Bullying: para grandes males, grandes remédios

"Eu sou eu e as minhas circunstâncias" (Ortega y Gasset, 1883-1955).
De um comentário de Carlos Medina Ribeiro no Passatempo com prémio, publicado no blogue Sorumbático (06/03/2010), respigo:
“Quando andava no liceu, era o mais novo da turma, com as consequências habituais nesses casos…O ‘assunto’ só se resolveu quando, já mais crescidote ( farto de levar ‘porrada’…) resolvi aprender defesa pessoal!
Então, eu e outro jovem nas mesmas circunstâncias dirigimo-nos ao ATENEU, e quisemos inscrevermo-nos no judo. Era, no entanto, necessário comprar um quimono, e não tínhamos dinheiro para ele!
Fomos, então, encaminhados para a luta greco-romana (!), onde se podia usar uma roupa qualquer.
Nem sabíamos onde nos estávamos a meter! Depois da primeira sessão de treino, ficámos de cama sem nos podermos mexer, com distensões em todo o corpo.
Mas, depois de recuperarmos, voltámos lá…e acabou por valer a pena: os músculos cresceram, a auto-confiança também, e nunca mais levámos ‘porrada’ dos outros…”
A seu exemplo, motivado pelo seu percurso de vida “desportiva”, vieram-me à lembrança as circunstâncias que me levaram a praticar pesos e halteres.
Inicialmente, motivado por um colega de turma, inscrevi-me no então 6.º ano do liceu numa classe de ginástica educativa do Ginásio Clube Português, dirigida por um afamado professor de Educação Física sueco, chamado (se a memória me não falha e a ortografia me não atraiçoa) Kurt Johanson. Era uma classe, como se diria agora, sem discriminação de idades. Eu, na altura, com os meus 16 anos tinha como companheiro de classe o hoquista Sidónio Serpa, ex-campeão do mundo, já “reformado” das andanças dos patins, de compleição física invejável (dizia-se que o espirómetro que soprava nos exames médicos acusava mais de 6 litros!).
A páginas tantas, achando que precisava de algo mais para me pôr os músculos salientes para poder mostrar o muque (flexão do antebraço sobre o braço para contrair o bicípite), e não apenas o escanzelado osso do braço, resolvi dirigir-me à classe de halterofilismo dirigida por um antigo campeão da modalidade, o senhor Sales. Aí chegado, disse-lhe ao que vinha. Olhando para mim de soslaio, como quem tem um sósia do Woody Allen pela frente, com um ar, de certo modo, condoído, aconselhou-me
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