Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

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Ch’fr

Numa homenagem a um colega que consegue evocar “chifre” de maneira impronunciável por alguém que não fale através de um imenso bigode grisalho (vide título para uma aproximação fonética) e continunando meu filão fotográfico de humanos bizarros, apresento aqui dois chineses chifrudos.

Um jovem de 98 anos:

E uma senhorita que acaba de completar 101:

Esses “chifres” são uma deformação causada por uma mutação e são formados por queratina.
Se cabeça fosse dedo, esses chifres seriam unhas.

O do velho chinês eu não sei direito (só vi a foto realmente) mas segundo minhas fontes, o chifre da velhinha só apareceu depois de seu centésimo aniversário.

Ambos são idosos e chineses. Coincidência?
Eu acho que não!

'Muitos anos atrás, eu escolhi seguir outro mestre - o mal.'


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Utilidade pública – trote telefônico

Ontem, começando às cinco e quinze e finalizando às cinco e quarenta da manhã, recebi dezenove ligações do número 9609-9379 de um celular da TIM Paraíba (operadora 41, código de área 83), todas a cobrar e sendo desconectadas (pelo ligador) antes do final do primeiro verso da musiquinha (ou pelo menos as cinco primeiras, que eu cheguei a atender).

E não foi a primeira vez que isso aconteceu. Não lembro o número da outra vez, mas faz uma semana ou duas, foi também de madrugada e foram também umas vinte ligações seguidas.

A utilidade pública alegada aqui vai ser da parte dos meus leitores.
Se algum de vocês souber de quem é esse telefone (0418396099379), eu ficaria grato pela informação.

Novamente, de outra forma para aparecer em buscas: 0-41-83-9609-9379

Caso queiram ligar de qualquer parte do país (a cobrar) para verificar, fiquem à vontade. Qualquer hora do dia ou da noite, tanto faz. Parece que o sujeito acorda muito cedo.

Obrigado.


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Simpatia para não pegar gripe. FUNCIONA MESMO!!

Você tem medo de ficar gripado e não quer tomar a vacina gratuita¹?
Tenho aqui a solução ideal para seu problema.
E você nem precisa sair de casa!

Garantido de funcionar melhor que qualquer vacina!!

Para que a seguinte simpatia funcione é necessário sal, duas galinhas inteiras já mortas e depenadas, um saco de arroz e acesso a um fogão para esquentar água.

Com todos os componentes à mão, corte as galinhas em pedaços pequenos e os coloque dentro de uma panela grande com bastante água e algumas colheres de sal e leve ao fogo por trinta minutos enquanto recita “Ai, se sêsseno mínimo cinco vezes.
Depois disso, adicione o arroz e depois de mais quinze minutos, retire a panela do fogo.

Sem ninguém por perto (isso é muito importante, você deve estar totalmente isolado), repita:

Eu (seu nome), pela força de (sua divindade favorita) e de (segunda favorita para não causar ciúmes) e pensando fortemente em (seus familiares) e também em (seus amigos mais íntimos), me recolho em casa e me afasto da sociedade, reconheço minha fraqueza de espírito (é muito importante ser sincero aqui, do fundo do seu coração) e minha completa ignorância quantos aos fatos da vida pois, sem motivo lógico algum, me recuso a tomar a vacina que pode salvar não só a minha saúde como também a vida de (seus familiares) e de (seus amigos mais íntimos) e faço desta canja e de toda água quanto eu possa ferver minhas únicas fontes de alimentação pelos próximos dois meses no quais permanecerei confinado em (lugar afastado e sem contato com outros seres humanos). Estas palavras têm poder, estas palavras têm poder, estas palavras têm poder.

Repita isso pelo menos oito vezes por dia ou até que você realmente acredite no poder das palavras acima!
Mas saiba que quanto mais cedo você realmente acreditar nelas, maior será seu poder em evitar mortes ao seu redor.

Publique isso em pelo menos cinco lugares diferentes² nos próximos quinze minutos!

Se você leu até aqui e não seguir à risca as indicações acima (ou se vacinar), é possível que você adoeça e deixe outros doentes!


¹Veja o calendário de vacinação


²Nem precisa citar a fonte.


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Uma morte é tragédia. Várias, é estatística.

E todas?

Se você morresse amanhã, acho que posso dizer com certo grau de certeza que isso aruinaria o seu dia.
Permanentemente.

Seria realmente péssimo não acordar no dia seguinte e não assistir ao novo episódio de Gilmore Girls ou perder a noite do chope triplo no clube de futebol society.
Sua presença faria falta a várias pessoas, sem dúvida. Especialmente àquelas a quem você deve dinheiro.
A pequena, minúscula, quase adimensional parte do mundo que gira ao seu redor precisaria ser completamente rearranjada para incluir a lacuna em formato de você que foi deixada para trás.
Realmente, uma tragédia.

