Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

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Os Sons da Ciência (9): The Dandy Warhols e Guided by Voices: eles “são” todos cientistas

Guided By Voices, banda norte-americana que, em 1994, assinava o tema "I am a Scientist".

De Portland, Estados Unidos da América, chegam-nos ecos de Scientist, tema assinado pelos The Dandy Warhols, que integra o álbum Welcome To The Monkey House (2003) e que, com nova roupagem, figura também no álbum de remisturas The Dandy Warhols are sound (2009).

Em Dayton, no mesmo país, há dezasseis anos atrás, uma música quase com o mesmo nome (mas completamente diferente) já ecoava pelas mãos dos Guided by Voices. Chama-se I am a Scientist e integra o EP Bee Thousand (1994).

Os Sons da Ciência de hoje deixam para audição estas duas músicas (quase) homónimas, onde todos dizem ser cientistas. Aqui ficam, pela mesma ordem que foram referenciadas.

«In me the scientist
Always stuck on always trying this
I try to live on science alone
Analysis and freaky sensitivity
We’ve gotta live on science alone
Woohoowoo
Yeah uh I am a scientist»
Scientist,The Dandy Warhols, Welcome To The Monkey House (2003).

« i am a scientist – i seek to understand me
all of my impurities and evils yet unknown
i am a journalist – i write to you to show you
i am an incurable
and nothing else behaves like me»
I am a Scientist, Guided by Voices, Bee Thousand (1994).

Publicado por Sílvio Mendes

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Literatura e Ciência (20): José Cardoso Pires, a “prudência científica” e os porcos-voadores

A rubrica Ciência e Literatura regressa hoje, revisitando as palavras e o estilo de escrita rigoroso e minucioso de José Cardoso Pires. Ele próprio com um percurso pessoal se cruzou com o mundo científico (foi aluno de Rómulo de Carvalho [divulgador científico que apaixonou gerações e o mesmo que usava, na poesia, o pseudónimo de António Gedeão] ainda no Liceu e passou pela Faculdade de Ciências de Lisboa, onde frequentou (sem concluir) o curso de Matemáticas Superiores.
Talvez por isso, ou se calhar por nada disso, raramente abdica de piscar um olho, ainda que com a sua afiada ironia, ao pensamento científico. Mesmo que, como neste excerto (retirado de “Ascensão e queda dos porcos-voadores”, conto que integra a obra “A República dos Corvos” (1988)), a narrativa surja na sequência de um Juiz aposentado que tem a assombrosa visão de porcos-voadores com asas de morcego e decide partilhar a sua descoberta com um Cirurgião, ambos a frequentarem um “tratamento de águas numas termas”. Sem mais demoras: Andante, andante.

«E um dia, para seu assombramento, viu-os passar outra vez. A eles, aos porcos-alados. Em bando. Cruzando os céus à mesma hora e na mesma direcção das outras vezes. O Juiz regulou o binóculo até ao olho-limite, até à verdade impossível. E confirmou. Certo, os porcos do sol poente.
Com a alegria do investigador que acaba de comprovar a sua descoberta, correu à procura do Cirurgião Sequera. (…) o magistrado conduziu o médico à varanda do salão de música e ali, a sós, comunicou-lhe o acontecimento apenas no essencial, o resto ficaria para depois.
Este, na sua qualidade profissional, teve a natural hesitação do prático científico perante o fenómeno inesperado: não só pôs respeitosas reticências no tocante aos estranhos vultos alados como admitiu que a refracção das nuvens sangrentas do ocaso fosse a causa de tão intrigantes imagens. Consequentemente, punha à meritíssima consideração do Juiz a probabilidade, naturalíssima aliás, de ter sido vítima de qualquer miragem frente à solidão do oceano e à luz agonizante da tarde.
Visivelmente compreensivo, o Doutor Juiz manifestou todo o apreço pela prudência científica do Doutor Cirurgião em relação ao fenómeno. Reconhecia que, embora transmitido sob palavra do magistrado, o assunto tinha que se lhe dissesse. Óbvio. Em matéria de conclusões a dúvida era essencial. Indiscutível. Até aí não podia deixar de concordar. Não obstante, com Juiz de

