Serra do Cipó III

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ecologia, Orquidologia, Orquídeas, Solos, habitat, serra do cipó
Agora um pequeno campo rupestre entremeado à afloramentos de quartzito, localizado próximo à MG - 010 e a poucos metros do capão florestal apresentado em Serra do Cipó II.Nos parece que este campo rupestre sofreu uma coleta seletiva de orquídeas no passado, pois somente encontramos dois únicos indivíduos do gênero Hoffmannseggella (as também conhecidas Laelias rupestres). Não estavam floridos, mas pareciam ser da espécie Hoffmannseggella longipes. Seletiva porque a degradada estrada de terra que o margea era antigamente a própria MG - 010, e essas orquídeas quando floridas chamam muito mais atenção que as outras, especialmente a atenção dos leigos.Soma-se a isso a extrema dificuldade de recuperação desses ambientes, algo que já escrevi nas listas de discussão sobre orquídeas do Yahoo.Esta extrema dificuldade em recuperação observamos sempre que vamos a esses geoambientes, pois neles são absolutamente difíceis de se encontrar seedlings dessas espécies, por mais preservados que aparentemente estejam, ao contrário do que vemos constantemente em habitats com condições menos extremas, como  de matas ciliares, por exemplo, onde quando se tem orquídeas muito comumente encontramos muitos seedlings de suas espécies.As hipóteses para isso estamos discutindo com mais propriedade no "Geoambientes do Parque Nacional da ...

Serra do Cipó II

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ecologia, Orquidologia, Orquídeas, habitat, serra do cipó
Agora chegando em um capão florestal de difícil acesso. Abaixo à esquerda arrumando a estrada na base da enchada, e à direita uma das muitas espécies de sempre - vivas (Eriocaulaceae) da região.Uma Floresta Ombrófila, caracterizada por ocupar ambientes de umidade atmosférica constantemente elevada ao longo do ano todo, de acordo com o Elton, associada a solos mais profundos, no contexto da Serra do Cipó.Mata com iversas espécies de orquídeas, como as Brasilidium praetextumDiversas Epidndrum e Anacheilium:Capanemia superflua:...

Serra do Cipó I

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Cordilheira do Espinhaço, Orquidologia, Orquídeas, habitat, serra do cipó
Esses posts sobre a Serra do Cipó são apenas passeios do livro "GEOAMBIENTES DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ E SUAS ORQUÍDEAS", que venho escrevendo com o amigo Elton Valente a alguns meses. Pretendemos concluí-lo no começo de 2009.O Elton está por concluir seu doutorado aqui no Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa, quando justamente estudou de maneira única até então os gradientes vegetais de algumas áreas dentro e outras próximas do Parque Nacional Serra do Cipó. Sua pesquisa diz respeito às relações entre os solos e as várias formações vegetais e suas fitofisionomias, e servirá de subsídio científico para futuros rumos do Parque. Também é co-autor do blog de divulgação científica Geófagos.Os amigos Elton e Ítalo Rocha (também do Geófagos) já postaram algo sobre a área em questão, para verem seus posts cliquem nos links: Gradientes de solo e vegetação nas partes elevadas da Serra do CipóEcologia de paisagens e a Serra do CipóPedologia, ciência histórica IIO caminho das plantasFui à praia.A Serra do Cipó é a porção mais ao Sul da Cordilheira do Espinhaço, esta por sua vez ...

Evento sobre orquídeas no Nordeste

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Expoxição de orquídeas, eventos orquidófilos
O II FestOrquídeas acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de novembro, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.Promete!

Escrevendo tese…

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral
Amigos, venho me desculpar pela ausência de posts ultimamente. Estou em um dos momentos mais solitários e de insônias da vida de uma pessoa, estou escrevendo minha dissertação de mestrado...Na medida do possível venho esboçando alguns posts, anotando alguns insights e tirando algumas fotos que julgo interessante para postar futuramente.Breve estaremos de vento em popa.Abraços

V Exposição de orquídeas em Viçosa/MG, de 3 a 5 de outubro de 2008.

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Expoxição de orquídeas, Viçosa/MG, cursos sobre orquídeas
Nosso cartaz:E o folder com a programação:Haverá cursos de de cultivo de orquídeas e curso de semeio in vitro, vagas limitadas.

Algumas orquídeas da Ilha da Marambaia - RJ (parte 2 de 2).

