Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

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Ciência na Rua em Estremoz – 29 e 30 de Setembro

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Mais uma iniciativa do Centro de Ciência Viva de Estremoz.
Mais informações aqui e o programa detalhado aqui.Continue a ler Ciência na Rua em Estremoz – 29 e 30 de Setembro

Caldeiras

Lagoa da caldeira do Fogo, São Miguel, Açores.

Uma caldeira é uma depressão de forma mais ou menos circular de origem vulcânica limitada geralmente por paredes muito inclinadas, formada na sequência do colapso ou subsidância parcial do edifício vulcânico após os esvaziamento parcial da câmara magmática que o alimenta, geralmente ocorrido durante uma grande erupção.
Esse esvaziamento vai tornar o edifício vulcânico graviticamente instável e promover a formação de uma falha em anel por cima da câmara magmática, em cujo o interior se vai dar o colapso. Essa falha pode continuar a condicionar a actividade vulcânica pós colapso, controlando os locais onde ocorre nova actividade e manifestações de vulcanismo secundário (fumarolas, etc).
Nos Açores podem observar-se várias caldeiras, de diferentes idades e em diferentes estádios de evolução. As de São Miguel, mais antigas, encontram-se mais erodidas, preenchidas com lagos e com abundantes testemunhos de actividade posterior (pequenos cones e por vezes até fumarolas, como nas Furnas), enquanto que a do Faial, mais recente, não possui ainda lago e tem as paredes ainda muito inclinadas.
Para mais informação sobre a geologia dos Açores e em especial do Faial, recomenda-se o blog do Geocrusoe.


Lagoa da Caldeira das Furnas, São Miguel, Açores.


Caldeira das Sete Cidades, São Miguel, Açores.

Caldeira Velha, Faial, Açores.

Esquema simplificado de um dos mecanismos para a formação de uma caldeira.Continue a ler Caldeiras

Adivinhem quem voltou


O confronto Evolução versus Criacionismo vai conhecer mais um round, desta vez tendo lugar na Culturgest de 8 a 12 de Outubro. Fica o programa e os links.

Segunda 8
História das relações entre criacionismo e evolucionismo
por Teresa Avelar (Universidade Lusófona)

Terça 9
Muitos criacionismos e a efervescência actual do Criacionismo Científico
por Gonçalo Jesus e Augusta Gaspar (Universidade Lusófona)

Quarta 10
Alguns Erros do Criacionismo Científico Explicados e Corrigidos
por Frederico Almada (Universidade Lusófona) e Octávio Mateus (Museu da Lourinhã)

Quinta 11
O que nos ensinaram duas décadas de evolução experimental em Drosophila?
por Margarida Matos (Universidade de Lisboa)

Sexta 12
Uma história evolutiva da Ética humana
por Augusta Gaspar (Universidade Lusófona)


Mais informações aqui.
Via Viridarium.Continue a ler Adivinhem quem voltou

Sombra

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O Prof. Sentieiro e os bolseiros

Abaixo são reproduzidas as declarações recentes do Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) sobre aqueles cujo organismo a que preside tutela, os bolseiros, conjuntamente com a resposta da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC).

Para além de dar a ideia que o Prof. não sabe muito bem o que é um bolseiro (ver a terceira declaração) há umas frases que dão a ideia de que o senhor também terá uma costela de comediante (a primeira e a última declaração).

DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA FCT

O Presidente da FCT, durante a apresentação do Consórcio InBio, a dia 15 de Junho, em Vairão, respondeu a questões colocadas pelos bolseiros presentes no evento e que são elucidativas das suas posições. (As citações apresentadas aqui são parafraseamentos mas que pensamos preservar o sentido original.)

«Os bolseiros são privilegiados pois fazem aquilo de que gostam e ainda são pagos para isso.»

Certamente que o Prof. Sentieiro não pretende sugerir que só os que trabalham naquilo que não gostam sejam pagos por isso. Os investigadores e técnicos recebem uma bolsa fruto do seu trabalho e estudo, cujo mérito foi avaliado e reconhecido por um painel de avaliação. Recebem pela realização do seu trabalho e contribuição para a produção científica um subsídio. Jovens investigadores e técnicos encontram na bolsa a única forma de prosseguir uma carreira em ciência. Fazem-no apesar das dificuldades e insegurança que o sistema de bolsas implica. O termo “privilegiado”, que faz recordar afirmações deste Governo face aos funcionários da Função Pública, é revelador de uma falta de reconhecimento do trabalho e serviço que os bolseiros prestam ao sistema científico e tecnológico nacional (SCTN). É necessário que façamos a tutela compreender que somos trabalhadores científicos, cujo trabalho deve ser valorizado.

«A nova proposta do estatuto de bolseiro da ABIC quer transformar os bolseiros em funcionários públicos.»

Esta é uma descaracterização da proposta da ABIC. A ABIC não apela à transferência dos bolseiros para os quadros da função pública. A PAEBI reclama a substituição das bolsas por contratos de trabalho.

