Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

Author Archive

2010-08-26 01:08:26

TOPBLOG 2010

 

O ConsCiência no Dia-a-Dia está concorrendo na categoria Saúde

 

Clique aqui para votar. São só 10 segundos!!

  

 


Continue a ler 2010-08-26 01:08:26

Pesquisa confirma que exercitar o cérebro ameniza as perdas cognitivas do envelhecimento

 

Um estudo recém-publicado pela revista Neurology, periódico oficial da Academia Americana de Neurologia, demonstrou que atividades que estimulam o cérebro, como é o caso da leitura e palavras cruzadas, podem reduzir a velocidade de perdas cognitivas associadas ao envelhecimento, mas no futuro, se o indivíduo apresentar um quadro de demência, faz com que a evolução da doença seja mais rápida.   

 

Os pesquisadores acompanharam por um período de doze anos cerca de 1100 americanos com mais de 65 anos de idade e sem o diagnóstico de demência. Os voluntários foram testados do ponto de vista cognitivo e interrogados quanto ao nível de participação em atividades mentais estimulantes como leitura, jogos e passeios dedicados a atividades culturais. Aqueles que apresentaram mais atividades estimulantes eram os que tiveram menores perdas cognitivas ao longo dos anos. Esse efeito já havia sido demonstrado anteriormente e o que a atual pesquisa trouxe de novo foi a evidência de que os indivíduos com o diagnóstico da Doença de Alzheimer tiveram uma evolução mais rápida da doença quando tinham um histórico de muita atividade estimulante antes do diagnóstico.

 

Os resultados sugerem que um idoso que estimula bastante o cérebro, mesmo que já apresente lesões cerebrais silenciosas associadas a doenças que levam à demência, conseguirá manter seu desempenho cerebral normal por mais tempo que aquele com pouca estimulação. Neste caso, o estado de equilíbrio cerebral tem o seu limite. Quando um cérebro bem estimulado começar a apresentar sintomas de uma síndrome demencial, o contingente de alterações cerebrais já é maior do que nos cérebros pouco estimulados, e por isso, a evolução da doença tenderá a ser mais rápida. Isso nos faz pensar na estimulação cerebral como uma estratégia que não evita o aparecimento de uma síndrome demencial como a Doença de Alzheimer, mas uma forma de se viver mais tempo com o cérebro funcionando bem, sem sintomas da doença.  

 

CLIQUE AQUI e confira um bate-papo sobre o assunto com o Dr. Ricardo Teixeira e o jornalista Estevão Damasio veiculado na Rádio CBN Brasília no dia 27 agosto 2010

 

 


Continue a ler Pesquisa confirma que exercitar o cérebro ameniza as perdas cognitivas do envelhecimento

Pesquisa confirma que são eficazes os assentos de automóveis que promovem a elevação de crianças.

 

Uma lei que exige que crianças com idades entre 4 e 6 anos se acomodem no carro em um assento de elevação no banco traseiro é capaz de reduzir o número de lesões em caso de acidentes. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada na última edição da revista Pediatrics, periódico oficial da Academia Americana de Pediatria.

 

O estado de Nova Iorque implantou essa lei no ano de 2005 e recomenda o uso dos assentos para crianças maiores de 4 anos ou com peso acima de 18 Kg, quando a criança já não cabe nas cadeirinhas, mas ainda são muito pequenas (<1.44m) para se posicionarem de forma apropriada no cinto de segurança.  Depois que a lei entrou em vigor, houve um aumento de 72% no uso dos assentos de elevação e uma redução de 18% dos casos de crianças de 4 a 6 anos com ferimentos por acidentes de carro. Nesse mesmo período, não houve redução dos casos de ferimento em crianças menores de 3 anos, faixa etária que não é influenciada pela lei.

 

Os resultados mostram que esse tipo de lei funciona, pelo menos entre os americanos, e devem ajudar os pais a se convencerem que esses assentos realmente protegem as crianças.

 

E o que fazer com as crianças menores de 4 anos?

 

A habitual recomendação de segurança para as crianças dentro do carro é a de que até um ano de idade de idade, ou 9-13 kg, elas devem andar em cadeirinhas voltadas para o vidro traseiro, e a partir de um ano de idade as cadeirinhas já podem ser voltadas para o vidro dianteiro. Entretanto, há várias evidências de que as crianças ficam mais protegidas dentro do carro em cadeirinhas voltadas para o vidro traseiro até pelo menos os quatro anos de idade.

 

A cabeça dos bebês e crianças pré-escolares é relativamente maior que a do adulto quando se leva em conta a proporção para o peso corporal. Esse fator, associado à imaturidade das estruturas da coluna cervical, faz com que essas crianças sejam mais vulneráveis a lesões da medula espinhal caso sofram um acidente, especialmente se estiverem voltadas para o vidro dianteiro. As evidências de maior segurança das cadeirinhas em que a criança olha para o vidro traseiro, mesmo após um ano de idade, vão…

Continue a ler Pesquisa confirma que são eficazes os assentos de automóveis que promovem a elevação de crianças.