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Afloramentos rochosos, Cattleya guttata, Ciência Geral, Ciência Geral, Cyrtopodium, Ilha da Marambaia, Mata Atlântica, Restinga, Velloziaceas, microrquídeas
Vamos falar um pouco das orquídeas agora.Confesso que boa parte da minha ansiedade antes de ir para Ilha era conhecer a Restinga da Marambaia, pois falar em restinga, ao menos no Sudeste do Brasil, estamos falando em um dos habitats da Cattleya guttata e de muitas outras espécies de orquídeas.Segundo o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) "entende-se por vegetação de restinga o conjunto das comunidades vegetais, fisionomicamente distintas, sob influência marinha e fluvio-marinha. Estas comunidades, distribuídas em mosaico, ocorrem em áreas de grande diversidade ecológica ..."Como mencionado na primeira parte sobre a Ilha da Marambaia, a parte da Restinga é de acesso a um pessoal mais restrito, e de risco à própria segurança se ir sem aviso, além de muito complicado chegar lá, então não pude ir conhecer.Mas as caminhadas em outras bandas foram boas, percorremos belas praias indo ao local de treinamento de alpinismo e belas matas no caminho do cume do Pico da Marambaia.Abaixo um exemplar das muitas Oeceoclades maculata (Lindl.) Lindl., Gen. Sp. Orchid. Pl.: 237 (1833) encontradas no caminho, espécie terrestre, houve gente muito interessada em suas propriedades medicinais diga-se de passagem, propriedades estas censuradas ...

Algumas orquídeas da Ilha da Marambaia - RJ (parte 1 de 2)

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Afloramentos rochosos, Cattleya guttata, Ciência Geral, Ciência Geral, Cyrtopodium, Ilha da Marambaia, Mata Atlântica, Restinga, Velloziaceas, microrquídeas
Recentemente tive a oportunidade de ir fazer um treinamento na Ilha da Marambaia, município de Mangaratiba/RJ.Como todo orquidófilo e orquidólogo dei um jeito de olhar para cima em busca de algo. Seguem algumas considerações sobre o lugar e algumas imagens que consegui registrar apesar do treinamento bastante intenso não deixar muito tempo livre.Na ilha encontra-se o CADIM (Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia, Marinha do Brasil) no qual uma das finalidade é formar Marinheiros-Recrutas para servir às Forças Armadas.Outrora nas idas do século XVIII a Ilha serviu de entreposto de escravos recém chegados da África.Marambaia no tupi-guarani significa cerco de mar, e a ilha apesar da denominação tem uma estreita ligação com o continente, no caso a famosa Restinga da Marambaia, mas seu acesso se dá principalmente pelo mar, e a área de restinga é restrita às manobras da Marinha.Lá também, por uma semana do ano os novos pesquisadores brasileiros que participarão do PROANTAR (Programa Antártico Brasileiro), atividade no Continente Antártico fazem o TPA (Treinamento Pré-Antártico) cuja finalidade é fornecer algum treinamento básico à sobrevivência durante as pesquisas científicas no continente mais remoto do planeta....

UFV terceira colocada segundo o MEC.

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, blog
Para aumentar nosso orgulho por essa querida instituição, saiu a pouco no painel de notícias do site da UFV que a UFV foi a terceira colocada em qualidade dentre as universidades brasileiras segundo o MEC.Para verem a notícia por completo cliquem aqui.

Bolg da Grasi

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, blog
Segue o link do blog da minha grande amiga Grasiele Silva, contemporânea minha da época do curso de Agronomia na UFV. Sempre muito dedicada ao paisagismo. A pessoa certa para serviços nesta área da agronomia.Visitem o Jardim da Grasi.

