(AC) Ensinem-me, por favor

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, nuno crato, processo educativo
[Aprendizagem pela descoberta vs instrução directa]Nas últimas semanas, tive de ir algumas vezes a uma rua esconsa do Bairro Alto. Na primeira vez que atravessei a pé o emaranhado de ruas, fiz vários erros. Fui tacteando, e só após algumas voltas dei com o lugar. Da segunda, mal confiado na minha experiência e na minha intuição de lisboeta, voltei a errar e só dei com o sítio após várias tentativas inúteis. À terceira, explicaram-me o caminho das pedras: à esquerda aqui e à direita ali. Não voltei a enganar-me.As minhas primeiras voltas constituíram uma aprendizagem pela descoberta. Não foram muito eficazes. No final, por instrução directa, memorizei um caminho óptimo e não voltei a falhar. Talvez, se tivesse continuado a procurar às apalpadelas, tivesse conseguido encontrar esse caminho óptimo. Mas o processo teria sido muito ineficiente.Lembrei-me das minhas deambulações pelo Bairro Alto ao ler um artigo científico acabado de sair na revista 'Cognitive Development' (nº 23, págs. 488-511). Os investigadores que assinam o trabalho, Mari Strand-Cary e David Klahr, do Departamento de Psicologia da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, comparam a eficácia de dois processos de aprendizagem que ...

NOTÍCIAS

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, Notícias
Sempre que esbarrar com as mais curiosas, publico-as de imediato nesta separata. Procurarei condensá-las o mais possível e indicar a sua fonte. Assim, além dos textos publicados no início de cada mês, esta revista será actualizada mais frequentemente aqui neste espaço.____________________________________________Segundo a PSP, durante 2007/2008, existiram 50 casos de “agressões graves” em que a vitima teve de recorrer a tratamento hospitalar.DN (27-12-2008)____________________________________________“13 professores, que dizem representar 'centenas', apresentaram uma moção em defesa desta avaliação”. Armandina Soares, PCE da EB 2,3 Vialonga, é um dos rostos.Expresso on-line (25-12-2008)_____________________________________________Depois de se realizar a maior manifestação de sempre (120.000) e a maior greve de professores (95%) a FENPROF avança com estes resultados: “ (…) Em apenas uma semana, PROFESSORES realizam o maior abaixo-assinado de sempre! Hoje, ao fim da manhã, era já possível afirmar que a assinatura do Manifesto pela suspensão da avaliação do desempenho do Ministério da Educação e pela revisão do ECD se transformaria na maior subscrição alguma vez alcançada num abaixo-assinado de uma só classe profissional, em Portugal. Estabelecida, à partida, a meta de 60.001 assinaturas, às 12H00 estavam já contabilizadas mais de 65.000 assinaturas (…)”.FENPRF on-line (22-12-2008)_____________________________________________

(AO) Alguns erros na avaliação de desempenho docente

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, avaliação desempenho docente, luis ricardo
Uma reflexão sobre os factosApesar de se vislumbrarem análises, aparentemente válidas e sábias, onde podemos prever que o modelo em discussão de avaliação de desempenho docente (Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro) não contribui para o desenvolvimento da carreira ou que não traz vantagens para a aprendizagem dos alunos (dito desta maneira, não passam de palavras sem qualquer fundamento), nunca, mas nunca mesmo, o poderíamos provar uma vez que qualquer resultado se poderia atribuir a outro qualquer factor dos milhentos existentes.Para complementar os textos que escrevi anteriormente (ver http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2008/03/ao-avaliao-de-desempenho-docente.html e http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2008/02/ao-aulas-assistidas-est-aberta-poca-do.html ) apresento a seguir alguns pontos factuais que em nada abonam este modelo (tenho a certeza que os seus mentores também concordarão). De acrescentar que sou um professor dentro deste turbilhão e que “isto” não se trata de nenhuma investigação onde a proximidade ao objecto de estudo poderia alterar a lucidez necessária (o que se poderá considerar, quando muito, é rotularem-me de agente). Já agora confesso uma coisa: não consigo ouvir seja quem for a falar dos problemas do professor se não estiver envolvido neles (“atrevem-se” até a indicar as razões desta ou daquela medida e apresentar soluções com uma firmeza ...

