Saídas profissionais nas Humanidades

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Fenómeno social, Sociedade portuguesa, Temas dos trabalhos de pesquisa
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Ensino profissional mais que triplicou nos últimos dez anos em Portugal

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Notícia de Jornal, Sociedade portuguesa, Temas dos trabalhos de pesquisa, educação
"O ensino profissional mais do que triplicou nos últimos dez anos em Portugal, tanto em número de alunos como na oferta de cursos, abrangendo actualmente quase um terço dos estudantes do secundário, indicam dados do Ministério da Educação. Em 2009, ano em que se comemoram os 20 anos do ensino profissional em Portugal, estão a frequentar este tipo de cursos quase 91 mil alunos, dos quais 60,3 por cento em escolas secundárias públicas."Artigo do jornal Público, de 04-01-2009. Clique aqui para ler mais. É de salientar que o artigo aborda apenas o aumento do ensino profissional em termos quantitativos. Há mais cursos e mais alunos. O artigo não refere nenhuma avaliação da qualidade dos cursos profissionais que têm sido criados.

Um exemplo de manipulação informativa na RTP - a televisão pública portuguesa

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Fenómeno social, Manipulação informativa, Temas dos trabalhos de pesquisa, televisão
O texto seguinte mostra como a RTP (a televisão pública portuguesa, financiada pelos impostos pagos pelos cidadãos portugueses) é parcial e tendenciosa na cobertura que faz do conflito entre israelitas e palestinianos. É um excerto de um post de José Pacheco Pereira, no blogue Abrupto, em que são apresentados outros dois exemplos de manipulação informativa - um na SIC e outro em diversos órgãos de comunicação. Nos três casos é evidente que os jornalistas construíram as notícias em função das suas opiniões pessoais e não se esforçaram por distinguir entre factos e opiniões. «Na RTP repete-se em directo e em diferido que o facto de o Hamas continuar a lançar mísseis Qassam sobre a população das aldeias e cidades israelitas é o sinal de que a ofensiva israelita não tem tido resultados em enfraquecer o Hamas. Como é habitual no noticiário prosélito da RTP (Iraque, Obama e conflito israelo-palestiniano tem sempre cobertura comprometida por causas) as "notícias" são feitas em círculo vicioso: o preâmbulo dito por um jornalista, opinativo ou conclusivo, enquadra uma reportagem destinada a justificar os pressupostos enunciados antes. O que manda na "notícia" não é a notícia, mas a opinião. Alguém por favor explique à RTP e ...

A Internet em números em 2008

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Família, Fenómeno social, Notícia de Jornal, internet
Artigo de Carlos Abreu, no Expresso, em 31 de Dez de 2008. Eis um excerto significativo: "46%: Percentagem de mulheres que prefere a abstinência sexual a ficar sem Internet durante duas semanas. No mesmo sentido foi a resposta de 30% dos homens (Fonte: Intel/Harris Interactive). 47%: Taxa de crescimento entre Setembro e Novembro de novos utilizadores do site de encontros Perfecmatch.com, face ao trimestre anterior. Um estudo conduzido pela Opinion Research concluiu que 57% dos norte-americanos garantem que a crise financeira deixou-os mais preocupados sobre suas vidas amorosas (fonte: Opinion Research)."

Morreu a mulher mais velha do mundo: tinha 115 anos

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Família, Fenómeno social, Notícia de Jornal
"Maria de Jesus, a mulher mais velha do mundo, morreu hoje, aos 115 anos de idade. A idosa de aldeia do Corujo, no concelho de Tomar, tornou-se célebre em Novembro do ano passado, quando o Livro Guinness dos Recordes concluiu ser ela a pessoa mais idosa do planeta. (...)Nascida a 10 de Setembro de 1893, na aldeia de Urqueira (Ourém), Maria de Jesus viveu em três séculos diferentes, tendo assistido a grandes transformações no país e no mundo. A sua vida, contudo, confunde-se com a de muitos dos seus contemporâneos, com uma infância e juventude marcada pelas dificuldades económicas, tendo trabalhado durante toda a vida na agricultura." Artigo do jornal PÚBLICO, de 02-01-2009....

