Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

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SuperaAção Saúde promove caminhada


Recebi um e-mail de divulgação de um circuito de caminhadas de 5kl que acontecerá nas cidades de Contagem (MG), Lavras (MG), Jaguariúna (SP) e Santo André (SP), nos meses de julho e agosto. O circuito será promovido por Magneti Marelli e aproveito para falar dos benefícios da caminhada para quem sofre de depressão.


A deficiência de dois neurotrasmissores: a noradrenalina e a serotonina na fenda sináptica do sistema nervoso central, constitui uma das principais alterações presentes na depressão. Existem diversos estudos que apontam causas genéticas e psicológicas, mas na maioria dos casos pesquisados foram encontrados esse tipo de alteração neuroquímica. Sabe-se que tanto o uso de psicotrópicos antidepressivos como a psicoterapia possui efeitos estabilizadores dessas alterações, ainda que não esteja provado como cada uma dessas terapias (farmacológica e psicológica) age exatamente sobe os neurotransmossores.


Atualmente, vários estudos tem sido realizados a procura de tratamentos alternativos ao farmacológico, por seu custo e efeitos colaterais. A caminhada passou a ser fonte de pesquisas podendo atuar através de mecanismos psicológicos, ao propiciar a socialização e biológicos, podendo estar ligados à liberação de endorfina no sistema nervoso central, ao aumento da qualidade das relações afetivas durante a prática de exercício físico que produziria efeitos sobre a noradrenalina e a serotonina, ou mesmo a elevação da temperatura corporal durante a atividade poderia ter efeitos antidepressivos.


A caminhada possui três características importantes que a tornam especialmente recomendada do ponto de vista psicológico: é agradável de praticar, não é competitiva, é um exercício previsível e rítmico. Supões-se que os efeitos da pratica de exercícios físicos possui efeitos similares ao da psicoterapia para o tratamento da depressão. No entanto, a caminhada é indicada como método de tratamento alternativo, devendo ser associada a psicoterapia, pela própria resistência dos indivíduos com depressão de iniciarem a prática do exercício devido a determinados sintomas da doença como a apatia, fadiga e desinteresse gerenalizado, necessitando de encorajamento, reforço e conscientização de sua importância para saúde.


A contribuição da prática da caminhada, bem como de outros exercícios aeróbicos é amplamente reconhecida pela comunidade científica e precisa ser estimulada socialmente embora mais pesquisas tenham que ser feitas para se averiguar sua real potencialidade no tratamento desse transtorno que segundo a OMC, Organização Mundial de Saúde, acomete oito milhões de brasileiros. Para participar do circuito de caminhas, cuidar da saúde, prevenir doenças e ainda promover prática da caminhada basta se cadastrar

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TOP-BLOG 2010

Participe!

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Serpsico 2010-03-03 18:58:00

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Sobre a consciência – Do livro de John Searle “Mente, linguagem e sociedade”



“É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combatê-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado.” Bertrand Russell.

John R. Searle é considerado um dos maiores filósofos da atualidade, ele leciona na Universidade da Califórnia e é autor de vários livros como: The Construction of Social Reality e Intentionality. John Searle se considera um filósofo naturalista e defende que a consciência não é algo misterioso que transcende a matéria, como querem os dualistas, e tampouco, não passa de uma ilusão podendo ser reduzida a matéria, como querem os materialistas. Para tentar descrever como Searle compreende a consciência vamos delinear o que o autor chama sua estrutura, mas antes, é importante referirmos as questões filosóficas que muito permeiam qualquer tentativa de explicar a consciência humana.

No livro, “Mente, Linguagem e Sociedade”, John Searle define a consciência como um estado (de conhecimento e percepção) em que nos encontramos desde que acordamos até adormecermos novamente, além disso, segundo o autor, existem diversos estados de consciência, estados em que ela se manifesta de formas diferentes, podemos citar como exemplos desses estados àqueles induzidos por substancias psicoativas, estados meditativos, transes religiosos, ou durante um sono etc. Os estados conscientes acabam quando entramos em coma profundo ou quando morremos.

Ao tentarmos conhecer um pouco sobre a consciência sempre esbarramos no problema mente/corpo e logo nos deparamos com uma questão insolúvel. John Searle, após analisar as pressuposições filosóficas que sustentam tanto a posição de dualistas como de materialistas, chega à conclusão de que a aparente irresolubilidade do problema mente/corpo é causada pela não correspondência dos pressupostos aos fatos que conhecemos hoje, principalmente através da contribuição da neurobiologia, sobre a mente e o cérebro. Searle propõe que esqueçamos tudo que ouvimos sobre a consciência até então, e que assim possamos começar do zero. Os fatos aos quais o autor se refere são: 1. Não existe consciência sem um sistema nervoso central, a consciência assim como todos os outros fenômenos mentais são produzidos por um cérebro. 2. Sendo assim a consciência deve ser entendida como um processo biológico tão natural quanto a digestão. Searle menciona: “a característica líquida da água não pode ser separada da água, a solidez da mesa não pode ser separada da mesa”, assim são

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Grito Rock 2010


Saiba mais sobre a segunda edição do festival Grito Rock América do Sul em Divinópolis em: http://marlinhohenrique.blogspot.com/

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Deus é Pai

Após milhares de anos de convivência, a relação de Deus com seu amado filho, Jesus, sofreu um inevitável desgaste. Para melhorar a relação, uma terapeuta passará por maus bocados...






