DIÁLOGOS

Caros amigos…

Ao longo de mais de uma década de atividades, nosso grupo de pesquisa em Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas vem debatendo um número bastante significativo de temáticas que, direta ou transversalmente, possuem implicações nos estudos desta área de conhecimento. Assim sendo, resolvemos convidar os que desejarem a fazer parte de um novo projeto.

De modo bastante claro e direto, este novo projeto possui as seguintes características:

a) Propiciar uma discussão acerca da temática geral: DO MISTÉRIO AO PROBLEMA DA CONSCIÊNCIA;

b) Vários estudiosos das mais diversas áreas, bem como interessados em geral, estão convidados para discutir, neste espaço, esta temática;

c) Informamos que o grupo de pesquisa em Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas e o departamento de Pós-Graduação em Antropologia da UFRN serão os responsáveis pela organização da publicação ao findar a discussão. Salientamos que, devido o blog ser um espaço onde qualquer pessoa poderá participar da discussão, em casos especiais em que houver fuga do tema ou comentários entendidos como não pertinentes/relevantes ao assunto, estes, por sua vez, serão eliminados da publicação (todavia, continuarão disponíveis no blog); 

d) Enfatizamos desde já que todos os participantes deverão, em suas postagens, deixar claro a autoria dos comentários (comentários em que o nome completo do autor não estiver disponível para verificação, serão automaticamente descartados);

e) Entendemos que TODOS os participantes desta discussão estarão permitindo a publicação, a posteriori, de seus comentários;

f) Informamos a todos os participantes que este trabalho possui caráter interdisciplinar e que os comentários podem ser bastante autorais. Entretanto, em caso de citações de algum autor, que a referência venha já imediatamente após sua transcrição;

g) Um bom DIÁLOGO a todos…
Prof. Nivaldo Machado

Prof. Jean Segata

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Dentes e o bebê de 5 meses

Nossos dentes contam uma história interessante sobre a evolução humana, e isso fica muito evidente na dentição dos bebês. O próprio fato de termos uma mandíbula com dentes recobertos de um esmalte, o tecido mais mineralizado e duro do nosso corpo, demonstra que compartilhamos uma característica com todos os outros vertebrados mandibulados, incluindo os tubarões, peixes ósseos, anfíbios, répteis, aves e os outros mamíferos.

Entre os vertebrados mandibulados, somos característicos por termos dentes diferentes de acordo com a parte da mandíbula na qual eles crescem. Também é peculiaridade dos mamíferos que os dentinhos que nascem nos bebês de cerca de cinco meses duram uma parte da vida e depois são trocados por dentes definitivos.

De fato, a dentição dos mamíferos é muito diferente da dos demais vertebrados e existe grande variação interna ao grupo. Dentes adaptados a uma dieta onívora, com a presença de incisivos, caninos, pré-molares e molares largos e com cúspides baixas, são típicos de primatas. Os 32 dentes que carregamos na boca são semelhantes aos 32 apresentados por chimpanzés.

Em nossa história mais recente nossos dentes encolheram, especialmente os caninos. As causas disso ainda são discutidas, mas dentes menores podem decorrer de uma mudança da dieta para itens mais moles ou da introdução do fogo e do cozimento de alimentos.

Os dentes que começam a nascer por volta do quinto mês de vida do bebê são marcas indeléveis de seu passado evolutivo e suas relações de parentesco com tantos outros animais.…

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A Descoberta de Vida Fora da Terra

Nossa galáxia, a Via Láctea, possui cerca de duzentos bilhões de estrelas (isto mesmo, bilhões!) e existem estimativas que sugerem mais de cem bilhões de galáxias em todo o Universo. Não será muita pretensão que alguns achem que exista vida apenas no planeta Terra?

Com a enorme quantidade de planetas orbitando esta infinidade de estrelas, matematicamente devem existir muitos planetas, sendo alguns habitáveis e com uma grande chance de possuírem seres vivos (não vou entrar na discussão sobre o que é vida).