(AO) A avaliação

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, avaliação desempenho docente, josé ricardo
Uma critica às contradições de uns e de outrosO processo de avaliação dos professores encontra-se numa grande confusão, em que todos os protagonistas - ministério, sindicatos e professores - tentam, de algum modo, salvar a face. A ministra, que até aqui parecia um muro de betão armado, começa a dar sinais de evidente recuo, ao aligeirar, desarranjadamente, aquilo que apresentou como um projecto final. Acontece que as alterações propostas implicam, neste momento, uma confusão acrescida, em que o que era obrigatório antes, se tornou agora alternável, assim como varia - e de que maneira - o grau de importância de certos procedimentos. Ora, tudo isto nos faz reflectir sobre a efectiva capacidade da gente que gravita nos corredores do ministério da educação. A mim, pessoalmente, nunca me enganaram, ao contrário do que se passou com a maioria dos comentadores políticos da nossa praça, que sempre vislumbraram em Maria Lurdes Rodrigues uma espécie de D. Sebastião de saias. Alguns ainda resistem no panegírico. Mas estou em crer que esse (apesar de tudo) parco clima laudatório que ainda subsiste tem mais a ver com o desconhecimento do processo educativo. O regozijo com que a Ministra e Secretários de Estado se ...

(AO) Analfabeto? Eu!? (2)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, luis ricardo, reconhecimento e validação de competências
Continuação da colagem à politica educativa no que respeita ao reconhecimento e validação de competências Tenho recebido vários mail´s com “piadolas” relativamente à facilidade com que se obtém actualmente uma acreditação académica. Ora bem! Comecemos pelos cursos superiores. “Lá fora” também são de 3 anos. Porque razão chegará para “eles” e não chega para nós? Não nos esqueçamos que antes dos 3 anos existem 12 anos de escolaridade perfazendo um total de 15 anos de estudos para se obter uma acreditação superior. Sabemos que há 30 anos (e mais) não seria preciso tanto tempo para se ser “senhor doutor” com a pompa e ostentação que, felizmente, já não existe.Prosseguindo: parece-me que qualquer cidadão que prove possuir as competências dum determinado currículo lhe deve ser passado, sem qualquer tipo de receio, a correspondente certificação académica mesmo sem frequência de aulas. Todos conhecemos pessoas com uma cultura invejável (sobretudo as mais velhas com uma grande experiência profissional) e que, por razões de vária ordem, não tiveram a frequência escolar correspondente. E todos conhecemos pessoas que tiveram uma regular frequência escolar e pouco demonstram saber (sobretudo os mais novos). Seria uma injustiça as primeiras serem obrigadas a percorrer todos ...

NOTÍCIAS

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, Notícias
Sempre que esbarrar com as mais curiosas, publico-as de imediato nesta separata. Procurarei condensá-las o mais possível e indicar a sua fonte. Assim, além dos textos publicados no início de cada mês, esta revista será actualizada mais frequentemente aqui neste espaço._____________________________________________No programa da RTP1 da jornalista Judite de Sousa a Ministra da Educação disse claramente que “O modelo [de avaliação de desempenho docente] continha erros técnicos (…) as escolas não estavam preparadas para os implementar (…) agora está simplificado”.RTP1 (20-11-2008)_____________________________________________“Manuela Ferreira Leite disse esta terça-feira que mais vale suspender por uns meses a democracia para se poder fazer todas as reformas necessárias e só depois, então, repô-la”.JN on-line (19-11-2008)_____________________________________________“Foi só para fotografia. Em dia de visita do primeiro-ministro para as inaugurações dos centros escolares de Freixo e Refoios, no concelho de Ponte de Lima, 260 alunos foram expostos nas salas de aula, sentados à frente daquele que seria o seu computador 'Magalhães'. Só que, logo após as cerimónias da passada quarta-feira, os pequenos portáteis foram recolhidos e encaixotados”.CM on-line (18-11-2008)_____________________________________________

(AC) Analfabeto? Eu!? (1)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, luis ricardo, reconhecimento e validação de competências
Uma colagem à politica educativa no que respeita ao reconhecimento e validação de competências Este texto pretende provocar uma reflexão em torno da alfabetização no que concerne às suas transformações conceptuais e à sua relação com a necessidade, e importância, de se acreditarem os conhecimentos adquiridos na chamada educação informal. Centrar-me-ei numa visão global e nas vantagens que a sociedade obtém com um paradigma educacional aberto e promocional para todos. Abordarei, assim, os conceitos relacionados e a correspondente delimitação. Seguidamente tentarei falar das suas vantagens.Considerando-se o conceito tradicional de analfabeto como aquele que não sabe ler nem escrever numa idade superior a 10 anos (é de todo necessário uma delimitação, caso contrário poderão acontecer resultados enviesados como no caso dos censos da Finlândia há dois séculos onde apresentaram, admiravelmente, 98% de alfabetizados) e considerando-se que, com toda a certeza, cada vez existem menos, pois, situam-se sobretudo numa idade avançada e actualmente poucos são os que não frequentam o 1º ciclo, importa então avançar com uns conceitos mais actuais: analfabetismo funcional ou iliteracia. Um iletrado poder-se-á considerar todo aquele que não é capaz de utilizar as habilidades necessárias no dia-a-dia. Podemos então dizer que o rótulo de iletrado ...

