resulta das observações feitas em Maio de 2007 pelo Espectrómetro e Câmara de Infravermelho Próximo do Hubble (NICMOS) e demonstra a importância da espectroscopia na exploração do universo.Versão artística do planeta HD 189733bFonte: NASA; Créditos: ESA - C.CarreauEste planeta, HD 189733b, tão próximo da sua estrela que o seu período orbital é cerca de dois dias, contém metano e vapor de água na sua atmosfera e encontra-se a 63 anos-luz da Terra na constelação Vulpecula (a Raposa).

Uma SuperTerra aqui tão perto

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo A, 11 - da Terra à Lua, 12 - gravitação, Astronomia, Ciência Geral
Reconstrução da legendagem de um vídeo divulgado numa entrada anterior deste blogue (1 de Novembro de 2007).A descoberta do primeiro exoplaneta (Abril de 2007) numa zona habitável do seu sistema estelar foi um feito incrível. Com um raio apenas 50% maior do que o da Terra e com uma massa aproximadamente igual a 5 massas terrestres é o menor planeta, fora do sistema solar, descoberto até à data, e encontra-se relativamente perto da Terra (a cerca de 20,4 anos-luz).Este planeta, Gliese 581 c (apelidado pelos astrónomos de SuperTerra), descreve uma órbita completa em torno da sua estrela, Gliese 581 (entrada 581 do Catálogo de Wilhelm Gliese das estrelas próximas), uma anã vermelha, em apenas 13 dias. Este pequeno valor do período de translação está de acordo com o facto do planeta estar 14 vezes mais perto desta sua Estrela comparativamente à distância Terra - Sol. Copyright (c) ESOEsta descoberta fantástica só foi possível devido ao sistema HARPS do telescópio de 3,6 m em La Silla da ESO (European Organisation for Astronomical Research in the Southern ...

Sistemas geocêntrico e heliocêntrico

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo A, 11 - da Terra à Lua, 12 - gravitação, Ciência Geral, método científico
A observação, a partir da Terra, dos movimentos do Sol, das estrelas e dos planetas, sugere de modo muito claro que todo o universo se move em redor da Terra. Foi este o sistema, dito geocêntrico, que vigorou durante dezenas de séculos até ao século XVI (ver aqui animação flash sobre o sistema ptolomaico). Ptolomeu aperfeiçoou este sistema de modo a conseguir descrever e prever com precisão extraordinária os movimentos dos corpos celestes observáveis na época. Nicolau Copérnico apercebeu-se de que a descrição seria muito mais simples caso o Sol fosse colocado no centro do universo: modelo heliocêntrico (ver aqui applet que compara os modelos geocêntrico e heliocêntrico). Mas essa ideia era inaceitável, e, de algum modo ridícula, já que implicava que a Terra se movesse a mais de 100 000 km/h e não existiam quaisquer provas desse facto tão inconcebível.Mas o conhecimento do mundo só se torna científico na medida em que recorre à fundamentação experimental ou observacional das suas conjecturas. Foi assim que Galileu Galilei procedeu ao utilizar o telescópio como instrumento regulador de diferentes hipóteses. Ao seguir uma sugestão falsificadora de Benedetto Castelli descobriu as fases ...

Como é que é possível ver um buraco negro?

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 11 - da Terra à Lua, 12 - gravitação, 12 - relatividade geral, Astronomia, Ciência Geral
Neste vídeo é transmitida uma perspectiva elementar do que é um buraco negro (um corpo tão denso que nem a própria luz consegue escapar do seu interior) e como é que é possível detectá-los no universo (através dos efeitos gerados na matéria que se encontra na sua vizinhança).Visão artística de um buraco negro em crescimento no centro de uma galáxia distante, Imagem criada pela NASA/JPL Caltech, Domínio PúblicoLegendas adicionadas a vídeo do canal SpitzerJim do YouTube, recorrendo ao serviço overstream:No canal do YouTube referido pode visualizar outros vídeos educativos no domínio da astronomia (os mesmos vídeos podem ser encontrados no sítio da Equipa Cool Cosmos - um grupo que faz parte do programa educativo do Spitzer -).Mensagens relacionadas deste blogue: O mistério da matéria escura;Hubblecast: vídeocast do telescópio espacial Hubble;O Segredo Embaraçoso de Newton;O universo elegante;Spitzer.