As primeiras pesquisas de vida foram em planetas do Sistema Solar. Agora, com os satélites espaciais, outros planetas estão sendo descobertos e, devido à sua grande distância e à complexidade de observá-los diretamente, os pesquisadores procuram outras formas de identificar possíveis planetas habitados.

Em 2018, será lançado o James Webb, um telescópio espacial que substituirá o telescópio espacial Hubble, e irá procurar vida através da observação de gases que são emitidos pelos seres vivos (claro que estamos falando de seres vivos como os encontrados na Terra). Pergutaram-me uma vez se faz sentido procurar somente estes gases. Respondi que faz todo o sentido, uma vez que, como só observamos vida no planeta Terra e que estes gases podem ser oriundos destas formas de vida, nada melhor como indicador de suas presenças. Claro que estes gases podem ser originários de outros processos químicos, mas a ausência deles nos dirá que não devemos procurar formas de vida, como conhecemos, nestes planetas.

Esperemos ansiosos pelas novas descobertas do James Webb. O número de planetas no Universo é enorme e a nossa vontade de encontrar vida fora da Terra também. Quem sabe se nas próximas décadas não tenhamos as confirmações que todo o mundo aguarda.

Ilustração do telescópio espacial James Webb

Ilustração do telescópio espacial James Webb

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CRÍTICAS CONTRA CORTES NA CIÊNCIA CHEGAM À “NATURE”

Este é um dos títulos na primeira página do Diário de Notícias.
Declarações que fiz à jornalista Filomena Naves:
“Esta avaliação é um trabalho de amadores e desde que se conheceu o contrato que se confirma que há manipulação e intenção deliberada dos painéis de eliminar centros de investigação, o que é grave e lamentável.”
O resultado, acrescentei,  é que:
“Centros com provas dadas internacionalmente serão destruídos, e a ciência portuguesa vai ser mais pequena e mais provinciana.”
Outros investigadores dão a cara em críticas, mais ou menos contundentes, à “avaliação”. A FCT, pela qual ninguém dá a cara no artigo, continua em processo de negação.  O que diz, em pretensa resposta, nem sequer se percebe.…

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Os reitores e a secretária de Estado

Ficmos a saber pela notícia de Samuel Silva no Público de hoje que os reitores, honra lhes seja, e embora com algum atraso, querem corrigir a avaliação disparatada da FCT. Vamos a ver se são ouvidos ou se, como de costume, o actual governo faz ouvidos de mercador às pretensões dos Reitores e à autonomia das universidades. A FCT imiscui-se no ensino superior de uma maneira intolerável, pois ao cortar a investigação está a cortar também arbitrariamente a formação avançada, delapidando recursos pagoa ppelo
horário público.

 Algo extraordinário parece ser o papel da secretária de Estado da Ciência e Tecnologia, que reuniu com os  Reitores. Diz assim o comunicado do Conselho de Reitores:

 ”A Senhora Secretária de Estado da Ciência declarou que tinha ficado devidamente informada sobre as preocupações dos Reitores quanto ao processo de avaliação e às consequências da mesma para as Universidades, tendo concordado em transmiti-las ao Presidente da FCT.”

 Quer dizer, a governante guardou de Conrado prudente silêncio. Nada tem a dizer ou a fazer, perante os graves erros e inconsistências  apresentados, a não ser servir de “pombo-correio” para entregar uma mensagem não ao ministro Nuno Crato´, o principal responsável, mas ao Presidente da FCT. Não poderiam os Reitores ter enviado directamente as suas bem fundadas preocupações à FCT nesta época em que a informação circula rapidamente? Ou será que, com o fim anunciado pela FCT do Instituto de Telecomunicações, que há pouco tempo tanto o ministro como a sua Secretária de Estado achavam excelentes,… voltámos ao tempo das mensagens entregues por estafetas? 

Quanto ao Secretário de Estado do Ensino Superior, cuja missão seria estar ao lado dos Reitores na defesa da ciência dentro das universidades, como sector estratégico para o desenvolvimento do país, não se sabe por onde anda. Só se espera que não sirva apenas para levar a resposta da FCT aos reitores. Continue a ler

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