(AC) Um pouco de “eduquês”

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, investigação educacional, luis ricardo
Um glossário dos termos mais usados nas ciências da educação e na investigação educacionalNotei neste meu percurso pelos caminhos das ciências da educação que existem muitos termos que não são entendidos da mesma forma por todos. Assim, para de algum modo tentar ajudar a clarificar alguns, decidi elaborar a tabela seguinte. Convém no entanto ler primeiro o texto em http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2007/10/objecto-objectos-objectivos-metodologia.html . Bibliografia referenciada· CARMO, Hermano; FERREIRA, Manuela M. - Metodologia da Investigação - Guia para Auto-aprendizagem. Lisboa: Universidade Aberta, 1998· CUNHA, Miguel P.; REGO, Arménio – Liderar. Lisboa: Dom Quixote, 2005· NÓVOA, António (org.) – Profissão Professores. Porto: Porto Editora, 1991· SECO, Graça M. S. Batista – A Satisfação dos Professores – Teorias, Modelos e Evidências. Porto: Edições Asa, 2002· TEIXEIRA, Manuela – O Professor e a Escola – Perspectivas Organizacionais. Amadora: McGraw-Hill, 1995· VIEIRA, Ricardo – Ser Igual, Ser Diferente – Encruzilhadas da Identidade. Porto: Profedições, 1998Luís Filipe Firmino Ricardo (2008)

NOTÍCIAS

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, Notícias
Sempre que esbarrar com as mais curiosas, publico-as de imediato nesta separata. Procurarei condensá-las o mais possível e indicar a sua fonte. Assim, além dos textos publicados no início de cada mês, esta revista será actualizada mais frequentemente aqui neste espaço._____________________________________________“Cerca de três centenas de manifestantes, entre alunos e professores, obrigaram esta tarde a Ministra da Educação a abandonar a cidade de Fafe, sem cumprir o evento que tinha programado. Com palavras de ordem e ovos, os protestantes nem deixaram a ministra pôr o pé fora do carro. Maria de Lurdes Rodrigues tinha programada a presença na entrega de diplomas a mais formandos do Centro de Novas Oportunidades da Escola Profissional de Fafe. À chegada ao Estúdio Fénix, local marcado para a sessão, Maria de Lurdes Rodrigues deparou-se com a manifestação. Os alunos aproximaram-se rapidamente da viatura oficial, alguns atirando ovos, e a ministra nem chegou a sair do carro. Após uma curta conversa circunstancial com o presidente da Câmara Municipal o carro da governante arrancou a grande velocidade em direcção à auto-estrada. Na sua frente seguiu o carro que transportava Margarida Moreira, directora da Direcção Regional de Educação do Norte. Sujeito à ira dos alunos esteve ...

(AO) As listas, os protestos, as coerências, as manifestações, as revoltas, as razões, as cedências, as adaptações, os ordenados, as carreiras, as

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, listas para o conselho geral, luis ricardo
reformas, os medos, os poderes, as obrigações,… e os professores.Uma critica à facilidade com que os professores esquecem as razões das suas lutasEscolas com listas para o Conselho Geral tal com a ministra planeou. Talvez não tivesse previsto que existiriam tantas com mais do que uma.Eram mais de 100.000 professores em Lisboa, ou seja, quase todos. Manifestavam-se contra quê? Quais seriam as suas motivações? Será que estavam a brincar às guerras? Será que gostam de se manifestar, de contestar, seja porque motivo for? A conclusão é notória: as listas estão cheias dos que andaram por lá com uma alegria inexplicável ao jeito de um carnaval, a protestar, a favor ou contra sei lá do quê. Vamos ver, ainda, se os avaliadores dos professores, os tais que andaram a abanar bandeirinhas, não se empolgarão e no deslumbramento desse estatuto não prejudicarão os seus colegas das lutas. Estes últimos, com toda a certeza, possuidores de cursos académicos vocacionados para a profissão com carradas de disciplinas pedagógicas que os primeiros não tiveram. Quem terá moral para dizer a um desses que não serve para a profissão atribuindo-lhe uma má classificação depois de ter sido acreditado por uma escola ...

(AO) Ensinar e Aprender

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, ensinar e aprender, josé matias
Uma reflexão sobre os dois conceitosEnsinar e aprender são duas actividades distintas. Pode-se ensinar sem que alguém aprenda o que quer que seja e pode-se aprender sem que haja alguém a ensinar.Na sala de aula, temos o professor que, supostamente, deve ensinar os alunos e temos os alunos que, supostamente, devem aprender aquilo que o professor pretende ensinar. No entanto, a realidade tem mostrado que, em muitas turmas, mais de 50% dos alunos não aprendem os mínimos que supostamente deveriam aprender.Evidentemente que as causas para este insucesso são diversificadas, como sabemos. O nosso objectivo, neste texto, não é o de dissecar as múltiplas causas do insucesso escolar do aluno, mas apenas o de pôr em confronto estes dois conceitos, estas duas actividades que são: ensinar e aprender.Suponhamos então que os alunos da nossa turma são atentos, são disciplinados e gostam de aprender. Continuamos a dizer que, mesmo nestas circunstâncias, ensinar e aprender são duas realidades de tal maneira distintas que podem conduzir ao insucesso da turma.Por que razão (ou razões), então, aquilo que se ensina não é aprendido?Na verdade, há variadíssimas razões para o facto, as quais podem conduzir a um insucesso ...

