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ABIC volta a manifestar-se hoje pelos direitos dos bolseiros de investigação

Concentração Nacional de Bolseiros (18 Julho 2007)

A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) agendou uma concentração para hoje, 11 de Março, às 17h30, em frente à Assembleia da República, para reivindicar melhores condições laborais para os bolseiros de investigação.

A ABIC aproveita o primeiro dia de discussão e votação do Orçamento de Estado para convocar os bolseiros a demonstrarem o seu descontentamento pela «falta de segurança social justa» e pela «passagem de um novo Estatuto de Bolseiro». É um novo apelo ao «fim da precariedade», à criação de um novo Estatuto de Bolseiro, que alveja a criação de contratos de trabalho.

«O sucesso desta iniciativa depende de todos nós. Contribuam para a mobilização de colegas para este evento. Uma expressão de vontade pode ter uma influência nos grupos parlamentares, se não durante a discussão do OE, então mais tarde durante o trabalho da AR que se seguirá», lê-se no site oficial da ABIC. (ver poster da manifestação).

Publicado por Sílvio Mendes

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B Fachada, o músico em ascensão que trocou o estudo da Física pelas aulas de Literatura

(c) Foto de Vera Marmelo

Em entrevista publicada na edição de Dezembro da revista Aula Magna, o músico da Flor Caveira explica por que razão abdicou de uma Licenciatura em Física para poder dedicar-se ao estudo da Literatura. As razões são mais de ordem afectiva e B Fachada até sustenta que a sua passagem pela universidade não tem em vista uma profissão, mas ainda assim vale a pena conferir o que diz sobre o assunto um dos mais promissores músicos da nova vaga nacional.

«Por que razão escolheste o curso de Literatura?
Estive em Física primeiro, no Instituto Superior Técnico, e só mudei para Literatura, já na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, passados dois anos e meio.

Foi uma mudança drástica.
Era o que fazia sentido. E devia ter ido para Literatura desde o início. Mas acabei por decidir só a meio. Escolhi a Universidade Nova de Lisboa por causa do [poeta e ensaísta] Alberto Pimenta.

Como foi a experiência de física?
Curta, mas boa. Estar numa universidade a sério, que funciona bem, em que nunca se está mais de 10 minutos na fila para a secretaria, ter colegas que percebem do que se está a estudar, é algo que nunca se esquece. É uma experiência que se deve ter pelo menos uma vez na vida.

O que te interessou inicialmente na física?
Segui Ciências [no secundário] e dentro dessa área a única coisa que fazia sentido para mim era Física, sobretudo a parte experimental e de laboratório. Era algo de que gostava muito. Na altura a minha perspectiva era estudar por estudar e, nesse sentido, fui para Física. A minha passagem pela universidade nunca teve em vista uma profissão. O mesmo se passa agora com a licenciatura em Literatura. Apenas quero passar uns tempos a estudar e esticar esse período o mais possível.»

Publicado por Sílvio Mendes

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Vê-se à segunda (6): The Scientist Vídeo Awards com filmes para todos os gostos

A iniciativa The Scientist Vídeo Awards partiu da revista The Scientist e conheceu em 2009 a sua primeira edição. Começamos esta semana espreitando alguns dos vídeos vencedores da competição.
Há duas categorias (vídeos individuais e vídeos institucionais) e dois vencedores por categoria, o primeiro por escolhe de um júri e o segundo por escolha do público.

O primeiro vídeo que aqui partilhamos chama-se Synaptic Clef e convenceu o júri para o prémio individual. Trata-se de um rap conduzido por um grupo de alunos da Universidade de Standford que explicam com criatividade e humor alguns mecanismos das neurociências.

O segundo, produzido pela Amgen, conquistou o público e havia sido lançado em Abril do ano passado durante uma reunião da American Association for Cancer Research (AACR). Pioneering New Frontiers in Tumor Angiogenesis recorre a uma impressionante animação de interacções moleculares para explicar a angiogénese (desenvolvimento de novos vasos sanguíneos num tecido vivo).

Todos os outros vídeos vencedores e restantes finalistas também podem ser vistos na página da iniciativa, numa visita mais que justificada.

Publicado por Sílvio Mendes

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Mais ciência em Alice no País das Maravilhas

Ainda o fumo em torno de Alice no País das Maravilhas, hoje em estreia no grande ecrã numa versão assinada por Tim Burton.