Conselho de Sócrates: pensem bem antes de me darem razão

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Atitude crítica, Ciência Geral, Objectividade, Platão, Sócrates, pintura, verdade
Quadro de Jacques Louis David: "A morte de Sócrates", de 1787.Se for verdadeiro aquilo que Platão conta no Fédon, Sócrates passou as últimas horas da sua vida a filosofar. Ele e alguns amigos discutiram se a alma é ou não imortal e se poderá ou não existir vida depois da morte. Pelo meio, reflectiram acerca do sentido da existência. Sócrates estava na prisão aguardando a hora da sua execução, uma vez que tinha sido condenado à morte. Consta que Sócrates teve oportunidade de fugir mas não o fez, pois não queria desobedecer à lei – apesar de considerar injusta a sua condenação. Sócrates estava calmo e sereno e por diversas vezes tranquilizou os seus comovidos e chorosos amigos. Ao longo do debate Sócrates incentivou várias vezes os amigos a apresentarem-lhes dificuldades e objecções e aconselhou-os a não se apressarem a concordar com ele.A certa altura disse-lhes o seguinte:“Se querem um conselho, preocupem-se pouco com Sócrates e muito mais com a verdade! Se vos parecer que o que eu digo é verdadeiro, pois dêem-me razão; caso contrário, apresentem-me tudo o que têm a objectar. E vejam lá, não vá eu, no ...

Falta de ideias gerais, reivindicações mesquinhas… Quem enfia o barrete?

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Orwell, Portugal, educação, literatura
“E mesmo quando se mostravam descontentes, como sucedia por vezes, o descontentamento não levava a coisa nenhuma, pois desprovidos de ideias gerais, só conseguiam canalizá-lo para reivindicações limitadas e mesquinhas. Os males maiores geralmente escapavam à sua percepção.”George Orwell, Mil Novencentos e Oitenta e Quatro, Antígona, Lisboa, 1991, pág. 78.George Orwell refere-se aos proles. Perceber quem são os proles é fácil: basta ler o romance, que (à semelhança de muitas obras - mas não todas - da melhor literatura, da melhor filosofia e da melhor divulgação científica) constitui um contra-exemplo à célebre máxima de Platão: “O belo é difícil”.Menos fácil talvez seja perceber quem é que, na sociedade portuguesa actual, pode ser descrito com as palavras de George Orwell. Como é costume nestas coisas, é duvidoso que alguém vá enfiar a carapuça – ou o barrete, pouco importa o nome, pois o que está em causa é a necessidade da culpa morrer solteira.Seja como for, como voto de Ano Novo deixo aqui o desejo de que em 2009 cada vez menos portugueses (nomeadamente no complicado sector do ensino, da aprendizagem e da política educativa) possam ser descritos pelas palavras de George Orwell que citei.Complementarmente, desejo ...

Para ser professor em Portugal é preciso saber distinguir as pistolas a sério das imitações

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Portugal, educação
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Interacção social: À espera que chegue a minha vez

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Fenómeno social, Interacção social, Livros, desenho
Desenho: "À espera que chegue a minha vez na Segurança Social", de Eduardo Salavisa, no blogue Desenhador do Quotidiano.O que é uma interacção social?De acordo com Anthony Giddens (no livro Sociologia, 5ª Edição, Gulbenkian, 2007, pág. 695), é o "encontro social entre indivíduos. A maior parte das nossas vidas são povoadas por interacções de um tipo ou de outro. A interacção social refere-se a situações formais e informais nas quais as pessoas travam conhecimento umas com as outras. Uma sala de aula constitui uma ilustração de uma situação formal de interacção social; o encontro de duas pessoas numa festa ou numa rua é um exemplo de interacção informal."No passado ano lectivo disse aos alunos de Sociologia para lerem dois ou três capítulos do romance "O Véu Pintado", de Somerset Maugham (Edições Asa). Pedi-lhes para sublinhar e assinalar passagens relacionadas com conceitos sociológicos: socialização, estatuto social, papel social, mobilidade social, etc.Ao analisar esses capítulos na aula concluímos que, caso quiséssemos sublinhar e assinalar todas as passagens relacionadas com interacções sociais, teríamos que sublinhar e assinalar quase todas as frases.Eis uma pergunta fácil mesmo para quem nunca leu o referido romance: porque é ...

