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Sobre a consciência – Do livro de John Searle “Mente, linguagem e sociedade”
“É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combatê-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado.” Bertrand Russell.
John R. Searle é considerado um dos maiores filósofos da atualidade, ele leciona na Universidade da Califórnia e é autor de vários livros como: The Construction of Social Reality e Intentionality. John Searle se considera um filósofo naturalista e defende que a consciência não é algo misterioso que transcende a matéria, como querem os dualistas, e tampouco, não passa de uma ilusão podendo ser reduzida a matéria, como querem os materialistas. Para tentar descrever como Searle compreende a consciência vamos delinear o que o autor chama sua estrutura, mas antes, é importante referirmos as questões filosóficas que há muito permeiam qualquer tentativa de explicar a consciência humana.
No livro, “Mente, Linguagem e Sociedade”, John Searle define a consciência como um estado (de conhecimento e percepção) em que nos encontramos desde que acordamos até adormecermos novamente, além disso, segundo o autor, existem diversos estados de consciência, estados em que ela se manifesta de formas diferentes, podemos citar como exemplos desses estados àqueles induzidos por substancias psicoativas, estados meditativos, transes religiosos, ou durante um sono etc. Os estados conscientes acabam quando entramos em coma profundo ou quando morremos.
Ao tentarmos conhecer um pouco sobre a consciência sempre esbarramos no problema mente/corpo e logo nos deparamos com uma questão insolúvel. John Searle, após analisar as pressuposições filosóficas que sustentam tanto a posição de dualistas como de materialistas, chega à conclusão de que a aparente irresolubilidade do problema mente/corpo é causada pela não correspondência dos pressupostos aos fatos que conhecemos hoje, principalmente através da contribuição da neurobiologia, sobre a mente e o cérebro. Searle propõe que esqueçamos tudo que ouvimos sobre a consciência até então, e que assim possamos começar do zero. Os fatos aos quais o autor se refere são: 1. Não existe consciência sem um sistema nervoso central, a consciência assim como todos os outros fenômenos mentais são produzidos por um cérebro. 2. Sendo assim a consciência deve ser entendida como um processo biológico tão natural quanto a digestão. Searle menciona: “a característica líquida da água não pode ser separada da água, a solidez da mesa não pode ser separada da mesa”, assim são
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Continue a ler Sobre a consciência – Do livro de John Searle “Mente, linguagem e sociedade”Grito Rock 2010

Saiba mais sobre a segunda edição do festival Grito Rock América do Sul em Divinópolis em: http://marlinhohenrique.blogspot.com/
Deus é Pai
Após milhares de anos de convivência, a relação de Deus com seu amado filho, Jesus, sofreu um inevitável desgaste. Para melhorar a relação, uma terapeuta passará por maus bocados...
Ficha Técnica
Produção Otto Guerra Roteiro Allan Sieber Edição Otto Guerra Som Direto Deff Áudio Direção de Arte Fabio Zimbres Animação Allan Sieber Trilha original Deff Áudio Cenografia Fabio Zimbres
Produção Otto Guerra Roteiro Allan Sieber Edição Otto Guerra Som Direto Deff Áudio Direção de Arte Fabio Zimbres Animação Allan Sieber Trilha original Deff Áudio Cenografia Fabio Zimbres
Aquarela
Com trilha homônima de Toquinho, Vinicius, Morra e Fabrizio, o filme faz uma metáfora entre a vida, do nascimento à morte, e uma pintura de aquarela que, com o tempo, descolore.
