Blogs de Ciência

Blogs de Ciência – Divulgação de todos os blogs em Português que versam a ciência. Parte do Projecto Divulgar a Ciência(.com)

POPPER SOBRE O ERRO 13.03.10



Excerto do livro "Em busca de um mundo melhor" de Karl Popper (Fragmentos,1989):

"(...) Proponho, pois, uma nova ética profissional, sobretudo, mas não só, para os cientistas da natureza. proponho que ela assente nos doze princípios a seguir enunciados (...)

1. O nosso saber conjectural objectivo vai sempre mais além daquilo que um indivíduo consegue dominar. não existem pois autoridades. Isto é igualmente válido no que se refere a especializações.

2. É impossível evitar todos os erros ou sequer todos os erros em si mesmo evitáveis. são constantemente cometidos erros por todos os cientistas. a antiga noção de que é possível evitar o erro, e que portanto é obrigatório evitá-lo, deve ser revista: ela própria está errada.

3. Naturalmente que continua a ser nossa tarefa evitar, sempre que possível, os erros, mas precisamente para os evitar, temos de compreender antes de mais, muito claramente, como é difícil evitá-los e que ninguém o consegue, inteiramente, não o conseguem também os cientistas criativos, que se deixam guiar pela sua intuição: a
intuição também nos pode induzir em erro.

4. Mesmo as teorias mais bem confirmadas podem ocultar erros; cabe especialmente ao cientista procurar esses erros. a constatação de que uma teoria bem comprovada ou de que um processo de ampla aplicação prática enfermam de erro pode constituir uma descoberta importante.

5. Há, pois, que modificar a nossa atitude face aos nossos erros. É aqui que deve começar a nossa reforma ético-prática. Pois que a antiga atitude ético-profissional leva a que se dissimulem, a que se encubram os erros e a esquecê-los tão rapidamente quanto possível.

6. O novo princípio básico é o de que para aprendermos a evitar tanto quanto possível os erros, temos que aprender precisamente com eles. Encobrir os erros constitui, pois, o mais grave pecado intelectual.

7. Devemos, por conseguinte, procurar constantemente os nossos erros. Quando os detectarmos, há que gravá-los na memória, analisá-los sob todos os ângulos, para irmos até ao fundo.

8. A atitude autocrítica e a sinceridade são, por consequência, um dever.

9. Já que devemos aprender através dos erros que cometemos, devemos igualmente aprender a aceitar, ou melhor, a agradecer que os outros nos alertem para esses erros. se chamamos a atenção dos outros para os erros que cometem, teremos que ter sempre presente o facto de nós próprios cometermos os mesmos erros. E convém não esquecer que os

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SEMANA DO CÉREBRO 13.03.10



Assinalando a Semana do Cérebro e com organização da Sociedade Portuguesa de Neurociências, amanhã domingo, pelas 12 horas, inaugura no Centro Comercial Dolce Vita em Coimbra a exposição "Do Espaço e do Tempo" de Mário Cabrita Reis, que esteve antes na Universidade Nova de Lisboa e que depois seguirá para o Porto.Continue a ler SEMANA DO CÉREBRO

CARNICEIROS E SANTOS 13.03.10



Destacamos de entre as recensões de livros do "New York Times" desta semana "Butchers and Saints" de Eric Ormsby do recente livro:

HOLY WARRIORS A Modern History of the Crusades
By Jonathan Phillips
Illustrated. 434 pp. Random House. $30

Um excerto da crítica:
The villains of history seem relatively easy to understand; however awful their deeds, their motives remain recognizable. But the good guys, those their contemporaries saw as heroes or saints, often puzzle and appall. They did the cruelest things for the loftiest of motives; they sang hymns as they waded through blood. Nowhere, perhaps, is this contradiction more apparent than in the history of the Crusades. When the victorious knights of the First Crusade finally stood in Jerusalem, on July 15, 1099, they were, in the words of the chronicler William of Tyre, “dripping with blood from head to foot.” They had massacred the populace. But in the same breath, William praised the “pious devotion . . . with which the pilgrims drew near to the holy places, the exultation of heart and happiness of spirit with which they kissed the memorials of the Lord’s sojourn on earth.”
Para mais ler aqui.
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TELEMÓVEIS E IGNORÂNCIA 13.03.10



Como é habitual aos fins de semana, destacamos um dos posts do físico Bob Park, que mantém há muitos anos a coluna electrónica "What's New" onde combate a pseudo-ciência, a fraude e a ignorância.

CELL PHONES: THE MAINE PROBLEM IS SCIENTIFIC IGNORANCE.