NOTÍCIAS

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, Notícias
Sempre que esbarrar com as mais curiosas, publico-as de imediato nesta separata. Procurarei condensá-las o mais possível e indicar a sua fonte. Assim, além dos textos publicados no início de cada mês, esta revista será actualizada mais frequentemente aqui neste espaço._____________________________________________“Demerval Saviani o mais conhecido pedagogo marxista brasileiro, defende em entrevista à Rubra, que o professor assuma como tarefa principal a de ensinar os alunos, deitando para o lixo as falsas teorias «da inclusão», que só servem para nivelar por baixo. Contra a pedagogia autoritária mas também contra as teorias dominantes na esquerda, que vêm dos anos 70, e que na verdade só servem para justificar a manutenção do statu quo. A escola não é um «lar», um prolongamento da família, mas sim um espaço onde os nossos filhos se preparam cientificamente, onde aprendem a conhecer o que de melhor no campo da ciência, da arte, da cultura a humanidade produziu. Há muito para aprender a sério. Ao professor deve ser devolvida a sua função: ensinar”.Revista Rubra nº 3 (Outubro-2008)_____________________________________________5000 docentes já pediram a reforma antecipada só este ano lectivo.TSF (Notícias das 17h00m 13-Outubro-2008)_____________________________________________“Um em cada três dos 500 inquiridos [professores] ...

(AC) Abstenho-me! (2)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, abstenho-me, luis ricardo
Continuação do contributo para o esclarecimento de alguns procedimentos administrativos a ter nas assembleias da escolaNo seguimento do texto anterior com o mesmo tema (ver http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2008_08_01_archive.html ), apresento em baixo uma tabela resumo com alguns órgãos existentes nas escolas e a sua caracterização.O conhecimento das regras de funcionamento dos órgãos colegiais é de extrema importância para que possamos participar de uma forma coerente e compreender toda a problemática da organização escolar. Estas, estão bem definidas no CPA e dizem respeito:· à composição do órgão (CPA, art.º 14);· às reuniões (CPA, art.º 16 e art.º 17);· à marcação e convocação das reuniões (CPA, art.º 17 e art.º 21);· à ordem do dia (CPA, art.º 18 e art.º 19);· às formas de votação (CPA, art.º 24);· ao quórum de reunião (CPA, art.º 22);· à formação de maiorias (CPA, art.º 25);· ao voto de qualidade (CPA, art.º 26).Nestes pontos saliento o facto de qualquer membro poder apresentar uma alteração à ordem de trabalhos, de poder votar vencido desresponsabilizando-se dessa tomada de decisão e das consequências que possam daí advir e, ainda, do presidente não ...

(AC) A evolução da administração escolar no Portugal democrático (2)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, evolução da administração, luis ricardo
Uma comparação de competências e poderes no que respeita ao Conselho Directivo (CD), Director de Escola (DE), Conselho Executivo (CE) e Director (D)Luis Filipe Firmino Ricardo (2008)

NOTÍCIAS

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, Notícias
Sempre que esbarrar com as mais curiosas, publico-as de imediato nesta separata. Procurarei condensá-las o mais possível e indicar a sua fonte. Assim, além dos textos publicados no início de cada mês, esta revista será actualizada mais frequentemente aqui neste espaço._______________________________________“Ente 100 a 150 mil alunos com NEE estão sem apoio” (Miranda Correia, Coordenador de Educação Especial da Universidade do Minho); “Desminto em absoluto que mais de 100 mil crianças estejam sem apoio” (Valter Lemos, Secretário de Estado da Educação); “O Ministério tem todos os alunos sinalizados (…) e quantificou-os em 55 mil” (Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação). Pode deduzir-se destas três citações retiradas do Jornal Metro que, pelo menos, 55 mil alunos estão sem apoio.Metro (11-Setembro-2008)_______________________________________“Portugal é o país da EU que menos tempo dedica à Matemática e à sua língua”. O último ano lectivo teve o número mais baixo de chumbos em dez anos”. “Percentagem de adultos com o ensino secundário é a mais baixa da OCDE”. “Quatro mil adultos já conseguiram o 12º ano” com o Programa Novas Oportunidades. Salários dos professores ao nível dos mais ricos da OCDE “sobretudo entre aqueles que estão no topo da carreira ...