2010-08-13 03:44:55

TOPBLOG 2010

 

O ConsCiência no Dia-a-Dia está concorrendo na categoria Saúde

 

Clique aqui para votar. São só 10 segundos!!

  

 


Continue a ler 2010-08-13 03:44:55

Adolescentes com um estilo de vida pouco saudável têm mais dores de cabeça

 

 

A revista Neurology, periódico oficial da Academia Americana de Neurologia, acaba de publicar uma pesquisa apontando que adolescentes com maus hábitos de vida têm dores de cabeça com maior freqüência e que essa associação é mais forte nos casos de dor do tipo enxaqueca.

 

Cerca de seis mil noruegueses com idades entre 13 e 18 anos foram estudados através de avaliação clínica e de um questionário que abordava a prática de atividade física e a presença ou não de tabagismo. Os resultados mostraram que sedentarismo, sobrepeso e tabagismo estavam associados de forma independente à freqüência de dor de cabeça experimentada pelos adolescentes. Além disso, esses fatores tinham efeito aditivo: os que apresentavam dois ou três fatores tinham mais dor de cabeça do que aqueles que possuíam apenas um deles.

 

Enxaqueca é uma disfunção cerebral com forte componente genético e que sofre grande influência de fatores ambientais, já que vários estímulos são capazes de disparar as crises de dor de cabeça. A resposta a cada estímulo é muito individual e por isso é desejável que cada indivíduo identifique os fatores que provocam suas crises e tente evitá-los. Para alguns, o contato com a fumaça do cigarro representa um forte componente desencadeador. Quanto ao exercício físico, alguns portadores de enxaqueca até têm crises por ele provocadas, mas também é bem reconhecido que é um grande aliado para o controle de crises de enxaqueca. Sabe-se também que o sobrepeso está associado a crises de enxaqueca mais freqüentes e o presente estudo foi o primeiro a demonstrar que esse efeito ocorre também entre os adolescentes. 

 

De uma forma geral, qualquer atitude que promova um melhor estado de equilíbrio do corpo e da mente pode ajudar a evitar crises de enxaqueca de quem sofre do problema. E esse problema não tem nada de pequeno. Cerca de 20% das mulheres e quase 10% dos homens têm enxaqueca e a Organização Mundial da Saúde a classifica como a 19ª doença que mais leva à incapacidade funcional das pessoas em países desenvolvidos. No caso da mulher, ela fica em 12º lugar.

 


Continue a ler Adolescentes com um estilo de vida pouco saudável têm mais dores de cabeça

O excesso de Internet faz mal à saúde mental dos adolescentes?

 

Esta semana, o periódico da Associação Médica Americana, Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, publicou em sua versão online os resultados de uma pesquisa que revelou que o uso patológico da internet aumenta a chance de um adolescente vir a desenvolver depressão.

 

Mais de mil adolescentes chineses sem evidências de transtornos psiquiátricos foram acompanhados ao longo de 9 meses com aplicação de escalas de ansiedade, depressão e de avaliação do padrão de uso da internet. Essa última escala é  baseada em conceitos e comportamento encontrados no transtorno de jogo patológico e  envolvia perguntas como: “ Qual a freqüência que você se sente nervoso ou deprimido quando fica fora da rede e os sintomas logo melhoram quando volta a ficar conectado?”.

 

A maioria dos adolescentes (93.6%) foi classificada como usuários normais e 6.4% deles apresentavam perfil de vício moderado ou severo. O uso mais comum da internet foi para diversão (45%), seguido por busca de informação (28.1%) e comunicação com amigos (26.4%). Os adolescentes com comportamento patológico tinham uma tendência maior a usar a internet para diversão do que para busca de informação. Após os 9 meses de acompanhamento, 8.4% dos adolescentes apresentaram scores altos na escala de depressão e esse risco era mais de duas vezes maior entre aqueles considerados viciados na internet.

 

O uso patológico da internet tem sido reconhecido como um comportamento que está associado a sinais e sintomas comuns a outros tipos de vícios. Os estudos têm demonstrado crescentes índices desse problema que afeta mais frequentemente os meninos, especialmente aqueles com personalidade introvertida. Esses números chegam a uma prevalência de mais de 10% dos adolescentes, dependendo da população estudada. Várias condições clínicas têm sido associadas ao uso excessivo da internet como é o caso de comportamento agressivo e depressão. O atual estudo deu uma grande contribuição ao corpo de evidências que já existia sobre a relação entre vício na internet e depressão por ter sido seguido os adolescentes ao longo dos meses, o que favorece qualquer tipo de conclusão do tipo causa e efeito.     

 

Conceitualmente, a dependência à Internet é vista como um transtorno compulsivo-impulsivo que envolve o uso exagerado da rede de computadores e já se reconhece pelo menos três variantes principais de vício: jogos, conteúdo sexual e correio eletrônico. Essas diferentes variantes têm quatro características em comum: 1) uso excessivo,…

Continue a ler O excesso de Internet faz mal à saúde mental dos adolescentes?

2010-07-30 03:20:50

TOPBLOG 2010

 

O ConsCiência no Dia-a-Dia está concorrendo na categoria Saúde

 

Clique aqui para votar. São só 10 segundos!!

