Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

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Filhotinho de Schistosoma mansoni…

Pois é… É o que pesquisadores do UCSF Sandler Center nos EUA fotografaram. Essa é a microscopia eletrônica de dois esquistossômulos (aproximadamente 200 x 60 µm). Antes desse estágio os parasitas estavam na forma de cercárias, que são as larvas responsáveis pela infecção em humanos.

Shistossoma

Nesse estágio de esquistossômulos ainda é possível que eosinófilos presentes na circulação eliminem o parasita desde que ele ainda não tenha passado pelos pulmões. Na passagem pelos pulmões o danadinho se reveste de várias proteínas e glicídios que desfarçam suas proteínas antigênicas malvadas, dificultando assim a identificação pelo sistema imune.

A importância desses “filhotinhos” de Schistosoma é a possibilidade de identificação de novas drogas contra o parasita que estão sendo desenvolvidas pelo UCSF Sandler Center.

Na foto é posível identificar algumas estruturas presentes no parasita adulto. A imagem apresenta uma visão ventral (barrigão pra cima) com a porção anterior (“cabeça”) no canto superior esquerdo. A ventosa ventral, que é a maior depressão na porção ventral já está começando a se desenvolver. Já é possível também a visualisação da ventosa oral e a presença de minúsculos espinhos na superfície do parasita que servem provavelmente pra facilitar sua entrada no hospedeiro e ajudar na deposição daquelas proteínas e glicídios para camuflagem contra o sistema imunológico.

Image Credit: The image was captured using a Novelx mySEM and is provided courtesy of Stephanie Hopkins and Conor Caffrey of the UCSF Sandler Center.

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Linhaça é súper!

Estudos quentíssimos mostram que a semente do linho é mesmo capaz de impedir o crescimento do câncer de mama. Mas existem macetes na hora do consumo que você precisa conhecer para tirar o melhor proveito desse superalimento. Estão todos aqui!

Contam os arqueólogos que a linhaça era usada em mumificações no Egito. Outros achados apontam que era empregada com sucesso para tratar ferimentos. E, se antigamente fazia parte até mesmo de rituais, hoje ela marca presença nos laboratórios de grandes centros de pesquisa em nutrição. Na Universidade de Toronto, no Canadá, por exemplo, a cientista Lilian Thompson comprovou que a semente é capaz de barrar a metástase em pacientes com câncer de mama ou seja, a linhaça evitou que o tumor se espalhasse e tomasse conta do organismo.

Esse excelente resultado foi apresentado no 6° Simpósio Latino-Americano de Ciência de Alimentos, que aconteceu no mês passado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Segundo a pesquisadora canadense, "trabalhos realizados em várias universidades mostram que a semente é capaz de diminuir o risco de outros tumores, como o de cólon e o de próstata". Somem-se essas boas notícias ao fato de a linhaça ajudar a controlar os níveis de colesterol.

Aqui no Brasil, mais precisamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a equipe do Departamento de Nutrição também anda analisando a linhaça. O enfoque, entretanto, é outro. "Investigamos a segurança no consumo", conta a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira. Explica-se: embora contenha substâncias capazes de prevenir doenças letais, o que faz dela um alimento funcional de primeira grandeza, a linhaça carrega compostos que poderiam interferir na absorção de nutrientes. Por enquanto o que se sabe é que o aquecimento da semente neutraliza esse inconveniente. Isso porque, segundo Ana Vládia, o calor diminui a atividade de algumas proteínas suspeitas de atrapalhar o aproveitamento de sais minerais. A sugestão é deixar a linhaça no forno baixo por 15 minutos. "Claro que, se ela for usada na preparação de receitas assadas, como pães ou biscoitos, não precisará disso", diz a pesquisadora, que continua mergulhada em seus estudos.

Outra dica para aproveitar ao máximo a semente é triturá-la no liquidificador. "É que a casca, bastante resistente, pode passar intacta pelo aparelho digestivo", justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, professora de nutrição da Universidade do Norte do Paraná. E aí as substâncias benéficas ficam impedidas de sair. "Mas tem que bater e comer…

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Catuaba levanta até coração…

Segundo uma equipe dos EUA, a planta é capaz de reverter uma parada cardíaca.
por: Rodrigo Rezende

Que a catuaba é uma planta vendida como afrodisíaco potente, isso já faz parte do folclore brasileiro. Mas que ela é capaz de reverter uma parada cardíaca?

É exatamente o que uma equipe da USP afirma ter descoberto: ao testar um composto com a planta em corações de coelho, os órgãos dos bichinhos voltaram a bater normalmente. A mistura usada pela equipe do professor Irineu Tadeu Velasco, do Departamento de Clínica Médica da universidade, é bem brasileira: catuaba, guaraná, gengibre e muirapuama, e foi batizada como “catuama”.