Se todos os seus cobradores também morressem amanhã, sua ausência não seria tão notada assim e você, junto com a horda de agiotas que sustentam o seu vício em jogo, seriam apenas um número numa tabela.
Seu Twitter continuaria sendo seguido por várias Britneys independentemente da sua vontade, agora inexistente, e sua tia que mora em outro estado continuaria não recebendo seus cartões de aniversário nem se lembrando da sua existência.
O mundo continuaria normalmente com apenas uma ligeira queda pouco significativa na taxa de juros nominais do mercado informal de empréstimos monetários.

No entanto, se amanhã o mundo implodisse e se tornasse nada além de um ponto infinitesimal de gravidade infinita com sérios problemas para cumprir horários, quem iria se importar que você se foi?
Em primeiro lugar, alguns poucos femtossegundos antes de tudo desaparecer numa nuvenzinha de lógica radiação Hawking, todos teriam problemas bem maiores que o seu. (Na verdade, por um breve intervalo de tempo, o problema de todos seria exatamente o mesmo, mas em momentos de altos níveis de estresse, por mais curtos que sejam, o ego vira prioridade, tende a tomar conta e só se ouve “eu” e “meu problema” dos outros.)

Segundamente, tanto faz. Se não sobrar quem se importe com você, nem estatística você se torna.
Seu programa de TV favorito seria imediatamente cancelado junto com a assinatura da sua vida.

Portanto, relaxem. Se o LHC realmente evaporar o planeta, ninguém vai ficar sabendo.
Faz muito mais sentido se preocupar com seus parentes e amigos e tomar a vacina contra a gripe para protegê-los contra a letalidade dos efeitos estatísticos.


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Consumerismo felino

Gata prefere Skol

Sonho de consumo?

Eu prefiro Cristal, mas cada um com sua preferência.


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Ainda trabalhando uma hora dessas?

As tardes de sextas-feiras são as piores…

…para quem ainda está trabalhando.


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Cactos

Meu hobby é jardinagem.
Pronto, já disse.

Com isso já fora do caminho (e precisando preencher um buraco nas postagens), mostro aqui os frutos dos muito minutos por semana que gasto com o prazeroso exercício de mexer com terra.
Bem pouca terra, porque eu moro num apartamento e o parapeito da minha janela é meio estreito.
E como eu só ando descalço em casa e detesto pisar em areia, evito o esforço adicional de varrer ficando o mais longe possível do meu passatempo.

Outra coisa que eu não gosto é ter que juntar uma ruma de planta morta e jogar fora.

Depois de viver num constante dilema por vários anos, descobri que poderia preencher todos os requisitos acima cultivando cactos (e algumas plantas denominadas “suculentas”).
Pouco tempo depois tomei gosto pelas tais plantas principalmente pela sua baixa manutenção (como gatos cloroplastosos com a vantagem adicional de não precisarem tanto assim de água) e pela variedade de tipos.

Como não pretendo me aprofundar tanto numa coisa que faço só quando lembro, quando estou desocupado e perto da janela, não sei os nomes de todos os tipos que possuo, mas coleciono vários (de memória acho que uns dez ou doze tipos pois não vou me dar ao trabalho de ir olhar por estar ocupado e afastado do supracitado parapeito).

Sem mais lenga-lenga (que acredito ser o nome de uma das espécies que tenho aqui), aqui vão algumas fotos dos arranjos mais bonitinhos que mantenho em casa.

Eu me refiro a esse tipo de arranjo com muitas espécies diferentes no mesmo jarro por “coquetel”.

cactolândia

Clique na imagem para ver o arranjo por outro ângulo

Algum dos meus extraordinários leitores sabe dizer os nomes das espécies de todos esses aí em cima?
Não que eu me importe muito, mas é sempre bom um conhecimentozinho a mais.

Esse de baixo eu chamo de “palma”, mas é um termo mais genérico, como “mandacaru”:

O vaso fui eu que fiz!

Palmas!

Eles crescem bem mais do que isso até formar um caule bem longo, seco e marrom, parecendo muito com um tronco em miniatura, a não ser pelos inúmeros espinhos ao seu redor.
Como tinha muitos e eles estavam ficando grandes demais (e eu estava com preguiça de disseminar mais), resolvi deixar um vaso só para eles.

Outro arranjo que ficou bonito pessoalmente (3D) mas que…

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Diário de um calouro

Como toda atividade planejada de um calouro universitário, meus relatos diários das aulas não devem durar mais além desta entrada.
Aliás, o normal seria abandonar o projeto ontem mesmo, pouco depois de começar, mas atendendo a pedidos, vejam como foi meu segundo dia de aula.

———
Não espalhem, mas o único professor no qual eu vi algum futuro até agora é um físico teórico que ensina “fundamentos da matemática”.
Ontem ele abriu a aula introduzindo o conceito de sistema de coordenadas bidimensional e tridimensional.