Dois exemplos de manipulação informativa

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Fenómeno social, Manipulação informativa, Temas dos trabalhos de pesquisa, televisão
Primeiro exemplo: artigo do jornal Público acerca do modo como a televisão pública espanhola (TVE) manipulou a informação relativamente aos atentados terroristas ocorridos em Madrid em 2004, a poucos dias das eleições legislativas. A TVE não divulgou informações que davam como certo que os autores dos atentados tinham sido fundamentalistas islâmicos e não a organização terrorista basca ETA. Logo após o atentado o governo tinha dito que a responsabilidade era da ETA e seria eleitoralmente vantajoso para o partido que apoiava o governo que os espanhóis continuassem a acreditar nisso até às eleições. A manipulação da informação feita pela TVE visava portanto beneficiar esse partido.Segundo exemplo: post do blogue Abrupto acerca de uma peça noticiosa da rádio TSF acerca das reacções ocorridas em Itália (em 2004) à decisão do primeiro-ministro espanhol de retirar as tropas espanholas do Iraque. Nessa peça a correspondente da TSF em Itália explicava que as reacções italianas à retirada espanhola tinham sido diversas: algumas de apoio e outras críticas. Mas a peça foi cortada e, na maior parte das vezes que foi apresentada nos noticiários da TSF, a parte das críticas desapareceu.

Manipulação

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Obediência, consumo, televisão
A imagem associa a televisão ao consumismo, à manipulação e à falta de liberdade. Exagero?

Indicações para o trabalho sobre falácias informais - turmas B, D, E e F do 11º

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Fichas de Trabalho (CP), Lógica, falácias
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Descontando a religião e o consumismo, o que diabo é o espírito de Natal?

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Poemas
Canção AmigaEu preparo uma cançãoem que minha mãe se reconheça,todas as mães se reconheçam,e que fale como dois olhos.Caminho por uma ruaque passa em muitos países.Se não me vêem, eu vejoe saúdo velhos amigos.Eu distribuo um segredocomo quem ama ou sorri.No jeito mais naturaldois carinhos se procuram.Minha vida, nossas vidasformam um só diamante.Aprendi novas palavrase tornei outras mais belas.Eu preparo uma cançãoque faça acordar os homense adormecer as crianças.Carlos Drummond de Andrade

Canção de Natal para quem não liga muito ao Natal

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Canção, Ciência Geral
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Para ler ou oferecer no Natal: “O cavaleiro inexistente”, de Italo Calvino

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Humor, Livros
Ao passar revista aos cavaleiros Carlos Magno deteve-se diante de um cavaleiro de armadura branca e perguntou-lhe quem era.«- Eu sou (…) Agilulfo Emo Bertrandino das Guildivernas e outras, de Carpentras e Sura, cavaleiro de Selímpia Citerior e Fez!- Aaah… - fez Carlos Magno, e avançou o lábio inferior dando um pequeno assobio como que a dizer: “Se tivesse que me recordar do nome de todos, estava bem arranjado!” Mas de repente franziu as sobrancelhas. – Porque não levantaste a viseira e não mostraste o rosto? (…)A voz saiu nítida da babeira. – Porque eu não existo, Sire.- Ora esta! – exclamou o imperador. Temos agora nas nossas fileiras um cavaleiro que não existe. Deixa ver.Agilulfo ainda pareceu hesitar. Depois, com a mão firme, mas lenta, levantou a viseira. O elmo estava vazio. Na armadura branca de irisada cimeira não estava ninguém.- Olha, olha! Vê-se cada uma! - disse Carlos Magno. – E como é que fazeis para prestar serviço, se não existis?- Com a força de vontade – disse Agilulfo – e a fé na nossa santa causa!- Sim senhor, bem dito. É assim que se cumpre ...

Para ler ou oferecer no Natal: “Que diria Sócrates?”

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Filosofia, Filosofia da religião, Livros
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Indicações

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Provisório
Caros alunos:O post com as indicações relativas ao trabalho sobre falácias informais será publicado amanhã. O que está de acordo com o que eu tinha dito aos alunos: "a meio da próxima semana".Bom resto de férias para todos! Votos de feliz Natal e de bom Ano Novo!Já agora: aproveitem para ler um livro ou dois.

Obviamente!