Estes poderão ser contratos a termo, semelhantes aos actualmente financiados pela FCT através de contratos-programa no

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As entranhas de um vulcão


Um vulcão é mais que um amontoar impressionante de escoadas de lava e camadas de cinza e outros piroclastos.
Uma erupção envolve o transporte do magma desde o sitio onde este se gera (geralmente no manto) para uma câmara magmática onde este se vai acumular até que a pressão do mesmo seja suficiente para o fazer ascender por um sistema de diques e soleiras até às chaminés ou fendas por onde vai finalmente ser extruído sobre a forma de lava, cinzas, lapilli, escórias, bombas vulcânicas entre outros produtos piroclásticos.
Quando um vulcão se extingue e deixa de ser alimentado pelo seu intricado sistema de condutas os agentes erosivos encarregam-se de expor as redes de filões, soleiras, chaminés que a constituíam.

Em Portugal continental temos a sorte de poder observar todos estas diferentes partes de um sistema sub-vulcânico visto que o último episódio de actividade vulcânica na região se deu durante o Cretácico Superior e as rochas formadas durante este período se encontram agora expostas mostrando a quem quiser as entranhas dos vulcões portugueses que devem ter incomodado muito dinossauro com cinza e lava em abundância.

O Complexo Vulcânico de Lisboa, aflorante numa extensão de cerca de 200 km2 entre Lisboa e Torres Vedras compreende:

· Escoadas e camadas de cinza constituídas pelo material expelido por estes vulcões.

Escoada (a castanho) que corta camada de cinzas (avermelhada) em Negrais.

· Chaminés que transportavam a lava até à cratera onde esta atingia a superfície.

Chaminé do Cabeço de Montachique.


· Diques que transportavam verticalmente o magma da câmara magmática até zonas mais superficiais onde o magma, ao contactar com a superfície, se iria concentrar numa parte desta estrutura planar, formando uma chaminé ou irá parar o seu percurso acumulando-se numa soleira.

Dique em Ribeira d'Ilhas.

· Soleiras onde algum do magma seacumula e cristaliza sem nunca atingir a superfície.

Soleira na praia das Maçãs.

Podemos ainda observar antigas câmaras magmáticas de edifícios vulcânicos, hoje materializadas pelas Serras de Monchique e Sintra e pelo afloramento do Cabo de Sines onde a presença de brechas ígneas é indicadora da actividade vulcânica explosiva ocorrida no passado.

O cabo da Roca, parte integrante do maciço sub-vulcânico de Sintra, visto da praia do Guincho.

Em outros locais, a erosão e exposição destas manifestações de actividade ígnea passada…

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Parabéns!

Serve este post para mais uma vez congratular o amigo, conterrâneo, companheiro de deambulações geológicas e afins, cientista extraordinário e blogger incansável João Moedas (na foto preparado para enfrentar o agreste clima pirenaico) pela conclusão do seu Mestrado em Cartografia Geológica com a classificação de Muito Bom por Unanimidade.
Na ausência de trocadilhos geológicos decentes em português (aceitam-se sugestões), fico-me por um anglo-saxónico Keep on Rocking!
Que venha o doutoramento e uma carreira cheia de sucessos.
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Veredicto: Inocente


Ao contrário do que muita gente e um ou outro documentário cheio de erros querem fazer crer, a actuais alterações climáticas não são da responsabilidade de alterações na quantidade radiação emitida pelo Sol nem da alteração do fluxo de raios cósmicos no modulado pela actividade solar.
Como noticiado na Nature, na Wired e no Guardian, dois papers acabadinhos de sair apontam de novo para a inexistência de um aumento da actividade do astro rei (que atingiu um máximo em 1985-87) correlacionavel com o aumento da temperatura. Aumento este que também é impossível de atribuir a alterações no fluxo de raios cósmicos visto que o trabalho mais recente nessa área para além de não encontrar grande relação entre aumento da temperatura e o dito fluxo permitiria apenas atribuir 2% do aquecimento verificado a tal agente.
Resta agora esperar para ver se os "cépticos" vão continuar a espalhar bibliografia desactualizada e com erros graves como o último berro do progresso cientifico ou se não tentar arranjar outro mecanismo que explique o aumento recente da temperatura. Eu sugiro que se comecem e virar para o interior do planeta visto que o exterior aparentemente já deu o que tinha a dar, a não ser que se queiram juntar ás fileiras daqueles que acreditam que vem aí o Hercólubus...

Bibliografia:

T. SLOAN, A.W.WOLFENDALE, 2007. Cosmic Rays and Global Warming, 30th International Cosmic Ray Conference.
M. LOCKWOOD, C. FROHLICH, 2007. Recent oppositely-directed trends in solar climate forcings and the global mean surface air temperature. Proceedings of the Royal Society A. in press. doi:10.1098/rspa.2007.1880
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Sentiram isto ?


Sismo de magnitude 5 com epicentro na região do Banco de Gorringe. Ao que parece foi sentido na região de Lisboa, mas eu como de costume não dei por nada.

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