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Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

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Álbum das Zingiberales Neotropicais

As florestas neotropicais abrigam uma diversidade enorme de espécies vegetais. No entanto, temos pouco conhecimento sobre esta diversidade e faltam-nos ainda informações básicas sobre quem são e onde estão as espécies.

Calathea hopkinsii; colector: Costa, F.; site: PDBFF (AM); photo: Flávia Costa.

Nos últimos anos têm crescido o número de pesquisadores interessados em estudos taxonômicos, ecológicos e evolutivos de Zingiberales nas florestas neotropicais. A integridade das características das estruturas reprodutivas das espécies (cor, forma e tamanho) é essencial para identificação correta das espécies de Zingiberales. No entanto, essas características são perdidas após a secagem do material florístico coletado. Desta forma estamos criando um álbum de fotos online das espécies de Zingiberales com o objetivo de auxiliar no progresso dos estudos com grupo. Você está sendo convidado a ver e comentar as fotos já postadas no site, e a incluir suas fotos, caso queira integrar este esforço. Para ver as fotos, acesse a página http://picasaweb.google.com.br/neotropical.zingiberales e faça seus comentários.

Informações adicionais, como o local georreferenciado, tipo de ambiente e nome do autor da foto e informações sobre o indivíduo coletado, quando disponíveis (p.ex. altura) também irão constar na etiqueta de cada arquivo. Portanto, cada pesquisador poderá acessar e baixar livremente as fotos e principalmente deixar comentários a respeito das espécies. É necessário ter uma conta no gmail para deixar os comentários, caso você não possua nos informe que lhe forneceremos o login e senha de acesso. Os especialistas também poderão demonstrar interesse e solicitar o envio das exsicatas para análise mais detalhada do material. Para anexar uma foto ao álbum, envie-nos o arquivo para este email (neotropical.zingiberales@gmail.com), com as seguintes informações (latitude/longitude, tipo de ambiente, autor da foto).

Esperamos com esta iniciativa facilitar e fortalecer a comunicação entre os pesquisadores e especialistas do grupo espalhados pelo globo e contribuir para o avanço do conhecimento das espécies vegetais das florestas neotropicais.

Junte-se a nós!

Costus guanaiensis; colector: Costa, F.; site: Estação Ecológica de Maracá (RR); photo: Flávia Costa.


Crédito da imagem da Calathea sp. (roxa): Iracema Moll.


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Palestras com Dr. Olaf Bánki (University of Amsterdam)

Na próxima segunda feira, dia 8 de fevereiro, o Dr. Olaf Bánki (University of Amsterdam) ministrará duas palestras no Inpa. Sua pesquisa é focada principalmente na Teoria Neutra e diversidade de árvores do Escudo das Guianas.

Palestra 1.
'LifeWatch: An European project to build a webbased infrastructure for biodiversity research'
Local: Auditório da Biblioteca do Inpa
Horário: 10:00h
Data: 08/02/2010
Para saber mais: www.lifewatch.eu

Palestra 2.
'Does neutral theory explain community composition of Guiana Shield forests?'
Local: Auditório da Biblioteca do Inpa
Horário: 16:00h
Data: 08/02/2010
Sobre seu doutorado, que teve como questão central: como o pool de espécies local é derivado do regional?

As palestras serão ministradas em inglês.


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Cartoons de Fernando Gonsales sobre as ideias de Darwin

Seguem alguns cartoons de Fernando Gonsales em comemoração dos 150 anos desde a publicação de Origem das Espécies de Charles Darwin em 1859. As tiras foram publicadas em novembro do ano passado no caderno Mais! do jornal Folha de S.Paulo.