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Humor, Validade, verdade
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Obediência à autoridade ou a banalidade do mal

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Fenómeno social, Genocídio, Obediência, Video
Os alemães que, durante o nazismo, mataram judeus ou os hutus que mataram tutsis (no genocído no Ruanda, em 1994) seriam todos pessoas agressivas e violentas? A célebre experiência que o psicólogo americano Stanley Milgram efectuou em 1963 mostra que não. Pessoas "normais" podem inflingir dor e até matar outras pessoas se receberem ordens para fazer isso de uma autoridade por elas reconhecida.Nessa experiência, um cientista de bata branca (uma autoridade) pedia a uma pessoa que fizesse o papel de "professor" e desse choques eléctricos noutra (o "aluno") , sempre que esta se enganasse na resposta a uma pergunta. A cada resposta errada a intensidade dos choques eléctricos aumentava. O cientista de bata branca dizia-lhe também para ignorar os gritos e protestos do "aluno", pois aquela experiência era muito importante. Os choques e os gritos e protestos eram a fingir e o "aluno" era um actor. Mas o "professor" - que julgava estar a participar numa experiência acerca dos efeitos da punição na aprendizagem - não sabia isso. Do ponto de vista dele, os gritos eram realmente gritos de dor. Mesmo assim, cerca de dois terços das pessoas que fizeram a experiência levaram-na até ao fim e carregaram no ...

Anedota filosófica: Isto aqui não existe

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Filosofia, Humor, cepticismo, conhecimento
É fácil encontrar esta anedota na Internet, mas é menos fácil explicá-la.Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro: "Provem-me que esta cadeira não existe." Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto. No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e entrega-a ao professor. Este, quando a recebe não pode deixar de sorrir depois de ler: "Qual cadeira?"O aluno deu realmente uma boa resposta? Porquê?A questão colocada pelo professor faz sentido? Porquê?Que outras etiquetas se poderiam colocar neste post?

Winter wonderland - o frio, a neve e a leitura

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Portugal, desenho, educação, leitura
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12 ideias para um ensino de qualidade em Portugal

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Outros sítios, Portugal, educação
Trata-se de um artigo de Maria Regina Rocha (professora do Ensino Secundário) sobre os males da educação em Portugal. São 12 ideias muito claras, simples e sensatas. A autora chama-lhes verdades e não exagera. Pode lê-las no sítio do jornal Sol ou no De Rerum Natura.O que é que impede a sua aplicação? Apenas o facto das ideias absurdas geralmente designadas por "eduquês" dominarem as cabeças de muitas pessoas ligadas à educação em Portugal - alguns professores, alguns políticos e quase todos os "especialistas" em Educação que trabalham no Ministério.Eis, a título de exemplo, a 3ª e a 4ª ideias de Maria Regina Rocha:3.ª – A abolição dos exames foi um erro. A existência de exames (provas de avaliação externa) com um peso de 50% é essencial para a responsabilização de todos os intervenientes no processo educativo, desde o 4.º ano de escolaridade e a todas as disciplinas (no 4.º, no 6.º, no 9.º no Ensino Básico; em cada disciplina terminal no Ensino Secundário).4.ª – Os currículos estão desajustados. É necessário que tenham um número equilibrado de disciplinas, devendo desaparecer do mesmo disciplinas instrumentais como, por exemplo, «Área de Projecto» ...

“Avaliação e mentira” - a opinião de Desidério Murcho sobre a avaliação dos professores

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Opinião, Outros sítios, Portugal, educação
Vale mesmo a pena ler a crónica que Desidério Murcho escreveu hoje no jornal Público, também publicada no De Rerum Natura. Eis o primeiro parágrafo."Há quem pense que a avaliação de professores imposta pelo Ministério da Educação visa melhorar o ensino, mas isto é falso. Pior: nem é por essa razão que os responsáveis ministeriais querem avaliar os professores. Pois se o fosse, a maneira mais óbvia de os avaliar, com menos custos e menos complicações processuais, seria através do tratamento estatístico dos resultados dos alunos em exames nacionais, cientificamente rigorosos e pedagogicamente lúcidos."Infelizmente, é preciso acrescentar que a maioria dos professores também contestaria uma avaliação dos professores que tivesse em conta os resultados obtidos pelos alunos em exames nacionais.

Cuidar de quem depende de nós

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Família, Fenómeno social, criança, fotografia
Na fotografia: Ngarambe Rukambika, 49 anos, com o filho no hospital de Masisi, Kivu Norte. No Congo, a população civil do Kivu Norte e Sul foi apanhada no meio das conflitos entre os senhores de guerra e sofre com o isolamento e a indiferença da comunidade internacional. Fotografia de Cédric Gerbehaye, no blogue Arte Photographica. A estrutura e as funções da família não são as mesmas em todas as sociedades, quer do presente quer do passado. No entanto, cuidar das crianças é uma função familiar quase universal. Raras são as sociedades em que a família, nomeadamente os pais, não tem o dever de proteger os mais novos. Dever esse que é imposto quer pelas normas sociais quer pelo coração, ou seja, pelos vínculos afectivos que normalmente caracterizam as relações familiares.