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Blogue em obras (e quase com cara nova)

A plataforma de blogues WordPress.com decidiu substituir  o tema de apresentação do blogue que usávamos anteriormente (Cutline) por um similiar (Caroline), sem aviso prévio (ler sobre o assunto aqui; e um dos fóruns de discussão sobre o assunto aqui). A mudança apanhou-nos desprevenidos e, apesar das mudanças visuais não serem aparentemente muitas, a operação surpresa gerou algumas incompatibilidades de apresentação que estamos a tentar resolver. Não estranhem, por isso, se encontrarem o blogue em obras durante as próximas horas.

Publicado por Sílvio Mendes

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Os Sons da Ciência (8): Haggard: Sai uma homenagem “classic medieval metal” a Galileu Galilei


Esta sugestão saltou directamente da caixa de comentários para a página principal do blogue (obrigado Nuno!).  Apresenta Haggard, banda alemã que produz o tal “classic medível metal” (definição wiki), que dedicou (em 2004) um álbum inteirinho à figura de Galileu Galilei. O disco chama-se Eppur Si Muove (mítica afirmação “e no entanto, move-se” que Galileu terá dito pouco depois de negar a sua teoria para escapar às garras da fogueira da Santa Inquisição) e inclui o tema The Observer, que aqui partilhamos. É um regresso à ciência da pesada.

«Look at the amazing skies
In long and profund discoveries
With a strong and a clear mind he’s encrypting
More secrets of astronomy

In endless nights
He entirely observes the skies
His publications will change the world

Galileo Galilei

Only what my eyes will see, I will believe!
Day and night – seperated by the light»

Publicado por Sílvio Mendes

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“Dance your Ph.D .2010” ou Os meninos dançam?

A proposta parte da Gonzo Labs (instituição que cruza arte e ciência) e, à primeira vista, tem a sua dose de excentricidade: transformar uma tese de doutoramento numa dança, gravar a dança em vídeo e colocá-la on-line. Depois é só esperar ser seleccionado para a final e, se tudo correr bem, ganhar um prémio (relativamente) chorudo à conta disso.

Física, Biologia, Química e Ciências Sociais são as principais categorias, mas o regulamento é suficientemente amplo para que todos possam participar. Se já tem uma coreografia na cabeça é tempo de se apressar: inscrições fecham no dia 1 de Setembro.

Mais pormenores no website do concurso, para os interessados. E duas coreografias vencedoras da edição do ano passado, para os curiosos.

Publicado por Sílvio Mendes

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Ciência na UL: Os ouriços-do-mar e os segredos do cola e descola


Romana Almeida Santos,
investigadora na Unidade de Investigação em Ciências Orais e Biomédicas da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, apresenta-nos uma palestra intitulada «Biotecnologia Azul: Novos adesivos inspirados em ouriços-do-mar ». É já na próxima sexta-feira, 16 de Julho, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa.

Integrada no ciclo de palestras “Ciência em Português”, a iniciativa centra-se na possibilidade de criação de bioadesivos (inspirados em ouriços-do-mar), resistentes e eficazes em água, e que podem adquirir aplicações biotecnológicas e industriais.
É a última sessão (antes do período de férias) de um ciclo
que começou em 21 de Maio e já contou com intervenções de Miguel Centeno Brito, José Eduardo Franco, Hugo Cardoso e Ana Luísa Raposo.

Sinopse:

«Já alguma vez pensou como se agarram os ouriços-do-mar às rochas para não serem arrastados pelas ondas? Fazem-nos através de órgãos adesivos especializados, que produzem secreções adesivas e “desadesivas”, colando-se e descolando-se repetidamente. Ao contrário da maioria das colas sintéticas, estes bioadesivos são resistentes e eficazes em água, pelo que podem vir a ter variadas aplicações biotecnológicas (ex. adesivo dentário) e industriais (ex. construção subaquática).»