Durante o primeiro, todo mundo entendeu como localizar X e Y e ele falou com certa desenvoltura e até um tanto rápido usando a velha cruzinha de segmentos de retas que deveriam ser infinitas, mas como a UFRN não tem orçamento para tanto, precisamos improvisar e nos contentar com dois traços ligeiramente retos se cruzando num ângulo de 90°.

Um observador externo hipotético perceberia facilmente a introdução do eixo Z ao notar uma diminuição brusca na velocidade dos acontecimentos.
A mudança de slide para a representação de um plano tridimensional foi como o acionar de um interruptor que encheu o local com mel de engenho. Especialmente a parte da sala ocupada pelas muitas mentes ali presentes.

Não houve transição; num instante tudo estava normal, no instante seguinte tudo, incluindo a voz do professor e a velocidade de resposta dos alunos, ficou bem mais lento.
O que antes era “onde se encontra o ponto (3,2)” passou a soar (usando uma representação gráfica livre) como “quando o eixo Z for diferente de zero, p a s s a m o s… a… t e r… u m a… n o v a… c o o r d e n a d a….” e por aí vai.

Z = 0, fluidez e desenvoltura, como correr em campo aberto.
Z ≠ 0, lerdeza e morosidade mental, como tentar pedalar uma bicicleta enferrujada. Ladeira acima.
Contra o vento.

A segunda aula foi ministrada por Aríete (eu estou sendo propositalmente malicioso porque já havia se passado uma hora e meia de aula e nenhuma cantina em todo o campus tinha sequer um pastel de saudade para abrandar o fogo da minha fúria. Filas sim, havia aos montes) e foi, até agora, a pior de todas.
Não pela matéria (química tecnológica), que ela não chegou a dar, mas pelos trejeitos arquétipos de professor de…

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Soft SuSy Breaking – a música

Em mais uma das minhas aventuras musicais de alto teor científico, eu conto (em inglês, infelizmente) a história de Susi Suave, uma simpática Supersimetria que não gosta de causar divergências ultravioletas mas sente certo prazer em quebrar supergravidades e espera pacientemente por um par de Hamiltônios, seus potenciais parceiros.

Tive muito esmero com a gravação e passei muitas horas na mixagem me certificando de que a música seja horrível quando tocada em pouco volume.
Portanto, me façam um favor e a ouçam ALTO!


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Meu primeiro dia de aula (pela oitava ou nona vez)

Acabo de chegar (escrevo de noite, publico de manhã) da minha primeira aula do curso de Bacharelado em Ciências e Tecnologia que aparentemente é um curso experimental, já que nenhuma pessoa em toda a UFRN sabe dizer do que se trata ou, mais abrangentemente, dar qualquer informação que seja sobre o curso ou onde ele está sendo ministrado (um prédio que deveria ter sido finalizado no começo de 2009 está sendo construído sem prazo de entrega exclusivamente para aquele propósito).

Depois de andar por cinco setores, pela reitoria e pelas secretarias de vários cursos, todos devidamente abandonados (particularmente as salas com “informações” e “atendimento” escrito nas portas), consigo uma alma caridosa que me leva a um local secreto onde consigo dois números de telefone. Um deles não existia e o outro não respondeu nas primeiras sete tentativas.
Mas como eu sou muito insistente e queria muito assistir às aulas (ainda não consegui identificar um motivo razoável para isso), consegui que me atendessem.
Infelizmente o segundo número era da coordenação de outro curso.

Mas a senhorita que atendeu foi gentil o bastante para me dizer onde as aulas deveriam estar acontecendo.
E lá eu fui, já bastante atrasado para a primeira aula. Que não houve.

Como eu estava atrasado para a primeira aula mas duas horas e meia adiantado para a segunda, fui para a festa de abertura das aulas que estava acontecendo no anfiteatro.
Na verdade, eu deveria me referir ao evento como “festa”, entre aspas. Bastante aspas. Não há aspas que cheguem.

O que vi pode ser condensado em duas palavras: charanga e camisetas.
Havia algumas poucas pessoas ao redor de um resto de banda de frevo que provavelmente se perdeu na saída da cidade (onde fica a universidade) e foi perambulando e tocando até a praça do campus.
Outra parte dos presentes, consideravelmente maior, contando com algumas várias dezenas eu diria, estava ao redor de uma banca improvisada onde estavam sendo distribuídas as camisetas dos calouros. P, M e G.
Após pegar a minha (que não coube), escutei duas marchinhas e preferi voltar ao local das aulas e esperar lá mesmo, no silêncio.

Assim que cheguei, fui recebido com a seguinte declaração de um veterano (da turma original, que entrou ano passado, o que apenas reforça minha ideia do curso ser experimental):

Sempre que vejo uma mulher, me matriculo

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