Comparação das temperaturas

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Quando se discute a evolução das temperaturas médias globais, os alarmistas têm uma especial tendência para escolher os dados que melhor convêm aos seus pontos de vista.Comparemos quatro bases de dados predominantes, actualizadas ao valor de Outubro de 2008. É o que se faz na Fig. 140 onde as linhas finas representam as médias mensais e as cheias as médias móveis de 12 meses.As curvas a vermelho e a laranja foram estabelecidas pelas bases de dados – termómetros – compiladas pela NASA (Hansen et al.), de origem norte-americana, e pelo Met Office (HadCRU de Jones et al.), com origem no Reino Unido.As curvas a verde e a azul foram estabelecidas pelas bases de dados do mesmo satélite compiladas pela Universidade de Alabama (Spencer et al.) e Remote Sensor Systems, de origem norte-americana.Os valores da NASA (Hansen et al.) estão por cima de todos os outros. Os do Met Office (HadCRU de Jones et al.) encontram-se entre aqueles e os dos satélites. Estes situam-se por baixo e sobrepõem-se nas médias móveis (curva a traço cheio).Todas as médias móveis apresentam oscilações semelhantes a uma espécie de montanha-russa. Igualmente, neste tipo de ...

Fig. 140 - Anomalias das temp. méd. globais (ºC). Comparação entre 4 bases de dados. Fontes: NASA, UAH, RSS, Met Office.

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O misterioso Outubro de 2008

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
O meteorologista brasileiro Eugenio Jaeckel Hackbart – referido várias vezes no MC – é um cientista sério. Como tal, temos a obrigação de ler os seus textos com a atenção que merece. É o que vamos fazer seguidamente com um artigo que publicou no blogue ICECAP e que transcrevemos com a devida vénia.October’s Temperature DiscrepenciesBy Eugenio Hackbart, METSULI read all this week with great attention all the discussion regarding the temperature data from NASA’s GISS and other sources. If the exact dimension of the positive anomaly in Russia can be disputed, there is no doubt October was much warmer than average in that region. Russian press reported it was the warmest October on record in Moscow:MOSCOW, November 1 (RIA Novosti) - October was the warmest on record in Moscow with an average temperature of over 9 degrees Celsius (48.2 degree Fahrenheit), the Russian meteorological website reported on Saturday. The previous record of 8.9 degree Celsius (48 degree Fahrenheit) was registered in October 1967. On the last day of October, the weather was unusually warm across many Russian regions, setting numerous records, including in the Moscow Region where temperatures reached ...

Fig. 139 - Anomalias das temperaturas de Outubro de 2008. Fonte: Hackbart. GISS-NASA.

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A polémica temperatura de Outubro de 2008

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
De acordo com o GISS, a anomalia de Outubro de 2008 foi de + 0,64 ºC (valor registado hoje, dia 18 de Novembro de 2008). Esta anomalia corresponderia ao 5º mês de Outubro mais quente desde 1880, conforme a base de dados do GISS.Mas, de acordo com a UAH a anomalia de Outubro de 2008 foi de + 0,167 ºC, ou seja, aproximadamente,+ 0,17 ºC. Corresponde ao mês mais frio do século XXI ou ao 12 º mais quente desde o início das observações dos satélites (na base de dados UAH).Deste modo, conforme se observa na Fig. 138, mantém-se a tendência decrescente das temperaturas observadas pelos satélites.Como se sabe, as metodologias para se obter estes valores tão díspares são completamente diferentes. O GISS usa medições terrestres com termómetros. A UAH utiliza medições troposféricas com radiómetros montados em satélites.Qual dos valores está certo? A métrica do GISS tem atrás de si James Hansen considerado pelos cépticos como o líder dos alarmistas. A da UAH é controlada por John Cristy considerado pelos alarmistas como um super-céptico.Os media, claro, adoptam os valores do GISS. Vão, por esse motivo, alarmar como ...

Fig. 138 - Outubro de 2008. Temp. méd. global. Fonte: UAH.