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).

Publicado por Sílvio Mendes

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Vê-se à segunda (17): Liberdade, ciência, futuro… no rasto do pensamento de Agostinho da Silva


Não é fácil arriscar uma entrada de apresentação do vídeo que segue. Talvez usando as palavras do próprio Professor Agostinho da Silva, a tarefa fique mais facilitada: «Na realidade, Liberdade e Destino são duas fantasias nossas – não há nada de real – sobre as quais nós podemos constituir belos sistemas filosóficos, embora estejamos sempre à espera de alguma coisa muito mais decisiva que a filosofia, que é exactamente a ciência».

Acrescentar ainda que o excerto que vamos ver é retirado do programa “Conversas Vadias”, neste episódio com o jornalista Adelino Gomes na pele de entrevistador, e prosseguir com um «não se deve confundir Ciência com aplicação da Ciência» e com outro «quando o Homem cria qualquer peça ou máquina tem logo que decidir em que sentido é que vai empregá-la».  E mais, mais a fundo, no vídeo.

Publicado por Sílvio Mendes

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Vê-se à segunda (16): Eratóstenes e a circunferência de uma coisa chamada Terra


Viagem rápida até III. a. C. para recordar os contributos de Eratóstenes na exigente arte do cálculo. O episódio, que recria a primeira experiência conhecida sobre a medição da circunferência da Terra, e que foi exibido pela primeira vez em 17 de Julho de 2009, integra a interessante saga de programas televisivos (com episódios a não ultrapassarem os quatro minutos) Ciencia en Acción (mais bons ventos de Espanha).

Publicado por Sílvio Mendes

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Vê-se à segunda (15)*: Gnus dançam com Beethoven, Zebras com Debussy


* Ou melhor, hoje Vê-se à quarta.

Wild Opera, do realizador francês Laurent Frapat, é o segundo filme já seleccionado para III Mostra de Ciência e Cinema da Corunha, que projectará películas entre 25 e 30 de Outubro de 2010. Hoje partilha-se por aqui um delicioso excerto desse filme que promete deleitar os espectadores. Pelo menos a avaliar pela receita: “a história da vida e morte na savana sem nenhum comentário”, apenas acompanhada pela música de alguns dos maiores compositores de todos os tempos: Beethoven, Wagner, Vivaldi, Debussy, Schubert e Dvorak, por exemplo.

O melhor é mesmo espreitar o trailer do filme.

Publicado por Sílvio Mendes

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Ciência na UL: Bater os pés sem bater as botas ou como o cérebro entende o significado das palavras


Ana Luísa Raposo
é investigadora no Centro de Investigação em Psicologia, na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e apresenta, na próxima sexta-feira, 2 de Julho, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, a palestra intitulada «Bater os pés sem bater as botas: como o cérebro entende o significado das palavras».

A sessão explorará, por exemplo, como o cérebro distingue o sentido literal e metafórico das palavras e é a quarta do ciclo de palestras “Ciência em Potuguês”, que começou em 21 de Maio e já contou com intervenções de Miguel Centeno Brito, José Eduardo Franco e Hugo Cardoso.

Sinopse:

O significado que atribuímos às palavras e a sua representação no cérebro está no cerne tanto dos estudos clássicos como de investigações de ponta. Apesar de as palavras terem um significado específico, este é quase sempre influenciado pelo contexto. Quando ouvimos “A Maria bateu o pé” ou “A Maria bateu as botas”, como sabemos que frases tão diferentes têm significados tão diferentes? O trabalho de Ana Luísa Raposo tenta descobrir como regiões neuronais interagem para extrair o significado correcto dos conceitos e como o cérebro distingue o sentido literal e metafórico das palavras.»


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).

Publicado por Sílvio Mendes

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