Se há uma verdade sobre os portugueses, é que nos babamos por escutar o que os outros têm a dizer sobre nós.E se esses outros forem estrangeiros a baba é diluvial.Nem que sejam alarvidades.Ou realidades.Entre o final de um cigarro e o início do outro, tomava café.Adiava o regresso à labuta, folheando o Público.Aí, Tom Waits atestava que “A maior quantidade de lojas de recordações” se encontrava em… “Fátima: Portugal”.O fumo branco anunciava a baba existencialista portuguesa.O habemus Papa fora substituído pelo habemus souvenirs!Chuto para canto.Prosseguiu a procrastinação jornalística, mas eis que surge, a cheirar a enxofre, novo gerador salivar.Tricky proclama que “a única coisa pior que um gueto é um hospital português.”Sublinha, para gáudio das gentes lusas, “foi o pior sítio em que alguma vez estive”.Desconheço se o inferno referido seria do Sistema Nacional de Saúde ou de qualquer máquina privada.Aconselho-o mentalmente a viver cá todos os dias.A baba da auto-comiseração jorra.Heartattack and Vine aguarda-me, já o guetista nunca foi do meu agrado.Há muito mais para lá do que os ...
Nomear e classificar são actos intrinsecamente humanos. Chamamos as coisas pelos nomes para as discriminar, mas esse acto acrescenta algo mais do que a mera nomeação da coisa.“Não me chames nomes!”, dizia-me um colega de escola para não ser ofendido; “Isso não se diz!”, corrigia a minha mãe quando eu apelidava, com várias intenções, alguém de quem não gostava.A classificação dos seres vivos, quer actuais quer os do registo fóssil, obedece a regras precisas com o objectivo de não gerar equívocos e mal-entendidos na comunicação científica.Utilizando várias fontes online, todas baseadas na “bíblia” da nomenclatura dos animais – o ICZN (International Code of Zoological Nomenclature), dediquei algum tempo à pesquisa de nomes inusitados com que alguns animais têm sido nomeadosNão poderia deixar de começar com uma personagem fóssil que tem estado ligada à minha vida profissional – o Apatosaurus louisae. Este dinossáurio saurópode americano foi dos primeiros a ser descoberto e montado numa exposição, nos finais do séc. XIX. O mecenas das escavações e trabalho científico, Andrew Carnegie, tinha como esposa a senhora Louise, sendo esta a musa inspiradora para o nome do grande animal.Mas a ...
O princípio é: uma máquina modificada capta o flash de outras e projecta imagens ou texto de modo a que estes fiquem nas fotografias dos incautos fotógrafos.
O inventor, Julius von Bismarck, afirma tratar-se de "intervenção artística" mas que também poderá ser utilizada para fins negativos.
Já estou a imaginar uma conferência de imprensa de políticos do partido A e o jornalistas chegarem às redacções com imagens repletas do slogan do partido B...
Chama-se Fulgurator.
Fonte - daqui
Imagem - daqui
O site da MSNBC apresenta uma apresentação multimedia sobre 10 novos seres vivos descobertos em 2007.A lista, obviamente, não é exaustiva e tem aquele "ar-de-top-para-as-audiências-de-TV-norte-americana" mas, mesmo assim, vale a pena ser vista...Fonte - aquiImagem - um dos listados, Megaceras briansaltini - ASU/IISE
Há uns tempos, o meu amigo e biólogo Jesus Marugán-Lobon, contava-me que em espanhol existe uma expressão que é "estar de Rodriguez".Esta expressão significa que o parceiro/a vai de viagem sozinho/a ou que um dos membros do casal fica a trabalhar enquanto o outro vai de férias com a prole.Um pouco à semelhança do que acontecia no filme "O pecado mora ao lado (The Seven Year Itch)" onde Marylin Monroe atormenta um desgraçado "Rodriguez" que ficou em NY a trabalhar, enquanto o resto da família goza o prazeres da praia.Na altura achei piada à expressão "Estar de Rodriguez", sobretudo devido ao meu apelido, e perguntei-lhe se sabia a sua origem.Explicou-me que deveria ter estar relacionado com a avePezophaps solitaria(solitário-de-Rodrigues, em alusão à ilha de Rodrigues no arquipélago das Maurícias).Esta ave columbiforme não voava e era aparentada com o Dodó, tendo-se extinguido no séc. XIX.Achei curiosa esta associação quer ao nome quer ao comportamento.Alguém sabe mais associações de nomes animais ou plantas a nomes/comportamentos de pessoas?Imagens - daqui ...