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As trapalhadas de James E. Hansen

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
O meteorologista Anthony Watts desde longa data que se tem ocupado da qualidade da informação das temperaturas medidas com termómetros, tanto nos EUA como no resto do Mundo.Os problemas que ele tem detectado estão relacionados com a colocação dos equipamentos de medida. Muitos deles estão situados em locais incríveis como seja junto de saídas de ar quente de instalações industriais.Estes erros desacreditam os serviços responsáveis pela recolha de dados, nomeadamente dos EUA. Mas também desacreditam a NASA quanto à base de dados internacionais. Neste caso é o GISS – Goddard Institute for Space Studies que está na berlinda.E o principal responsável do GISS é o dr. James Earl Hansen. Hansen já foi considerado um cientista com crédito mas tem vindo a perdê-lo ao se tornar um destacado militante do movimento ambientalista radical.Steve McIntyre tem acompanhado esta saga de erros sobre erros do GISS. Convida-se pois os leitores a acompanhar a mais recente polémica entre Anthony Watts e Steve McIntyre, por um lado, e o GISS, por outro.O GISS tem estado debaixo de fogo, de tal ordem que se viu obrigado, excepcionalmente, a publicar três notas seguidas, entre ...

A “bomba” de metano

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
A imaginação dos alarmistas climáticos é fértil em arranjar motivos de alarme. Lançam uma atoarda, escrita ou falada, sem justificação plausível, com a maior das naturalidades. E os media aproveitam mais um furo jornalístico para atemorizar e desinformar a opinião pública.Repete-se a atoarda e, a páginas tantas, até parece que se trata de uma verdade científica. Tem sido assim, tanto no que respeita ao Árctico como ao Antárctico.A última moda é a da “bomba-com-retardador do metano existente no Árctico”. Como seria de esperar esta moda foi prontamente adoptada pelos alarmistas da nossa praça. Por exemplo, Carlos Pimenta, também conhecido como empresário da energia eólica, foi expedito a referir essa “ameaça” quando entrevistado no programa “A Voz do Cidadão”, de que já aqui demos conta.O editor do MC aproveitou a recente publicação de um artigo sobre a matéria para consultar vários especialistas através de um forum internacional de que faz parte.Eis pois esse artigo, no original, em inglês, tendo sido referenciadas, mediante numeração entre parêntesis rectos, as passagens que mereceram os comentários do meteorologista sueco Hans Jelbring apresentados na parte final.Exclusive: The methane time bombBy Steve Connor, Science ...

Temperaturas medidas com termómetros

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O físico checo Luboš Motl publicou uma nota testemunhando mais um erro do GISS – Goddard Institute for Space Studies. O erro foi descoberto no relatório de Outubro de 2008, deste instituto da NASA.Leia-se o que diz Luboš no seu blog:“Hansen: Russia's anomaly warms by 25 degrees F a monthWhile the satellite data indicate that the October anomaly was cooler than in the previous month, James Hansen's GISS … claims that it was a whopping 0.28 °C warmer than in September 2008, reaching the third warmest temperature anomaly ever (after Jan 2007 and Feb 1998).Because it seems somewhat surprising to accumulate a discrepancy of more than 0.3 °C between two methodologies in as little as one month, Steve McIntyre looked at more detailed data leading to the GISS's final figure.What he and a reader found was that the GISS October absolute temperature reading from 10 Russian and post-Soviet stations coincided with the figure from the previous month, September 2008. That's quite shocking because October is almost always 12 °C cooler than the previous September.These numbers from Olenek, Russia are particularly telling:...

Arrefecimento quase-global nos EUA

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
A NOAA publicou o mapa da Fig. 137 com o resultado das temperaturas médias de cada Estado norte-americano verificadas em 2008, desde Janeiro a Outubro.Apenas se nota ar quente à volta de Washington, D.C. (vermelho). Talvez fosse devido ao esforço desenvolvido no combate às alterações climáticas pelos lóbis alarmistas do clima, que se concentram na capital.Destacam-se os Estados onde as temperaturas se situaram abaixo do normal (azul claro). O Estado onde trabalham os colaboradores de Bil Gates bateu o recorde de frio (azul muito escuro). Muitos outros estiveram com temperaturas abaixo do normal (azul escuro).O sr. Jadendra Pachauri, Chairman do IPCC, deveria tomar conhecimento deste mapa antes de andar a mentir por esse mundo fora. E os seus émulos nacionais deveriam de arrepender-se de mentir cá dentro.

Fig. 137 - Arrefecimento nos EUA. Fonte: NOAA.