Ontem falámos na Matemática, hoje viramos as agulhas para outros lados. Primeiro, um texto publicado por Luís Azevedo Silva, no blogue Ciência ao Natural, faz o paralelismo entre o Chapeleiro Louco e o canto das aves. Que têm em comum? A resposta está no Mercúrio.

«- Naquela direcção – disse o Gato, levantando a pata direita – vive um Chapeleiro, e naquela, agitando a outra pata, mora uma Lebre de Março. Visita o que quiseres, ambos são loucos.
- Mas eu não quero estar ao pé de gente louca – respondeu Alice.
- Oh, não podes evitá-lo – disse o Gato. – Aqui todos são loucos. Eu sou louco. Tu és louca.»

O segundo apontamento vai para Câmara Clara, programa da RTP2 conduzido por Paula Moura Pinheiro, que no próximo domingo (7 de Março) parte do universo de Alice no País das Maravilhas e «de muitas outras invenções» para debater a relação entre cérebro, emoções e arte. Afonso Cruz e Mário Simões são os convidados da noite.


E já que tanto falamos em Alice, aqui fica a versão que preenche o meu imaginário (antes que Burton o reconfigure).

Publicado por Sílvio Mendes

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A matemática de Alice (no País das Maravilhas)

Estreia amanhã (4 de Março) nos cinemas portugueses a aguardada versão cinematográfica de Alice no País das Maravilhas, segundo a lente de Tim Burton.

Não é garantido que a questão tenha a mesma expressão na tela, mas a estreia volta a colocar Alice no centro do mundo e, aqui entre nós, a curiosidade científica que envolve a obra de Lewis Carroll (pseudónimo do matemático britânico Charles Lutwidge Dodgson) também volta à baila. Jogos de cartas, enigmas, problemas de lógica formam um dos grandes motores da força das personagens do livro. E tal dificilmente será por acaso, não derivassem as palavras da caneta de um matemático.

O divulgador de ciência português, Nuno Crato, assina semanalmente uma coluna de opinião no Semanário Expresso e dedicou as últimas três aos mistérios científicos de Alice no País das Maravilhas. Contemos com ele.

Um (17 de Fevereiro): «Os trocadilhos e as pequenas brincadeiras revelam uma preocupação com o significado das palavras e expressões e a construção de contradições derivadas de ambiguidades. É um uso da lógica e da matemática que ainda hoje surpreende os leitores»

Dois (24 de Fevereiro): « Os dois livros de Alice revelam o humor de um matemático que brinca com a lógica e faz alusões veladas a temas científicos. A maioria das vezes, as alusões são indirectas, e muito se tem discutido sobre algumas passagens. Logo no capítulo 2, por exemplo, Alice parece enganar-se nas contas: “quatro vezes cinco é doze, e quatro vezes seis é treze, e quatro vezes sete – oh! Assim nunca mais chego a vinte!»

Três (3 de Março): «Mais à frente, no capítulo 4, aparece um gigantesco corvo que escurece subitamente a cena e interrompe a luta entre os dois caricatos irmãos. O episódio parece ter sido inspirado numa história verídica de uma batalha do século VI a. C. O biólogo e evolucionista britânico J. B. S. Haldane, nascido em Oxford em 1892, quando o autor de Alice ainda aí residia e trabalhava, não tem dúvidas. No seu livro de ensaios “Possible Words” (1927, p. 8), diz que “A verdadeira história é a seguinte: Aliates, rei da Lídia, estava há cinco anos em guerra com Ciaxares, rei dos Medos. No seu sexto ano, em 28 de Maio de 585 a. C., como se sabe, a batalha foi interrompida por um eclipse total do Sol. Os reis pararam a batalha”. Nas palavras do historiador grego

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Vê-se à segunda (5): Radioactividade segundo os Kraftwerk (ah! e Henri Becquerel)


A 1 de Março de 1896, o físico francês Henri Becquerel descobria a radioactividade (ou, pelo menos, dava um grande contributo nesse sentido). Esse trabalho valeu-lhe o Prémio Nobel da Física em 1903, que partilhou com Marie e Pierre Curie. O primeiro vídeo de hoje explica-nos mais a fundo o que aconteceu e explora ainda o trabalho que Ernest Rutherford (Nobel da Química em 1908)  desenvolveu com substâncias radioactivas.

Quem decidiu, em 1975, contar a sua versão sobre a radioactividade foram os alemães Kraftwerk, num álbum conceptual que também dedica algumas letras à actividade da rádio. Aqui fica uma das aparições ao vivo dos grandes teóricos da música electrónica.