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Grandes Expedições à Amazônia Brasileira (1500 – 1930)

O livro 'Grandes Expedições à Amazônia Brasileira', de João Meirelles Filho, resulta de uma extensa pesquisa histórica, apresentando 42 expedições para a Amazônia, desde a primeira expedição européia (por volta de 1500) até as viagens de Rondon nos anos 1930.
Muitas expedições são famosas, como as de Alexandre Rodrigues Ferreira, Alfred Russel Wallace, Karl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptiste von Spix, mas o livro também traz expedições menos conhecidas, como as viagens de Mário de Andrade e Euclides da Cunha à Amazônia.
Lançado no final de 2009 pela editora Metalivros, o livro destaca-se pela quantidade e diversidade de viagens, a riqueza das narrativas e os registros materiais (são cerca de 280 imagens, entre mapas, desenhos, fotografias ou coleções).
Para ver uma entrevista com o autor, clique aqui.
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Implicações da falta de relação entre características ambientais e a decomposição de madeira na Amazônia Central

A maioria dos estudos sobre a decomposição de madeira nos trópicos se limitou em analisar os efeitos da qualidade do substrato sobre a decomposição. Contudo, a influência de características ambientais sobre esse processo ainda foi pouco estudada, embora possam contribuir para o entendimento da variabilidade espacial das emissões de carbono pelas florestas tropicais.
Por José Júlio de Toledo
Na Amazônia Central, pequenas variações das características do solo e topografia foram associadas a diferenças nas taxas de decomposição da liteira fina (folhas, frutos e galhos ≤ 2,5 cm de diâmetro) e na ciclagem de nutrientes (Luizão et al. 2004, 2007). Essas variações de solo e topografia podem contribuir para aumentar a variação espacial do processo de decomposição independentemente de características intrínsecas da madeira, sendo uma fonte adicional de variabilidade nas estimativas de perda de carbono da floresta.
Pesquisadores estão interessados em determinar se a floresta amazônica está atuando como um sumidouro de carbono. Um ecossistema pode ser considerado como um sumidouro quando o ganho de carbono através da fotossíntese supera as perdas por respiração. Devido ao cenário de mudanças climáticas causado pelas atividades antrópicas emissoras de gases de efeito estufa, a identificação dos sumidouros tornou-se crucial para a compreensão e manutenção do balanço global do carbono. A identificação de um sumidouro de carbono requer estudos que determinem a quantidade de carbono absorvido e a quantidade de carbono emitido. O carbono absorvido é determinado através do crescimento da floresta, e as perdas são determinadas principalmente através da mortalidade das árvores. Subtraindo a quantidade absorvida pela perdida é possível definir se a floresta está atuando como um sumidouro ou fonte de carbono para a atmosfera.

As estimativas de ganho e perda são baseadas em dados de biomassa, que são convertidos para carbono, pois quase 50 % do peso seco de uma árvore é carbono. No entanto, quando uma árvore morre, todo carbono da madeira não é liberado prontamente para a atmosfera. A velocidade com que esse carbono é liberado dependerá da taxa de decomposição do material. Existem espécies de árvores cuja madeira se decompõe em taxas muito rápidas (ex. Cecropia) e outras que perduram várias décadas na floresta depois de mortas (ex. Manilkara, Minquartia). Estimativas precisas da quantidade de carbono que é liberado para a atmosfera, portanto, dependem de dados da taxa de decomposição da madeira, através da qual é possível determinar quanto do carbono contido na biomassa morta está sendo liberado para atmosfera ao

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Jared Diamond: Porque as sociedades entram em colapso

Palestra de Jared Diamond sobre o livro Colapso - como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso (2005).


Assista a palestra de Jared Diamond [18'18", legendas em português].

Para baixar uma versão digital de Colapso, clique aqui ou aqui.

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Paul Stamets: Como os fungos podem salvar o mundo

Paul Stamets é um apaixonado micólogo norte-americano. Ele acredita que os fungos podem ajudar a melhorar a saúde do planeta, contribuindo para a restauração de ecossistemas, a biorremediação de solos, a produção de inseticidas naturais, a transformação de restos em alimentos, dentre muitas outras aplicações práticas.
Em 2005, ele publicou algumas de suas idéias no livro 'Mycelium running: how mushrooms can help save the world' e no começo de 2008 ministrou essa palestra, em que discute aspectos básicos da biologia dos fungos e as potenciais aplicações destes em serviços ambientais. Embora a aplicação desses conhecimentos seja incipiente no Brasil, ela representa um universo de oportunidades para os micólogos brasileiros, que tem a missão de gerar e aplicar o conhecimento em benefício da sociedade.
Assista a palestra de Paul Stamets abaixo [17'41", legendas em português].