Velasco estima que, em seis ou sete anos, a catuama pode substituir o equipamento de eletrochoque, o chamado desfibrilador, usado nas paradas cardíacas. “Há milênios, desde Abraão e Noé, é procurada uma droga como essa”, diz ele.

Se a catuama vier a substituir o choque, há duas mudanças à vista.

A primeira é que os hospitais economizariam 30 mil dólares por aparelho. A outra é que a pesquisa poderá influenciar os seriados médicos. Em vez de dar choques nos pacientes, os doutores da TV deverão gritar: “Catuama nele!”

Artigo original: Revista Superinteressante

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Saiba o que acontece quando você fuma!

Fumar faz muito mal. Você conhece as fotos, mas agora vai saber o que acontece dentro do corpo do fumante. O resultado é muito mais feio do que você imagina…
por: Luisa Destri

CÂNCER DE PULMÃO
Os sintomas da doença são tosse, catarro, falta de ar e muita dor se o tumor estiver próximo à parede torácica. 20% dos casos são muito agressivos, e tratados com quimio ou radioterapia. Já os outros 80% podem ser operados.

ads_anti_fumoCÂNCER DE LARINGE
O tratamento mais comum para esse câncer é a laringectomia, que obriga o paciente a respirar por uma cânula, como o homem da foto. Os principais sintomas são rouquidão, sangramento e perda da voz.

CORPO ESTRANHO
As substâncias cancerígenas do cigarro, como nitrosaminas e benzopireno, entram na corrente sanguínea e alcançam todas as células do nosso corpo.

MUITA MUTAÇÃO
O contato das substâncias com os ácidos do DNA pode causar mutações em genes relacionados a proliferação, diferenciação e mortalidade da célula.

TUMORES
Se o fumante tiver predisposição a produzir a enzima do citocromo P-450, essas células diferenciadas dão origem a células-filhas mutadas, que formam os tumores.

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Faz menos mal fumar do que ficar inalando a fumaça que sai do cigarro. Esse ar tem 3 vezes mais nicotina, de 3 a 8 vezes mais monóxido de carbono e 47 vezes mais amônia do que o que entra no corpo do fumante passando pelo filtro.

PNEUMONIA
Para se defender do cigarro, o pulmão produz muito muco, o que exige toda sua capacidade imunológica. As secreções, então, viram um prato cheio para bactérias, como a Streptococcus pneumoniae, principal causadora da pneumonia.

SINUSITE
As glicoproteínas presentes no cigarro inflamam as mucosas da face. São as alterações na produção de muco que levam a infecções e provocam a dor típica da doença.

ASMA
A acetona do cigarro inflama os brônquios. Para evitar que mais substâncias tóxicas invadam o corpo, o pulmão aciona um mecanismo de defesa e diminui o fluxo de ar. Daí surge a crise asmática e a sensação de sufocamento.

NECROSE
A falta de oxigênio leva à necrose.

GANGRENA
Quando os problemas de oxigenação acontecem em lugares periféricos do corpo, como pés e mãos, às vezes a amputação é a única solução possível.

CARBONO DEMAIS
O monóxido de carbono liberado pela fumaça tem afinidade química 250 vezes maior…

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Higiene faz mal à saúde!?

Nunca vivemos em meio a tanta limpeza. E isso pode estar deixando as pessoas mais doentes…
por: Bruno Garattoni

Nunca fomos tão limpos. Por dentro e por fora: dos banhos diários à comida pasteurizada, do papel higiênico à água clorada, dos antibióticos ao aspirador de pó, uma série de avanços culturais e tecnológicos eliminaram boa parte dos microorganismos com os quais nossos antepassados sofriam. Várias doenças deixaram de existir, a expectativa de vida aumentou.

Os purificadores de ar acabam com os ácaros, a comida industrializada tem conservantes e antibióticos, e até os animais de estimação estão mais limpos. Mas esse estilo de vida asseado pode fazer mal, aumentar a incidência de certos tipos de doença.

Hoje, nos EUA, mais de 50% das pessoas têm algum tipo de alergia – o dobro da década de 1980. E os jornais publicam notícias assustadoras sobre a comida: só num dos casos, ano passado, 10 milhões de quilos de carne tiveram de ser recolhidos do mercado devido a contaminação. Até o reles amendoim é tratado como se fosse ameaça biológica – como há crianças que podem morrer se sentirem o cheiro dele, as escolas americanas estão criando “zonas livres de amendoim”. O que está acontecendo?

img_20091123_164818Bom, lembra de quando você era criança e chegava imundo em casa? Aí sua mãe mandava correr para o banho. Ela estava errada. “Se você tiver um gato antes do nascimento do seu filho, a criança nasce mais protegida contra alergia (a gato), devido às substâncias liberadas pelo animal. Isso foi comprovado em alguns estudos”, diz Evandro Alves do Prado, professor da UFRJ e diretor da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Ele cita outros casos intrigantes: “Alguns trabalhos feitos na Alemanha mostram que, em famílias com muitos filhos, o irmão caçula estaria protegido de alergias, devido ao contato com os irmãos mais velhos. E pessoas que moram em áreas rurais, em contato com esterco de boi, de cavalo, também acabariam mais protegidas”.