Ausência

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, blog
Prezados,planejo defender minha dissertação de mestrado no final de setembro e devo me dedicar mais à ela por agora.O Orquidofilia e Orquidologia retomará as atividades em outubro.Abraços

Retirando as orquídeas dos frascos - 2

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Fungos, bacteriose em orquídeas, bactérias, in vitro, seedlings, substrato, transplantio, tratos
Continuando o post anterior...Vamos ao plantio das plantas recém retiradas dos frascos.Na minha opinião as bandejas possuem mais vantagens em relação aos vasos coletivos, dentre elas o melhor arejamento entre as plantinhas, o que diminui significativamente a incidência de doenças fúngicas e bacterianas denominadas doenças de tombamento de mudas e, outra vantagem, é propiciar melhor organização das plantas, sem aquele monte de raízes de plantas diferentes entrelaçando- se umas às outras de maneira que seja necessário cortá-las no replantio em vasos individuais maiores em uma etapa posterior.Como desvantagem da bandeja a principal a meu ver é o espaço maior que ela ocupa.Não é necessário cortar as raízes das plantinhas recém retiradas dos frascos, embora elas possam quebrar durante o plantio,Dentre os substratos para este fim, sem dúvida o mais comum é o sphagnum (ou musgo seco ou ainda musgo do Chile), ao menos na região Sul e Sudeste do Brasil muito fácil de se encontrar em floriculturas, onde é vendido como componente de arranjos.Molhe o sphagnum e na bandeja vazia vá preenchendo com bolinhas de sphagnum a parte inferior de cada célula da bandeja, até a metada da ...

Retirando as orquídeas dos frascos - 1

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, doenças de orquídeas, in vitro, mudas, seedlings, transplantio, tratos
Em se tratando de retirada de orquídeas dos frascos existem alguns cuidados importantes a serem tomados para não se jogar fora um trabalho e uma espera de aproximadamente um ano.Cuidados estes referentes à lavagem das plantas e acondicionamento das mesmas enquanto aguardam o plantio nas bandejas, cuidados também referentes a escolha do lugar a se deixar as bandejas.Para aqui ilustrar os procedimentos usei plantas em frascos que estavam contaminados, porém, pela contaminação ter sido tardia, as plantas já estavam grandes, algumas até passadas da hora de retirar dos frascos diga-se de passagem, que por restrição de espaço muitas vezes me vejo obrigado a mantê-las o maior tempo possível nos frascos. Para verem mais sobre contaminações no meio de cultura cliquem aqui.Quanto às contaminações tardias, que são aquelas contaminações que surgem depois de algum tempo (meses!) no frasco sem que se tenha de alguma forma manipulado os mesmos, tenho três hipóteses ...

Blog que vale a pena ler

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, blog
Garimpo Solitário é um blog novo, muito bem escrito e crítico sobre política.O autor é o professor e cientista político Eduardo Magalhães.Vale a pena acompanhar.

Exemplos de contaminações no cultivo in vitro

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Fungos, alelopatia, algas, bactérias, contaminações, cursos, in vitro, microrganismos, propagação de orquídeas
Lembro do meu começo de estágio no laboratório de cultura de tecidos e células vegetais, nas idas de 2002, me gabava na época por nunca ter deixado contaminar por microrganismos um frasco se quer, mesmo manipulando muitos frascos em uma mesma tarde de estágio, muitos digo quase 300 tubos de ensaios com bananas em uma tarde.Era extremamente cauteloso, aquela coisa que a gente tem no começo de uma atividade.Mas depois de alguns meses as contaminações por microrganismos foram ficando frequentes, mesmo aparentemente "fazendo tudo do mesmo jeito".Mas, analisando melhor, não era tudo exatamente do mesmo jeito, alguns pequenos detalhes durante o trabalho fui deixando de lado, querendo agilizar o processo, e a falta desses detalhes foram suficientes para meu trabalho sofrer com algumas contaminações.Meu pai diz algo parecido a respeito de dirigir moto: "moto é mais perigosa quando se perde o medo de andar com ela". Pois é, com o tempo fui perdendo parcialmente a preocupação com as contaminações, e elas vieram.Com este post pretendo discutir alguns detalhes que deveriam ser lembrados durante a execução do cultivo in vitro de plantas para se diminuir as contaminações nos frascos.Temos ...

Curiosidades! - Orquídeas em hidroponia.

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Dendrobium, Phalaenopsis, cultivo, experimentação, hidroponia, tratos
"...As leis da natureza estão aí para que as decifremos. A tarefa pode não ser fácil, mas, ao contrário da Rainha de Copas em Alice no País das Maravilhas, Ele não fica mudando as regras de um jogo que já começou ..." (Bulent Atalay em A Matemática e a Mona Lisa: a confluência da arte com a ciência). Adorei este livro justamente por transmitir mensagens deste tipo.Mas com a nossa limitação humana, muitas vezes para irmos decifrando estas leis precisamos fazer experimentos que simplifiquem a realidade, tal como nesses casos, onde foram plantadas mudas de orquídeas utilizando-se de técnicas de hidroponia. Experimento conduzido por uma colega, eu fui mero "telespectador".A hidroponia permite eliminar a interferência de poeiras e diversos substratos em estudos de nutrição de plantas. As plantas são fixadas em suportes, no caso, em placas de isopor ou em tampas dos potes plásticos e, nutridas com sais dissolvidos na água. As raízes não morrem porque existe uma bomba jogando ar constantemente na solução.Há um tempo atrás, eu ...