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Verão de S. Martinho

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Praticamente, desde o início de Novembro de 2008 que se formou uma estabilidade anticiclónica (EA) sobre a Península Ibérica. Os anticiclones móveis polares (AMP) que têm saído do Árctico seguiram uma trajectória escandinava lá por cima da Europa.A Península ficou com ar anticiclónico que se estabilizou. Os canais depressionários não a têm sobrevoado. Esta EA foi a antevisão do Verão de S. Martinho para espanhóis e portugueses.A Península Ibérica tem estado quase toda desimpedida de nebulosidade como se vê na Fig. 136, a título de exemplo deste período. Na figura estão indicadas as características da imagem obtida pelo satélite NOAA18.Na Península tem prevalecido, desde o início do mês, uma aglutinação anticiclónica (AA) com ar anticiclónico encaixado numa espécie de concha formada pelos edifícios geográficos da Península e do Atlas no Norte de África.As eólicas sofreram as consequências deste tempo óptimo, luminoso, quase sem vento. Pouco têm produzido durante o mês de Novembro. Devem reanimar dentro de pouco tempo.Hoje, dia 17, às 17 horas, está previsto o rompimento desta AA. Ou seja, no próprio dia de S. Martinho interrompe-se o seu Verão. Mas isso não impede que se avance com ...

Fig. 136 - Península Ibérica desimpedida. Fonte: Meteo France.

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A maioria dos californianos disse não

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O acto eleitoral para a presidência dos EUA, do dia 4 de Novembro de 2008, foi acompanhado de um certo número de referendos diferentes efectuados nos Estados. Na Califórnia os eleitores podiam votar várias propostas que o governador Arnold Schwarzenegger adicionou ao voto presidencial.Duas delas relacionavam-se com o que se convencionou designar como “luta contra as alterações climáticas”. Eram as propostas 7 e 10, em que os californianos tinham de decidir relativamente ao financiamento da investigação e implementação de energias renováveis.Na proposta 7 pretendia-se acrescentar todos os anos 2 % da produção de electricidade, de empresas de serviço público (Pacific Gas & Electric Company e Southern California Edison), através de energias renováveis. O objectivo final seria produzir electricidade por meio de energias renováveis até 40 %, em 2020, e 50 %, em 2025.Um tal programa custaria 3,4 mil milhões de dólares por ano pagos pelo orçamento do Estado governado por Arnold Schwarzenegger, ou seja pelos contribuintes californianos. Além disso, os consumidores passariam a pagar uma conta de electricidade acrescida.Actualmente, só 13 % da electricidade californiana provém da energia eólica e da energia solar. Anteriormente, o Estado tinha como objectivo subir esta percentagem ...

O humor climático do IPCC

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Um exemplo de humor de fino recorte é dado no blog Watts Up With That? com o enorme título Truly inconvenient truths about climate change being ignored: IPCC’s Pachauri says “warming is taking place at a much faster rate”.Não importa que os factos mostrem o contrário, isto é, que os gráficos de temperaturas evidenciem um patamar nos últimos sete anos, ou mesmo um acentuado arrefecimento como se observou no ano passado e continua este ano.Não se trata de opiniões, mas de factos, ilustrados por dados que podem ser consultados nas fontes, tais como o Hadley Centre – associado ao Met Office, serviço oficial de meteorologia do Reino Unido – que serve de base à propaganda do IPCC.Nada disto importa. Para o honorável Rajendra Pachauri, Chairman do IPCC, o aquecimento está a verificar-se a um ritmo cada vez maior. Mais grave ainda, Rajendra apresentou um gráfico com temperaturas sempre a subir, mesmo em 2008.Os alarmistas climáticos nacionais já aderiram a este género de humor. Para eles também as mudanças estão a verificar-se a um ritmo muito superior ao que se esperava. Chamem-lhes tolos.Em tempos de crise financeira já perceberam que ...