Ficha Técnica
Produção Tony Gil Fotografia Andrés Lieban Roteiro Marilia Pirillo, André Koogan Breitman Edição Andrés Lieban Direção de Arte Andrés Lieban Animação Andrés Lieban Som Toquinho Edição de som Alberto Ranellucci Produção Executiva André Koogan Breitman Música Sincronizada Vinicius de Moraes, Toquinho, M. Fabrizio, G. Morr
Produção Tony Gil Fotografia Andrés Lieban Roteiro Marilia Pirillo, André Koogan Breitman Edição Andrés Lieban Direção de Arte Andrés Lieban Animação Andrés Lieban Som Toquinho Edição de som Alberto Ranellucci Produção Executiva André Koogan Breitman Música Sincronizada Vinicius de Moraes, Toquinho, M. Fabrizio, G. Morr
Os conceitos de saúde/ doença mental e a atuação do psicólogo na área da saúde especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Posto que é impossível pensar a atuação do psicólogo no contexto do Sistema Único de Saúde sem questionarmos o conceito de saúde/ doença mental definimos que ele é, sem dúvida, um reflexo do pensamento racionalista e cartesiano que divide o ser humano em dois, as instancias psíquica e física em que o psiquismo desta perspectiva parece tão indiferente à vida social, ainda que, tão vago.
A concepção de saúde da OMS (Organização mundial de saúde) segue a mesma visão dicotômica do homem em que “saúde” é definida como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidade ou invalidez” ¹ e é a partir de tais construções teóricas que o psicólogo se insere nas instituições de promoção e prevenção á saúde, sob a égide do modelo multidisciplinar que nada mais é que o reflexo da fragmentação das disciplinas científicas “um tipo de pensamento que separa o objeto de seu meio, separa o físico do biológico, separa o biológico do humano, separa as categorias as disciplinas.” (Morim, 1983, citado por Spink, 2003: 31).
A saúde e a doença foram pensadas até então de forma reducionista, o humano é reduzido ao biológico, ao genético, ao social e ao psicológico, os profissionais na área da saúde representam estes papeis marcados pelo determinismo, pela disputa de qual saber determina o processo de saúde e doença. O pensamento sistêmico na busca de unificação, segundo Morin, também obedece ao principio de redução é “o paradigma da simplificação não permite pensar a unidade na diversidade ou a diversidade na unidade, a unitas multiplex, só permite ver unidades abstratas ou diversidades também abstratas, porque não coordenadas.” (Morim, 1983, citado por Spink, 2003: 31).
Para Mary Jane P. Spink as equipes multiprofissionais não lograram êxito e isso se revela na posição subalterna de uns profissionais com relação a outros, em que, o saber médico impera sobre os demais saberes. Além disso, as triagens freqüentes nos estabelecimentos de saúde perpetuam a fragmentação do atendimento e o crescente número de especialidades. No sistema Único de Saúde, bem como nos demais estabelecimentos particulares de saúde, o médico clínico geral trata dos encaminhamentos para os especialistas. Um único indivíduo passa por vários profissionais que não se comunicam.
O caminho para uma prática interdisciplinar passa primeiro, necessariamente, por uma mudança de paradigma no âmbito das ciências da saúde. A experiência humana deve
A concepção de saúde da OMS (Organização mundial de saúde) segue a mesma visão dicotômica do homem em que “saúde” é definida como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidade ou invalidez” ¹ e é a partir de tais construções teóricas que o psicólogo se insere nas instituições de promoção e prevenção á saúde, sob a égide do modelo multidisciplinar que nada mais é que o reflexo da fragmentação das disciplinas científicas “um tipo de pensamento que separa o objeto de seu meio, separa o físico do biológico, separa o biológico do humano, separa as categorias as disciplinas.” (Morim, 1983, citado por Spink, 2003: 31).
A saúde e a doença foram pensadas até então de forma reducionista, o humano é reduzido ao biológico, ao genético, ao social e ao psicológico, os profissionais na área da saúde representam estes papeis marcados pelo determinismo, pela disputa de qual saber determina o processo de saúde e doença. O pensamento sistêmico na busca de unificação, segundo Morin, também obedece ao principio de redução é “o paradigma da simplificação não permite pensar a unidade na diversidade ou a diversidade na unidade, a unitas multiplex, só permite ver unidades abstratas ou diversidades também abstratas, porque não coordenadas.” (Morim, 1983, citado por Spink, 2003: 31).
Para Mary Jane P. Spink as equipes multiprofissionais não lograram êxito e isso se revela na posição subalterna de uns profissionais com relação a outros, em que, o saber médico impera sobre os demais saberes. Além disso, as triagens freqüentes nos estabelecimentos de saúde perpetuam a fragmentação do atendimento e o crescente número de especialidades. No sistema Único de Saúde, bem como nos demais estabelecimentos particulares de saúde, o médico clínico geral trata dos encaminhamentos para os especialistas. Um único indivíduo passa por vários profissionais que não se comunicam.