Mais: além de ajudar o corpo a criar resistência contra microorganismos, a exposição a sujeiras no dia-a-dia ajudaria a refrear a fúria do sistema imunológico. Num estilo de vida superurbano, avesso à sujeira, as células de defesa do organismo não têm tantos inimigos para combater e acabam surtando. Desse jeito, elas podem entender o amendoim, por exemplo, como um inimigo. E reagir violentamente (na forma de uma alergia). Outra manifestação de um sistema imunológico pirado…

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Por que a homeopatia funciona?

A rigor, os remédios homeopáticos são só água ou açúcar, sem nenhum resquício de princípio ativo. Mas muita gente diz que se cura com eles. Qual pode ser o mistério por trás disso?
Texto por: Giovana Girardi

Se é que funciona, há que se ponderar. Isso porque os estudos que avaliam a eficácia da prática não são exatamente conclusivos e ora lhe dão aval, ora a desabonam. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, afirma que o método se mostrou superior a pílulas de farinha em testes clínicos. E no Brasil ela é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina – algumas faculdades inclusive oferecem disciplinas optativas sobre o assunto. Por outro lado, uma batelada de pesquisas diz que seu funcionamento não passa de efeito placebo – os resultados positivos seriam obtidos pela crença do paciente de que a terapia vale.

A homeopatia trabalha com medicamentos diluídos em água até o ponto de não restar mais traço deles no líquido. O criador da técnica, o alemão Samuel Hahnemann (1755-1853), inspirou-se na “lei da semelhança”. Em linhas gerais, ela diz que a mesma substância que causaria uma doença em alguém saudável pode reverter esses sintomas numa pessoa já doente. O veneno de abelha, por exemplo, poderia tratar sintomas de alergia se manipulado de modo homeopático.

Como a substância praticamente desaparece ao ser diluída em água, a eficácia do tratamento sempre foi bastante questionada. Para os defensores da homeopatia, a explicação está em uma suposta “memória da água”, na qual ficaria preservado o potencial terapêutico do medicamento. Um trabalho publicado em 2003 na revista científica Physica A mostrou que, ao ser congelado, um copo com cloretos de sódio e de lítio diluídos em água até quase desaparecerem apresentou diferenças estruturais ao ser comparado com um copo de água pura. A avaliação foi feita por meio de uma técnica conhecida como termoluminescência, que detecta a estrutura de substâncias sólidas.

Água fria
Em 2005, no entanto, uma pesquisa publicada na revista especializada Nature jogou água fria, com o perdão do trocadilho, nessa crença. Os pesquisadores, liderados por R.J. Dwayne Miller, da Universidade de Toronto (Canadá), demonstraram que de fato a água consegue armazenar as propriedades de substâncias diluídas nela até sumirem. Mas somente por 50 femtossegundos (1 femtossegundo equivale a 1 bilionésimo de milionésimo de segundo) – um nada de tempo, em…

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Dopping

Por: Rafael Tonon

Quando surgiu?

Por volta do ano 800 a.C., com estimulantes à base de cogumelos.

Qual o primeiro registro em Olimpíadas?

O do maratonista Thomas Hicks, pego em 1904 por causa de estricnina e conhaque.

Qual a substância mais usada?

Os esteróides anabolizantes – usados em 40% dos casos de doping.

Quantos atletas já foram pegos?

67.

Algum brasileiro?

Em Olimpíadas ou Pan-Americanos, nenhum.

Qual o recorde em Olimpíada?

14 casos, em 2004.

E o esporte mais “sujo”?

Levantamento de peso e atletismo, esportes em que vantagens mínimas fazem muita diferença.

Fonte - Agência Mundial Antidoping e Eduardo De Rose, membro da Comissão Médica do Comitê Olímpico Internacional e presidente da Federação Internacional de Medicina do Esporte.

Artigo original: Revista Superinteressante

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Prosopagnosia: Eu te conheço?

