Património Genético Português e os Mouros
O Património Genético Português da bióloga do IPATIMUP, Luísa Pereira é um livro interessante, de leitura fácil e explicações simples para quem não domina as “ciência da manipulação genética”.Pe
nsa-se que este haplogrupo é uma reminiscência do povo ancestral berbere, que habitava o Norte de África antes da conquista árabe, no século VII.Na actualidade ainda existem algumas populações berberes nos países norte-africanos, sempre em comunidades reduzidas e mais ou menos isoladas, dedicando-se a actividades tradicionais como a agricultura, a pastorícia e o artesanato. Alguns destes grupos mantêm uma linguagem berbere, enquanto outros já adoptaram o árabe.
Geneticamente, e mesmo em termos culturais (arqueologicamente), o Norte de África é muito mais aparentado com a Eurásia do que com a África subsariana. Tudo indica que a colonização do Norte de África foi efectuada por migrações «Back to África» do Homem Moderno, a partir do Próximo Oriente, através do Levante, numa época comum à migração para a Europa, há cerca de 40 000 anos.
Torna-se assim muito mais difícil destrinçar geneticamente as influências norte-africanas na constituição genética portuguesa, pela partilha da maior parte do património genético fundador.
A observação do haplogrupo U6 quer no Médio e no Próximo Oriente, quer na Ibéria, indica a troca de linhagens com o Norte de África.
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