(AC) Abstenho-me! (1)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, abstenho-me, luis ricardo
Um contributo para o esclarecimento de alguns procedimentos administrativos a ter nas assembleias da escolaNo final de uma RGP convocada pela PCE (2007/2008), e por iniciativa de alguns colegas, formou-se um ajuntamento de professores configurando aparentemente outra RGP. De seguida colocou-se à votação, dos que ali permanecerem, uma proposta para apresentar ao CE. Uma colega reparando que alguns se abstinham dizia-nos, muito catedraticamente (sem ofensa colega), que não são permitidas abstenções. Numa outra reunião de Departamento Curricular (no mesmo ano), quando outra colega se absteve numa votação onde se escolhia entre um “sim” ou um “não” para alteração de um documento interno, surgiram logo várias vozes a dizer que não eram permitidas abstenções: “aqui não são permitidas abstenções”, “nas votações de sim ou não, não são permitidas abstenções”, “já dou aulas há muito tempo e sempre foi assim”, “está no CPA”… Estes foram os argumentos apresentados quando eu disse que não entendia as razões da proibição desse direito. Só me restava uma coisa: ficar caladinho (eram muitos).Ora bem! Esses momentos impeliram-me para apresentar este texto no sentido de contribuir para uma melhor clarificação de alguns procedimentos administrativos a ter nos órgãos da escola. ...

(AO) Escolas eficazes (6)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, escolas eficazes, luis ricardo
Mais um contributo para a discussãoComo prometido, cá estou eu de novo. Continuemos, então:(a) Um fim às reuniões com carácter obrigatório (ver http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2007/10/reunies-reunies-reunies.html e http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2007/10/participar-ou-fazer-parte.html ). Porquê castigar um professor com marcação de falta a uma qualquer reunião (não prevista) às 18h30 numa qualquer segunda-feira se esse professor vive a 50 km da sua Escola e se, depois, esse mesmo professor, dá seguimento às acções para as quais a reunião estava destinada? Será que se lembram que são os professores mais mal pagos que vivem mais longe da Escola? Será que se lembram que os professores que vivem mais longe da Escola são os que têm filhos mais pequenos? Será que se lembram que os professores têm de certeza compromissos com os seus filhos pequenos? Será que se lembram que já não existem aldeias? Então, também por estas, as reuniões só têm sentido se forem estritamente necessárias. Muitas vezes as informações podem ser passadas através de um simples mail. Mas, quando realizadas, o seu animador/presidente deve seguir a ordem de trabalhos e não ultrapassar o tempo previsto bem como promover a pontualidade. Parece-me que a pontualidade é muito mais importante do que a saída ...

NOTÍCIAS

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, Notícias
Sempre que esbarrar com as mais curiosas, publico-as de imediato nesta separata. Procurarei condensá-las o mais possível e indicar a sua fonte. Assim, além dos textos publicados no início de cada mês, esta revista será actualizada mais frequentemente aqui neste espaço._____________________________________________Jaime Carvalho e Silva, secretário-geral da Comissão Internacional de Instrução Matemática (ICMI – instituição que se dedica ao melhoramento do ensino da disciplina), diz que as “críticas aos exames são primitivas”, acrescentando que os críticos têm de aprofundar as suas reflexões e, para serem mais precisos, têm de conhecer os dados que não são públicos.JN (31-Julho-2008)_____________________________________________O aluno de cada escola que obtiver melhor média receberá um prémio de 500 euros já a partir de 2008/2009.JN (30-Julho-2008)_____________________________________________Uma professora correctora foi assaltada. Roubaram-lhe as provas de exame que iria corrigir. Conclusão: 20 alunos da Maia vão ter de repetir o exame durante Agosto.JN (29-Julho-2008)_____________________________________________“Os alunos do 2º ciclo do ensino básico deverão ter menos professores por turma (…)”. O ME refere que estas directrizes já estavam previstas na LBSE (1986) e que nunca foram aplicadas. O objectivo é diminuir o “choque” que os alunos encontram na transição do 1º ciclo ...

(AO) Minha querida escola pública

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, democracia escolas, luis ricardo
Uma critica às incompreensíveis taxas que se cobram nas escolas públicas O professor Ricardo Vieira, meu estimado orientador na dissertação de mestrado, costumava citar Bourdieu. Numa dessas referências, aliás registada num dos seus livros, fixei esta: “falando de mim mesmo falo dos outros por procuração”. Começo por narrar, então, vários factos que me parecem não ser próprios de um serviço público que se diz e pretende gratuito. E o meu protesto sobe de tom quando me lembro dos impostos que o estado me obriga a pagar, com um rigor centesimal, dando ideia de uma seriedade intocável vinda de uns políticos onde a contenção de despesa dos próprios, notoriamente, nunca foram os seus pontos fortes. No entanto, e depois de ler a notícia referida em baixo (felizmente surgiu antes de publicar este meu texto), parece que essas directrizes não partem deles mas sim, imagine-se, dos professores que, por sua iniciativa, inventam receitas à custa da violação do princípio do acesso gratuito à educação.Assim, apresentaram-me umas “taxas” na Escola pública da minha educanda (4º ano ensino básico, no 3º foi igual, no 2º idem e no 1º não me lembro) as quais fui “obrigado” a pagar. Enfim, para ...

