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O presente é a chave do passado

 

A importância das rochas sedimentares na reconstituição de acontecimentos passados relaciona-se com o seu conteúdo fóssil e com outras características, como sejam a cor, as composições química e mineralógica, a estrutura interna dos estratos, as relações geométricas entre eles, o aspecto dos planos de estratificação (onde podemos incluir as marcas de corrente) e a forma e dimensão dos detritos.

Segundo o Actualismo Geológico, ao longo da História da Terra os fenómenos geológicos têm actuado de forma idêntica, de modo que podemos explicar o passado tendo em conta o presente.

As marcas de corrente, são uma superfície ritmicamente ondulada, com comprimento de onda centrimétrico a decimétrico, em sedimentos arenosos ou siltosos que se forma em dunas, pela acção do vento, e em ambientes sub-aquáticos, pela acção de onda e de correntes. 

 
Marcas de ondulação na praia da aguda

Foto : Marcas de corrente de origem marinha na Praia da Aguda – V.N. de Gaia. PT. Foto gentilmente cedida por João Nogal

As marcas de corrente além de definir a sequência estratigráfica, servem para nalgumas situações, determinar o rumo preferencial da corrente eólica ou aquática, pois o lado mais íngreme é o lado contrário ao do fluxo.

 
Sentido da Corrente

Foto de marcas de corrente fossilizadas. Museu de História Natural – Londres. Reino Unido.


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Geologia Médica

Existem um conjunto de doenças cuja etiologia (estudo das causas) está relacionada com minerais e ambientes geológicos e é influenciada pelo tipo de fonte e da via de exposição, pela intensidade e duração da exposição e, também, pelas propriedades físicas e químicas dos minerais envolvidos. Tendo em conta estas propriedades, os minerais podem ser essenciais para manter o corpo em boa forma (geofagia, hidroterapia, balneoterapia, dermofarmácia, dermocosmética), mas em certas circunstâncias, a deficiência ou o excesso podem constituir factores de desenvolvimento de doenças (silicose, asbestose, selenose, etc).

A preocupação crescente das sociedades relativamente às interacções com o meio ambiente/saúde está na base do ressurgimento de uma nova e interessante área do saber, hoje denominada Geologia Médica, a qual foi antes chamada Geomedicina, Geologia Ambiental, Geoquímica Médica, designações todavia não equivalentes.

O principal objectivo desta nova área científica emergente (Geologia Médica), é o estudo dos impactes negativos e positivos dos elementos químicos e de minerais na saúde pública.

Neste post vou apenas referir a importância das águas minerais naturais, termais ou não.

O uso da água mineral natural para prevenir e curar doenças remonta a 50.000 anos atrás, isto é, à Idade do Bronze.

Água termal é aquela cuja temperatura é notoriamente mais alta do que a temperatura atmosférica média do local onde emerge. A água de nascente termal pode considerar-se muito quente ou escaldante, quando a sua temperatura se situar próximo da temperatura da água fervente, ou somente quente quando a sua temperatura for notoriamente mais alta do que a temperatura atmosférica do local onde emerge, mas inferior à temperatura do corpo humano.

A água mineral natural é uma água bacteriologicamente aceitável, de circulação profunda ou extensa na crosta terrestre, que possui propriedades físico-químicas estáveis na sua origem e lhe conferem interessantes propriedades terapêuticas, ou simples efeitos favoráveis à saúde, devido à natureza e teor em minerais que contém.

A Hidrologia Médica é uma designação abrangente de todos os domínios científicos que se ocupam do uso medicinal da água, métodos de aplicação e soluções. 

A hidroterapia consiste no uso da água com bases científicas, como agente terapêutico no tratamento de patologias variadas, utilizando vários modos ou processos e várias gradações de temperatura (desde água gelada até ao vapor de água).

A balneoterapia é a ciência que se ocupa dos banhos e dos modos de os fazer, inclusive dos seus efeitos no tratamento da doença.

A crenoterapia (termo derivado do…

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A idade da Terra

A descoberta da radioactividade por Henri Becquerel (1852-1908) em 1896 – a propriedade de determinados elementos, como o urânio, o rádio e o poló­nio, de emitirem raios e mudarem o seu número atómico -, revolucionou tudo.

Os elementos radioactivos podem desintegrar-se noutro elemento através da acção da emissão de raios. Na desintegração radioactiva, o elemento pai, por exemplo o urâ­nio, decai durante um certo período para um outro elemento, chamado filho, como o tório.