Já pensou como seria viver sem reconhecer o rosto de ninguém, e não identificar nem mesmo a sua própria cara? Seja bem-vindo ao mundo misterioso da prosopagnosia - uma das doenças mais bizarras que existem!
Por: Tarso Araújo

Minas Gerais, férias de verão. A produtora de moda Mônica, de 24 anos, está com um amigo numa lanchonete quando chega outro jovem. Ela o cumprimenta polidamente. Meio espantado, o amigo pergunta: “Mônica, você não se lembra do Marcelo?” Ela não consegue reconhecer o tal Marcelo, que dá um sorrisinho constrangido. Era seu ex-namorado. São Paulo, Hospital da Unifesp. O médico Rodrigo Schultz, de 25 anos, está trabalhando no setor deneurologia. Até que chega uma paciente se queixando de um estranho problema. Schultz mostra uma foto à paciente e pergunta: “Quem é esta mulher?” A paciente não sabe responder, mas a pessoa em questão era ela mesma. Nos dois casos, o diagnóstico foi o mesmo: prosopagnosia, uma estranha doença que torna o cérebro incapaz de identificar rostos.

A prosopagnosia foi descoberta no front de batalha. O ano é 1944, e estamos na 2a Guerra Mundial. Durante um bombardeio russo, um soldado nazista se fere – alguns estilhaços de bomba atingem sua cabeça, causando lesões cerebrais. Ele é tratado pelo neurologista alemão Joachim Bodamer, que faz uma operação para remover os estilhaços e depois aplica um teste para avaliar o estado do paciente. O médico pede que a esposa do soldado vista um uniforme de enfermeira e fique entre enfermeiras de verdade. Aí pergunta ao doente: “Percebe algo de diferente nessas mulheres?” O soldado diz que não. Ele simplesmente não reconhece mais a esposa. Bodamer faz mais testes e constata o que aconteceu: o paciente está normal, só que não consegue mais identificar rostos. Nenhum deles. Para batizar esse estranhíssimo sintoma, o médico cria o termo prosopagnosia: uma junção das palavras gregas prosopo (“rosto”) e agnosia (“sem conhecimento”).

O que Bodamer não sabia, e só recentemente a ciência descobriu, é que a prosopagnosia também pode ser genética e afetar pessoas comuns – que não levaram nenhuma pancada na cabeça. E ela é muito mais freqüente do que se pensa. Em 2006, num estudo com 689 voluntários selecionados de forma aleatória, o geneticista alemão Thomas Grüter diagnosticou nada menos que 17 casos de prosopagnosia – o que dá 2,5% da amostra. “Existem cerca de 2 milhões de pessoas com prosopagnosia na Alemanha. E,…

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Descoberta a fonte da juventude: uma bactéria

Micro-organismo produz um remédio capaz de frear os mecanismos de envelhecimento das células - e prolongar artificialmente a vida de animais saudáveis

bacteria

Experiências feitas nas universidades do Texas e de Michigan apontaram que a rapamicina (Rapamune), droga atualmente utilizada em transplantes de órgãos, tem o poder de estender milagrosamente a vida - ratos que tomaram o remédio viveram até 14% a mais. Isso acontece porque a rapamicina inibe um mecanismo chamado mTOR, responsável pela divisão, multiplicação (envelhecimento) das células. Mas essa droga, que é produzida pela bactéria Streptomyces hygroscopicus, encontrada no solo da ilha de Páscoa, tem um efeito colateral: enfraquece o sistema imunológico. Por isso, os cientistas enfatizam que ninguém deve tomar o remédio por conta própria. "A descoberta é importante porque abre caminho para o desenvolvimento de drogas que ajam mais especificamente, sem efeitos colaterais", explica a bióloga Lynne Cox, da Universidade de Oxford.
14% é quanto os ratos que tomaram a droga viveram a mais (o equivalente a 10 anos em idade humana).

Artigo original: Revista Superinteressante

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Transplante de células-tronco do sangue é tão eficaz quanto o uso de medula

BERLIM _ Pacientes com leucemia submetidos a trasplantes de células-tronco do sangue capazes de repovoar a medula (hematopoéticas) ou PBSCT têm a mesma expectativa de vida que indivíduos que recebem transplante de medula óssea, um procedimento muito mais invasivo. É o que diz estudo publicado na revista "Lancet Oncology", depois de dez anos de investigações.

Porém em casos agudos de câncer de sangue os pacientes parecem se beneficiar mais de transplante de médula óssea que de células-tronco sanguíneas. Cientistas da Universidade de Medicina Charite, em Berlim, analisaram as taxas de sobrevivência de 329 pacientes em 42 centros de trasplantes de 13 países europeus, Israel e Australia, que passaram por procedimentos de medula óssea ou PBSCT. Eles observaram que a média de sobrevivência, superior a dez anos, era similar: 49,1% para os receptores de células-tronco do sangue e 56,5% para o grupo que precisou de tratamento de médula óssea. E houve diferença nos casos de leucemias agudas. Depois de dez anos, pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA) tiveram 28,3% de probabilidades de sobreviver com transplante de medula óssea, comparado com apenas 13% dos indivíduos com PBSCT. Em pacientes com leucemia mielóide aguda (LMA), as probabilidades foram de 62,3% para o primeiro grupo e de 47,1% para o segundo.

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