Para ler ou oferecer no Natal: “Michael Kohlhaas, O Rebelde”

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Livros, literatura, ética
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Será verdade que ninguém quer ser injusto?

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Argumentação, Argumentos não dedutivos, Ciência Geral, Outros sítios, Subjectivismo moral, ética
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Exemplos da falácia do apelo à ignorância

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Argumentação, Ciência Geral, Lógica, Outros sítios, falácias
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Corrigir testes é… difícil

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Humor, desenho, educação
Desenho de Helena Monteiro (que é professora),no blogue Desenhador do Quotidiano.Quando ando a corrigir testes lembro-me muitas vezes do mar. Também me vêm à cabeça esplanadas sossegadas, miradouros com lindas vistas e cidades onde nunca fui, como Florença.Não faço a mínima ideia do motivo de tais lembranças, mas garanto que não é vontade de fugir ao dever.Seja como for, é uma evasão pedagogicamente compensadora: após um breve passeio mental regresso aos testes mais concentrado e atento. Sugiro, por isso, aos futuros avaliadores dos professores - e digo isto sem nenhuma ironia - que recorram ao mesmo método.Esplanadas sossegadas onde se possa ler um livro ou conversar com um amigo, miradouros com bonitas vistas... Se calhar é isso que faz falta ao modelo de avaliação do desempenho que se anda a discutir há tantos meses.Sem ironia, repito.

Televisão britânica emite documentário que mostra suicídio assistido

Carlos Pires @ CADERNO DE SOCIOLOGIA Categorias: Ciência Geral, Eutanásia, Família, Fenómeno social, Notícia de Jornal, Temas dos trabalhos de pesquisa, televisão
«A última aula de Craig Ewert foi vista esta noite por todos os ingleses, na televisão. O canal “Sky Real Lives” emitiu um documentário canadiano, chamado “Right to die?” que mostra o suicídio assistido de Craig Ewert na Suíça, em Setembro de 2006, meses depois de lhe ter sido diagnosticado uma doença degenerativa incurável. “Para o Craig (...) permitir que as câmaras filmassem os seus últimos momentos em Zurique, foi a maneira de enfrentar o fim da sua vida de uma forma honesta”, escreveu Mary Ewert, viúva de Craig Ewert, num artigo do jornal “The Independent”. “Ele fez questão que o documentário fosse mostrado porque quando a morte fica escondida e é privada, as pessoas não enfrentam os medos que têm relativamente à morte”, acrescentou. Craig Ewert, de 59 anos, era um ex-professor universitário norte-americano, radicado na Inglaterra. Durante a Primavera de 2006, foi-lhe diagnosticado uma doença degenerativa do sistema nervoso motor que rapidamente o ia tornar incapaz de realizar movimentos. Nesse Verão teve que ser ligado à uma máquina respiratória. Apesar de a maioria das pessoas que sofrem deste tipo de doença morrerem de uma forma pacífica, Craig tinha medo de ...

“Right to die?” na televisão

Carlos Pires @ Dúvida Metódica Categorias: Ciência Geral, Eutanásia, Notícia de Jornal, Suicídio assistido, televisão, ética
«A última aula de Craig Ewert foi vista esta noite por todos os ingleses, na televisão. O canal “Sky Real Lives” emitiu um documentário canadiano, chamado “Right to die?” que mostra o suicídio assistido de Craig Ewert na Suíça, em Setembro de 2006, meses depois de lhe ter sido diagnosticado uma doença degenerativa incurável.“Para o Craig (...) permitir que as câmaras filmassem os seus últimos momentos em Zurique, foi a maneira de enfrentar o fim da sua vida de uma forma honesta”, escreveu Mary Ewert, viúva de Craig Ewert, num artigo do jornal “The Independent”. “Ele fez questão que o documentário fosse mostrado porque quando a morte fica escondida e é privada, as pessoas não enfrentam os medos que têm relativamente à morte”, acrescentou.Craig Ewert, de 59 anos, era um ex-professor universitário norte-americano, radicado na Inglaterra. Durante a Primavera de 2006, foi-lhe diagnosticado uma doença degenerativa do sistema nervoso motor que rapidamente o ia tornar incapaz de realizar movimentos. Nesse Verão teve que ser ligado à uma máquina respiratória.Apesar de a maioria das pessoas que sofrem deste tipo de doença morrerem de uma forma pacífica, Craig tinha medo ...
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