“Webstreaming” da XL Conferência da Divisão para as Ciências Planetárias

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Ciência Geral, Ciências Planetárias, Sistema solar, conferencia
O quadragésimo encontro anual da Divisão para as Ciências Planetárias / Sociedade Astronómica Americana (do inglês: DPS/AAS) vai estar no ar, pela primeira vez, em "webstreaming" [para obter os "links" clique aqui].A conferência decorrerá em Ithaca, NY, EUA, de sábado dia 11 de Outubro a quarta-feira, dia 15. O programa detalhado pode ser obtido clicando aqui. As comunicações regulares são extremamente técnicas e breves, mas recomendo dar uma olhada pois frequentemente são anunciados resultados / descobertas um ano antes de estarem publicados. Na segunda-feira, dia 12, pelas 14:00 (hora de Nova York), decorrerão as palestras dos galardoados com os prémios Kuiper, Masursky e Sagan. A ver.

Haumea: o planeta-anão e plutóide 2003EL61 foi baptizado.

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Kuiper, Ciência Geral, Objectos Trans-Neptunianos, Planetas Anões, Plutóide
A União Astronómica Internacional finalmente baptizou o Objecto Trans-Neptuniano (136108) 2003EL6. "Haumea", deusa Hawaiiana dos partos e da fertilidade. Haumea é também, em princípio, um planeta-anão, por ter suficiente massa para possuir uma forma de equilíbrio gravitacional (no seu caso bastante achatada), também poderá ser classificado de plutóide por ter um período de translação superior a 200 anos. Como se pode ver, tudo algo complicado.Mais complicada ainda é a história da sua descoberta. Pablo Santos-Sanz, José Luis Ortiz e Francisco Aceituno, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (Granada, Espanha) anunciaram a sua descoberta a 27 de Julho de 2005. Na altura tudo indicava ser um pouco maior que Plutão o que o poderia classificar como o décimo planeta. Mas pouco depois o bem mais famoso Mike Brown, do Caltech (Pasadena, EUA), anuncia que ele e sua equipa já tinham identificado esse objecto em 2003, não o tornando público, e acusa a equipa espanhola de lhe ter roubado a descoberta. A história assume os contornos de um romance de espionagem e a comunidade astronómica internacional não consegue encontrar forma de lidar com a questão. Nasce o debate sobre a justiça de manter uma descoberta secreta durante tanto tempo e ...

Plutóides, a nova classe de objectos do Sistema Solar

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Kuiper, Ciência Geral, Definiçao de planeta, Objectos Trans-Neptunianos, Planetas Anões, Plutóide
A União Astronómica Internacional (UAI/IAU) anuncia em comunicado de imprensa mais uma categoria de objectos do Sistema Solar: os Plutóides. Os Plutóides são corpos celestes que orbitam em torno do Sol para além de Neptuno que possuem massa suficiente para que a sua auto-gravidade supere as forças de corpo rígido de forma a que assumam uma forma de equilíbrio hidrostático (quase esférica) e que não tenham limpado a vizinhança da sua órbita. Ou seja, os Plutóides são os Planetas-Anões que se encontrem para além de Neptuno (30 vezes a distância da Terra ao Sol), ou de forma equivalente os Planetas-Anões Trans-Neptunianos ou da Cintura de Kuiper. A Cintura de Kuiper (ou os Objectos Trans-Neptunianos, se preferirem) foi descoberta apenas em 1992. Presentemente já foram identificados cerca de 1300 objectos nesta cintura, entre os quais Eris que tudo indica ser ligeiramente maior que Plutão. Eris é agora um Plutóide. Notemos que a questão de um corpo ser suficientemente maciço para entrar em equilíbrio hidrostático não é muito clara, bem como a noção de limpar a vizinhança. Entraremos sempre em questões como: e se juntar mais um quilinho já está em equilíbrio hidrostático? ...

Cometa Holmes maior que o Sol

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: 17P, Cometas, Holmes
Anteriormente, o Sol era o maior objecto no Sistema Solar. Presentemente, o cometa 17P/Holmes possui essa distinção.Medições da coma do cometa Holmes, de observações realizadas a 9 de Novembro 2007, por Rachel Stevenson, Jan Kleyna e Pedro Lacerda, mostram que o seu diâmetro já atingiu os 1400 milhões de kilómetros. Um valor ligeiramente superior ao diâmetro do Sol.O comunicado de imprensa lançado pela nossa equipa [em inglês] pode ser consultado na página do IfA ou directamente aqui. O fenómeno foi noticiado pelo jornal Star Bulletin [clique aqui para ler (em inglês)].[Legenda: À esquerda imagem do cometa Holmes utilizando o telescópio de 3.6 metros CFHT, situado no Mauna Kea, Hawaii, exibindo uma coma de 1400 milhões de kilómetros. O ponto de aparência estelar no centro da coma é o núcleo envolto numa muito densa nuvem de poeiras. À direita temos o Sol e o planeta Saturno na mesma escala para comparação directa dos tamanhos (cortesia da NASA).]