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As regras e o processo de aprendizagem na pós-graduação

Por Letícia Soares


O problema de aprendizagem dos alunos na pós-graduação pode ter origens na educação básica (ilustração: Paulo Henrique Soares)

Como já diziam os sábios, aprender dói. Há um considerável nível de engano para aqueles que pensam que o processo envolvido em aprender acerca de algum aspecto é indolor. Aprender exige que quem passa pelo processo de aprendizagem esteja ciente das próprias limitações e apresente dedicação e habilidade suficientes para que tais limitações não se tornem características inerentes. No entanto, existem vias mais suaves e não menos eficientes pelas quais o aluno pode passar para que as constatações e a superação de suas insuficiências sejam um processo menos traumático e de grande êxito. Uma dessas vias pode ser o estabelecimento, por parte dos educadores, de regras a serem seguidas pelos alunos durante o processo de aprendizagem. Entendem-se aqui como regras roteiros elaborados pelos educadores, que consistem em processos bem estabelecidos com um objetivo final definido. Aos intransigentes de plantão, não se preocupem. Neste caso, o estabelecimento de regras pode ser extremamente útil para resolver problemas como confusão mental, insegurança e falta de linearidade de raciocínio. Utilizando uma analogia simples, as regras funcionariam como uma caixinha dentro da qual o aluno estaria inserido. Toda vez que o aluno se deparasse com algumas das dificuldades ou erros que as regras tentam corrigir, ele esbarraria em algum ponto da caixinha. Este processo poderia ocorrer inúmeras vezes até o momento em que o aluno já conhecesse todos os pontos da sua pequena caixa de regras, as quinas, as arestas e as faces, e dessa maneira se limitasse a uma atuação segura, sem transgredir nenhum ponto da caixinha. O educador então poderia dar-se por parcialmente satisfeito ao constatar a existência de um limiar de atuações anti-erros por parte dos alunos. A parcialidade desse sucesso se justifica no sentido em que ninguém quer ser e/ou ter um aluno embrulhado num pacotinho de regras (o que significa em palavras cantadas “all in all you’re just another brick in the wall”). Além disso, o exercício da criatividade deve ser contínuo e intrínseco e a liberdade de pensamento deve ser sempre posta em prática. Justamente neste momento as regras podem se tornar tolhedoras e gerar profissionais desprovidos de criatividade. O pulo-do-gato para solucionar o problema causado pelas regras na prática criativa do aluno seria se o último saísse da sua caixinha de regras, sem, no entanto, jogá-la

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Serra de Curicuriari (Alto Rio Negro, AM)


A Serra de Curicuriari, também conhecida localmente como 'Serra da Bela Adormecida', está localizada entre os rios Curicuriari e Marié no município de São Gabriel da Cachoeira, na Terra Indígena do Médio Rio Negro. A região faz parte do extremo sudoeste da formação do Escudo das Guianas e apresenta florestas de campina, campinarana e terra firme de terra baixa (50-100m), sub-montana (100-500m), montana (500-1000m), alto-montana (1000-1400m). Várias espécies de criptógamas e fanerógamas são conhecidas apenas nessa região da Serra de Curicuriari no Alto Rio Negro.

Contribuição de Charles Zartman.
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Annie Leonard contra-ataca: The Story of Cap & Trade (2009)

Segue link para 'The Story of Cap & Trade', de Annie Leonard [9'56"]. Esse vídeo, recém lançado, critica o panorama atual das negociações envolvendo o mercado internacional de carbono, alegando que mecanismos compensatórios não vão gerar reduções significativas nas emissões, levando à conclusão que o mercado de carbono não vai ser efetivo para contribuir para a redução da concentração de gases associados com o aquecimento global. Infelizmente ainda não está disponível a versão com legendas em português.

Veja o trailer abaixo e o vídeo na íntegra aqui.


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