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O fim do Hélio

 No dia 24 de agosto foi publicado no jornal "O Globo" uma matéria que inicialmente foi veiculada no jornal "The Independent" sobre o fim do hélio (a matéria pode ser lida no Jornal da Ciência). Isso está ocorrendo devido ao fato que os Estados Unidos, donos da maior reserva desse elemento, resolveram há alguns anos privatiza-la e por isso o preço do hélio ficou muito baixo, não estimulando a sua reciclagem.

Eu sou um usuário de hélio líquido há muito tempo.  Ele é o principal insumo da minha pesquisa. Como estudo as propriedades magnéticas de materiais desde temperaturas muito baixas e com altos campos magnéticos, o hélio é de fundamental importância. 

O hélio é encontrado no subsolo, em especial e jázidas de petróleo. Ele ficou preso na Terra durante o seu período de formação, pois como ele é um gás nobre ele não se liga com nenhum outro átomo. Todo hélio existente ou foi formado no início do universo, durante o evento do Big-Bang ou  no interior das estrelas pelo processo de fusão nuclear.

O hélio é o único elemento que não fica sólido em pressão atmosférica. Nos primórdios da aviação ele era usado para os grandes dirigíveis e o encontramos nos balões que as crianças tanto gostam. Mas  a sua maior aplicação atualmente é como líquido criogênico. O hélio fica líquido na temperatura de 4,2 K  (aproximadamente 270 graus Celsius negativos). Dessa maneira, ele é largamente utilizado para resfriar materiais para que se possa observar o aparecimento de propriedades magnéticas ou supercondutoras. Uma das mais importantes aplicações práticas é que em baixas temperaturas grande parte dos materiais se transforma em supercondutores.

Os supercondutores tem a propriedade especial de transportar corrente elétrica sem que ocorra a disspação de energia, bem como expulsar  campos magnéticos de seu interior. Essas duas propriedades leva a aplicações interessantes. A primeira permite construir bobinas para gerar altos campos magnéticos, uma vez que como não há dissipação de energia, é possível aplicar altas correntes  em uma bobina supercondutora e em seguida remover a fonte, pois a corrente permanecerá indefinidamente fluindo. Além disso, pode-se projetar bobinas para atingirem altos campos magnéticos, centenas de milhares de vezes mais intensos do que o campo magnético da Terra.

As bobinas supercondutoras são utilizadas nas máquinas de tomografia por ressonância magnética nuclear, aplicadas na geração de imagens do interior do corpo. No caso da minha pesquisa, além de

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Um céu agitado

Coluna Física sem mistério
Ciência Hoje On-line
publicada em 20/08/2010

As noites de inverno costumam ser as mais interessantes para se observar o céu. Devido ao tempo seco e com poucas nuvens, em lugares afastados dos grandes centros urbanos é possível observar detalhes interessantes que normalmente passam despercebidos devido à poluição atmosférica e luminosa.
É possível contemplar, além da Lua e dos cinco planetas visíveis (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), fenômenos astronômicos que ocorrem com alguma frequência e são previsíveis, dada a sua regularidade.
Neste mês de agosto de 2010, dois tipos de fenômenos astronômicos chamaram a atenção, inclusive da mídia. Um deles foi a conjunção da Lua com Mercúrio, Vênus, Marte e Saturno, que pôde ser melhor vista nos dias 13 e 14. A conjunção é um alinhamento de planetas que ocorre com certa periodicidade devido ao fato de os períodos de translação ao redor do Sol serem fixos.
O outro evento interessante foram as chuvas de meteoros de Delta Aquaridius, no dia 10 de agosto, e das Perseidas, que tiveram sua atividade máxima no dia 12. Esses nomes vêm das constelações de Aquarius e de Perseus, que ocupam a região do céu da qual parecem sair os meteoros observados durante esses fenômenos.
A chuva de meteoros mais intensa foi a das Perseidas. Pouco desse fenômeno pôde ser visto nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, mas ele foi mais intenso nas regiões Norte e Nordeste e nos países do hemisfério Norte.

Planetas em conjunção

As conjunções planetárias são conhecidas desde a Antiguidade. A partir da disposição dos planetas no céu e da sua posição em relação aos outros planetas, os astrônomos gregos conseguiram estimar as distâncias planetárias.