Holmes: Um Estudo em Vermelho

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: 17P, Cometas, Holmes
A recente e impressionante "explosão" de actividade do cometa 17P/Holmes gerou uma verdadeira corrida para obter tempo de telescópio. Não fomos excepção. Para nossa grande felicidade a noite de quinta-feira, 25 de Outubro, do telescópio de 2.2 metros da Universidade do Hawaii, situado no Mauna Kea (Hawaii, EUA) estava atribuída a Pedro Lacerda para o estudo de pequenos corpos do Sistema Solar. De imediato David Jewitt, Pedro Lacerda, Jan Kleyna, eu, Rachel Stevenson e Bin Yang nos acotovelámos na pequena sala de controlo do telescópio enquanto se alterava o programa de observações para um estudo do cometa Holmes. Pode-se ver aqui uma das imagens obtidas. [Legenda: Imagem do cometa 17P/Holmes em cores falsas laranja e vermelhas que representam a intensidade da luz reflectida pelo material ejectado pelo núcleo do cometa. A imagem foi obtida no telescópio UH2.2m com um tempo de exposição total de 21 segundos.]A coma circular, quase perfeitamente circular, tem um diâmetro de aproximadamente 160000 km (quase metade da distância da Terra à Lua) e expande-se a uma velocidade de cerca de 2000 km/h. Tudo indica que o cometa se fragmentou. No entanto, ...

… E o Asteróide Baptistina Extinguiu os Dinossauros.

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Asteróides; Colisões; Extinção do Cretá
Há 160 milhões de anos era um asteróide de 170 km de diâmetro orbitando entre Marte e Júpiter [na Cintura (de Asteróides) Principal interior, a 2.26 Unidades Astronómicas do Sol]. Uma enorme colisão deixou-o com apenas 40 km espalhando mais de 1000 pequenos asteróides maiores que 1 km (fragmentos). Assim nasceram o actual asteróide (298) Baptistina e sua família de asteróides. Muito lentamente, as órbitas dos fragmentos saídos desta colisão acabaram por se cruzar com a da Terra produzindo uma chuva de asteróides (meteoritos). Os impactos produzidos por esta chuva estão muito provavelmente na origem da extinção maciça de espécies do Cretácico, há 65 milhões de anos, entre as quais os dinossauros. São estas as principais conclusões do artigo de Bottke, Vokrouhlicky e Nesvorny publicado na revista Nature desta semana [Bottke, Vokrouhlicky & Nesvorny (2007), "An asteroid breakup 160 Myr ago as the probable source of the K/T impactor", Nature, 449, 48-51]. Apenas o "sumário do editor" e o sumário do artigo [abstract] são de acesso livre [em inglês].

Cometas na Cintura de Asteróides: a reactivação do 133P/Elst-Pizzaro

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Asteróides, Cometas
Dave Jewitt, Pedro Lacerda e eu, acabámos de detectar a reactivação do cometa 133P [ver a figura]. Esta reactivação surge um pouco antes do esperado [ver a Circular do IAU, comentada, no fim deste post]. O 133P é um dos três "cometas da cintura principal" (CCPs) conhecidos [i.e. cometas na cintura principal de asteróides, que se encontra entre Marte e Júpiter], cujo diâmetro rondará os 5 km. [Legenda: Cometa 133P ao centro da imagem. A figura é uma soma de várias imagens centradas no cometa (que se vai movendo) daí as estrelas parecem arrastadas]Esta nova classe de cometas foi apenas identificada em 2006, por H. Hsieh e D. Jewitt [ver também o comunicado de imprensa]. A existência destes cometas no "meio" da cintura de asteróides ilustra bem o quanto ainda há para saber sobre os cometas e os asteróides. Principalmente sobre a distinção entre estas duas classes de objectos. [Não é apenas a distinção entre planeta, planeta anão e pequeno corpo que é polémica!] Uma consequência imediata da existência destes cometas ...

O Planeta Anão Eris: maior e mais maciço que Plutão.