Morreu Michael Crichton, autor de Parque Jurássico

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Por Jorge Pacheco de OliveiraEmbora mais conhecido através dos seus livros "techno-thrillers", entre os quais o do Parque Jurássico, Michael Crichton foi também um grande opositor das teses do aquecimento global. O seu último livro, “State of Fear”, versa precisamente este tema e, como seria de esperar, valeu-lhe um coro de críticas.Todavia, através de outras intervenções públicas, Michael Crichton explicou muito bem a sua posição e não se cansou de chamar a atenção para os perigos da politização da Ciência, uma ameaça que ele claramente encontrava na corrente alarmista do aquecimento global. Não estava sozinho.Michael Crichton chega a comparar a teoria do aquecimento global ao advento da eugenia, o estudo da hereditariedade humana na perspectiva das condições que melhor podem favorecer o “aperfeiçoamento da raça”, uma filosofia que se tornou moda durante as primeiras décadas do século XX.Como recorda Michael Crichton, a eugenia foi suportada por políticos como Theodore Roosevelt, Woodrow Wilson e Winston Churchill ; por juízes do Supremo Tribunal, como Oliver Wendell Holmes e Louis Brandeis, que legislaram a favor daquela teoria ; por outros nomes famosos como Alexander Graham Bell, inventor do telefone ; Margaret Sanger, activista ; Luther ...

Insolação energética

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Aproveita-se uma questão levantada por um leitor para descrever, sumariamente, o mecanismo da insolação energética diária no topo da atmosfera conforme a latitude e o mês do ano, como se vê na Fig. 135.Considera-se o topo da atmosfera coincidente, aproximadamente, com a tropopausa. Ou seja, como sendo a superfície de descontinuidade entre a troposfera e a estratosfera. A tropopausa situa-se cerca de 50 km acima do nível do mar, em termos médios.A unidade utilizada na figura é a (cal / cm2) / dia [calorias por centímetro quadrado e por dia]. Tem-se 1 (cal / cm2) / dia equivalente a 0,48 (W / m2) / dia [watts por metro quadrado e por dia].Verifica-se que o valor máximo da insolação diária nos Pólos excede o dos Trópicos em meados do Verão. Este valor máximo acontece no solstício de Verão.A figura encontra-se no livro “Climate Change: A Natural Hazard”, de William Kininmonth, pág. 56 (ISBN 0 906522 26 9). Por sua vez, este cientista australiano refere que ela se encontra nas “Smithsonian Tables, 1966”.Os vários climas do globo devem-se à variação latitudinal da radiação no topo da atmosfera como se encontra traçada ...

Fig. 135 - Insolação diária no topo da atmosfera. Unidade (cal / m2) / dia. Fonte: William Kininmonth.

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Medo

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Em 30 de Outubro de 1938, fez há poucos dias 70 anos, Orson Welles realizou uma adaptação radiofónica do romance “A Guerra dos Mundos”. Os ouvintes pensaram tratar-se de uma reportagem, em directo, de uma invasão marciana e rapidamente estalou o pânico.Como se depreende, não é muito difícil assustar as pessoas. O medo é um sentimento natural, fortíssimo, essencial à sobrevivência. Não é preciso muito para o suscitar.Todavia, se a emissão radiofónica de Orson Welles não passou de um episódio inocente, o medo provocado nas populações de todo o mundo pelos alarmistas climáticos é tudo menos inocente.

Neve na Ilha da Madeira

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
De um leitor:“Depois de ler o post do Mitos sobre a queda de neve em Londres, gostava de lhe transmitir a informação de que este fim-de-semana estive no Funchal e verifiquei que também na Madeira tinha nevado. Aliás, testemunhei directamente uma forte saraivada no Curral das Freiras, que ocorreu no sábado. No Domingo de manhã via-se, do Funchal, um pico, que julgo ser o do Areeiro, com neve. Em duas viagens de táxi, os motoristas chamaram-me a atenção para o facto de não nevar na ilha desde há 4 ou 5 anos. Mas repare que estamos ainda no princípio de Novembro.”De facto, não é fácil obter certas informações meteorológicas para Portugal. Seria interessante tomar conhecimento há quanto tempo não neva no Outono da Madeira. Nos Invernos é comum, principalmente, no fim-do-ano.Do mesmo modo, ainda não foi possível obter resposta relativamente ao ano anterior ao actual com queda de neve na Serra da Estrela num mês de Outubro.