Ficha Técnica
Produção Otto Guerra Roteiro Allan Sieber Edição Otto Guerra Som Direto Deff Áudio Direção de Arte Fabio Zimbres Animação Allan Sieber Trilha original Deff Áudio Cenografia Fabio Zimbres
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Aquarela

Com trilha homônima de Toquinho, Vinicius, Morra e Fabrizio, o filme faz uma metáfora entre a vida, do nascimento à morte, e uma pintura de aquarela que, com o tempo, descolore.






Ficha Técnica
Produção Tony Gil Fotografia Andrés Lieban Roteiro Marilia Pirillo, André Koogan Breitman Edição Andrés Lieban Direção de Arte Andrés Lieban Animação Andrés Lieban Som Toquinho Edição de som Alberto Ranellucci Produção Executiva André Koogan Breitman Música Sincronizada Vinicius de Moraes, Toquinho, M. Fabrizio, G. Morr
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Os conceitos de saúde/ doença mental e a atuação do psicólogo na área da saúde especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).



Posto que é impossível pensar a atuação do psicólogo no contexto do Sistema Único de Saúde sem questionarmos o conceito de saúde/ doença mental definimos que ele é, sem dúvida, um reflexo do pensamento racionalista e cartesiano que divide o ser humano em dois, as instancias psíquica e física em que o psiquismo desta perspectiva parece tão indiferente à vida social, ainda que, tão vago.

A concepção de saúde da OMS (Organização mundial de saúde) segue a mesma visão dicotômica do homem em que “saúde” é definida como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidade ou invalidez” ¹ e é a partir de tais construções teóricas que o psicólogo se insere nas instituições de promoção e prevenção á saúde, sob a égide do modelo multidisciplinar que nada mais é que o reflexo da fragmentação das disciplinas científicas “um tipo de pensamento que separa o objeto de seu meio, separa o físico do biológico, separa o biológico do humano, separa as categorias as disciplinas.” (Morim, 1983, citado por Spink, 2003: 31).

A saúde e a doença foram pensadas até então de forma reducionista, o humano é reduzido ao biológico, ao genético, ao social e ao psicológico, os profissionais na área da saúde representam estes papeis marcados pelo determinismo, pela disputa de qual saber determina o processo de saúde e doença. O pensamento sistêmico na busca de unificação, segundo Morin, também obedece ao principio de redução é “o paradigma da simplificação não permite pensar a unidade na diversidade ou a diversidade na unidade, a unitas multiplex, só permite ver unidades abstratas ou diversidades também abstratas, porque não coordenadas.” (Morim, 1983, citado por Spink, 2003: 31).

Para Mary Jane P. Spink as equipes multiprofissionais não lograram êxito e isso se revela na posição subalterna de uns profissionais com relação a outros, em que, o saber médico impera sobre os demais saberes. Além disso, as triagens freqüentes nos estabelecimentos de saúde perpetuam a fragmentação do atendimento e o crescente número de especialidades. No sistema Único de Saúde, bem como nos demais estabelecimentos particulares de saúde, o médico clínico geral trata dos encaminhamentos para os especialistas. Um único indivíduo passa por vários profissionais que não se comunicam.

O caminho para uma prática interdisciplinar passa primeiro, necessariamente, por uma mudança de paradigma no âmbito das ciências da saúde. A experiência humana deve

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Dancem Macacos, Dancem

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Resenha do filme: Corra Lola, corra.




Por: Luciana Rodrigues Vasconcellos e Tatiana Santos Teixeira.



“Corra Lola, Corra” é um filme de ação produzido na Alemanha em 1998, cujo nome original é Lola Rennt, do diretor e roteirista Tom Tykwer. A protagonista do longa metragem Franka Potente interpreta Lola, uma jovem ruiva que vive uma frenética corrida contra o tempo a fim de salvar o namorado Manni (Moritz Bleibtreu) de uma enrascada que pode custar sua vida. Para isso, Lola perpassa três caminhos mas, somente um a levará a onde quer considerando que durante seu percurso encontra-se em situações e com figuras influentes no seu destino.

O filme exige do telespectador capacidade de associar idéias rapidamente, visto que é um filme de muita ação que contém ao mesmo tempo uma densa reflexão sobre a vida e experiência humana. À Lola foi dada a possibilidade de experenciar três destinos diferences, de viver três possibilidade de conduta para alcançar seu objetivo. Sabemos nós, que não temos a mesma chance de Lola, contudo o filme nos desperta para atentar sobre o que estamos realmente fazendo para alcançar nossos desejos, como nos relacionamos e como afetamos os outros e nosso meio.

Parece uma contradição pensar, em uma sociedade individualista como a nossa, que nossa atuação no mundo em prol de realização pessoal não pode se reverter em um resultado contrário, agimos em busca de nossos sonhos e anseios e nossa ação resulta em fracasso e morte. Como é possível tal contradição? “Corra Lola, corra”, retrata nada mais que o rítimo da vida moderna que não nos deixa tempo para refletir sobre as decisões que tomamos, muito menos, para atentar para nosso próprio comportamento e as possibilidades que o meio nos apresenta. Lola, só conseguiu realizar-se quando literalmente não atropelou a si mesma e aos outros, a personagem precisava correr, mas é quando pára que ganha tempo.

Atualmente, o tempo subjetivo não corresponde ao tempo de ação, levamos a vida com pressa e nossa mente parece voar na velocidade da luz. Contudo, o filme destaca que é preciso equalizar o tempo para convertê-lo em ação efetiva, enxergar o que nos cerca e somente assim alcançar a tão desejada realização pessoal.

“Corra, Lola, corra” trás o retrato atual dos dilemas da vida moderna presentes nos mais simples detalhes como em animações gráficas e fotografias que passadas como lampejos de memória representam o passado e o

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