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Kuiper, Dysnomia, Eris, Objectos Trans-Neptunianos, Planetas Anões, Plutão
O objecto trans-Neptuniano, e planeta anão, Eris, volta à carga. Mike Brown e Emily Schaller, publicaram na revista Science a medição da massa conjunta de Eris e sua lua Dysnomia através dos parâmetros orbitais da lua Dysnomia (ver os links). Para a determinação da órbita de Dysnomia foram utilizados o telescópio de 10 metros Keck (Mauna Kea, Hawaii) e o Telescópio Espacial Hubble (de 2.4 metros).A lua Dysnomia, orbita em torno de Eris a uma distância de 17430 km com um período orbital 15.77 dias. Eris e Dysnomia, juntos, possuem uma massa de 1.66x10^22 kg, ou seja: 27% mais maciços que Plutão. Dado o diâmetro de 2400 km de Eris, conclui-se que possui uma densidade de 2.3 g/cm^3. Um valor semelhante ao dos maiores Objectos Trans-Neptunianos que contrasta com as densidades típicas dos trans-Neptunianos mais pequenos (menores que 1 g/cm^3). Estes resultados parecem confirmar que os Objectos Trans-Neptunianos mais pequenos são mais porosos e menos ricos em material rochoso que os maiores.

Objectos Trans-Neptunianos feitos em cacos

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Kuiper, Colisões, Objectos Trans-Neptunianos
Mike Brown e colaboradores descobrem a primeira família colisional de Objectos Trans-Neptunianos, também conhecidos por objectos da Cintura de Kuiper. Os resultados já haviam sido anunciados por K. Barkume, aluna de doutoramento de Mike Brown, em Outubro de 2006 na conferência da Division for Planetary Sciences, em Pasadena, E.U.A. O artigo acaba de sair na revista Nature (Brown et al. 2007, Nature, 446, 294-296).O trabalho identifica um grupo de Objectos Trans-Neptunianos (abreviado por TNOs) como os "restos" resultantes de uma violenta colisão entre dois corpos. Este grupo de TNOs era caracterizado pela presença de fortes bandas de absorção devido ao gelo de água na sua superfície, não se detectando a presença de gelo de metano. Note-se que 3 dos maiores TNOs, Plutão (2320 km de diâmetro), Eris (2400 km) e 2005FY9 (cerca de 1600-2000 km) possuem gelo de metano na sua superfície. Os TNOs sem metano normalmente revelam pouco ou nenhum gelo de água (falamos aqui apenas da superfície, o interior é outra questão). Porém os objectos: 2003EL61 (cerca de 1500 km), 1995SM55, 1996TO66, 2002TX300, 2003OP32, 2005RR43 e o S/2005(2003EL61)1 - o satélite mais brilhante do 2003EL61-, possuem fortes bandas de absorção devido ao ...

Plutão: uma questão de Estado!?

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Kuiper, Definição de Planeta, Objectos Trans-Neptunianos, Planeta-X, Plutão
A questão do estatuto de Plutão parece persistir para além do razoável. O estado do Novo México (EUA) pretende declarar Plutão como um planeta e chamar ao dia 13 de Março o "Dia do Planeta Plutão", ainda que aparentemente apenas este ano (ver os links para esta notícia e para a proposta legislativa ).A descoberta de Plutão foi anunciada a 13 de Março de 1930, por Clyde Tombaugh. O anuncio foi propositadamente feito nesse dia por ser também o dia do aniversário de Persival Lowell. Lowell tinha proposto a existência de um planeta para além de Neptuno, chamando-lhe Planeta-X. Apesar dos seus esforços para detectar o Planeta-X, chegando a fundar o Observatório Lowell (Flagstaff, Arizona, EUA), faleceu em 1916 não o conseguindo observar.A definição de planeta pode ser algo subjectiva e delicada. Mas, na verdade, do ponto de vista do estudo de Plutão pouco importa como é classificado. Está lá, é interessante, logo estuda-se. A proposta do Novo México até é engraçada se a virmos como elogio fúnebre. Mas se a moda pega ainda poderemos começar a ver o "Dia da Terra Plana", o "Dia do Geocentrismo", ou mesmo o ...

Os Objectos Trans-Neptunianos hectométricos, estão lá ou não?

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Kuiper, Objectos Trans-Neptunianos, Ocultações
Em Agosto de 2006, publicámos no Astronomical Journal a primeira detecção de Objectos Trans-Neptunianos (TNOs, ou Objectos da Cintura de Kuiper) com centenas de metros de diâmetro: Roques et al., 2006, Exploration of the Kuiper Belt by High-Precision Photometric Stellar Occultations: First Results, AJ, 132, 819-822. Esta descoberta implica a existência de uma grande população de pequenos objectos, no Sistema Solar, entre as 50 e as 150 Unidades Astronómicas, região que anteriormente todas as observações astronómicas indicavam encontrar-se vazia. O Observatório de Paris emitiu um comunicado de imprensa sobre a descoberta.Utilizando técnicas de ocultação estelar, i.e. diminuição da luminosidade de uma estrela pela passagem de um objecto à sua frente, foi possível a detecção de dois objectos para além de Neptuno: um a uma distância ao Sol de 140 Unidades Astronómicas (1 UA = distância média da Terra ao Sol, i.e. 150 milhões de kilómetros) com 320 metros de diâmetro, e outro, o mais distante, a 210 UA com 300 metros. Foi também detectado um terceiro objecto com 110 metros a uma distância de 15 UA. Estes objectos foram também os objectos mais distantes do Sistema Solar até hoje detectados. Existem muitos objectos ...