O caminho para uma prática interdisciplinar passa primeiro, necessariamente, por uma mudança de paradigma no âmbito das ciências da saúde. A experiência humana deve
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Continue a ler Os conceitos de saúde/ doença mental e a atuação do psicólogo na área da saúde especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).Resenha do filme: Corra Lola, corra.

Por: Luciana Rodrigues Vasconcellos e Tatiana Santos Teixeira.
“Corra Lola, Corra” é um filme de ação produzido na Alemanha em 1998, cujo nome original é Lola Rennt, do diretor e roteirista Tom Tykwer. A protagonista do longa metragem Franka Potente interpreta Lola, uma jovem ruiva que vive uma frenética corrida contra o tempo a fim de salvar o namorado Manni (Moritz Bleibtreu) de uma enrascada que pode custar sua vida. Para isso, Lola perpassa três caminhos mas, somente um a levará a onde quer considerando que durante seu percurso encontra-se em situações e com figuras influentes no seu destino.
O filme exige do telespectador capacidade de associar idéias rapidamente, visto que é um filme de muita ação que contém ao mesmo tempo uma densa reflexão sobre a vida e experiência humana. À Lola foi dada a possibilidade de experenciar três destinos diferences, de viver três possibilidade de conduta para alcançar seu objetivo. Sabemos nós, que não temos a mesma chance de Lola, contudo o filme nos desperta para atentar sobre o que estamos realmente fazendo para alcançar nossos desejos, como nos relacionamos e como afetamos os outros e nosso meio.
Parece uma contradição pensar, em uma sociedade individualista como a nossa, que nossa atuação no mundo em prol de realização pessoal não pode se reverter em um resultado contrário, agimos em busca de nossos sonhos e anseios e nossa ação resulta em fracasso e morte. Como é possível tal contradição? “Corra Lola, corra”, retrata nada mais que o rítimo da vida moderna que não nos deixa tempo para refletir sobre as decisões que tomamos, muito menos, para atentar para nosso próprio comportamento e as possibilidades que o meio nos apresenta. Lola, só conseguiu realizar-se quando literalmente não atropelou a si mesma e aos outros, a personagem precisava correr, mas é quando pára que ganha tempo.
Atualmente, o tempo subjetivo não corresponde ao tempo de ação, levamos a vida com pressa e nossa mente parece voar na velocidade da luz. Contudo, o filme destaca que é preciso equalizar o tempo para convertê-lo em ação efetiva, enxergar o que nos cerca e somente assim alcançar a tão desejada realização pessoal.
“Corra, Lola, corra” trás o retrato atual dos dilemas da vida moderna presentes nos mais simples detalhes como em animações gráficas e fotografias que passadas como lampejos de memória representam o passado e o
O filme exige do telespectador capacidade de associar idéias rapidamente, visto que é um filme de muita ação que contém ao mesmo tempo uma densa reflexão sobre a vida e experiência humana. À Lola foi dada a possibilidade de experenciar três destinos diferences, de viver três possibilidade de conduta para alcançar seu objetivo. Sabemos nós, que não temos a mesma chance de Lola, contudo o filme nos desperta para atentar sobre o que estamos realmente fazendo para alcançar nossos desejos, como nos relacionamos e como afetamos os outros e nosso meio.
Parece uma contradição pensar, em uma sociedade individualista como a nossa, que nossa atuação no mundo em prol de realização pessoal não pode se reverter em um resultado contrário, agimos em busca de nossos sonhos e anseios e nossa ação resulta em fracasso e morte. Como é possível tal contradição? “Corra Lola, corra”, retrata nada mais que o rítimo da vida moderna que não nos deixa tempo para refletir sobre as decisões que tomamos, muito menos, para atentar para nosso próprio comportamento e as possibilidades que o meio nos apresenta. Lola, só conseguiu realizar-se quando literalmente não atropelou a si mesma e aos outros, a personagem precisava correr, mas é quando pára que ganha tempo.