Hiparco e Aristarco, entre outros, conseguiram dimensionar o tamanho do nosso Sistema Solar a partir dessas observações relacionando a distância dos planetas com a distância da Terra ao Sol. Esta última foi estimada a partir de um eclipse lunar e com o raio da Terra que havia sido estimado por Erastóstenes, que viveu no Egito entre 276 e 194 a.C.
Atualmente a observação dessas disposições planetárias não tem grande importância, uma vez que já são bem conhecidas. A previsão das suas ocorrências, no entanto, é de fundamental importância para o planejamento das viagens espaciais, principalmente aos planetas gigantes do Sistema Solar, como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Para muitas pessoas, porém, a disposição dos planetas em

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Um céu muito especial nessa semana

No próximos dias haverá um espetacular conjunção no céu, com os planetas Mercúrio, Vênus, Marte e Saturno, juntamente com a Lua Crescente, logo após o pôr do Sol. Gustavo Rojas, dá dicas de como fotagrafar o esse céu espetacular que acontecerá na quinta, sexta-feira.
Aproveitem a dica.


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A resenha do "A Busca pela compreensão cósmica" no Ciência Hoje on-line

Saiu mais uma resenha do meu livro "A busca pela compreensão cósmica" Quem quiser dar uma olhada

Para ler e entender estrelas

Crônicas sobre física e astronomia permitem ao leitor saber mais sobre as perguntas que a ciência já respondeu. Elas estão no livro ‘A busca pela compreensão cósmica’, de nosso colunista, o físico Adilson de Oliveira.http://cienciahoje.uol.com.br/resenhas/para-ler-e-entender-estrelas
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O Céu da Semana de 20 a 27 de julho de 2010

Vejam o Céu da Semana de 20 a 27 de julho de 2010
Mais uma produção do Laboratório Aberto de Interatividade - LAbI - UFSCar

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A descoberta que mudou a humanidade

Coluna Física sem mistério
Ciência Hoje On-line
Publicada em 16 de julho de 2010

Há centenas de milhares de anos, nas noites frias de inverno, a escuridão era um grande inimigo. Sem a lua cheia, a negritude da noite, além de assustadora, era perigosa. Havia muitos predadores com sentidos aguçados, e que poderiam atacar facilmente enquanto dormíamos. O frio intenso era outro inimigo. Não eram fáceis os primeiros passos da humanidade, dados por antepassados muito diferentes de nós.


Até que, um dia, talvez ao observar uma árvore atingida por um raio, os hominídeos primitivos descobriram algo que modificaria complemente o rumo da nossa evolução: o fogo. Ao dominar essa entidade, foi possível se aquecer, proteger-se dos predadores e ainda cozinhar os alimentos. Como nenhuma outra criatura do nosso planeta, conseguimos usar a nosso favor um fenômeno natural para ajudar a vencer as dificuldades diárias.
Com o fogo, a noite já não era mais tão perigosa, e diminuía a necessidade de se esconder ou lutar. Acredita-se que a descoberta de seu uso tenha agido diretamente sobre a nossa forma de pensar, pois permitiu mais tempo para pensarmos. O filme A guerra do fogo (1981), do diretor francês Jean-Jacques Annaud, retrata em forma de ficção como o fogo influenciou a forma de viver dos primeiros hominídeos.

Assista aqui ao trailer do filme ‘A guerra do fogo’, de 1981




A importância da utilização do fogo como instrumento de transformação da nossa sociedade se acelerou com o progresso da cultura humana. Além de fornecer conforto térmico e melhorar a preparação de alimentos, ele desde cedo foi usado em rituais dos mais diferentes povos, na fabricação de armas (até os dias atuais), na produção de novos materiais (ajudando a fundir metais, por exemplo) e como fonte de calor para máquinas térmicas. Entretanto, o que é o fogo?
O fogo surge do processo de rápida oxidação de um material combustível, liberando luz, calor e os produtos da reação, como dióxido de carbono e água. Dessa forma, o fogo é um mistura de gases em altas temperaturas e por isso emite luz na faixa do infravermelho e visível.
Para certas faixas de temperatura, os gases ficam totalmente ionizados. Isso ocorre porque os elétrons são arrancados dos átomos que os compõem, levando-os ao estado de plasma. O plasma (que nada tem haver com o material contido no sangue) pode ser observado, por exemplo, em lâmpadas fluorescentes,

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O desenvolvimento da nova Instalação do LAbI – [Eco] Sistema

O Laboratório Aberto de Interatividade - LAbI - UFSCar em parceria com o Sesc -São Carlos está construindo uma nova instalação interativa - [Eco]Sistema, abordando a temática da Biodiversidade. A instalação  será desenvolvida a partir de oficinas colaborativas. Visitem o site do projeto [Eco]Sistema.


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A difícil tarefa de fazer Ciência no Brasil

Para muitas pessoas o trabalho do cientista consiste em apenas fazer pesquisas. Estar em uma escrivaninha pensando na solução de problemas complexos ou enfiado em um laboratório realizando experimentos a procura de uma nova descoberta. Mas, na realidade, as coisas são mais complicadas. No caso do Brasil, a maioria dos cientistas são professores universitários que além de fazer as pesquisas tem que dar aulas para graduação e pós-graduação (que é muito bom), mas tem muitas atividades administrativas.
Para tocar as pesquisas são necessários financiamentos, que são concedidos pelas agências governamentais, que são analisados pelo mérito acadêmico. Ter um projeto de pesquisa aprovado é sempre muito gratificante.