Novo episódio do Hubblecast: um “megafóssil cósmico”

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo B, 12 - gravitação, Ciência Geral, Hubble
A entrada Hubblecast: vídeocast do telescópio espacial Hubble foi actualizada com mais um vídeo:Episódio 13: Fóssil Cósmico (no YouTube ou no arquivo do sítio web do Hubble) (adicionado ao YouTube a 7 de Fevereiro de 2008).O telescópio espacial Hubble obteve uma nova imagem da galáxia elíptica gigante NGC 1132 que parece mostrar tratar-se de um "fóssil cósmico": os "restos" de um grupo de galáxias que se "fundiram" (esta galáxia encontra-se rodeada de um halo de matéria escura comparável ao encontrado normalmente num grupo de dezenas ou centenas de galáxias).NGC 1132 no visível e raios X,criado por NASA, ESA, M. West (ESO, Chile), and CXC/Penn State University/G. Garmire, et al., Domínio Público

Transmissão para o Espaço: Across the Universe

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, Ciência Geral, cidadania
A NASA transmitiu ontem (hora de Lisboa: 00:00 h de 5 de Fevereiro de 2008; hora de Pasadena, Califórnia: 16:00 h de 4 de Fevereiro - ver fusos horários -) a canção dos Beatles "Across the universe" para o espaço galáctico. A transmissão, efectuada com recurso ao Deep Space Network (DSN), foi orientada na direcção da estrela polar (Polaris), a mais brilhante da constelação Ursa Menor, situada a 431 anos-luz da Terra.Esta transmisão comemora diversas efemérides:o cinquentenário do lançamento do primeiro satélite americano, o Explorer-1 (lançado, a 31 de Janeiro de 1958, como resposta ao satélite soviético Sputnik);os 40 anos desta canção gravada em 4 de Fevereiro de 1968 nos Abbey Road Studios;os 45 anos da criação do Deep Space Network, uma rede internacional de antenas utilizada na comunicação e monitorização das missões espaciais interplanetárias.Esta rede consiste em três centros de recepção e transmissão situados em locais com diferenças de longitude de cerca de 120º: Goldstone, Deserto Mojave da Califórnia; Madrid, Espanha e Canberra, Austrália. Para perceber melhor em que consiste esta Rede de Espaço Profundo clique aqui para ver vídeos da NASA relativos ...

A imagem mais importante de todos os tempos

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo A, Astronomia, Ciência Geral, cidadania
Reconstrução da legendagem de um vídeo divulgado numa entrada anterior deste blogue (13 de Maio de 2007).Uma boa explicação da pequenez da humanidade face à vastidão do universo. Recorre-se para isso à imagem de campo profundo do telescópio Hubble (1995) e a de campo ultraprofundo (2003-2004). A compreensão destas imagens (HDF e HUDF) altera o modo como vemos o universo, logo como nos vemos no universo.Imagem de campo ultraprofundo do Hubble, criada pela NASA e pela ESA, Domínio PúblicoLegendas adcionadas a vídeo disponibilizado no canal tdarnell do YouTube:Este vídeo, escrito e narrado por Tony Darnell, foi feito a partir de imagens e animações da ESA / NASA.Mensagens relacionadas deste blogue:Ponto azul pálido;Hubblecast: videocast do telescópio Hubble;Uma "Super Terra" aqui tão perto;Orion.

O mistério da matéria escura

Carlos Portela @ Vídeos para o Ensino da Física e da Química Categorias: 07 - universo, 10 - arquitectura do universo B, 12 - gravitação, Ciência Geral, universo elegante
A matéria escura foi "criada" pelos astrofísicos para poderem explicar os movimentos observados das galáxias e aglomerados de galáxias. O primeiro a obter dados que mostravam a existência de uma massa em falta, que viria a ser chamada de matéria escura, foi o astrofísico suiço Fritz Zwicky em 1933.Isto quer dizer que os movimento reais dos "grandes objectos" do universo não são consistentes com as interacções gravitacionais a que estes objectos deveriam estar sujeitos com base na matéria observável que os rodeia (estrelas e gás). A matéria escura corresponde, portanto, a uma massa em falta inferida através das observações de, por exemplo, a rotação das galáxias e as anisotropias da radiação cósmica de fundo.Recentemente, os resultados das observações do Aglomerado de Galáxias da Bala ("Bullet") reforçaram fortemente a hipótese da matéria escura (resultados anunciados em Agosto de 2006).Neste caso legendou-se um vídeo disponível no canal NOVAonline do YouTube em que o atrónomo Doug Clowe explica como é que o Grupo de Galáxias da Bala é uma forte evidência para a existência da matéria escura. Este vídeocast foi produzido por Melissa Salpietra and Susan K. Lewis sendo narrado pela primeira. O ...
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