Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

O excesso de analgésicos ao invés de ajudar pode até piorar a enxaqueca 09.02.10



A cada ano, até 15% das pessoas com enxaqueca passam a apresentar crises quase diárias. Já conhecemos alguns fatores de risco modificáveis que aumentam o risco para a cronificação da enxaqueca: obesidade, distúrbios do sono, excesso de cafeína, tabagismo, eventos estressantes e dor crônica. Entretanto, nenhum fator tem tanto impacto como o uso excessivo de analgésicos. Os estudos epidemiológicos revelam que cerca de 3-4% da população mundial sofre de dor de cabeça diária, grande parte devido ao excesso de analgésicos. Seu consumo não deve exceder mais do que 2 vezes por semana. É um ciclo vicioso: quanto mais analgésicos, mais dor de cabeça. Entretanto, não é difícil imaginar que a divulgação desse problema contraria interesses comerciais de proporções gigantes.

 

Resolve-se o problema com a suspensão abrupta dos analgésicos e o início de um tratamento com medicação que recolocará a química cerebral no seu lugar certo e que deve durar pelo menos seis meses. Há evidências do benefício do uso de corticóides e/ou neurolépticos nos primeiros dias da “abstinência” dos analgésicos. Durante a retirada, deve-se evitar o uso de analgésicos associados a tranquilizantes, opióides, barbitúricos, cafeína, assim como mistura de analgésicos. Os anti-inflamatórios não hormonais são boas opções nesses casos.

 

Além do risco de cronificação da enxaqueca, o uso de analgésicos sem instrução médica pode levar a outros riscos, já que algumas medicações são contra-indicadas a depender do tipo de enxaqueca e dos antecedentes patológicos do indivíduo.

 

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O papel da memória nas aprendizagens escolares 09.02.10



«Sem memória esvai-se o presente que simultaneamente já é passado morto» (José Cardoso Pires, 1925-1998).

Mais adiante se saberá porque transcrevo este brevíssimo excerto de uma entrevista concedida por Vitorino Magalhães Godinho, antigo Ministro da Educação e da Cultura durante escassos meses do ano de 1974.

Segundo ele, “dispensou-se a memorização da tabuada ou das regras da gramática, como das datas mais importantes da história de Portugal. E de modo geral receia-se que recorrer à memória afecte os frágeis cérebros infantis ou juvenis” ("Problemas da Institucionalização das Ciências Sociais e Humanas em Portugal", Revista da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Lisboa, 1989).

E por se tratar da complexa “maquinaria da memória”, refiro o acontecido com José Cardoso Pires, “escritor que veio do branco, da angústia, de um isolamento sem nome, sem assinatura e sem memória”(João Lobo Antunes, “Memórias de Nova Iorque e Outros Ensaios", Gradiva, Janeiro 2003, p. 212), na altura de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) de que foi vítima.

Relata-o António Guerreiro, da forma seguinte: “Todos os acontecimentos têm uma data e um local precisos. Este deu-se em ‘Janeiro de 1995, quinta-feira’ , quando o José Cardoso Pires, ele mesmo, à mesa do pequeno-almoço, se começa a sentir mal e faz uma pergunta estranha à mulher –‘Como é que tu te chamas?’, que lhe responde devolvendo-lhe a pergunta: 'Eu Edite. E tu?’. Resposta: ‘Parece que é Cardoso Pires’" (Expresso, 24/05/1997).

A recuperação de José Cardoso Pires, na opinião do neurocirurgião João Lobo Antunes, ficou-se a dever ao facto de “a área que temporariamente ‘deixou à sede e à fome, e pela qual falava, lia e escrevia, tudo funções em que é exímio’, era mais musculada que a do comum dos mortais”. Um ano antes da sua morte, escreveu o livro autobiográficoDe Profundis, Valsa Lenta”, em que relata a sua “memória de uma desmemóriasobre o sofrimento atroz que a perda de memória lhe trouxe.