Atualmente, o tempo subjetivo não corresponde ao tempo de ação, levamos a vida com pressa e nossa mente parece voar na velocidade da luz. Contudo, o filme destaca que é preciso equalizar o tempo para convertê-lo em ação efetiva, enxergar o que nos cerca e somente assim alcançar a tão desejada realização pessoal.
“Corra, Lola, corra” trás o retrato atual dos dilemas da vida moderna presentes nos mais simples detalhes como em animações gráficas e fotografias que passadas como lampejos de memória representam o passado e o
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Continue a ler Resenha do filme: Corra Lola, corra.Os neurônios que podem ler mentes
"Células cerebrais chamadas de espelho são capazes de analisar cenas e interpretar as intenções dos outros"

"Sandra Blakeslee escreve para o The New York Times:
Há 15 anos, num verão em Parma, na Itália, um macaco esperava em um laboratório que os pesquisadores voltassem do almoço. Delicados fios haviam sido implantados na região do seu cérebro que planeja e executa movimentos. (precisava disso?)
Todas as vezes que o macaco agarrava ou movimentava um objeto, algumas células dessa região do cérebro disparavam e um monitor registrava um som.
Um aluno de pós-graduação entrou no laboratório com uma casquinha de sorvete na mão.
O macaco olhou fixamente para ele e, em seguida, algo espantoso aconteceu: quando o estudante levou a casquinha aos lábios, o monitor soou novamente ? mesmo o macaco não tendo feito nenhum movimento, apenas observado o aluno.
Os pesquisadores, chefiados por Giacomo Rizzolatti, um neurocientista da Universidade de Parma, já tinham observado esse mesmo estranho fenômeno com amendoins.
As mesmas células cerebrais disparavam quando o macaco via seres humanos ou outros macacos levarem amendoins à boca ou quando ele próprio fazia isso.
Os cientistas descobriram células acionadas quando o macaco quebrava a casca de um amendoim ou ouvia alguém fazê-lo. O mesmo ocorria com bananas, uvas passa e todo tipo de objetos.
"Demoramos anos para acreditar no que estávamos vendo", diz Rizzolatti.
O cérebro do macaco tem uma classe especial de células, os neurônios-espelho, que disparam quando o animal vê ou ouve uma ação e quando a executa por conta própria.
Mas, se essas descobertas, publicadas em 1996, surpreenderam a maioria dos cientistas, uma recente pesquisa deixou-os estupefatos.
Descobriu-se que os seres humanos têm neurônios-espelho muito mais perspicazes, flexíveis e altamente evoluídos do que os encontrados nos macacos, um fato que teria resultado na evolução de habilidades sociais mais sofisticadas nos seres humanos.
O cérebro humano tem múltiplos sistemas de neurônios-espelho especializados em executar e compreender não apenas as ações dos outros, mas suas intenções, o significado social do comportamento deles e suas emoções.
"Somos criaturas requintadamente sociais", diz Rizzolatti. "Os neurônios-espelho nos permitem captar a mente dos outros não por meio do raciocínio conceitual, mas pela simulação direta. Sentindo e não pensando."
A descoberta está sacudindo várias disciplinas científicas, alterando o entendimento de cultura, empatia, filosofia, linguagem, imitação, autismo e psicoterapia. E também de fatos do cotidiano.
Os neurônios-espelho revelam
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Continue a ler Os neurônios que podem ler mentesPaciente com Aids sofre mais por questões psicológicas do que com ação do HIV Do UOL Ciência e Saúde
Paciente com Aids sofre mais por questões psicológicas do que com ação do HIV
Do UOL Ciência e Saúde
Um estudo realizado com pessoas em tratamento contra Aids no Brasil mostra que os soropositivos sofrem mais com problemas relacionados a interação social do que com a ação do vírus no organismo. Os números fazem parte da pesquisa “Percepção da qualidade de vida e do desempenho do sistema de saúde entre pacientes em terapia antirretroviral no Brasil”, divulgada nesta terça-feira (1º), Dia Mundial de Luta Contra Aids.