The use of cell phones has become ubiquitous in modern society. There is also a lot of brain cancer. This has led to a lot of people to suggest that the two are connected, and the state of Maine is considering legislation that would require cell phone manufacturers to print a warning on the product. But has the incidence of brain cancer increased at anything like the numbers of cell phones. It is a troubling issue for most physicists who recognize that cell phones almost certainly can’t cause cancer. All known cancer agents act by breaking chemical bonds in DNA, creating mutant strands that may multiply to become cancers. Microwave photons are orders of magnitude short of being able to break chemical bonds. The Federal Communications Commission, the Food and Drug Administration and the American Cancer Society recognize this, but for most Americans the words “quantum mechanics” are simply an announcement that you won't understand what follows. Even a very bright high school student probably won't have any idea what you're talking about.

Robert ParkContinue a ler TELEMÓVEIS E IGNORÂNCIA

HUMOR: Iogurtes com probióticos reduzem encarceramento em acidentes de viação 13.03.10



Os iogurtes com probióticos são a nova esperança na emergência médica e cuidados intensivos. Os Lactobacillus e Bifidobacterium têm uma acção preventiva, reduzindo a taxa de encarceramento em acidentes de viação, isto porque os ocupantes das viaturas estão sentados na sanita de uma estação de serviço a contraírem uma micose em vez de estarem na estrada a ter acidentes. Também têm uma acção benéfica ao nível do politraumatismo, desde que os ocupantes viajem envoltos numa barreira de iogurtes, que absorvem parte do impacto do choque. Aumentam ainda a taxa de sobrevivência nos cuidados intensivos, uma vez que depois do paciente falecer os Lactobacillus e Bifidobacterium ainda continuarão vivos nos seus intestinos por mais algum tempo.

David Marçal, no Inimigo Público
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A defesa dos direitos humanos e do relativismo cultural serão compatíveis? 13.03.10


Desidério Murcho escreveu na Crítica (revista de Filosofia online) um interessante e informativo artigo sobre ética e direitos humanos de que a seguir transcrevo algumas passagens. Este artigo pode ser lido na íntegra aqui. Aconselho a sua leitura, sobretudo aos alunos do 10º ano. «(…) A ética não é um mero conjunto mais ou menos arbitrário de códigos de conduta; entre outras coisas, é o Continue a ler A defesa dos direitos humanos e do relativismo cultural serão compatíveis?

Matriz do 4º Teste de Filosofia do 10º ano (turmas A e C) 13.03.10


Temas: O problema da justificação dos juízos morais. A questão da fundamentação da moral: a teoria ética de Kant. Continue a ler Matriz do 4º Teste de Filosofia do 10º ano (turmas A e C)

“entender a ciência dobra a beleza de uma flor” 13.03.10


Sacada genial de Luis Brudna em sua palestra sobre a relação entre a astronomia e a química!


Filed under: divulgação científica Tagged: ano internacional da astronomia, astronomia, ciência, química, ultravioleta Continue a ler “entender a ciência dobra a beleza de uma flor”

Hoje estou de LUTO; haja memória; RIP 13.03.10



Ainda o suicídio do professor em Sintra, vejam só a opinião desta mãe

:. HAJA MEMÓRIA .:.

Professores (entre 2007 e 2009)


a 19 de Fevereiro de 2010
Luís V. C. , Professor maltratado por alunos preferiu morrer a voltar ao 9º B
addthis_pub = 'bioterra';
Alunos
Leandro Filipe Pires




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O que devo ser quando for grande? 12.03.10



«Passará a empregabilidade, exclusivamente, pelo investimento no conhecimento? Para a socióloga da Universidade do Minho não, já que "o sucesso profissional não depende apenas do conhecimento". "Atitudes, valores e outras dimensões não cognitivas", como é o caso das características "afectivas e emocionais", também contribuem para arranjar e manter o emprego.

Então, pode a ditadura do mercado profissional vedar o acesso à formação de áreas do saber como a Filosofia?

Na perspectiva de José Manuel Leite Viegas, não devem tratar-se de áreas incompatíveis, até porque "os países com uma dinâmica de mercado forte e muito prática valorizam áreas como a Filosofia. Trata-se da primeira área de formação, o ponto de partida para a prática empresarial, por exemplo".

Além disso, "a Filosofia carece de um complemento e o próprio indivíduo necessita de racionalidade e conhecimento do Mundo em qualquer área do saber"

O que pensa o leitor? É  a Filosofia uma área de formação inicial ou complementar? O actual mercado d etrabalho favorece ou prejudica os graduados em Filosofia? Qual a procura de licenciados, mestres e doutores em Filosofia em Portugal e no Brasil?
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