Sobre esta temática, recupero um post da minha autoria que, pela actualidade de que penso revestir-se, transcrevo na íntegra:

A memória e a aprendizagem

“- V. Ex.ª tem boa memória, sr. Maia?
- Tenho uma razoável memória.
- Inapreciável bem de que goza!”
Eça de Queirós
(“Os Maias”)

O cérebro e a memória são matérias para mim particularmente gratas. Existe uma má

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Saiba o que acontece quando você fuma! 08.02.10


Fumar faz muito mal. Você conhece as fotos, mas agora vai saber o que acontece dentro do corpo do fumante. O resultado é muito mais feio do que você imagina…
por: Luisa Destri

CÂNCER DE PULMÃO
Os sintomas da doença são tosse, catarro, falta de ar e muita dor se o tumor estiver próximo à parede torácica. 20% dos casos são muito agressivos, e tratados com quimio ou radioterapia. Já os outros 80% podem ser operados.

ads_anti_fumoCÂNCER DE LARINGE
O tratamento mais comum para esse câncer é a laringectomia, que obriga o paciente a respirar por uma cânula, como o homem da foto. Os principais sintomas são rouquidão, sangramento e perda da voz.

CORPO ESTRANHO
As substâncias cancerígenas do cigarro, como nitrosaminas e benzopireno, entram na corrente sanguínea e alcançam todas as células do nosso corpo.

MUITA MUTAÇÃO
O contato das substâncias com os ácidos do DNA pode causar mutações em genes relacionados a proliferação, diferenciação e mortalidade da célula.

TUMORES
Se o fumante tiver predisposição a produzir a enzima do citocromo P-450, essas células diferenciadas dão origem a células-filhas mutadas, que formam os tumores.

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Faz menos mal fumar do que ficar inalando a fumaça que sai do cigarro. Esse ar tem 3 vezes mais nicotina, de 3 a 8 vezes mais monóxido de carbono e 47 vezes mais amônia do que o que entra no corpo do fumante passando pelo filtro.

PNEUMONIA
Para se defender do cigarro, o pulmão produz muito muco, o que exige toda sua capacidade imunológica. As secreções, então, viram um prato cheio para bactérias, como a Streptococcus pneumoniae, principal causadora da pneumonia.

SINUSITE
As glicoproteínas presentes no cigarro inflamam as mucosas da face. São as alterações na produção de muco que levam a infecções e provocam a dor típica da doença.

ASMA
A acetona do cigarro inflama os brônquios. Para evitar que mais substâncias tóxicas invadam o corpo, o pulmão aciona um mecanismo de defesa e diminui o fluxo de ar. Daí surge a crise asmática e a sensação de sufocamento.

NECROSE
A falta de oxigênio leva à necrose.

GANGRENA
Quando os problemas de oxigenização acontecem em lugares periféricos do corpo, como pés e mãos, às vezes a amputação é a única solução possível.

CARBONO DEMAIS
O monóxido de carbono liberado pela fumaça tem afinidade química 250 vezes…

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Pensamento de segunda 08.02.10


"Nunca empreste dinheiro a um geólogo. Ele considera cem mil anos um intervalo curto de tempo." (Alfred Wegener)

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Perfis desejáveis do aluno à saída de… 08.02.10


No guia da anterior reforma curricular, datado de 1992, encontram-se uns quadros cujo título era: Perfil desejável dos alunos à saída do Ensino Básico e Perfil desejável dos alunos à saída do Ensino Secundário.

Trata-se duns quadros que sintetizam o que se pretendia que os alunos demonstrassem no final da cada um dos ciclos e que, pelo facto de ocuparem poucas páginas, podiam apreender-se como um todo. Conteúdo à parte (esse é outro assunto), estava ali firmado um referencial que podia facilitar as decisões dos professores em relação à planificação, condução do ensino e avaliação das aprendizagens.