A descoberta da radioactividade causou uma enorme excita­ção em todo o mundo da Física e, apenas quatro anos mais tarde, Ernest Rutherford (1871-1937) e Frederick Soddy (1877-1956) provaram que a desintegração radioactiva é exponencial -ou seja, a quantidade de matéria radioactiva reduz-se a metade em certos prazos temporais. Por outras palavras, 1000 átomos de urânio reduzem-se a 500 num certo período, e esses 500 caem para 250 num período igual, passando depois a 125 e daí por diante. Três anos volvidos, e na presença de um lorde Kelvin envelhecido e algo excêntrico, Ernest Rutherford sugeriu que a desintegração radioactiva poderia fornecer um relógio geológico.

Ele argumentava que, se os cientistas mediam o tempo que leva­va à quantidade do elemento radioactivo pai a decair para meta­de e se transformar no elemento filho – uma janela temporal desde então chamada meia-vida -, então a medição das propor­ções dos elementos pai e filho numa amostra de rocha adequada poderia fornecer uma estimativa da sua idade.

A tese de Rutherford foi levada à prática com uma rapidez espantosa. O jovem geólogo britânico Arthur Holmes (1890-1965), de apenas 21 anos na altura, teve um desempenho vir­tuoso ao publicar a primeira estimativa de datação das rochas em 1911: as suas estimativas compreendiam um intervalo que ia dos 340 milhões de anos (uma rocha do período Carbonífe­ro) aos 1640 milhões de anos (uma rocha do Pré-Câmbrico). Estes números não distam significativamente das estimativas da idade moderna.

Repare-se que os primeiros nove déci­mos da história da Terra são designados por Pré-Câmbrico, por precederem o período Câmbrico: trata-se de um termo negativo e redutor para designar um tão vasto intervalo cronológico da história da Terra, mas agora que o termo está estabelecido não pode ser facilmente alterado.

Após as primeiras e muito imperfeitas estimativas terem sido feitas, Holmes e muitos outros talharam arduamente no melhoramento da sua compreensão das medições da idade, e a Química e a Física foram alvo de muitas…

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Descoberta nova fonte hidrotermal de baixa profundidade ao largo do Faial

Cientistas do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores descobriram há dias uma nova fonte hidrotermal de pequena profundidade, apenas a 500 metros da costa da ilha do Faial.

 A descoberta foi feita ocasionalmente por um mergulhador do DOP, que detectou uma zona de libertação de gases entre 30 e 40 metros de profundidade, a sul da Ponta da Espalamaca, um morro sobranceiro à cidade da Horta, no Faial.

via Descoberta nova fonte hidrotermal de baixa profundidade ao largo do Faial.


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Gnaisse ocelado

As rochas gnáissicas são foliadas e podem apresentar um bandado grosseiro (segregação metamórfica) onde alternam bandas de côr clara e escura, que reflectem composições mineralógicas diferentes. Podem formarse a partir de rochas sedimentares (paragnaisses) ou de rochas ígneas (ortognaisses) por metamorfismo de grau superior ao da fácies dos xistos verdes. A composição mineralógica dos gnaisses depende da composição do protólito; no entanto, os minerais mais comuns dos gnaisses são o quartzo e o feldspato. Dependendo dos minerais acessórios, o gnaisse pode ser denominado anfibólico, granatífero, biotítico, albítico, etc. Quando o gnaisse apresenta grandes porfiroclastos (tipicamente feldspato potássico, equivalente dos fenocristais nas rochas ígneas) no seio de uma matriz mais fina denomina-se gnaisse ocelado (equivalente da textura porfiróide de alguns granitos, do qual se pensa poder derivar).

Gnaisse ocelado – Universidade do Minho

Um granito deformado a quente por cisalhamento adquire uma foliação muito penetrativa, pelo que vulgarmente se denomina de ortognaisse, embora o grau metamórfico possa ser tão baixo como o da fácies dos xistos verdes (na presença de fluidos).


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Rapakivi

Rapakivi – (do finlandês significando rocha friável, rocha podre). Esta palavra foi originalmente utilizada para designar um tipo de granito da Finlândia que se alterava facilmente produzindo um amontoado de saprolito grosseiro. Mais tarde estudos petrológicos realizados por Sederholm (1891) mostraram que esta facilidade para se alterar estava associada a um tipo particular de textura na qual feldspatos potássicos ovóides (B) eram circundados por plagioclases sódicas (A).

Fotografia de um granito com textura Rapakivi – Universidade do Minho

Actualmente alguns autores ampliaram o uso do termo rapakivi para toda textura onde um feldspato potássico é recoberto por uma fase mais sódica, mesmo que este núcleo não apresente forma ovóide, sendo que o termo rapakivi tanto é utilizado para se refirir à textura anteriormente citada como para denominar o granito que a apresenta, isto é, granito rapakivi (aquele com textura rapakivi). Contrariamente, temos textura anti-rapakivi quando um feldspato com núcleo sódico é evolvido pro K-feldspato (feldspato potássico).