(AO) Escolas eficazes (5)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, escolas eficazes, luis ricardo
Continuação da minha visão Na continuação do texto anterior (ver http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2008/06/ao-escolas-eficazes-4.html ) e contrariando o Professor António Teodoro (em “Professores, para quê? Mudanças e Desafios na Profissão Docente”. Porto: Profedições 2006, p. 45) quando afirma que os qualificados em ciências da educação não produzem “novos paradigmas de pensamento”, arrisco a dizer o seguinte para que uma Escola possa ser eficaz:(a) O mesmo autor (idem), baseado em Durkheim, refere que a escola tem duas funções básicas: a acreditação e a socialização. Não podia estar mais de acordo. Deste modo seria de todo interessante que as avaliações resultassem em duas classificações distintas referentes a essas duas vertentes. Agora notamos que a classificação de um aluno reparte-se pelos itens cientifico e comportamental mas ficamos sem saber qual o mais preponderante ou qual o peso de cada um deles. Pode ser útil saber se o aluno é cientificamente capaz mesmo não tendo um relacionamento interpessoal satisfatório ou, ser igualmente importante, conhecer o contrário.(b) Tolerância perto de zero para a indisciplina, sem as medidas correctivas/sancionatórias chamadas cívicas como por exemplo limpeza de bares dando azo a uma alegria geral de quem os observa e dos próprios castigados. Penso que ...

(AC) A evolução da administração escolar no Portugal democrático (1)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, evolução da administração, luis ricardo
Uma comparação de competências e poderes no que respeita ao Conselho de Escola (CEsc.), Assembleia de Escola (AE) e Conselho Geral (CG)Luis Filipe Firmino Ricardo (2008)

NOTÍCIAS

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, Notícias
Sempre que esbarrar com as mais curiosas, publico-as de imediato nesta separata. Procurarei condensá-las o mais possível e indicar a sua fonte. Assim, além dos textos publicados no início de cada mês, esta revista será actualizada mais frequentemente aqui neste espaço._____________________________________________“Um estudo feito pelo Sindicato de Professores da Grande Lisboa (SPGL) concluiu que 93% dos monitores das actividades de Enriquecimento Curricular ganham por recibo verde, apesar de terem horário e programa pedagógico definido”.JN (15-07-2008)_____________________________________________“Na China, na África do Sul ou na Namíbia e, pasme-se, aqui mesmo ao lado, em Espanha, o português está em expansão. Em Espanha, em 20 anos, passou-se de 100 alunos para mais de 10 mil. Desses, 72% são espanhóis... “www.alea.pt (15-07-2008)_____________________________________________“Portugal é dos piores no abandono escolar. No ano lectivo de 2006/2007, 19,9% dos alunos inscritos no10º ano chumbaram ou saíram da escola. No 11º foram 15,9%”. O JN acrescenta que a taxa de retenção e de desistência no 12º ano é de 36,7%. Somos dos piores na Europa nos “chumbos” e no abandono escolar.JN (10-07-08)_____________________________________________A FENEI (Federação Nacional de Ensino e Investigação), o SINDEP (Sindicato Nacional Democrático dos Professores) e a ANMP (Associação ...

(AC) Avaliação institucional (1)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, avaliação institucional, isilda silva
Formas básicas de avaliaçãoA aventura da espécie humana deve-se em grande parte, à sua extraordinária capacidade de avaliação das situações, fazendo uso não só dos seus primitivos instintos de sobrevivência, mas também de outros equipamentos neurais ligados ao sistema límbico e neocortex. É neste sentido que interpreto a afirmação de Barbier (1999) quando este refere o carácter omnipresente da avaliação no campo da acção humana. Embora não constitua objectivo deste trabalho, seria interessante equacionar a capacidade avaliativa que o ser humano tem a nível das emoções (Goleman, 1995; Damásio, 1999, 2003) e o papel que desempenha sua formação como sapiens sapiens.Com efeito, o homem, na sua relação com o universo das pessoas, coisas, situações, procura situar–se, compreender, optar, porque esta não é uma relação de indiferença (Morin, 1995). E é dessa relação que surge o mundo, uma construção interactiva e em permanente mudança que o homem frequentemente equaciona e interpela com o objectivo de melhor compreender a informação que pauta a sua existência; procura assim organizar o mundo, transformar a informação em conhecimento, a quantidade em qualidade; a riqueza e coerência deste (s) mundo (s) depende do processo avaliativo que lhe subjaz e essa coerência permitir-lhe-á ...