As reorganizações mais recentes desses dois níveis de escolaridade, datadas de 2001 e 2004, respectivamente, apresentam uma infinadade de objectivos e de competências, de modo que se se perguntar a um professor quais são aqueles que persegue, "a conversa muda de sentido", para usar as palavras de Gilbert de Lansheere.

Nova reforma se avizinha, nova orientação se espera ou... talvez não. Na verdade, como tem sido noticiado um professor universitário da área da Educação da Universidade de Lisboa "foi encarregado de rever os objectivos dos currículos para os adequar às matérias consideradas essenciais".

Nas palavras da Ministra da Educação: estão a ponderar-se "as metas de aprendizagem em cada ano de escolaridade e em cada disciplina (...) para distinguir o que é fundamental e nuclear do que deve ser apenas um enriquecimento do aluno. Temos de nos focar no essencial (...). Queremos que os alunos e os professores saibam exactamente o que é nuclear, o que tem de ser ensinado na sala de aula, desde o pré-escolar até ao final do secundário."

Perfis desejáveis do aluno à saída de..., portanto.

Documento referido: Diversos autores (1992). Guia da Reforma Curricular. Lisboa: Texto Editora.
Citações retiradas de: Chita, P. (2010). A reforma de Isabel Alçada. Visão de 4 de Fevereiro, página 36.Continue a ler Perfis desejáveis do aluno à saída de…

Livros de Fevereiro da Gradiva 08.02.10


Informação recebida da Editora Gradiva

Ordens e Congregações Religiosas no Contexto da I República, de Luís Machado de Abreu e José Eduardo Franco (coords.)

Terá sido a expulsão das ordens e congregações religiosas um momento de sombra numa revolução que introduziu rupturas tão relevantes que abriram a porta a uma nova etapa da modernização de Portugal? Consolidada a Democracia, clarificada a relação entre o Estado e a Igreja, o Centenário da República deve constituir oportunidade para a informação, o debate e o esclarecimento desta questão mais sensível. É este o propósito desta obra, que oferece ainda informação histórico-teológica actualizada sobre o sentido, a natureza, as metamorfoses, as contradições e as relações históricas das ordens e congregações.

«Fora de Colecção», n.º 328, 360 pp., € 35,00

5 de Outubro: Uma Reconstituição de Ernesto Rodrigues

Livro escrito como um romance e que se lê como um romance, nele se relatam os acontecimentos que rodearam a Implantação da República e a convulsão social, política e quotidiana vivida há cem anos. Ilustrado e com secções antológicas de documentos da época, será lido com prazer e proveito por um largo espectro de leitores.

«Fora de Colecção», nº 327, 284 pp., € 14,00Continue a ler Livros de Fevereiro da Gradiva

Abbé Pierre – o problema do mal 08.02.10


Toda a minha vida fui ensombrado pela questão do mal, e ainda hoje e não cesso de me interrogar acerca da contradição flagrante, incompreensível, entre a fé no Deus Amor e a existência do mal. (...)
O mais frequente é [um certo] tipo de apologias recusar a objecção de virar a manga do avesso, desculpando Deus de todo o mal e atirando a falta sobre os homens. Dito de outra forma, todo o mal proviria do homem que, pelo exercício da sua vontade e da sua liberdade, se desviaria do amor e do plano do criador para cometer o mal.
Isto é perfeitamente verdade no que toca às catástrofes que o homem provocou. Mas o argumento não faz caso dos tremores de terra, das colossais inundações na China que levam centenas de milhares de pessoas, das fomes em África, dos ciclones na América Central, etc. (…) Como explicar esta aparente indiferença do Todo-Poderoso? Como conciliá-la com o facto dele ser Amor? Ele dispõe de todos os meios e deixa serem levadas nas torrentes de lama, dizimadas por epidemias, milhares de crianças pequenas, de pais, de mães, crápulas e santos misturados? (…)
Isto é para mim, desde sempre, o tema de uma profunda e dolorosa interrogação. De uma busca, de uma súplica. Eu não posso encontrar nenhuma explicação racional para esta constatação e prefiro calar-me, diante do que permanece para mim incompreensível, do que procurar más desculpas para Deus.
Existe contudo uma coisa que eu quero dizer a este propósito. Ela não justifica em nada o mal e o sofrimento, trata-se de uma simples constatação que alimenta a minha meditação e que eu queria partilhar. Eu fui tocado na minha vida com frequência ao ver que muitas vezes o mal suscita o bem, que sempre que somos confrontados com o mal acontece que o amor se desenvolve.
Abbé Pierre, Fraternidade, tr. Miriam Lopes, Editorial Notícias, pp. 81-83.
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Vê-se à segunda (2): Ali G, o divulgador de ciência 08.02.10