Fonte : http://www.dicionario.pro.br/dicionario/index.php/Rapakivi


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Enterrámos os mortos, mas não cuidamos dos vivos!

Após o sismo de 1 de Novembro de 1755 o rei ficou inconsolável perante a escala da devastação; numa carta endereçada a sua irmã, Bárbara de Bragança, descrevia-se triste­mente a si próprio «como um rei sem reino, num país sem capital».

 Incapacitado pela dor, permanecia na sua tenda, incapaz de agir ou de tornar decisões racionais; mas, em vez de convocar o parlamento e de encarregar os seus membros de assumirem o controlo da situação, preferiu delegar todos os poderes e responsabilidades no seu ambicio­so primeiro-ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro marquês de Pombal, cuja casa, na Rua Formosa, tinha sido um dos  poucos edifícios da baixa da cidade a escapar incólume à calamidade daquele dia — um facto que o rei, ao que parece, interpretou como outro sinal de Deus. Conta-se que o marquês de Pombal foi o primeiro  a chegar ao acampamento do rei e, quando o monarca lhe perguntou: «Que há a fazer para enfrentar este castigo da justiça divina?», respondeu com uma frase que iria ficar célebre: «Enterrar os mortos Majestade, e cuidar dos vivos

Quer tenha ou não havido esta troca de palavras no seu encontro, a tranquilidade racional de Pombal pe­rante a catástrofe impressionou de tal maneira o indeciso monarca que entregou todos os poderes oficiais ao seu primeiro-ministro, que contava na altura cinquenta e seis anos de idade. E a partir daquele dia o destino da cidade ficou nas mãos do marquês de Pombal.

A sua primeira medida foi convencer o rei a pôr de lado o plano de se transferir para o Brasil e a aceitar a ideia de que não era a altura de quebrar os vínculos com o seu povo; pelo contrário, como insis­tiam Pombal e os seus conselheiros, era fundamental reconstruir Lis­boa e restabelecê-la como capital de Portugal. Uma vez aceite este princípio básico, o imponente Pombal, que tinha mais de dois metros de altura (entre os britânicos, era conhecido como the Lisbon Oak [o carvalho de Lisboa]), instalou-se num coche emprestado pelo Palá­cio Real de Belém, no qual viajou de regresso às ruínas de Lisboa, emanando decreto após decreto para regulamentar os mais ínfimos pormenores da reconstrução da cidade. A sua energia era fenomenal, e numa semana tinha publicado mais de duzentas medidas, a partir do seu quartel-general itinerante, puxado por cavalos, para regulamentar o enterramento dos cadáveres, a remoção dos escombros, a recolha

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Fluxo térmico e tectónica de placas

A Terra apresenta-se como um globo extraordinariamente activo e estratificado, nomeadamente, no que respeita a propriedades como a densidade, a rigidez e a composição dos materiais. Desde a sua origem até à actualidade, o dinamismo da Terra tem sido mantido, sobretudo, graças à existência de fluxos contínuos de energia com origem no Sol e na própria Terra. O calor interno da Terra dissipa-se lenta e continuamente, do interior até à superfície, originando um fluxo térmico que apresenta variações na superfície terrestre, como se evidencia na figura 1A.

O soerguimento e o afundamento da litosfera oceânica na astenosfera determinam a profundidade dos oceanos, que tende a ser maior nos locais mais afastados das dorsais oceânicas. Este facto relaciona-se com variações no fluxo térmico ao longo dos fundos oceânicos, que determinam alterações na densidade dos materiais rochosos constituintes da litosfera oceânica. A variação da temperatura, no interior da Terra, em função da profundidade.

 

Explique o modo como a variação do fluxo térmico, ao longo dos fundos oceânicos, poderá justificar a maior profundidade atingida pelos oceanos nas zonas mais afastadas das dorsais.

Calor e morfologia

A primeira observação, certamente a mais simples de quan­tas foram feitas nos oceanos desde a campanha do Challenger, é a da existência de dorsais e de fossas profundas. Segundo a teoria do sea-floor spreading, as dorsais ficam a dever-se à ascensão de matéria quente, por conseguinte dilatada, ao longo da zona de ascensão de matéria mantélica. Expandindo-se para ambos os lados, em contacto permanente com a água do mar a 4°, o fundo contrai-se ao arrefecer, o que significa que a alti­tude dos fundos decresce à/medida que aumenta a distância para as dorsais. Os cálculos mostram ser excelente a concordância entre o perfil previsto em função da contracção térmica e o per­fil batimétrico medido.

As fossas abissais, algumas das quais, como as das Curilas ou de Porto Rico, atingem 10 000 m a 11 000 m, são, pelo con­trário, os locais em que o fundo oceânico mergulha no manto, criando encurvamentos súbitos e relevos negativos abruptos, impedindo o movimento contínuo que sejam preenchidas por sedimentos.