Colisões de Cometas na Nebulosa da Hélice

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Kuiper, Colisões, Cometas, Nebulosa da Hélice
[Imagem: NASA/JPL-Caltech/Univ. Arizona]Kate Su (Universidade do Arizona, EUA) e colaboradores, descobrem evidências de um elevado número de colisões entre cometas na Nebulosa da Hélice, utilizando o Telescópio Espacial Spitzer (NASA). A Nebulosa da Hélice está a cerca de 700 anos-luz de distância da Terra e é a fase final de uma estrela semelhante ao Sol: uma anã branca rodeada por uma distante nuvem de gases e poeiras. O Telescópio Spitzer opera no infra-vermelho não obtendo, portanto, imagens no visível como o Telescópio Hubble. Porém, é capaz de detectar a radiação térmica quer de objectos próximos mas muito pequenos quer de objectos a enormes distâncias. As diferentes intensidades da radiação detectadas são transformadas em cores falsas para assim se criar uma imagem. A equipa de Kate Su conseguiu detectar um excesso de "brilho térmico" entre as 35 e as 150 Unidades Astronómicas (1 UA = Distância da Terra ao Sol = 150 000 000 km) de distância da anã branca no centro da Nebulosa da Hélice, muito provavelmente devido a um disco de poeiras. Não se esperava encontrar poeiras a tais distâncias numa estrela deste tipo. No ...

A definição de planeta é apenas para o Sistema Solar

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Anãs Castanhas, Definiçao de planeta, Planetas extra-solares
Ao trocar uns mails com o José Matos, apercebi-me que não é imediatamente claro que a definição de planeta da IAU diz respeito apenas aos objectos do Sistema Solar.Num artigo na revista "Sky & Telescope" de Novembro 2006, Owen Gingerich, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (USA), membro do comité da IAU para a definição de planeta, conta o que aconteceu. Enquanto se procurava estabelecer uma expressão para o domínio gravitacional da região orbital de um objecto, foi também decidido restringir a definição apenas ao Sistema Solar. A evolução dinâmica do nosso Sistema Solar não se aplica necessariamente aos outros sistemas planetários. Este assunto presta-se a alguma confusão. Em 2003, a IAU, através do "Working Group on Extrasolar Planets" (WGESP) emitiu uma declaração sobre a definição de planeta (extra-solar) [minha tradução]:1) objectos com massas abaixo da massa crítica para a fusão termonuclear do deutério (calculado actualmente em 13 massas de Jupiter para objectos de metalicidade solar) que orbitem em torno de estrelas ou remanescentes estelares, são "planetas" (independentemente de como se formaram). O tamanho / massa mínimo(a) para que um objecto extra-solar seja considerado um planeta deve ser o mesmo que o utilizado ...

Plutão não é um planeta

Nuno Peixinho @ Plutão não é um planeta Categorias: Cintura de Kuiper, Objectos Trans-Neptunianos, Planetas Anões, Plutão
Em 1992, Jewitt & Luu identificam o primeiro Objecto Trans-Neptuniano: 1992QB1. A Cintura de Kuiper, cuja existência se especulava desde os anos 30, fora descoberta. Presentemente, já foram identificados mais de 1200 objectos na Cintura de Kuiper. Fazendo parte desta cintura, Plutão viu a sua a classificação como planeta comprometida. Após o anúncio da descoberta de Eris (2003UB313) por Brown, Trujillo & Rabinowitz, em 2005, Plutão ficou definitivamente condenado. A questão pode parecer estranha mas não existia uma definição estrita de planeta. A distinção entre planeta e estrela é ainda assunto de bastante debate no que concerne aos planetas extra-solares. Porém, relativamente ao Sistema Solar todos acreditávamos saber quem era e quem não era planeta. Bastou uma reunião para se concluir que não o sabemos como gostaríamos. A União Astronómica Internacional (IAU), na sua XXVI Assembleia Geral, em Praga, de 16 a 24 de Agosto de 2006, propunha-se a estabelecer uma definição de planeta. A proposta inicial, na sua essência, estabelecia apenas a massa e a esfericidade como critérios para que um objecto que não fosse um satélite fosse um planeta. De certa forma estabelecia-se que apenas o tamanho interessava: Plutão continuaria um planeta. ...
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