Há muito que não se via um apresentador de televisão tão familiarizado com todos os termos científicos. Ali G, a primeira das personagens mais mediáticas de Sacha Baron Cohen, vai a todas, fazendo enquadramentos perfeitos de temas fracturantes como a “tecmologia”, o evolucionismo vs criacionismo e a (alegada?) inevitabilidade de sermos todos Homo Sapiens.

No segundo vídeo, Ali G abre o livro da astronomia e faz piadas secas sobre Lua. Pelo meio, entrevista Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar a superfície lunar e com tanta sensibilidade para o humor como o primeiro para a investigação. Dois vídeos curtos e obrigatórios do mais improvável divulgador de ciência do novo milénio.

Publicado por Sílvio Mendes
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Fotografias com efeito Lomo 08.02.10


Tenho uma Lomo já há alguns 9 anos e gosto dos efeitos descontraídos que se obtêm..Continue a ler Fotografias com efeito Lomo

DIETA DO BlaBlaBla 08.02.10


listaAno Novo chegou e com ele as inúmeras promessas para um ano diferente. Com certeza dentre elas a clássica promessa: fazer dieta para eliminar os quilinhos em excesso.

Para os que realmente levam isso a diante, Parabéns! Basta saber se o caminho escolhido para realizar tal objetivo foi adequado, no caso: dieta equilibrada para perda de peso + exercícios físicos, procurar profissionais capacitados, nutricionista e um educador físico, para que seja feito um plano com segurança, respeitando a individualidade de cada um.

Mas nem sempre é isso que ocorre muitas pessoas recorrem às famosas dietas “milagrosas” de revistas, sites, etc. Basta uma breve olhada nas capas de revistas ou uma simples pesquisada na internet que você encontra coisas do tipo: Dieta do chá gelado, da maçã, da banana matinal, da sopa, do leite, do chá branco, do chá verde, do amarelo, da água, da gelatina, do gel que emagrece, da clara do ovo, dieta líquida e para finalizar tem dieta até do poder do pensamento. Inacreditável, já pensou se o poder do pensamento fizesse emagrecer? O mundo estaria cheio de modelos, gostosas e saradões.

perda-de-peso-gNenhum alimento por si só fará com que você perca vários quilos apenas comendo-o desesperadamente e repetidamente. O que de fato acontece é que alguns alimentos contêm substâncias em sua composição que atuam de alguma maneira facilitando a perda de peso. Um exemplo bem conhecido é o chá verde que é considerado um alimento termogênico, estes aumentam o metabolismo e a temperatura interna corporal, com isso, queimam calorias e ajudam a emagrecer. Portanto, não será o chá verde o grande “milagroso” da perda de peso, mas sim uma dieta equilibrada na qual ele faça parte se usado com regularidade na quantidade recomendada.

Lembra-se na próxima promessa de ano novo, caso coloque a clássica promessa da perda de peso na sua lista, escreva: Tornar/manter minha alimentação mais saudável e equilibrada.

Um Feliz 2010 com muita Saúde!

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