É com enorme alegria que vejo que o primeiro paleontólogo de vertebrados português (neste caso uma paleontóloga) a adaptar a sua tese e a publicá-la sob a forma de obra de divulgação científica.É um livro sobre o registo de pegadas de dinossáurio em Portugal, onde é abordado o seu valor científico e patrimonial.Para além de todas as jazidas portuguesas, individualizadas, é feita introdução sobre os diversos tipos de dinossáurios e os processos geológicos que proporcionaram a sua fossilização.Acima de tudo, um livro muito pedagógico, com excelentes ilustrações de Mário Estevens, também ele doutorado em Paleontologia."Em Portugal existem pegadas e pistas de dinossáurios em zonaslitorais e em antigas pedreiras. O estudo destes icnofósseis permiteconhecer a anatomia dos pés e das mãos dos dinossáuriosque os produziram, o seu modo de locomoção, o seu comportamentoindividual e social, os ambientes que frequentaram,entre outros aspectos. As jazidas com pegadas de dinossáuriossão, assim, uma importante fonte de informação sobre estegrupo de animais já extintos há 65 milhões de anos e constituem,igualmente, locais privilegiados para o ensino de temasrelacionados com a Geologia ...
Ao contrário do que pedia ao meu dentista - instrumentos usados (desinfectados!!) de ortodoncia para trabalhos de campo, nesta campanha sugerem-se usos diferentes para as escovas de dentes...Fonte - campanha da Systema toothbrush - daquiImagens - da fonte
Esta imagem recordou-me um texto que já publiquei há uns tempos e que retomo.(Publicado no jornal O Primeiro de Janeiro a 04/01/2007)O período que vai entre o Natal e a Passagem de Ano passo-o entre a família, os amigos e a casa dos meus pais.É uma altura em que o conceito de lar me diz muito – e acho que também à grande maioria das pessoas.Aos amigos que vivem em Portugal juntam-se os novos emigrantes – os que saíram com um curso superior, tão diferentes daqueles que há umas décadas abandonavam o extremo oeste da Europa.Mas essa é outra história.A que quero hoje contar hoje surgiu de uma conversa com alguns desses amigos, à roda de cervejas, em que se falava de uma associação artística que surgiu e se mantém num squatter de Amesterdão.Os squatters são prédios abandonados que foram (e são) ocupados por quem não tem abrigo e tiveram origem na década de 60 do século passado, especialmente na Alemanha, Holanda e Inglaterra, embora seja um fenómeno mais ou menos geral nos países desenvolvidos.Não pretendo dissertar sobre as razões morais, económicas ou legais que ...
Notas de Einstein sobre a Teoria da Relatividade.Em leilão*.E se naquele momento lhe tivesse faltado o papel?Se tivesse sido chamado para beber uma cerveja com os amigos?Ter-lhe-ia aparecido de novo a centelha?P.S. - * na Christie's, entre muito outros tesouros da História da Ciência.Fonte - NY TimesImagem - Christie's
A campanha talvez devesse ter sido baptizada de "Alteração no impacto visual da pilosidade facial em 5 minutos".Mas é apenas uma sugestão...Fonte - daquiImagens - da fonte
“Mas é mesmo esse! Olhe, está a ver, queijo curado de ovelha!”.“Minha cara senhora…Como já lhe disse, este queijo é de Seia e Seia pode ser em qualquer lugar menos ser em Trás-os-Montes!! E o queijo que quero é de Seia e esse preço é de um queijo de Trás-os-Montes!De maneira que o preço que me está a mostrar não pode ser esse!”“Pois onde fica Seia não sei…mas o preço é esse!!”, disse-me enquanto me olhava com o desprezo que deve nutrir por preciosistas-geográficos como eu…Parte de um diálogo trocado com funcionária de um supermercado...O certo é que o preço não era aquele, Seia regressou à Serra da Estrela e Trás-os-Montes…não ceei nenhum dos seus queijos!
“Mas é mesmo esse! Olhe, está a ver, queijo curado de ovelha!”.“Minha cara senhora…Como já lhe disse, este queijo é de Seia e Seia pode ser em qualquer lugar menos ser em Trás-os-Montes!! E o queijo que quero é de Seia e esse preço é de um queijo de Trás-os-Montes!De maneira que o preço que me está a mostrar não pode ser esse!”“Pois onde fica Seia não sei…mas o preço é esse!!”, disse-me enquanto me olhava com o desprezo que deve nutrir por preciosistas-geográficos como eu…Parte de um diálogo trocado com funcionária de um supermercado...O certo é que o preço não era aquele, Seia regressou à Serra da Estrela e Trás-os-Montes…não ceei nenhum dos seus queijos!
Já o havia aqui mencionado algumas vezes - por exemplo aqui e aqui.Partilhámos o seu espaço de trabalho em Pequim.Os arqueólogos que me perdoem mas o "título" de Indiana Jones fica melhor ao paleontólogo chinês.Senão, leiam a história no USA TodayFonte - USA TodayImagem - Calum MacLeod, USA TODAY
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