Epidendrum, fotossíntese e saturação luminosa

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Epidendrum, doenças de orquídeas, fisiologia vegetal, flores de corte, fotossíntese, ponto de compensação luminosa, produção comercial, radiação solar, saturação luminosa
Se visitarem esporadicamente os canteiros cultivados com Epidendrum fulgens, [Epidendrum fulgens Brongn. in L.I.Duperrey, Voy. Monde: 196 (1834)] na área do Setor de Floricultura do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Viçosa, verão flores desta ao longo de todo o ano.Verão também que, de uma maneira geral, as plantas de Epidendrum apresentam-se vigorosas no seu desenvolvimento vegetativo e com a coloração na tonalidade de verde característica desta espécie, aparentemente estando bem adaptadas para a condição na qual se encontram, de exposição direta ao Sol ao longo de todo o dia. Se estivessem demasiadamente sombreadas, a tonalidade do verde seria mais escura e, se estivessem recebendo mais luminosidade do que conseguiriam metabolizar, estariam avermelhadas ou verde-amareladas. A grosso modo, entende-se por metabolismo o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem nos organismos vivos de modo que os mesmos “funcionem”. Mas se prestarem mais atenção nos canteiros verão algumas folhas isoladas amareladas ou queimadas por receberem mais luz, ou mais energia, do que estavam condicionadas à metabolizar naquele ponto, sendo ...

Curso sobre orquídeas em Viçosa

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Eventos, cursos
Na Universidade Federal de Viçosa acontecerá a 79ª Seamana do Fazendeiro entre os dias 13 e 18 de julho, com várias atrações técnicas e culturais.Cursos que vão desde identificação de serpentes brasileiras, passando por criação de ovinos, diversos de culinária e dois que ministraremos sobre orquídeas.TERÇA-FEIRA (15/07/08), das 8h às 12h e das 14h às 18h 91- Curso Básico de Cultivo de Orquídeas Conteúdo: Introdução à família Orchidaceae. Identificação e controle de pragas de orquídeas cultivadas. Adubação de orquídeas: produtos e maneiras de se proceder à adubação de orquídeas cultivadas. Instalações construídas para o cultivo de orquídeas. Tratos gerais das orquídeas. prof. VICTOR HUGO ALVAREZ VENEGAS. Teórica: 4h; Prática: 4h (50 vagas). QUARTA-FEIRA (16/07/08), das 8h às 12h e das 14h às 18h 90- Curso Avançado de Cultivo de Orquídeas Conteúdo: Interpretação de ambientes e ecologia de orquídeas; cruzamentos e noções de genética de orquídeas; semeadura in vitro de sementes de orquídeas usando um método acessível. Pré-requisito: Já tenha feito um curso básico de cultivo de orquídeas. prof. VICTOR HUGO ALVAREZ VENEGAS. Teórica: 4h; Prática: 4h (50 vagas).Todas as opções poderão ser vistas aqui: http://www.semanadofazendeiro.ufv.br/docs/relacaoCursos.pdfOutras informações ...

Plantanto orquídeas 1: cachepô

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Brasilidium praetextum, Cattleya bicolor, Cattleya guttata, Cattleya jenmanii, Ciência Geral, cachepô, café, plantio, raízes, substrato, xaxim
Tenho grande parte das minhas orquídeas plantadas dessa maneira, de Cattleyas a Laelias e principalmente Oncidiuns, que assim plantadas, suas raízes apresentam-se sempre saudáveis, bem como a planta toda de uma maneira geral.Orquídeas não toleram água parada por muito tempo nas raízes.Na sequência de fotos tento mostrar como replantar orquídeas em cachepôs. A muda de Cattleya jenmanii foi plantada em dezembro de 2007 e floresceu em março de 2008.No caso foram utilizados como substrato toquinhos de cafeeiro como preenchimento de boa parte do volume do cachepô, na camada de cima, uma mistura de toquinho de cafeeiro com xaxim desfibrado.Ressalvas Acredito que se utilizasse apenas os toquinhos teria dado o mesmo efeito.A madeira de cafeeiro é muito boa para plantar orquídeas, mas apresenta a desvantagem de ser muito suscetível às brocas no período das chuvas....