Inverno começa mais cedo na Suíça

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
De acordo com o calendário, o Inverno inicia-se no dia 21 de Dezembro, o dia mais curto do ano. Mas os suíços consideram que o deste ano começou já no dia 31 de Outubro. A queda de neve na Suíça está a bater recordes no Outono.Os comboios suíços são famosos pela pontualidade das partidas e chegadas. Mas desta vez a neve obrigou a falhas desta característica exemplar. Alguns suíços tiveram de trocar o comboio pelas camionetas. O peso da neve provocou a queda de árvores que cortaram o trânsito de estradas.De acordo com os serviços meteorológicos suíços, as planícies suíças receberam neve como não acontecia desde 1931. Nas cidades acontece o mesmo. Por exemplo, em Zurique a altura de neve atingiu 20 cm contra os 14 cm de 1939.Em França verificaram-se grandes quantidades de precipitação que provocaram inundações. As inundações são originadas pela acção de canais depressionários com espessuras superiores à representada na Fig. 134 (cor branca compacta).Estes acontecimentos provam a situação do Árctico com défice térmico pronunciado. Os anticiclones móveis polares saem do Árctico com grande potência. Esta potência deve-se à elevada densidade do ar frio anticiclónico.O ...

Neve no Hemisfério Norte

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Quanto mais apregoam os alarmistas, mais frio se sente no Hemisfério Norte. A não ser em Portugal, já não é possível esconder a realidade. O Árctico, no seu cerne, está realmente bastante frio. Por isso exporta frio para todo o HN.“Este ano, o Árctico tem registado temperaturas muito baixas. Por isso apareceu esta frente fria invulgar.” Surpreendentemente, esta afirmação foi feita por um especialista de previsões meteorológicas do Met Office de nome Byron Chalcraft.Recorde-se que o Met Office, instituto de meteorologia do Reino Unido, é um dos principais sustentáculos do IPCC. Aprecia-se pois que, finalmente, alguém do Met Office diga a verdade sobre a situação real do Árctico.Acrescentou Byron Chalcraft “A última vez que nevou desta forma em Londres no mês de Outubro foi em 1934.” Mas esta situação não impediu a ridícula decisão da Câmara dos Comuns sem qualquer consequência para o clima futuro.O Árctico não se esqueceu dos Estados Unidos da América. Aqui começou a grande mentira do «global warming». Foi James Earl Hansen no Congresso, em 1988, que lançou a grande impostura.Os norte-americanos estão surpreendidos com um pré-Halloween com tanta neve. Nova Jersey está ...

Neve em Londres

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Enquanto se discutia na Câmara dos Comuns a luta contra o aquecimento global e as alterações climáticas, durante o dia de ontem, 28 de Outubro de 2008, Londres ficava coberta de um manto de neve. Este acontecimento, no mês de Outubro, já não se registava desde 1922.O grande anticiclone móvel polar que visitou Londres era o mesmo da Fig. 134. Este colossal AMP estendia-se da Escócia ao sul de Espanha, na Europa. Para conhecer o argumento da peça representada pelos Membros da Câmara baixa do parlamento inglês, digna de William Shakespeare, o leitor pode ler The Register.Em Portugal, o jornal Público, contrariamente a outros dos seus concorrentes, não publica uma linha sobre a queda de neve na Serra da Estrela que se verificou ontem. Assim, os seus leitores vão-se mantendo na ilusão de que realmente existe aquecimento global.

Aquecimento global no programa “A Voz do Cidadão”

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
No sábado, 25 de Outubro de 2008, às 21:00, logo a seguir ao telejornal da RTP 1, foi para o ar uma edição do programa "A Voz do Cidadão" dedicada à problemática do aquecimento global. Este programa é da responsabilidade do Provedor do Espectador e pode ser visto através do seguinte link : http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=21175O colega Jorge Pacheco de Oliveira, co-tradutor do livro "A Ficção Científica de Al Gore", foi um dos entrevistados e enviou-me o seguinte comentário, que eu gostava de partilhar com os leitores do Mitos Climáticos:Graças a si, Rui, lá foi possível levar umas vozes discordantes à televisão nacional. Parabéns.Acerca da edição do programa, embora compreendendo que a realização tenha os seus próprios critérios, foi pena que não tivesse sido reproduzida uma quadra do poeta popular António Aleixo, que mostrei em papel A4, com letras de tamanho bem grande.As condições da entrevista, ao ar livre e de pé, talvez não tivessem sido favoráveis para uma boa imagem, por isso aqui fica a quadra com que iniciei a minha participação:P'rá mentira ser seguraE atingir profundidadeTem de trazer à misturaQualquer coisa de verdade.Sábias ...