(AO) Escolas eficazes (4)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, escolas eficazes, luis ricardo
A minha visão Os textos que se seguem neste âmbito (escolas eficazes) são o resultado das minhas observações na Escola durante ±20 anos de ensino. Todos observamos e todos temos ideias. Eu resolvi publicá-las.Assim, nos textos anteriores com o mesmo tema assume-se a nossa incapacidade de se poder rotular uma escola de eficaz. Começaria no entanto, com toda a certeza e na minha perspectiva, para se poder fazer uma aproximação, por propor um fim para os projectos pró-forma nos moldes em que têm sido elaborados. Parecem-me ser treinos em inutilidade, massacrantes e masoquistas, tais como PEE, PCE e PCT (ver http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2007/11/ac-os-projectos-disto-e-projectos.html e http://revistaensinareaprender.blogspot.com/2007/10/pee-um-treino-em-inutilidade.html).O PCT (com outro nome, sem qualquer “P”) seria um documento simples onde se destacaria a caracterização da turma e os objectivos a atingir tendo como referência os definidos num ideário da Escola (não gosto do nome ideário, muito menos de PEE, mas, neste momento, não estou a lembrar-me de nada melhor).Este ideário deveria ser publicitado na região (também não gosto do termo comunidade educativa tendo em conta a evolução da sociedade fazendo com que o seu significado não tenha nenhum sentido) a fim de todos os interessados o poderem ...

(AC) Escolas eficazes (3)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, escolas eficazes, luis ricardo
Uma outra visão teórica Curiosamente, dentro das obras consultadas no domínio da eficácia escolar (nomeadamente em Nóvoa, 1992, com referencias a mais de uma dezena de estudos) e mesmo no relatório da OCDE (2006), não vislumbrei qualquer referência, de destaque, à necessidade das escolas seguirem ou orientarem-se por um PEE nem relacionam esse conceito com a animação de actividades extracurriculares. Enumeram-se uma série de características essenciais não existindo qualquer ênfase nas eventuais correlações positivas entre eficácia escolar e o PAA (o principal instrumento de operacionalização do PEE). Este facto pode levar-nos a concluir, numa primeira e breve análise, que para uma escola ser eficaz, no conceito geral depreendido dos autores estudados muito próximo de escola de qualidade, não necessita das orientações dum PEE, pelo menos do modo formal tal como é exigido às escolas através da diversa legislação. No entanto, deduz-se que esses instrumentos têm de estar presentes, ainda que de uma forma implícita. Em Crato (2006) a ideia transmitida parece ser também no sentido contrário dos “P”, ou seja, deve dar-se mais importância aos conteúdos programáticos em detrimento de excessivas actividades, pois, segundo o autor, o aluno não chega lá sozinho através de projectos. Outros dos ...

NOTÍCIAS

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, Notícias
Uma nova rubrica vai ser iniciada este mês: NOTÍCIAS. Sempre que esbarrar com as mais curiosas publico-as de imediato nesta separata. Procurarei condensá-las o mais possível e indicar a sua fonte. Assim, além dos textos publicados no início de cada mês, esta revista será actualizada mais frequentemente aqui neste espaço._____________________________________________ Associação de Pais de Vila Franca de Xira denunciou alguns abusos por parte de escolas que cobram taxas ilegais aos alunos no acto da matrícula. Cobram desde formulários até capas de plástico onde entregam as fichas. O ME aconselha os pais a não pagar e obriga as “escolas prevaricadoras” a reembolsar os que já pagaram.Metro (18-06-2008)_____________________________________________O Procurador Geral da Republica Pinto Monteiro destacou (17-06-2008) na Assembleia da Republica “as queixas e as cartas que tem recebido de pais, professores e alunos que são vítimas de violência escolar desde que lançou o apelou para que estes casos fossem denunciados”. E continuando esclareceu os “deputados que a violência na escolas não pode ser confundida com indisciplina, questão que deve ser tratada no interior da escolas.”Publico on-line (17-06-2098)_____________________________________________Em Pampilhosa da Serra, um grupo de pais encerrou a Escola (16-Jun-2008) exigindo a demissão do Conselho ...

(AO) “Professores para quê?”

