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“TESOUROS” NO PÚBLICO


O "Público" de hoje, pela pena da jornalista Maria João Lopes, fala do livro "Tesouros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra", com coordenação de António Eugénio Maia do Amaral, que saiu há pouco na Imprensa da Universidade de Coimbra. Ler aqui.

Na imagem: manuscrito autógrafo de Almeida Garrett.Continue a ler “TESOUROS” NO PÚBLICO

EINSTEIN E A ARTE 3



Muito se tem discutido sobre a relação entre a teoria da relatividade restrita de Einstein, de 1905, e o cubismo, inaugurado com o quadro "Les Demoiselles d'Avignon" de Picasso. Se influência houve terá sido indirecta.

Mas uma influência directa das ideias relativistas numa obra artística ocorreu decerto no quadro "A persistência da memória" de Salvador Dali, o surrealista que se interessou muito por temas científicos. Nesse quadro, de 1931, aparecem relógios em fusão, sugerindo a deformação que a gravidade causa no tempo. O ser adormecido no meio será o próprio Dali a dormir e, claro, a sonhar. Numa recreação do mesmo quadro feita muito mais tarde (1952-1954), "A desintegração da persistência da memória", surge uma paisagem aquática, com o fundo coberto de numerosos pequenos blocos. Este quadro sugere a fusão da teoria da relatividade com a teoria quântica, portanto uma representação artística de uma teoria unificada.Continue a ler EINSTEIN E A ARTE 3

EINSTEIN E A ARTE 2


A primeira entrada da cara de Einstein na Arte foi, talvez, esta colagem de 1919 da dadaísta alemã Hannah Hoech (1889-1983), que aproveitou o retrato de Einstein que saiu na capa da revista "Berliner Illustrierte Zeitung" no mesmo ano (o recorte com o retrato está em cima à esquerda). Lembre-se que esse foi o ano em que Einstein se tornou mundialmente famoso graças à confirmação, por observações de um eclipse solar o Príncipe e em Sobral, das suas previsões para o encurvamento dos raios de luz. A composição, uma das primeiras fotomontagens, intitula-se: "Golpe com uma faca de cozinha Dada na última cultura de barriga de cerveja da República de Weimar na Alemanha". A artista, declaradamente feminista, passou os tempos do nazismo retirada na Alemanha, sem nenhum protagonismo, para reaparecer no fim da guerra.Continue a ler EINSTEIN E A ARTE 2

EINSTEIN E A ARTE 1


Andy Warhol, o artista pop norte-americano, autor entre muitos outras de uma famosa gravura de Marilyn Monroe, efectuou em 1980 uma gravura com o retrato de Albert Einstein, numa série intitulada "Dez judeus do século XX" (que incluiu, além de Einstein, Franz Kafka, Gertrude Stein, Martin Buber, George Gershwin, os irmãos Marx, Golda Meir, Sarah Bernhardt, George Gershwin e Louis Brandeis). Ver aqui esta galeria de judeus.

Sobreposto ao desenho da face está uma composição geométrica, que se pode pensar ser abstracta e resultado da livre imaginação do artista. Mas não: a composição foi inspirada em diagramas do espaço-tempo da autoria de Hermann Minkowski, o matemático que foi professor de Einstein e Zurique e que desenvolveu a geometria do espaço-tempo que tem o seu nome.Continue a ler EINSTEIN E A ARTE 1

MARILYN EINSTEIN


Por detrás de cada grande homem há uma grande mulher. Imagem preparada por Aude OLiva, do MIT, para o "New Scientist" de 31 de Março 2007. Ao perto vê-se Albert Einstein, ao longe (pode-se semicerrar os olhos, em vez de recuar) vê-se Marilyn Monroe.Continue a ler MARILYN EINSTEIN

MARILYN EXPLICA A TEORIA DA RELATIVIDADE A EINSTEIN



Marilyn Monroe e Albert Einstein numa cena do filme "Insignificance" ("Uma Noite Inesquecível") de Nicholas Roeg.Continue a ler MARILYN EXPLICA A TEORIA DA RELATIVIDADE A EINSTEIN

OUTRO ANÚNCIO COM EINSTEIN



Outro anúncio televisivo de bebidas com Albert Einstein e Marilyn Monroe.Continue a ler OUTRO ANÚNCIO COM EINSTEIN

EINSTEIN E A PEPSI COLA



Anúncio televisivo da Pepsi Cola do ano 2000.Continue a ler EINSTEIN E A PEPSI COLA

LIVRARIA IDEAL

Dei uma entrevista ao programa "Livraria Ideal", da responsabilidade do jornalista João paulo Sacadura, que passou an TVI24, mas que pode ser visto na Internet: aqui (clicar em vídeo).
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DE NOVO OS “ACTOS DE DEUS”



"Actos de Deus" era o nome que tinham nas antigas apólices de seguro as tragédias naturais como as cheias do Douro que estiveram na base do acidente de Entre-os-Rios ou a recentes cheias na ilha da Madeira que, infelizmente, levaram pessoas e bens. Mas, em geral, às circunstâncias naturais acrescem os erros humanos, por acção ou omissão. Tudo leva a crer que também existiram erros desse tipo na Madeira, tal como no desastre da ponte de Entre-os-Rios. Julgo, por isso, oportuno recuperar o meu texto "Porque caem as pontes?" que saiu no meu livro "A coisa mais preciosa que temos" (Gradiva):

Desde que o homem existe sobre a Terra que vê os objectos caírem para a superfície do planeta, atraídos sem dó nem piedade pela força da gravidade. Mas só desde há cerca de trezentos anos, com os trabalhos de Galileu e Newton, é que se conseguiu, em primeiro lugar, descrever os movimentos de queda e, em segundo lugar, compreender as causas desses movimentos.

Também desde que o homem existe sobre a Terra que faz edifícios e pontes de modo que eles não caiam logo. A tecnologia da construção que permitiu as pontes romanas ou as catedrais da Idade Média foi de base empírica. Construía-se e, se a construção não caísse, então... ficava de pé. Experimentava-se tal como se faz ao provar um produto culinário. O conto de Alexandre Herculano sobre a abóbada da Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha é elucidativo: o arquitecto Afonso Domingues teria permanecido debaixo da abóbada para se certificar da respectiva segurança. Segundo um estudioso das catedrais góticas, as construções que não caem nos primeiros cinco minutos não cairão nos seguintes quinhentos anos... Talvez seja verdade para edifícios de pedra fundados em rocha firme. Mas há excepções, como a Torre de Pisa, erguida no século XVI e emblematicamente associada a Galileu, que não caiu nos primeiros cinco minutos mas, que devido a inconsistências do solo, tem vindo a cair desde então. Não fora a tecnologia moderna que hoje a segura e cairia rapidamente.

A tecnologia de fazer e manter edifícios e pontes – a Engenharia Civil – conheceu forte expansão nos séculos XVIII e XIX pelo simples facto de se ter percebido que a mecânica de Galileu e Newton, com as mais-valias introduzidas por outros cientistas como Hooke,

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