Neve na Serra da Estrela

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Depois de um Domingo e de uma segunda-feira soalheiras eis que ontem, terça-feira, dia 28 de Outubro de 2008, nevou na Serra da Estrela. Esta queda de neve foi acompanhada de ventos fortes em quase todo o país.Esta alteração brusca do estado do tempo será possível explicar à luz da ideia do efeito de estufa antropogénico? Foi o dióxido de carbono que causou bom tempo, e mesmo calor, no Domingo e na segunda-feira? E foi o dióxido de carbono que causou a queda de neve na terça-feira?É evidente que esta hipotética explicação não faz qualquer sentido. Mas já faz sentido explicar a situação com o comportamento das massas de ar vindas do Árctico organizadas em anticiclones móveis polares (AMP).No Domingo e na segunda-feira prevaleceu uma aglutinação anticiclónica (AA). Esta AA rompeu-se na segunda-feira com a chegada de um forte AMP que provocou campos de vento de altas velocidades.Todo este desenrolar pode ser detectado no sítio REN com os diagramas de carga da produção de energia eólica. No Domingo a produção eólica foi muito reduzida. Na segunda-feira manteve-se baixa até cerca do meio-dia. Foi nesta altura que se rompeu a AA....

Fig. 134 - AMP da Escócia à Andaluzia. 28 de Outubro de 2008. Fonte: Meteo France.

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John Christy confirma Árctico em recuperação

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
O sítio web do Prof. John Christy apresenta um texto do dia 10 de Outubro de 2008, actualizado no dia 20, que merece cuidadosa atenção. A sua análise incide especialmente na inversão recente da fase do índice PDO – Pacific Decadal Oscillation.De facto, o PDO passou da fase positiva para a negativa como se verifica na Fig. 133, que foi reproduzida do sítio web JISAO. É aconselhável ler toda a descrição do índice PDO que é feita neste sítio web.O Mitos Climáticos tem o prazer de citar, seguidamente, o aviso sério que o cientista John Christy faz, no qual coloca em jogo todo o seu prestígio.«Discussion & ConclusionsThe evidence continues to mount that the IPCC models are too sensitive, and therefore produce too much global warming. If climate sensitivity is indeed considerably less than the IPCC claims it to be, then increasing CO2 alone can not explain recent global warming. The evidence presented here suggests that most of that warming might well have been caused by cloud changes associated with a natural mode of climate variability: the Pacific Decadal Oscillation.The IPCC has simply assumed that mechanisms of ...

Fig. 133 - PDO. 1900-Setembro de 2008. Fonte: JISAO.

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Árctico com diagnóstico positivo

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
Segundo informações fornecidas pelo Nansen Environmental and Remote Sensing Center, de Bergen, Noruega – centro associado ao instituto de meteorologia norueguês –, conclui-se que a área do mar gelado do Árctico vai a caminho da faixa do desvio padrão.Isto é, a área do mar gelado do Árctico em Outubro de 2008 (excluindo as regiões com uma concentração de gelo igual ou inferior a 15 %) aproxima-se da faixa do desvio padrão contrariamente ao que acontecia em Outubro de 2007 em que se afastava.Na Fig. 132 estão marcados com as cores vermelha e azul os valores das áreas de 2008 e de 2007, respectivamente, em milhões de quilómetros quadrados (Mkm2). A faixa do desvio padrão está sombreada a cinzento.A cor preta carregada representa o valor médio da área entre 1979 (início da monitorização dos satélites) e 2007. Os valores reais de 2008 também apontam para esta média.Para mais pormenores pode-se consultar o blogue do meteorologista Anthony Watts. Anthony analisa igualmente o caso da “extensão de gelo” que corresponde à área com uma concentração de gelo igual ou superior a 15 %. No fundo, esta tende para a área anteriormente ...

Fig. 132 - Enchimento do mar gelado do Árctico. 2008-2009. Fonte: Nansen.

Rui G. Moura @ MITOS CLIMÁTICOS Categorias: Ambiente e sustentabilidade, Ciência Geral
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