Dimorfismo floral e disparo de políneas nas flores da Catasetum fimbriatum

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Catasetum, Catasetum fimbriatum, Ciência Geral, Ciência Geral, auxina, dimorfismo sexual, estresses, etileno, fisiologia, floração, metabolismo
O gênero Catasetum (do grego: cerda/antena para baixo) caracteriza-se pelo dimorfismo sexual que suas flores apresentam em função do ambiente no qual a planta desenvolveu-se até a respectiva floração, embora sejam plantas monóicas (hermafroditas) como todas as outras Orchidaceae.Tal característica veio a trazer muita confusão entre taxonomistas até o início do século passado, que chegaram a descrever em gêneros distintos as plantas que se apresentavam com flores masculinas (com partes femininas atrofiadas) e as plantas que se apresentavam com flores femininas (com partes masculinas atrofiadas), tamanha a diferença entre elas, vejam as fotos abaixo.1. Uma flor masculina, por ângulos diferentes:2. Inflorescência de flores femininas:DUNGS, F & PABST, G.F.J em seu livro Orchidaceae Brasilienses - Band II, nas páginas 354 e 355 apresentam um chave dicotômica para se chegar ao gênero Catasetum, transcrevendo os caminhos percorridos:"1 - Plantas de crescimento simpodial;2a - Políneas nunca lateralmente comprimidas, às vezes há achatamento dorsi-ventral; 3a- Crescimento sempre nitidamente simpodial; 4 - Prefoliação ...

Um habitat de orquídeas no interior de SP- 2

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Campylocentrum, Capanemia micromera, Catasetum, Cerrado, Ciência Geral, Ciência Geral, Ecologia, Leptotes unicolor, Lophiaris pumila, Mata Atlântica, Microlaelia lundii, habitat, interpretação de ambientes
Dando seqüência...Uma coisa na qual havia esquecido de comentar no post anterior, a região está inserida no Domínio da Mata Atlântica, com algumas manchas de Cerrado que tornam-se mais freqüentes a medida que se vai para o oeste.Somada à Cattleya loddigesii existem ao menos outras 15 espécies de orquídeas que pude encontrar, dentre elas a Microlaelia lundii (Rchb.f. & Warm.) Chiron & V.P.Castro, Richardiana 2: 11 (2002), que parece não necessitarem de ambientes muito específicos (vejam a variedade caerulea desta clicando aqui):...

Um habitat de orquídeas no interior de SP - 1

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Cattleya loddigesii, Ciência Geral, Ciência Geral, Ecologia, Leptotes unicolor, Lophiaris pumila, Mata Atlântica, Microlaelia lundii, Pleurothallis sp., Solos, habitat, interpretação de ambientes
Segue uma série de fotos de um habitat de orquídeas localizado ao longo de um afluente do Rio Paranapanema, no Estado de São Paulo.A região tem sua economia baseada no agronegócio, onde se cultiva prinipalmente café, pastagens e, mais recentemente a cana-de-açúcar e a soja.Resumidamente, define-se solo como produto do intemperismo das rochas ao longo do tempo que sofreu influencia dos agentes de clima e dos seres vivos, e na região, nas áreas mais drenadas predominam as classes de solos dos Latossolos e Argissolos, ambos de textura média, que embora de baixa fertilidade natural, sua topografia e e sua textura são bastante favoráveis à agricultura empresarial com alto nível de mecanização e uso de fertilizantes. Textura média refere-se a alta proporção de areia frente aos outras frações granulométricas da fase mineral do solo, a argila e silte, também de maneira resumida.A textura média desses solos se deve pela grande influência do arenito como rocha predominante no lugar, embora tenha algumas manchas com maior influência da rocha basalto (rochas formadas pelo resfriamento da lava vulcânica na superfície da Terra).Este arenito, uma rocha de origem sedimentar, formou-se com a ...