A pesquisa, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em 2008 com 1.260 pessoas, indica que 65% dos pacientes avaliam seu estado de saúde como bom ou ótimo, número que supera o da população geral, que é de 55%. Em relação a portadores de outras doenças crônicas, o contraste é ainda maior, já que só 27% delas classificam sua saúde como boa ou ótima.
No entanto, quem está em tratamento com o coquetel anti-Aids sofre mais com problemas psicológicos. Entre as soropositivas, 33% afirmam ter grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão e, 47%, grau intenso ou muito intenso de preocupação e/ou ansiedade. Entre os homens, o índice é um pouco menor: 23% e 34%, respectivamente. Na população geral, apenas 15% da população relata um grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão. E a ansiedade é queixa de 23% das pessoas.
Preconceito
“Concordo com a pesquisa. A ação do vírus é totalmente controlada pelo coquetel. Agora, a interação social é bem mais complexa e envolve uma série de coisas. A maioria dos soropositivos prefere não contar que tem o HIV, porque o preconceito é muito forte e existe de forma dissimulada", testemunha Samir Thomaz, autor do livro “Te Espero o Tempo que For” (Ed. Brasiliense), livro que retrata o amor entre um soropositivo e uma pessoa sem o vírus.
A análise das entrevistas também mostra que os pacientes de Aids tem um nível de educação superior ao da média da população brasileira. Apesar disso, a distribuição de renda é semelhante. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-2006), cerca de 67% da população brasileira, com 18 anos ou mais, tem rendimento mensal menor que dois salários mínimos, proporção semelhante à encontrada entre os pacientes de Aids (69%).
O estudo revela que ainda existe muito preconceito e discriminação em relação ao HIV, já que mais de 20% dos entrevistados relataram ter
Do UOL Ciência e Saúde
Um estudo realizado com pessoas em tratamento contra Aids no Brasil mostra que os soropositivos sofrem mais com problemas relacionados a interação social do que com a ação do vírus no organismo. Os números fazem parte da pesquisa “Percepção da qualidade de vida e do desempenho do sistema de saúde entre pacientes em terapia antirretroviral no Brasil”, divulgada nesta terça-feira (1º), Dia Mundial de Luta Contra Aids.
A pesquisa, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em 2008 com 1.260 pessoas, indica que 65% dos pacientes avaliam seu estado de saúde como bom ou ótimo, número que supera o da população geral, que é de 55%. Em relação a portadores de outras doenças crônicas, o contraste é ainda maior, já que só 27% delas classificam sua saúde como boa ou ótima.
No entanto, quem está em tratamento com o coquetel anti-Aids sofre mais com problemas psicológicos. Entre as soropositivas, 33% afirmam ter grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão e, 47%, grau intenso ou muito intenso de preocupação e/ou ansiedade. Entre os homens, o índice é um pouco menor: 23% e 34%, respectivamente. Na população geral, apenas 15% da população relata um grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão. E a ansiedade é queixa de 23% das pessoas.
Preconceito
“Concordo com a pesquisa. A ação do vírus é totalmente controlada pelo coquetel. Agora, a interação social é bem mais complexa e envolve uma série de coisas. A maioria dos soropositivos prefere não contar que tem o HIV, porque o preconceito é muito forte e existe de forma dissimulada", testemunha Samir Thomaz, autor do livro “Te Espero o Tempo que For” (Ed. Brasiliense), livro que retrata o amor entre um soropositivo e uma pessoa sem o vírus.
A análise das entrevistas também mostra que os pacientes de Aids tem um nível de educação superior ao da média da população brasileira. Apesar disso, a distribuição de renda é semelhante. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-2006), cerca de 67% da população brasileira, com 18 anos ou mais, tem rendimento mensal menor que dois salários mínimos, proporção semelhante à encontrada entre os pacientes de Aids (69%).
O estudo revela que ainda existe muito preconceito e discriminação em relação ao HIV, já que mais de 20% dos entrevistados relataram ter
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Continue a ler Paciente com Aids sofre mais por questões psicológicas do que com ação do HIV Do UOL Ciência e Saúde