«Radioactivity is in the air for you and me
Radioactivity discovered by madame curie»

Publicado por Sílvio Mendes

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Ciência e Literatura (10): O Delfim, José Cardoso Pires e a Ciência na Gafeira


«(…)
«Marido e Mulher discutem Domingos, o criado. Não é apenas o mestiço ágil que eu tinha visto a manobrar os cães no terreiro da igreja, mas – como vou saber dentro de instantes – o homem que gastara a infância no cais do Mindelo, conduzindo marinheiros americanos com a sua voz branda e amável. Isso era o passado, declara o Engenheiro. A inteligência de que a natureza o dotou para sobreviver.
«E o passado não conta nas pessoas?», pergunta Maria das Mercês. «Pois olhe, eu acho que basta um tipo ter sido criado numa ilha para ganhar uma maneira de ser especial. Pelo menos precisa de imaginação para suportar aquela pasmaceira.»
Tomás Manuel pisca-me o olho:
«Influência do factor geográfico no comportamento das espécies.»
«Oh, não goze», implora ela, pegando no tricot.
E o marido, uma vez mais para mim:
«É isto. A sociologia chegou à Gafeira.»
(…)»

O Delifm, José Cardoso Pires, Publicações Dom Quixote (1987)

Publicado por Sílvio Mendes

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Ainda na Revista Visão: Soares, a catástrofe da Madeira e a Ciência


«A verdade é que a Ciência deu aos homens um enorme poderio, capaz de destruir os equilíbrios da natureza e o próprio planeta. Nunca houve, que saibamos, tantas e tão graves catástrofes ditas naturais. Tremores de terra, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, calores excessivos, ventos ciclópicos, escassez de água potável, presumivelmente provocados pelas alterações climáticas.»

Mário Soares, “A catástrofe da Madeira” (Visão nº 886)

Publicado por Sílvio Mendes

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Revista Visão: As boas e más notícias aos olhos de uma investigadora portuguesa

A investigadora Ana Patrícia da Silva, recentemente distinguida com o Prémio Pulido Valente Ciência 2009 pelo trabalho desenvolvido na Unidade de Biologia do Cancro do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, foi a personalidade escolhida pela revista Visão para a rubrica Radar Flashback desta semana.

O desafio da rubrica passa por seleccionar três boas notícias e três más notícias da actualidade, e eis o que Ana Patrícia da Silva partilha com o país numa revista com tiragem superior a 100 mil exemplares:

(UMA D)AS BOAS NOTÍCIAS

«A boa ciência dos portugueses

Estatísticas mostram que, em 2008, foram mais de 12 mil os artigos publicados por investigadores portugueses. Este reconhecimento científico deve-se à grande capacidade de trabalho dos investigadores, mas também ao aumento do investimento em Ciência. Continuação do bom trabalho.»

(UMA D)AS MÁS NOTÍCIAS

«Bolseiros de investigação científica
Várias têm sido as tentativas da ABIC (Associação dos Bolseiros de Investigação Científica) para melhorar o estatuto dos bolseiros, nomeadamente na actualização de bolsas (não se efectua desde 2002). Esta semana, o ministro da Ciência e Tecnologia deveria discutir a parte do OE [Orçamento de Estado] que se lhe refere. Infelizmente, não creio que a actualização das bolsas seja uma prioridade.»

Publicado por Sílvio Mendes

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con(s)ciência: ANICT quer mais diálogo entre Investigadores e decisores políticos

Visita de Deputados ao Centro de Investigação da Universidade do Minho (Maio de 2009)

A 8 de Janeiro de 2010, a Associação Nacional de Investigadores Científicos e Tecnológicos (ANICT) era formalmente constituída. A recém-formada instituição pretende representar os interesses profissionais dos Investigadores Científicos Doutorados a trabalhar em Portugal e tem já um horizonte de acção muito bem delineado. Promete acção como «parceiro no diálogo entre os Investigadores e o Governo (assim como outras instituições que participam na definição da política de Ciência em Portugal)» e no contributo para a «disseminação do conhecimento científico para o público em geral».

Os representantes da ANICT apontam como assunto mais urgente a criação de «um consenso sobre o que será o mercado de trabalho em Ciência em Portugal». «Gostávamos que um cientista a trabalhar em Portugal soubesse claramente quais as oportunidades presentes e futuras», afirmam numa entrevista exclusiva ao blogue Viver a Ciência, que aqui disponibilizamos na íntegra.

Publicado por Sílvio Mendes

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