Dicas para construção de orquidários 2

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Ecologia, casas-de-vegetação, habitat, orquidários
Devido a quantidade de questionamentos que surgiram referentes ao post Dicas para construção de orquidários, achei cabível mais um post.A maioria das dúvidas foram referentes à necessidade do plástico e qual o sombrite na cobertura do oquidário.Bem, o plástico é necessário sim, principalmente para não ocorrer prejuízos na época das chuvas devido a severidade das doenças fúngicas (a grosso modo, incidência de doenças diz respeito ao número de focos e, severidade, diz respeito aos tamanhos de cada foco, algumas idéias a mais podem ser tiradas deste e deste artigo, dentre tantos outros).A seguir fotos de algumas plantas de orquídeas em um orquidário não coberto com plástico, após as primeiras chuvas de verão:...

1 ano de Orquidofilia e Orquidologia

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ciência Geral, Orquidofilia, Orquidologia, blog
Hoje faz exatamente um ano desde que o primeiro post, "Dicas para uma adubação mais eficiente para orquídeas" foi publicado no blog Orquidofilia e Orquidologia.Houve tempos de "recessos", em que devido às obrigações não dava para escrever algo, mas mesmo assim, hoje somos Page Rank 3. E o nosso Mapa Mundi / ClustrMaps está mais colorido.De acordo com as estatísticas do Sitemeter, nossa média de entradas diárias é 66. Com um total acumulado de 7294 entradas ano que passou. Quanto às páginas visitadas, média diária de 193, e acumulado de 15593.O outro marcador, web stats counter, diz que a média de acessos diários giram em torno de 300, com um acumulado, até o momento, de 38189 acessos pra cá. Este tem cerca de 6 meses de instalado.Não sei o que acontece com os marcadores.Como meta para este próximo ano, postar mais.Abraços a todos, e obrigado pela visita.

Fotos no outro blog

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, fotos de orquídeas
Finalmente comecei a postar fotos de minhas orquídeas no outro blog, o Orquishop.Passem por lá!Abraços.

Dicas para construção de orquidários

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, casas-de-vegetação, construção de orquidários, orquidários
Dúvidas que acho bastante comuns entre orquidófilos iniciantes diz respeito à construção de um ambiente propício ao cultivo de orquídeas no quintal de suas casas.Considerando a realidade da maioria que é a pouca disponibilidade de espaço, seguem algumas dicas de construção e funcionamento do orquidário, que acredito que irão trazer bastante benefícios.Este modelo de orquidário acima, com telhado de duas águas, é indicado para aqueles com pouco mais de espaço.Notem algumas particularidaes: O canto esquerdo do mesmo está afastado do fluxo de água da calha da residência. No canto esquerdo também, há uma disposição das bancadas em escadinha, de maneira que a insolação no canto da parede seja otimizada, e uma altura máxima de 1,5 m para aquela mais alta facilita os tratos culturais, também neste caso, cada bancada com não mais que 30 cm de espessura evita o amontoamento de plantas, com isso, evita-se também uma série de problemas fitossanitários. A tela de sombreamento, ou sombrite, está a 30 cm acima do plástico, visando-se diminuir o aquecimento no interior do orquidário, evitando-se também que as plantas mais próximas da cobertura queimem pelo calor. No lado direito, contrário à parede, ...

Ácaros e bacteriose em Phalaenopsis

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, CyMV, Phalaenopsis, bacteriose em orquídeas, doenças de Phalaenopsis, doenças de orquídeas, tratos, ácaros em orquídeas
A bacteriose em Phalaenopsis, tem como agente causal mais citado na literatura (ao menos pelo que pude encontrar) a bactéria Pectobacterium carotovora, cujos sintomas de infecção mais comuns são podridão mole (enzimas pectinolíticas liberadas pela Pectobacterium carotovora no tecido interno da planta, mesófilo, degradam pectatos de Ca da lamela média que é o “cimento” que une uma célula vegetal a outra) em folhas e podridão mole em pseudobulbos, essa podridão também é chamada de anasarca (regiões encharcadas e de péssimo odor). Além deste agente, citam-se outras bactérias com o potencial de causarem doença em orquídeas no geral, tais como: Pseudomonas sp., Erwinia carotovora, Erwinia chrysanthemi e Acidovorax avenae patovar cattleyae, mas para que sejam devidamente identificadas faz-se necessário testes bioquímicos mais complexos. Bacterioses em plantas não tem cura, por serem doenças sistêmicas. Assim, o melhor controle se dá pela prevenção. Existem alguns antibióticos de uso agrícola, mas absolutamente desaconselhados, pelo grande risco de contaminação humana e ambiental que seu uso traz consigo. Sabe-se que ao contrário de alguns fungos, as bactérias não penetram ativamente no corpo da planta, pelo fato de não possuírem artefatos biquímicos tais como enzimas que quando liberadas na superfície de uma ...