Mas a alegria de ganhar verbas para pesquisa pode se tornar um pesadelo. Além das rigorosas prestações de contas, que são auditadas pelas agências de fomento, feitas por pessoas que são ótimos auditores, mas não conhecem nada da prática da ciência. Por exemplo, para um auditor a compra de preservativos pode sugerir que o pesquisador está gastando o dinheiro do projeto para uso próprio, mas preservativos (especialmente os sem lubrificantes) são ótimos para proteger materiais quando compactados em meios líquidos.



Na Folha de S. Paulo de hoje (03/07/2010) tem a notícia que o CNPq não vai mais fazer as importações de insumos de pesquisa e equipamentos. Desde 2004 o CNPq teve o sistema chamado de "Importa Fácil" em parceria com os Correios para facilitar a compra de materiais no exterior. Esse sistema não era muito amigável e levava o pesquisador a correr atrás de muita burocracia. Agora, sem esse apoio, as universidades terão que fazer esse trabalho. O grande problema é que as universidades não tem estrutura para isso. Os pesquisadores que trabalham com a importação de material biológico terão grandes problemas.

Sem dúvida é necessário ter rigor com o gasto do dinheiro público, mas também é necessário que a burocracia não cause entraves. Nem todos os pesquisadores tem vocação para serem burocratas ou contadores (eu já fui contador!!!)Continue a ler A difícil tarefa de fazer Ciência no Brasil

A Copa e as viagens no tempo

Mais uma vez estamos vivenciando uma Copa do Mundo. Esta é uma época que a grande maioria das pessoas volta sua atenção para a seleção brasileira de futebol, na esperança de que ela novamente vá ser campeã. Afinal, nossa seleção é a mais vitoriosa de todos os tempos e os jogadores brasileiros são cobiçados pelos melhores times do planeta. Como dizia o grande dramaturgo Nelson Rodrigues, somos uma "pátria de chuteiras".
O mínimo que os brasileiros esperam em uma Copa é o título de campeão. Por isso, as derrotas e eliminações geram grandes decepções e tristezas. Após os fracassos, os comentaristas esportivos e muitos de nós procuramos razões para explicar a derrota. As duas maiores derrotas foram a perda dos títulos mundiais de 1950 (na Copa disputada no Brasil) e de 1998 (na França).

Neste último caso, perdemos para os donos da casa. Somente dois países anfitriões que chegaram à final de uma Copa não se sagraram campeões.
Foi o caso da Suécia, derrotada em 1958 pelo Brasil de Pelé, e da citada final de 1950, quando o Uruguai levou o caneco em pleno Maracanã, com quase 200 mil torcedores calados pelo gol de Ghiggia.
Até hoje, muitas pessoas gostariam de voltar no tempo e mudar esses resultados. Imaginem se fosse possível avisar o goleiro Barbosa, da seleção de 1950, que Ghiggia chutaria a bola justamente no canto esquerdo do gol?
Uma tentativa de reverter a derrota de 1950 é o mote do curta-metragem Barbosa, feito pelos cineastas Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado a partir do livro Anatomia de uma derrota, de Paulo Perdigão (1939-2006). No ano de 1988, um homem que era criança em 1950 e estava no Maracanã no jogo fatídico consegue uma máquina do tempo e volta ao dia 16 de julho de 1950.
A ideia do viajante do tempo era avisar o goleiro Barbosa sobre o gol de Ghiggia, que ocorreria aos 34 minutos do segundo tempo, dando a vitória de 2 a 1 para o Uruguai (um empate bastava ao Brasil para ser campeão). Paradoxalmente, quando ele tenta avisar Barbosa, o goleiro acaba se distraindo e a bola entra.

Assista abaixo ao curta-metragem Barbosa,
disponível em duas partes no YouTube:








Imaginemos que a volta no tempo proposta nesse filme pudesse de fato ocorrer. Nesse caso, seria possível modificar o resultado daquela fatídica partida?

Estranhas propriedades

Como

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Algumas resenhas sobre "A Busca pela compreensão cósmica

Sairam duas resenhas sobre o livro "A busca pela compreensão cósmica". A primeira saiu na Agência FAPESP e outra na Scientific American Brasil de junho de 2010.
A resenha da Agência FAPESP pode ser vista neste link
No Universia tem essa resenha 
Abaixo a resenha que saiu na Scientific American de junho/2010

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