A segunda observação, bastante mais sofisticada na sua medida e conceito, diz respeito à distribuição ao fluxo de calor interno. À medida que se penetra no interior do Globo, verifica-se um aumento da temperatura. Esta realidade é tão sensível que já na Antiguidade os mineiros que trabalhavam nas pro­fundidades tiveram ocasião de…

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Migalhas no tempo geológico

Se pudéssemos festejar o aniversário da Terra, à semelhança do que faze­mos com os nossos amigos, teríamos de pôr na mesa um grande bolo com cerca de quatro mil quinhentos e setenta milhões de velas, modo divertido de dizer que ela se formou há cerca de 4,57Ga (giga anos), isto é, 30Ma (milhões de anos) mais tarde do que os mais antigos meteoritos.

 

Como consta das Sagradas Escrituras afirmava-se, entre os hebreus, que a Terra fora gerada em seis dias, há cerca de seis mil anos. Esta crença, manti­da a ferro e fogo pela Igreja, paralisou o avanço do conhecimento científico neste domínio, durante quase dezoito séculos. Falar de milhões de anos na história da Terra e conceber um tempo para trás da criação do Homem foram conquistas árduas e tantas vezes trágicas da Ciência sobre o dogmatismo reli­gioso, conservador e severo, dominante na Europa de então. Para o tempo bíblico, tido como o tempo da Terra e do Homem, os clérigos de então aceitavam aquela cifra e não mais. Numa época marcada pela rigorosa observância aos dogmas impostos pela Fé, não era fácil defender a imensi­dade do tempo geológico. A este propósito, escreveu Claude Allègre: Entre as disciplinas científicas que se confrontaram com as crenças religiosas, a geologia é uma daquelas em que os choques foram mais violentos.

No dia-a-dia, o tempo mede-se em horas, minutos e segundos nos mostradores dos nossos relógios de pulso. Na História, mede-se em anos, séculos e milénios, usando, para tal, pergaminhos e outros documentos com significado cronológico. Na Pré-história faz-se outro tanto com base em objectos vários e fala-se de milhares e, nalguns casos, de milhões de anos.

 A escala do tempo dilata-se ao historiarmos o passado geológico e ainda mais se recuarmos aos começos do Sistema Solar e do Universo, onde os mi­lhares de milhões de anos marcam as etapas percorridas com uma imprecisão que se esfuma nessa “eternidade”. Mil milhões de anos a mais ou a menos nos primórdios da matéria de que somos feitos representam o mesmo grau de imprecisão do milhão de anos a mais ou a menos no tempo dos dinossáurios, do mais ou menos um ano na história do velho Egipto, ou do mais dia-menos dia, mais minuto-menos minuto, no tempo que estamos a viver. No decurso da nossa existência revemos, sem dificuldade, o nosso tempo, o dos avós e até o da História, mas é

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Plumas térmicas e extinções

Existe uma correlação entre as idades das grandes províncias magmáticas (LIP), extinções em massa e acontecimentos de anorexia nos oceanos .  

Os dados retirados a partir da datação absoluta têm permitido afinar esta correlação. As quatro grandes extinções maiores coincidem com os dados geológicos retirados nos mantos basálticos (trapps), tornando a interpretação desta coincidência uma hipótese cada vez mais credível.

Michael Benton no seu livro “When life nearly died” associa de forma clara a grande extinção do Pérmico aos dados existentes dos mantos basálticos da Sibéria. Num artigo de Courtillot e Renne sobre a idade dos mantos basálticos a hipótese é apoiada com estudos do volume, idade e duração de todas as grandes províncias magmáticas basálticas (em inglês LIP), em ambiente continental (em inglês CFB) ou em planaltos oceânicos (OP).

O perigo para a vida na Terra poderá estar debaixo dos nossos pés, no núcleo e não tanto no céu estrelado.

(…) Benton argues for another kind of catastrophic cause, of mass volcanic eruption. In east Siberia, there is a huge area of volcanic rock known as the Siberian Traps. They cover an area the size of the EU. They date to the end of the Permian, though again this has only been known recently – since 1993.

The volcanic eruptions that left us the Siberian Traps would have been massive. Benton suggests they would have released enough carbon dioxide to cause 6 C of global warming. This in turn would have melted ice into the ocean. Inside the ice there were probably pockets of poisonous gas, such as methane. When the ice melted, the gas was released into the ocean and bubbled up to the surface, killing life. He concludes: “much of this is very new work, and it might be modified in the future…. However, I’ll bet on the Siberian Traps coupled with gas hydrates for the moment”. (…) – MARK RIDLEY

Fontes :

http://palaeo.gly.bris.ac.uk/essays/tls2003.html

http://www.mantleplumes.org/WebDocuments/CourtRenne2003.pdf


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