Orquidofilia e Orquidologia citado no Orchids it

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral
Quero agradecer aos colegas do Orchids it, da Itália, especialmente na pessoa do Massimo Morandin, que gentilmente traduziram e postaram o último post, sobre formigas e touceiras, em seu blog.Eis uma prova que os blogs são importantes ferramentas de divulgação científica em nossa sociedade, e ainda, que são de grande importância para a comunicação entre pessoas de qualquer lugar do mundo com uma determinada afinidade.Recomendo aos leitores deste, que passem por lá pois o mesmo é frequentemente atualizado com posts bastante interessantes. Caso haja algum problema com idiomas pode se utilizar o Translator do Google, dentre outros.Obrigado.Abraços a todos.

Tem touceira porque tem formiga, ou tem formiga porque tem touceira?

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Ciência Geral, Ecologia, Microlaelia lundii, aleloquímico, feromônio, formigas, formigas-planta, habitat, herbivoria, infoquímico, inimigos naturais, mutualismo, nutrição, predador, semioquímico, touceiras
Não raro nas matas encontramos touceiras de orquídeas, bem como de outras plantas como Bromeliaceas, repletas de formigas.Existem uma série de relações ecológicas já conhecidas entre formigas e plantas, muito além da herbivoria relacionada com as saúvas.Por exemplo, o mutualismo, ou protocooperação que caracteriza-se por ambas as espécies, planta e inseto, obterem benefícios com a associação.As plantas estão longe de serem passivas no ambiente que as cercam, seus órgãos comunicam-se bioquimicamente entre si, induzindo a respostas morfo-fisiológicas para sua sobrevivência.Dentre as morfológicas podemos citar a produção de cutículas mais espessas, como barreiras físicas contra os ataques de pragas, bem como estruturas em seus órgãos que servem de abrigo aos predadores de suas pragas, por exemplo, as plantas mirmecófitas, exemplo especial no nosso caso, a orquídea da América Central Myrmecophila tibicinis (Bateman ex Lindl.) Rolfe, Orchid Rev. 25: 51 (1917) , também aqui, com orifícios e câmaras nas bases de seus pseudobulbos, que servem de abrigo para as Formicidaes.E fisiologicamente, sintetizando uma gama enorme, e pouco compreendida, de metabólitos secundários, tais como ...

Abelhas comendo flores (retificado)

Marcus V. Locatelli @ Orquidofilia e Orquidologia Categorias: Cattleya bicolor, Cattleya forbesii, Ciência Geral, Cohniella jonesiana, Coppensia varicosa, abelhas, abelhas-cachorro, controle de pragas, flores comidas, irapuá, polinização, políneas, pragas de orquídeas
As arapuás ou abelhas-cachorro, Trigona spinipes (Fabr.), são importantes pragas agrícolas, especialmente para as lavouras de fruteiras, como as de maracujá, manga, jaca, abacate e banana, seja por se alimentarem de seus tecidos florais, ou outros tão quanto tenros, como também por inibirem os seus respectivos polinizadores, como a outra abelha, a mamangava nas flores do maracujazeiro, por exemplo, trazendo prejuízos aos agricultores.Atacam também as orquídeas, especialmente os tecidos florais e, em menor frequência, outros órgãos mais tenros como gemas e as coifas das raízes.Utilizam-se das substâncias dos tecidos florais não só para se alimentarem, mas também para edificações de ninhos.O controle mais eficiente é o preventivo, destruição dos seus ninhos nas proximidades, embora exista a possibilidade de se controlar quimicamente, em ocasiões que você não tem como destruir o ninho pelo mesmo se encontrar na residência de algum vizinho.Prepara-se iscas açucaradas, por exemplo, as garrafas de beija-flor (que também são repelidos pelas arapuás), e periodicamente ao longo do dia vá-se pulverizando inseticidas na medida em que elas vão ajuntando-se nas iscas. ...