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, luis ricardo, ser professor
Um relato sobre a “gramática” dos cursos profissionais (1)A motivação para a elaboração deste texto surgiu numa das reuniões semanais da equipa pedagógica de um curso educação formação (CEF) onde se escreveu pouco na acta mas muito se falou sobre a problemática destes trajectos. Surgiram propostas e ideias muito válidas por parte dos membros da assembleia (pena que não sejam ouvidas pelos legisladores e/ou inventores destes cursos dando ideia que só são escutadas as vindas dos que nunca os leccionaram).Os cursos profissionais da escola pública, onde os alunos não podem ser seleccionados, pelo contrário, são convidados a inscreverem-se pelos professores (que só deste modo, estes, asseguram o seu emprego), são frequentados por aqueles que não têm aproveitamento no ensino dito normal e não pelos que têm vocação para a área profissional a que se “candidataram”. Os formandos vêem assim uma escapatória para obter uma acreditação que dificilmente a conseguiriam de outro modo. Entendendo-se esta saída como necessária, e até útil dado o actual panorama da nossa atribulada sociedade, deveria ser, pelo menos, sujeita a uma seriação através de testes psicotécnicos reais (notem: psico+técnicos e reais) de acordo com a especificidade do curso, pois podem até ...

(AO) A tradição já não é o que era…

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, sandra freitas, ser professor
Com o intuito de reflectir sobre o processo ensino-aprendizagem foi escrito este pequeno texto, que de palavras feito é, e pretende ser o reflexo sobre feitos de quem vive os preceitos de que a vida não vale quando não se vive pelos ideaisAté há bem pouco tempo se dizia que os avós eram a seguir aos pais, as figuras mais importantes na educação das crianças. Nos dias de hoje, em que a célula familiar está em profundas mudanças, visto que os avós não estão presentes na vida das crianças, os professores são sem sombra de dúvida, a seguir aos pais, os elementos mais importantes na educação das crianças.Mas os professores surgem no panorama do contexto actual, envoltos num paradoxo complexo e problemático, isto porque se por um lado, um professor é uma espécie de mágico que tem o poder de transformar os pequenos acontecimentos e experiências das crianças em alicerces de felicidade, por outro o seu estatuto está em constante declínio, atendendo a que o professor de hoje já não é aquela figura de referência de há 50 anos atrás.Estes são os professores das nossas escolas… agentes de mudança, e a quem se pede ...

(AC) Escolas eficazes (2)

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, escolas eficazes, luis ricardo
Uma visão teóricaQuero destacar, para já, numa tentativa de aproximar qualidade a eficácia, o que refere Jesus (1993, cit. Seco, 2002, p. 102): “a motivação dos professores parece-nos ser o cerne não só da problemática da qualidade do ensino (...) como também da sua satisfação profissional”. Neste sentido, o trabalho pioneiro de Edmonds (1979, destacado por Nóvoa, 1992, e Good e Weinstein, in idem) dá especial atenção a cinco factores essenciais para a escola ser considerada eficaz:(1) liderança da escola centralizada numa gestão direccionada para a qualidade do ensino;(2) prioridade às aprendizagens académicas tendo também em vista a qualidade no ensino;(3) expectativas elevadas em relação ao sucesso dos alunos;(4) utilização dos resultados dos alunos para avaliação de programas e currículos;(5) clima de trabalho tranquilo; Teixeira (1995), na introdução da sua tese de doutoramento, acentua que “(...) o clima da escola influencia (...) o modo de pensar, de agir e, até, de ser professor”.As conclusões do estudo de Lezotte (1989, cit. Nóvoa, 1992), apontam para a necessidade de se considerar a escola como uma unidade estratégica da mudança em educação:(a) para o desenvolvimento de dinâmicas de participação dos professores e dos ...

(AO) Albino Almeida

Ensinar & Aprender @ Ensinar & Aprender Categorias: Ciência Geral, albino almeida, luis ricardo
Um relato da minha visão sobre o debate que o presidente da CONFAP teve com os pais/encarregados de educação e professores em plena crise da avaliação docenteDos muitos mail´s que recebo impregnados de senso comum onde se diz tudo de todos, muitas vezes nitidamente sem conhecimento de causa, surgiu-me um onde podia ler-se que o Albino Almeida, presidente da CONFAP, tem um ordenado de 150.000€/ano, que não é pai, e por aí adiante. Feito mais palerma do que aquele que mo enviou decidi naquele instante e impulsivamente provocar o Albino Almeida através de um mail nada delicado. Aliás como já tinha feito com o Manuel Correia, Fernando Madrinha, Emídio Rangel, Miguel Tavares e com outros que não sabem, não conhecem e, provavelmente, não estão envolvidos nem têm qualquer ligação com a escola, parecendo-me que só falam mal porque é essa a função dos seus trabalhos: provocar para assegurarem os seus empregos (perderia a graça e o interesse para os leitores se não o fizessem). É bom ter uns “malucos” a escrever umas coisas para poderem vender. O Albino Almeida, não sendo um desses, respondeu-me de imediato resultando num convite para me ...
Design by j david macor.com.Original WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login