  

 


Continue a ler 2010-07-30 03:20:50

Pesquisa aponta que o uso de suplementos de cálcio está associado a um maior risco de ataques do coração.

 

 

Uma pesquisa publicada hoje pelo British Medical Journal revela que o uso de suplementos de cálcio pode aumentar o risco de infarto do coração. Os pesquisadores analisaram 11 grandes estudos sobre os efeitos da suplementação de cálcio sem a vitamina D, o que no conjunto envolvia 12 mil pacientes. Esse tipo de suplemento é frequentemente indicado para pessoas com diagnóstico de rarefação óssea (osteoporose), especialmente os idosos. Os achados foram consistentes nas diversas pesquisas avaliadas e os resultados mostraram um aumento de 30% no risco relativo de ataque do coração entre os indivíduos que faziam uso de suplementos de cálcio após um tempo médio de consumo de 3.6 anos. Por outro lado, o uso dos suplementos não aumentou o risco de derrame cerebral nem os índices de mortalidade geral. 

 

Devemos entender esse aumento de 30% no risco de infarto como modesto. Entretanto, devido à ampla utilização dos suplementos de cálcio pelos idosos, do ponto de vista de saúde pública, os resultados deixam de ser modestos. Além disso, o corpo de evidências científicas mostra que o poder da suplementação de cálcio em reduzir o risco de fraturas, associada ou não à vitamina D, é muito pequeno. E prevenir fraturas é o principal objetivo desse tipo de tratamento. Para cada mil pessoas tratadas por 5 anos com suplementos de cálcio, previne-se 26 fraturas, mas promove um aumento de 14 casos de infarto do coração, 10 de derrame cerebral e 13 mortes nesse mesmo período. 

 

Os resultados sugerem que os critérios de indicação de suplementos de cálcio para indivíduos portadores de osteoporose devem ser reavaliados. Vale ressaltar que aqueles que fazem uso dos suplementos não devem abandoná-los sem orientação médica. Exercício físico, manter o peso em dia e fugir do cigarro são ótimas armas contra a osteoporose. Quanto ao cálcio da dieta, não há motivos para preocupação: não há evidências de que dietas ricas em cálcio aumentem o risco de doenças do coração.

 


Continue a ler Pesquisa aponta que o uso de suplementos de cálcio está associado a um maior risco de ataques do coração.

Exposição exagerada à TV e aos videogames leva a mais problemas de atenção.

 

Já é consenso que as crianças não devem ser expostas a mais do que duas horas por dia às mídias eletrônicas, e isso inclui não só a TV, mas também videogames, DVDs e o uso do computador para atividades não escolares. Sabe-se que as crianças que passam desse limite têm mais chance de apresentar comportamento violento, início precoce da vida sexual, transtornos alimentares, obesidade, assim como maior risco de consumir álcool e cigarro.

 

A literatura científica reconhece que o nível de exposição das crianças às mídias eletrônicas também está associado a problemas de atenção, como é o caso do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que pode levar a um maior risco de comportamento agressivo e prejuízo do desempenho escolar. Essa associação já havia sido bem demonstrada no caso da TV e uma pesquisa recém-publicada pelo periódico oficial da Academia Americana de Pediatria – Pediatrics – demonstrou que o excesso do uso de videogame também pode contribuir para dificuldades de atenção entre as crianças.

 

Cerca de 1300 crianças americanas com idades entre seis e doze anos (média:9.6 anos) foram estudadas por um período de 13 meses. Tanto as crianças como seus pais eram interrrogados periodicamente quanto ao tempo que se dedicavam à TV e ao videogame. Os professores dessas crianças também eram interrogados quanto ao grau de dificuldade de atenção das crianças na sala de aula através de três perguntas (1- A criança tem dificuldade de se manter concentrada na tarefa?; 2- A criança tem dificuldade em prestar atenção? ; 3- A criança atrapalha o trabalho das outras?). Foi acompanhado também um grupo de 210 adolescentes e adultos jovens e estes eram interrogados quanto ao tempo de exposição à TV e ao videogame, além de suas queixas de atenção. Os resultados apontaram que altos níveis de exposição à TV assim como ao videogame aumenta a chance das crianças apresentarem problemas de atenção. Essa relação estava presente com a mesma magnitude tanto nas crianças quanto nos adolescentes e adultos jovens, e não houve diferença entre os sexos em ambos os grupos.

 

Uma das hipóteses para explicar esses resultados é o fato do conteúdo da TV e dos videogames serem tão excitantes que as crianças teriam mais dificuldade em se sentirem atraídas por outras atividades que não “excitam” tanto o cérebro, como os trabalhos de escola.…

Continue a ler Exposição exagerada à TV e aos videogames leva a mais problemas de atenção.

Mestrado em Divulgação Científica e Cultural – LABJOR

 

Estão abertas, de 26/07/2010 a 23/08/2010, as inscrições para o Mestrado em Divulgação Científica e Cultural, oferecidos pelo LABJOR – Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, da Unicamp.

Mais informações no edital, disponível no site do LABJOR.


Continue a ler Mestrado em Divulgação Científica e Cultural – LABJOR
  • Arquivos